Bagunçando as Vidas: Conheça Jordan.
11 Capítulo 6.
Notas iniciais
Carly, Freddie, Jordan e eu estávamos passeando no parque, quando Jordan anunciou:
— Mãe, você está me devendo um picolé!
— Ok... Tome – Eu dei dinheiro á ele – Vá lá e compre, mas é só um! Quero o dinheiro que sobrar em minhas mãos.
— Tudo bem... Tia Carly, vamos comigo?
— Claro! Já volto pessoal.
Eles estavam um pouco longe, e de repente, começou a chover. Parecia de propósito. Carly fez um sinal dizendo que correria para o apartamento, eu confirmei, e ela logo saiu correndo com o Jordan.
— Acho melhor nós irmos também – Eu disse ao Freddie
— Não, espere – Ele me segurou. Nós olhamos para cima e chovia em nossos rostos. Uma gota caiu em minha testa e escorreu por todo meu nariz até cair. Quando abaixamos nossas cabeças, nossos olhares se cruzaram e a ponta de nossos narizes se tocaram. Eu sorri, ele sorriu de volta, e me beijou, naquela chuva, no meio do parque vazio. O que eu não daria para voltar naquele dia. Dia perfeito.
Quando chegamos no apartamento, já tinha até parado de chover. Jordan estava no sofá, comendo um balde de pipoca e assistindo Family Guy.
— Garoto, cadê a Carly? – Eu logo perguntei
— Está no banho – Ele respondeu de boca cheia
— Bom... Chuva dá fome. Eu preciso de presunto! – Eu cantarolei indo para a cozinha.
— Ah, e ela está com um cara – Jordan acrescentou. Eu me virei na direção dele com um impulso só, arregalei meu olhos e cheguei mais perto para entender melhor. Olhei para o Freddie que olhava de volta espantado.
— Co-como é que é Jordan, com um cara? Quem? – Eu perguntei ainda espantada
— Ah, é o... Como é mesmo o nome... Ah, é David. A gente já se encontrou com ele antes, no shopping e tudo mais – Ele disse com o ar mais despreocupado de todos. Freddie levou a mãe á cabeça, e eu dei um grande suspiro.
— Olha, filho, vai lá com seu pai, que eu preciso resolver umas coisas aqui, termina de assistir lá, ok? – Eu disse já desligando TV e dando tapinhas nas costas do garoto para que ele andasse logo.
— Ta, mas eu...
— Aaaaah, tchau – Eu interrompi fechando a porta. Encostei minhas costas na porta e pensei “Meu Deus, o que a Carly tem na cabeça?”. Isso significa que toda vez que ela sumia e saía do mapa, ela ia se encontrar com ele, David. Preciso saber quem ele é, como ele é, o que ele pretende... Ficha criminal, e etc. Um arrepio subiu pelas minhas costas depois que fechei os olhos e imaginei eu, madrinha de alguma criança da Carly. Mais um bebê. Mas ela não poderia fazer isso, eu que faço as coisas erradas, eu é que sou a Sam, e minha coisa errada já está com 4 anos, bem grandinha. Nós iríamos voltar a estaca zero. Outro bebê. Ok, eu já estava me precipitando demais, era só um cara.
Ouvi barulhos vindos do andar de cima. Me posicionei na escada, de braços cruzados e uma sobrancelha levantada. Perfeito. Carly descia toda alegrinha, rindo com o tal, e ela deu de cara comigo, o que ela não esperava.
— Olá Carly. Olá David. – Eu disse o nome devagar, o olhando de cima á baixo.
— Oh, Sam, pensei que você e o Freddie fossem ficar no parque. Esse é David. David, essa é minha amiga Sam – Ela dizia como se nada tivesse acontecido.
— Olá Sam! – Ele estendia a mão para me cumprimentar. Cruzei meus braços e fechei um pouco mais meus olhos para analisá-lo.
— Ahm, David, eu acho melhor você...
— É, também acho, te vejo depois Carls – David disse, já saindo do apartamento.
— David? – Eu olhei bem para a cara da Carly – Por que não me contou?
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