Notas iniciais
Oie gente, mais um capítulo para vocês, esse ficou meio parado, mas o próximo eu prometo que vai ser mais legal! Mais uma coisinha, eu li um one shot muito legal, Curiosidades de crianças escrita por Mr J, recomendo amores, muito engraçada :’) É dos Vingadores -> https://fanfiction.com.br/historia/638313/Curiosidades_de_criancas/ Desculpem qualquer erro, tomara que gostem e o próximo sai em breve, vou tentar ser rápida ;) Beijos s2

“O tempo está passando muito mais rápido do que eu e eu estou começando a me arrepender de não gastar tudo isso com você...”

(Nickelback)

Acordo e me deparo com o escuro, à luz da sala onde eu estou parece ter sido apagada. A sala está mais fria também, abraço meu corpo e esse simples movimento faz meus músculos doerem.

Eu estava começando a ficar preocupada, eu não tinha como fugir de nenhum jeito, eles estavam mais do que preparado para me prenderem novamente caso eu tentasse alguma coisa. Além disso, minhas forças estavam cada vez mais baixas, eu estava com fome, com sede, cansada, dolorida e fraca, não tinha mais o soro para me ajudar.

Começo a me perguntar se eu fosse realmente morta, acho que não seria tão ruim. Eu já havia vivido bastante e estava cansada dessa vida. Eu só tinha um motivo para lutar, e estava claro agora, acho que estar perto da morte faz a gente pensar melhor e finalmente entender e aceitar as coisas.

Meu único motivo para lutar seria Tony.

Deitada aqui no chão frio, sozinha e fraca, eu sentia saudades de Tony, queria tanto que ele estivesse aqui comigo, que me ajudasse como havia feito nesses dias, eu não me importava se eu estava carente ou louca, eu apenas o queria aqui comigo.

Ri fraco pensando em como tão rápido o idiota e egocêntrico Tony Stark havia feito eu gostar dele.

Mas eu havia perdido ele, eu me arrependia agora de ter gritado e surtado, como eu queria ter simplesmente o abraçado e beijado quando ele entrou por aquela porta.

Agora não importava mais, eu já havia gastado todas as minhas chances, tantos erros cometidos que eu não tinha mais como aguentar. E se eu morrer aqui significasse que Tony viveria, seria a primeira coisa certa a fazer.

A porta abre e a luz é acessa, fazendo meus olhos se fecharem.

Sinto novamente uma agulha em meu braço e meu corpo ficando mais mole ainda. Deixo meus olhos fechados e o meu corpo ser carregado.

Sou colocada em uma cadeira e logo prendem meus braços e meus tornozelos novamente. Abro meus olhos e dou de cara com Kyle. Ele mexe em alguns computadores. Dou uma olhada pela sala, ela é de tamanho médio, cheia de computadores e bem tecnológica. Vejo também vários pessoas com cara de médicos ou cientistas andarem de um lado para o outro, perto de onde estou sentada a outra cadeira igual, todavia, vazia.

– Como eu sei que você não vai cooperar, vamos usar você para algo mais útil, sabe que arma poderíamos criar com o seu DNA modificado e mais outros, todos juntos em uma só pessoa? Poderíamos criar uma arma indestrutível. – Kyle estava a poucos centímetros do meu rosto, sorrindo.

Não respondi nada, apenas desviei meu olhar para o chão.

– Não quer falar nada? – Kyle puxou meu queixo com os dedos. – Melhor assim. Vamos começar!

Vários homens vestidos com jalecos se aproximam de mim. Começam a colocar inúmeros fios em mim e conectar em computadores. Depois de tudo conectado, eles pegam pranchetas e câmeras.

Eles tiram uma quantidade relativamente grande de sangue da minha corrente sanguínea.

– Essa foi à última! — O homem em minha frente é baixo, tem cara de ser mais velho, tem poucos fios brancos na cabeça e usa óculos redondas. – Agora que já temos amostras o suficiente de sangue podemos fazer os testes, iremos começar vendo suas reações a cada tipo de substância, quando terminarmos com todas, iremos testar o soro que projetámos, segundo nossos estudos, algumas doses todo o dia do soro, poderá anular qualquer modificação em seu DNA, na forma bruta de dizer, tirando qualquer “poder” ou “aprimoramento” que você tenha.

Eu já imaginava aquilo, quando aquela vacina que eles haviam criado anulasse os efeitos do soro que eu tinha eu minha corrente sanguínea, talvez eu tivesse horas antes de morrer. Kyle se aproximou de onde eu estava.

– Aquilo que injetámos em você é uma versão genérica, fraca, o soro de verdade é muito mais forte e fatal, todos nos que testámos até agora não sobreviveram e eram muito mais fortes que você, não tenha muitas esperanças.

Na verdade morrer rápido era a única coisa que eu ainda tenho esperança.

Depois disso eles começam seus testes, injetam várias coisas em mim, algumas me fazem sentir uma dor aguda, outras fazem eu alucinar e outras fazem com que eu desmaie, então esperam eu acordar e começam a testar novas coisas.

Não tenho ideia de quantos dias se passaram assim, eles me levam para aquelas sala, injetam soro em mim, para que eu não morra de fome ou desidratada e começam os testes, até eu desmaiar e eles me porem para a outra sala novamente, para no outro dia começarem tudo de novo.

Eu não falava, nem me mexia direito, sempre tinha pesadelos e alguns vezes algumas lágrimas escapavam dos meus olhos, não por medo de morrer, e sim por medo de morrer sem ver Tony. Queria tanto poder abraça-lo, poder dizer que sinto muito.

Em uma das vezes eu soube que fazia duas semana que eu estava ali, sem comer de verdade, beber alguma coisa e dormir sem ser por meio de remédios.

No décimo quinto dia que eu estava ali, depois de alguns testes eles disseram que haviam terminado, o que significava o começo do próximo plano, testar o soro em mim.

Levaram-me para o quarto, me acorrentaram e injetaram soro, para sair logo em seguida.

No começo me senti tonta e enjoada, mas logo essa sensação passou para adrenalina pura, minha respiração ficou ofegante, eu apertava as correntes com força, até sentir uma dor aguda na cabeça. Um grito forte saiu fazendo minha garganta arder.

Tentei levantar puxando as correntes, mas cai de joelhos no chão. Comecei a gritar mais alto, a dor estava aumentado muito. Algumas lágrimas escorriam pelo meu rosto.

– Por favor me matem, por favor... Por favor ME MATEM! – Comecei a puxar mais e mais as correntes, a dor dos meus pulsos nem se comparava com a dor na minha cabeça, que já começa a se espalhar pelo meu corpo, eu sentia aquele soro em minha veias.

Meu nariz começou a sangrar e eu cai no chão, não conseguia mais mexer os meus músculos, só podia ficar ali deitada, sentindo aquela dor aguda.

Eu já começava a perder os sentidos, até que ouvi um estouro, pelo barulho parecia que a parede tinha sido quebrada. Eu não conseguia mexer a minha cabeça para olhar, não tinha forças para isso. Antes de fechar os meus olhos tive o vislumbre de algo dourado e vermelho.

– Nat... – Foi à última coisa que eu ouvi antes de perder totalmente os sentidos.