Bad on Goodbyes
1 When did you think it was your man
Notas iniciais
Espero que gostem e que faça algum sentido.
A fanfic não foi betada!
Já era a quinta vez em menos de sete minutos que eu olhava o relógio em meu punho. O tempo realmente demorava a passar e a catedral ficava cada vez mais fria, devido à forte nevasca que caia por toda Magnólia. Ainda encarava Gray friamente, afinal quem diabos escolheria um dia antes do natal como data de casamento? Claro, que o idiota do meu melhor amigo.
Senti mais uma vez o terno me pinicando e eu somente olhei ao redor. Quando eu novamente iria reclamar com o idiota ao meu lado, ouvi as grandes portas da igreja sendo aberta e uma música sendo tocada em um piano no final do corredor. Todos se levantaram ansiosamente para que pudesse olhar a noiva e eu tinha que concordar, estava linda.
Juvia era uma mulher exuberante, disso ninguém tinha dúvidas. Seu cabelo azul estava preso com algumas pérolas aleatórias e um longo véu acompanhava seu vestido branco. Naquele momento ela parecia a pessoa mais feliz do mundo e o babaca ao meu lado estava emocionado. Eu, com certeza queria ter uma câmera nesse momento para registrar esse momento, mas minha mãe que enxugava os olhos com o lencinho, estava bem na terceira fileira e eu não ansiava ser morto aos 26 anos de idade.
A noiva finalmente chegou ao local e o padre começou a falar algo que eu sinceramente não fazia muita questão de ouvir. Eles não gataram uma fortuna com isso? Por que diabos dariam para trás na hora do “sim”? Na hora que eu ia revirar os olhos pela terceira vez pude reparar na pessoa que entrava discretamente pela porta lateral da igreja, comumente usada para os músicos entrassem e saíssem sem fazer alarde.
Conheceria aquela cabelos loiros em qualquer lugar: Lucy Heartfilia. Ela sorria para alguém na última fileira e logo se sentou em um dos espaços vagos no banco. Mas que inferno, ela não mudou nada.
∞
— Mas o que diabos ela está fazendo aqui, Gray? – Já estávamos na recepção do casamento, em um dos hotéis dos pais de Juvia. Como assim esse mané não me falou que ela vinha? O azulado só pegou uma das taças de suco de um dos garçons que circulavam pela festa, no final das contas Levy conseguiu fazer tudo com perfeição.
— Ela é prima da Juvia, claro que ela vinha, mané. Sério, já deve ter uns 4 anos que vocês tiveram esse casinho de verão, vocês dois estavam na faculdade, apenas supere. – Ele pegou um salgado na mesa e me deu um tapinha no ombro, como se isso fosse me consolar. Apenas revirei os olhos.
— E quem disse que eu não superei ela? – peguei um prato com comida e sai andando, enquanto Gray me seguia. Um pouco mais afrente era possível ver a mesa com nossos amigos e perto uma com meus pais e meus tios. – Eu apenas não gosto da forma como ela aparece e some se achando a dona do mundo e da verdade. – Meu amigo apenas riu, mas acabou se engasgando, então foi a minha deixa para começar a rir.
— E aí, rosinha, ainda não enfartou, melhor que dá ultima vez que saiu beijando qualquer uma quando viu a Bunny Girl. – Gajeel, meu primo estava rindo como um idiota, enquanto bebia mais uma taça de vinho. A namorada dele, Levy, riu discretamente.
— Você não vai me defender desse seu namorado estranho, Levy? – Me sentei ao seu lado e passei o braço – agora sem paletó – sobre o encosto da sua cadeira, levando um carão de Gajeel que deu um tapa na mão enquanto murmurava um “folgado”.
— Não me meto em casos de família, Natsu. No final das contas eu concordo com o Gajeel, foi uma ideia estupida você ter beijado Lisanna apenas para atingir Lucy. – Péssima pessoa para pedir ajuda. Lucy e Levy se conhecem desde sempre e foi a azulada que acabou me apresentando a loira.
— A culpa foi dela que simplesmente sumiu e seis meses depois apareceu com um documento de autorização para aquele maldito livro. –Levy deu de ombros e começou a conversar com Gajeel sobre alguém da faculdade que não tinha notícias e que achou que tinha visto no meio da multidão, no final ela realmente não se meteria. Comecei a batucar na mesa ao ritmo da música que tocava.
∞
Gray não estava de brincadeira quando disse que a festa não tinha horas para acabar, já passava das 2:00 horas da manhã e os convidados mais íntimos não apresentavam interesse em partir. Sentei–me em um dos vários bancos dispostos no jardim do hotel, percebendo que alguns casais mais novos se escondiam atrás das arvores enquanto davam um amasso, ele só pode rir ao se lembrar que já se encontrou na mesma situação com a loira a alguns anos atrás, o único arrependimento que o rosado levava era de terem sido descobertos pelo sr. Jude.
— Sabe, Natsu, um dia vamos ter que conversar, no final das contas temos os mesmoS amigos e eu não estou afim de fazer com que seja chato para eles. – A loira estava encostada em uma arvore mais a frente, protegida pela sombra, um dos motivos que eu não consegui reparar que ela estava ali mais cedo.
— Não temos nada que conversar, Lucy. – Ao me levantar limpei o pó imaginário da minha calça para não precisar encarar ela. – Você não tinha nada para me falar quatro anos atrás e eu não tenho nada para te falar agora. – Antes que eu desse mais de dois passos para voltar ao salão, senti ela segurar meu braço.
— Bem, você não tem o que falar, mas eu tenho e você vai ter que escutar. – Os olhos castanhos da loira a minha frente pareciam queimar como uma brasa de carvão, tenho certeza que se chegasse mais perto dela poderia ouvir a raiva borbulhando no seu interior.
— Qual a moral que você acha que tem para fazer isso? – Puxei meu braço, os cruzando logo em seguida, para mostrar meu descontentamento com a situação.
— Somos amigos, Natsu. Amigos não estão aqui para perdoar e escutar? – Ela também cruzou os braços, o que realmente foi uma péssima ideia, já que os seios dela só aumentaram com o movimento. Qual é, eu estava bravo e magoado, mas não era cego.
— Escuta, loirinha, se um dia realmente fomos amigos, isso foi a muito tempo. – Soltei um suspiro e olhei para o céu estrelado. – Você não me conhece mais, assim como eu também não te conheço. – Olhei para ele e depois ao redor, constatando que Levy, Cana e Erza estavam olhando a conversa da porta do salão. – Não vamos estragar o dia da Juvia e Gray, é o mínimo que podemos fazer depois de tantos anos eles sendo bons amigos.
— Você amadureceu, Natsu, estou realmente feliz por isso. – Ela me deu um pequeno sorriso que fez o meu estupido coração bater mais rápido. – Mas no final das contas não mudou nada, continua com a mesma mania estupida de jogar toda a merda em baixo do tapete e esperando uma solução milagrosa para resolver os seus problemas. – Ela balançou a cabeça e me deu as costas, mas antes de realmente sair deixou algo no banco que anteriormente eu estava sentado. – Bem se você quiser conversar e ouvir o outro lado da história, me ligue e marcamos um local para conversar.
A loira saiu e me deixou encarando o papel, que quando olhei mais de perto, notei ser um guardanapo. “Lucy H. xx–xxxxx–xxxx”
Já disse que ela se achava a dona da verdade? Murmurei uns palavrões baixinho e amassei o guardanapo, no final das contas não podia negar que tinha ficado curioso pelo que a loira iria me contar.
Notas finais
Alguma teoria de o porque a Lucy foi embora?!
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