Bagunçando as Vidas: Conheça Jordan.
44 Capítulo 17.
Notas iniciais
Dia das crianças estava perto, e as nossas crianças estavam malucas por causa disso. Fui fazer compras com Bonnie e tentava me manter inteira, enquanto Bonnie pulava, cantava, dava gargalhadas no meu colo.
— Aaai filha, assim não vai dar né, colabora. A mamãe aqui tem que carregar muitas sacolas e uma a mais, que é você. Vai para o chão, tudo bem. – Eu coloquei Bonnie de pé no chão e ela pulava mais ainda.
Passávamos em frente a lojas e tudo que Bonnie via, ela pedia, não importava o que era. Era colorido, atraía ela, ela pedia.
— Ma.. Mamã... Olha, olha!
— Eu sei, querida, depois eu te compro o mundo se você quiser... Se seu pai pagar, é claro...
Era incrível o seu jeito, a sua feição, até mesmo como andava, se parecia muito com Freddie. Ela ria igual a ele, era adorável. Raramente ela fazia birras, só muitas traquinagens e bagunça.
Ela grudava no vidro das vitrinas e seus olhinhos azuis brilhavam com os brinquedos expostos.
— Vamos Bonnie, tia Carly já comprou muitas coisas para você e pro Jordan, se você se comportar você vai ganhar. – Ela virou o olhar para mim, aqueles olhinhos azuis, adoráveis. Eu avistei um Starbucks ali perto e não me contive. – Tudo bem... Se você correr bem bem bem rápido e chegar no Starbucks logo ali, eu te compro um daqueles cafés iguais aos que eu tomo. – Eu terminei a frase, ela correu, driblando as pessoas que andavam normalmente.
Chegamos lá, comprei os cafés, e estávamos de saída, quando um cara nos abordou.
— Que criança linda! Sua filha?
— Quem pergunta? – O analisei
— Russell Stewart, agente publicitário. Ouça, senhora, não gostaria de levar sua filha para este endereço – Ele me entregava um cartãozinho – para ela tirar umas fotos, quem sabe, fazer algum comercial?
— Ahhmm.. Ta, eu vou pensar, agora temos que ir, estamos muito ocupadas, só fizemos uma paradinha rápida. Venha, Bonnie. – Eu puxava ela pelo braço.
— Espero sua ligação!
Ahh, aquela cara só podia estar maluco! Eu não queria dar a minha filha a mesma vida que eu levei, com aqueles concursos miseráveis... Sem chance.
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