Bad Medicine

1 ➝ Tired.


Notas iniciais
☛ Primeira fic postada aqui! Também a primeira que escrevo sobre esses dois... E resolvi arriscar justo uma coletânea pra ficar algo bem aleatório e nem tão puxado como uma longfic seria, além de que, assim, as atualizações chegam mais rápido para vocês. ♥ ☛ Então, peço que, caso não tenham lido as notas da história, o façam. Tem algumas informações importantes lá para que vocês entendam como que essa fic vai funcionar. Repito que não sei quantos capítulos vou fazer, o vento vai me levar com essa fic haha. Não se preocupem com isso, não serão poucos - visto que cacei vááárias prompts para escrever isso aqui! ☛ Os tamanhos dos capítulos vão variar, então nem sempre vai ser assim hehe. Vai depender mais da ideia que eu tiver. Não tenho um planejamento, então tudo aqui vai ser bem espontâneo! ☛ Esse primeiro capítulo foi gostoso de se imaginar. Espero que vocês se divirtam lendo tanto quanto eu me diverti ao escrever. ♥ Está em Universo Alternativo. ➝ Tired: cansado(a).

Era tarde quando Suigetsu havia, enfim, chegado em casa. Tivera um dia difícil no trabalho, ultimamente a papelada de coisas para responder triplicara, deixando-o farto de toda a burocracia envolvida no processo.

Ao entrar no conforto do seu apartamento, porém, todas as preocupações envolvendo suas atividades se esvaíram. Sobrou apenas uma imensa vontade de tomar uma boa ducha para, finalmente, dormir em paz. Esperara tanto por isso o dia inteiro que mal se lembrou de um pequeno detalhe.

— Você demorou hoje — uma voz feminina o barrou quando estava prestes a entrar no banheiro.

Sua amável namorada, Karin, estava de braços cruzados a sua frente. Os fios ruivos desgrenhados, a ausência dos óculos e a cara amassada sugeriam que havia dormido, e as sobrancelhas levemente arqueadas indicavam não estar tão contente.

— Hora extra… — Suigetsu pigarreou ao reparar os trajes nada decentes da namorada. Aquele vestidinho rosa próprio para dormir era tão transparente que, por um minuto, ele esqueceu o cansaço de que tanto queria se livrar.

O semblante de Karin relaxou um pouco enquanto se aproximava. Cautelosamente, desfez-se do paletó do namorado, ao passo que este a encarava com vontade de cometer uma loucura ali mesmo.

E acabou cometendo, ao puxá-la para um beijo que exigiu de si quase todas as energias. Foi igualmente correspondido.

Em dias normais, ela o surraria por ter chegado tão tarde, e ele zombaria da condição dela assim que a visse; mas aquele não era um dia normal, desde que Suigetsu havia posto o primeiro olhar em Karin naquela noite e nele crescera a vontade de jogá-la na cama e fazer milhões de coisas indecentes até amanhecer. Estava com saudades desse tipo de contato, principalmente por não compartilharem esse tipo de coisa com tanta frequência.

Deixando para lá tudo o que pretendera fazer, ele deixou-a enlaçar suas pernas na cintura dele, enquanto trocavam beijos desesperados. Karin o puxava incansavelmente, ainda que não pudessem estar mais juntos do que a situação permitia.

Rapidamente estavam no quarto, compartilhando de carícias quentes. Ao mínimo contato de seu corpo com a cama, Karin já estava suficientemente afoita a ponto de tentar tirar a camisa social que compunha o traje de Suigetsu.

Visivelmente empolgado, ele ajudou-a com o trabalho, para depois livrar-se daquela roupa de dormir tão provocante que moldava o corpo da Uzumaki perfeitamente. Sorriu ao constatar que aquela era a única peça de roupa no corpo da ruiva — agora o objeto havia achado seu lugar num canto qualquer do quarto.

Seu toque era desenfreado por todo o corpo dela, afinal não tinham uma noite como aquela fazia um bom tempo. Talvez até estivessem precisando desse contato excessivo.

Os lábios ávidos dele rapidamente procuraram o pescoço da namorada, a fim de dar uma atenção especial à região. Ouvia-a reprimir sons constrangedores enquanto arqueava seu corpo. Era incrível: até mesmo sobre um colchão estabeleciam certa rivalidade.

Bom, pelo menos para Suigetsu era quase impossível não ceder aos costumeiros joguinhos. Não dava para resistir a Karin. Em todos os sentidos.

Depositava singelos beijos na clavícula da ruiva, estabelecendo um percurso próprio até a barriga desnuda. Mordiscava-a em todo o corpo — sem arrancar nenhuma reação verbal dela. Tsc, Karin era muito boa naquilo, ele tinha de admitir.

Porém Suigetsu poderia ser melhor.

