Notas iniciais
Olá amores!!!

Bom, essa fanfic é só uma ideia meio maluca que eu tive e uma homenagem para os dois personagens que eu acho que são os melhores vilões em suas respectivas sagas e decidi uni-los, esses dois goxtosos.
Eu espero que gostem e bem, ouçam a musica quando Kath ligar o rádio, super combina com os dois, Bad to the Bone de George Thorogood And The Destroyers

>>> https://www.youtube.com/watch?v=HVUf9XlDpi8

Eu aguardava na grande sala de estar de uma mansão em Londres, um lugar requintado, com belas tapeçarias e quadros que estranhamente se mexiam, um sofá de estofado preto, uma janela grande para o jardim enfeitados por pavões albinos. Esses britânicos tem bom gosto, pensava olhando tudo em volta. Fora levada até ali por um homem que se identificou como Abraxas Malfoy, o dono disso tudo, sob as ordens do grande bruxo que chamavam de Lorde das Trevas.

Pois é e ali estava eu de volta à Inglaterra, o lugar mais perigoso onde eu poderia estar, uma vez que foi exatamente ali que conheci Niklaus Mikaelson, mas Katherine Pierce não faz nada sem um motivo, e era por causa dele que eu estava há um bom tempo procurando o bruxo que chamam de Lord Voldemort, só ele poderia lançar um feitiço que me esconderia de Klaus para sempre.

— Srta. Katherine Pierce. — ouço a voz arrastada do bruxo que me trouxe até ali e me viro para encará-lo, ao seu lado, porém, encontra-se um bruxo que exala poder, com uma capa negra que se arrasta no chão e capuz que cobre seu cabelo, mas posso perceber que são tão negros quanto a pele é pálida, os olhos também negros profundos e vazios de qualquer sentimento. — Permita-lhe apresentar, o Lorde das Trevas.

Faço uma reverencia digna segurando o vestido com as mãos enluvadas, controlando-me, já que algo naquele homem me faz querer extrair até a ultima gota de seu sangue.

— Milorde. — o cumprimento.

— É um prazer, Srta. Pierce. Nos dê um minuto, Abraxas.

O loiro fez uma reverência e se retirou.

— Posso lhe servir uma bebida, Pierce?

— Eu prefiro ir direto ao ponto, me perdoe a falta de modos, mas estou com um pouco de pressa. Preciso de um feitiço.

Ele franziu a testa.

— E qual seria o feitiço? — perguntou curioso.

— Estou me escondendo, fugindo, preciso de um feitiço que me esconda de um vampiro chamado Klaus, ouvi rumores do tamanho de seu poder, milorde. Pode fazer isto, não pode?

— Se eu posso? Claro que sim, mas... — ele se sentou no sofá de veludo cruzando a perna e me olhando com um sorriso debochado. — Por que eu faria?

Eu pensei por um minuto, eu podia forçá-lo, hipnotizá-lo, ameaçá-lo, mas pelo que diziam do bruxo que pode falar com cobras, seria melhor tentar primeiro de um jeito diplomático.

— Eu não poderia simplesmente ficar te devendo um favor, não é mesmo?

— Naturalmente que não.

— O que quer então?

— Srta. Pierce, aceite a bebida, sente-se e conte-me mais sobre esse vampiro, Klaus, por que ele te persegue? — apesar do tom de voz calmo e cortês, havia algo implicito, um toque sutil de ameaça e uma ordem velada que não deveria ser descumprida, mas aquele bruxinho não sabia com quem estava falando.

Cansada da brincadeira, deixo minhas presas aparecerem e em meio segundo eu teria apertado seu pescoço e o forçado a me obedecer. Fui impedida no ultimo segundo, ele se levantou e com um pedaço de madeira me paralisou.

— Eu obedeceria se eu fosse você. — ele diz frio, retira o capuz e se afasta indo até a adega. — Agora...

Para a minha surpresa ele pegou uma faca e cortou a própria mão deixando o sangue pingar na minha frente, mas eu estava paralisada por seu feitiço, ele tinha consciência do quanto seu sangue parecia convidativo para mim naquele momento e se divertia com isto. Ele estancou a ferida, enrolando-a com um pedaço de pano.

— Você vai contar-me tudo ou terei que invadir suas memórias, Katerina Petrova?

Ele sacudiu novamente aquele pedaço de madeira idiota e eu ainda estava imóvel, mas podia falar.

— Me solta. — digo feroz, mas ele ainda estava se divertindo, se aproximou de mim e segurou meu queixo com força.

— Vai se comportar? — pergunta com uma falsa expressão inocente.

Eu sorri falsa, parecia que eu não tinha muita escolha. Ele me libertou do feitiço, mas ainda sentia meus músculos um pouco tensos.

—Argh... Se vou te contar tudo o que aconteceu desde 1492, vou precisar de muita bebida.

Fui até a adega e tomei um bom gole de Whisky direto da garrafa.

Contei-lhe tudo, sobre os vampiros originais, Klaus e Elijah, sobre como me tornei vampira e que agora Niklaus estava atrás de mim. Contei-lhe que forjei minha morte, mas omiti algumas partes, como, por exemplo, que eu realmente amava Stefan Salvatore, preferia que ele acreditasse que eu só manipulei os dois irmãos e os transformei em vampiros.

Quando terminei, Lord Voldemort tinha o olhar perdido e com um fulgor vermelho que o deixava mais sombrio.

— E esse é o fim, eu sempre sobrevivo, não importa quantas pessoas eu tenha que matar ou tirar de meu caminho, eu consigo o que eu quero, isso faz de mim uma pessoa ruim? Eu não acho.

— É isso que eu quero. — ele diz ainda com os olhos vidrados. — Me transforme e eu faço o feitiço que quiser.

— Você não quer isto...

— Vida e juventude eterna, força sobre-humana, humpf, não há nada que eu queira mais. Beber sangue é a única condição? Eu posso viver com isto.

—Não pode.

— Acha que pode me impedir Katerina?! — ele pareceu se enfurecer.

— Deixaria de ser bruxo. — explico antes que ele exploda e faça alguma bobagem. — Deixa de ser tão irritadinho. — digo tão próxima dele que posso sentir sua respiração e me controlo novamente para não mordê-lo. — Eu quero conhecer o homem por trás de Lord Voldemort.

Ele sorriu e pegou a garrafa da minha mão tomando um longo gole.

— Tom Marvolo Riddle. — ele disse e eu liguei o radinho enquanto ele tirou a capa e deitou-se no sofá de estofado preto, dancei no ritmo da musica enquanto ele me contava coisas de seu passado, falou de muitas coisas, mas eu não captei tudo. — E tenho esta garota Bellatrix. — ele riu, cruel e divertido, afetado pela quantidade de álcool já tomada. — Tola, apaixonada por mim, mas isto é bom, ela faz meu trabalho sujo.

— Ela é o seu Damon Salvatore. — eu digo ainda dançando e bebendo. — Ele não é como o Stefan, nunca vai ser, mas me diverte.

Riddle se sentou e me olhou com uma sobrancelha arqueada.

— Mas chega de falar do passado. — digo com um sorriso malicioso retirando as luvas, o chapéu e desabotoando o vestido ficando apenas de lingerie preta. Seus olhos negros repletos de desejo percorreram o meu corpo e eu me sentei em seu colo.

— Tsc tsc tsc Katerina Petrova é uma garotinha apaixonada.

— Tsc tsc tsc Lord Voldemort é um órfãozinho amedrontado.

Eu ri vitoriosa do seu ar enfurecido.

— Já matei por muito menos, vai pagar por isto Petrova. — ele diz antes de beijar-me com fúria puxando meu cabelo, mas correspondo a altura. Nossos beijos eram uma luta de quem dominava mais. Por ser vampira, eu era mais forte e mais rápida do que ele, o puxei e o empurrei contra a parede com força, levantei seu queixo e cravei meus dentes naquela pele alva, sugando o líquido quente e vermelho, nunca me saciava, mas percebi que ele começava a ficar fraco e parei, lambendo os lábios provocativamente na sua frente, um erro, pois em um segundo me vi presa por correntes invisiveis.

— Gosta de dor Katherine? — ele sorriu girando a varinha entre os dedos. — Agora nós vamos nos divertir.
Terminamos em um dos quartos no andar de cima, ofegante e dolorida, a noite mais louca que eu já tinha tido.

— Podemos repetir isso mais vezes. — digo com um sorriso malicioso.

— Não, não posso perder mais tempo.

— Agora você me magoou. — digo sarcástica, levantando-me e me vestindo e ele faz o mesmo. — E então, ao menos vai fazer o feitiço? — digo esperançosa, mas pronta para forçá-lo se fosse preciso.
Ele pegou a varinha na cômoda ao lado e apontou para mim, murmurou palavras esquisitas, não foi demorado.

— Deve ajudar, não será encontrada a menos que queira Katherine, o feitiço durará enquanto eu estiver vivo.

— Não morra! Adeus, Voldemort. — digo lhe dando às costas, mas ele segura meu pulso e me puxa para um beijo.

— Se quiser se juntar aos meus servos, tenho espaço para uma vampira, Klaus não seria um perigo.

— Não nasci para servir ninguém, milorde.

— Humpf, eu ainda posso te achar, então não apronta Katerina.

Eu sorrio travessa antes de partir. Mesmo que Stefan seja o grande amor de minha vida, ninguém nunca me entenderia como Tom Riddle.

[...]

Anos depois

Eu andava sobre o cemitério de um pequeno povoado chamado Little Hangleton e parei na lápide de Tom Marvolo Riddle, o grande bruxo das trevas tinha sido derrotado.

— Por um garoto de 17 anos, que vergonha Riddle. — digo me ajoelhando e depositando algumas flores, acácias branca, que aliás, eram as únicas flores de seu túmulo, o que me fez suspirar, talvez pessoas como nós não acabem bem mesmo.

De qualquer forma, eu tinha que parar de sentimentalismo, era hora de ir para Mistic Falls e ter Stefan Salvatore de volta.

Notas finais
Gostaram?
Bjs ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!