Subiu de supetão até encontrar os lábios dela novamente, tomando as rédeas para um beijo mais lento. Estabeleceu um controle até mesmo quando a sentiu morder seu lábio inferior; não iria se render tão fácil. Todo arfar daquela mulher era como música para seus ouvidos.

Sem aviso prévio, desvencilhou-as da boca dela para deixar uma breve mordida abaixo de sua orelha. Enfim, houve resultado: um gemido escapou de Karin, tão gutural quanto a marca que ficaria naquele exato lugar.

— Bastar… — Não pôde completar a sentença por tê-lo sentido segurar um dos seus seios, enquanto voltava a morder sua pele. Mais um gemido escapou.

Suigetsu sorriu ao imaginar o quão irritada ela estaria, se ambos não estivessem numa situação de imenso prazer.

— Sui…getsu — Karin sussurrava em seu ouvido com notável rouquidão, fazendo-o arrepiar-se, ainda que minimamente. — Suigetsu…

Ele dava continuidade às carícias, desejando ouvir aqueles sussurros carregados de tensão sexual a noite inteira.

— Suigetsu… — Karin repetia. — Suigetsu… Suigetsu! — De repente, ela o empurrou com todas as forças que juntara, assustando-o. Pelo ato repentino, ele acabou caindo da cama, direcionando a ela um olhar de pura incredulidade.

Ela havia o rejeitado? Não podia acreditar.

— Caralho, por que fez isso? — ele tinha as sobrancelhas levemente arqueadas em um misto de curiosidade e frustração, aguardando por uma resposta plausível. Porque, até um minuto atrás, ela não parecia querê-lo longe.

Em vez de dizer qualquer coisa, porém, Karin levantou apressada e começou a revirar o quarto.

— Onde será que eu deixei o notebook? — Abaixou-se já com os óculos no rosto, dando uma bela visão da sua retaguarda para o namorado, que permanecia sem entender nada. Ela interrompera o momento por casa daquele objeto desimportante? Isso era demais para ele.

— Notebook? O que você tem na cabeça? — Indignado, pôs-se de pé se livrando da calça já desabotoada. Foi ao encontro de Karin, que em momento algum lhe dera atenção para dizer o que estava, afinal, acontecendo. — Pra que você quer esse troço?

Ainda agachada, puxou uma caixa de lá. Suspirou aliviada ao achar o aparelho que procurava, retirando-o e torcendo para que estivesse com bateria o suficiente.

Para a sua sorte, estava.

— Vai continuar me ignorando? — Suigetsu perguntou com um tom irritadiço.

— Cale a boca, idiota, eu preciso fazer uma coisa importante. Vá deitar e me espere na cama.

— Isso não é nada divertido, sabia? — Ele se aproximou sem obedecê-la. — Qual o seu problema? Você não é nem um pouco… — Fez uma pausa, olhando atentamente para o que Karin fazia naquele computador.

E começou a rir, ou melhor, gargalhar.

— Que diabos é isso? “A História de Amor de Uzumaki Karin e Uchiha Sasuke” — disse o que lera lentamente, dando a ênfase necessária a cada palavra. — Não sabia que você fantasiava com essas coisas.

Suigetsu sabia que, antes dos dois começarem um relacionamento, a ruiva nutria uma paixonite por um dos seus colegas de trabalho, Uchiha Sasuke — que, aliás, foi o intermédio para que os dois se conhecessem. Porém, Sasuke era casado com uma mulher aparentemente ciumenta, mas que tratava Karin muito bem para alguém que queria roubar seu marido. A questão era: Karin dramatizava demais sobre Sasuke ter sido seu primeiro amor real e blá blá blá, ainda que nada físico tivesse acontecido entre eles. Mas que ela estava escrevendo uma história fantasiosa da vida dela… Aquilo era novidade demais, apesar de não soar tão estranho quanto deveria.

Apesar de tudo, Suigetsu não se importava. Não era do tipo ciumento ou excessivamente possessivo; afinal já havia marcado Karin como sua e isso bastava. E ela o amava. Mesmo que nunca tenha o dito diretamente, suas ações demonstravam que sim — então essas situações somente serviam como motivo para um zombar do outro.

— Fique quieto. — Karin cerrou o punho, constrangida, enquanto tentava se concentrar. Não sabia onde estava com a cabeça quando arranjou um namorado tão idiota. — Eu preciso terminar o capítulo dessa fanfic agora, eu prometi para meus leitores que postaria hoje. Então vá lá deitar e quando eu acabar aqui te mato com muito prazer.

Ele riu mais um pouco, enfim acatando a ordem da ruiva — não porque queria ver o prazer dela ao mata-lo, mas porque o cansaço novamente viera à tona e até mesmo a disposição para tirar sarro com suas provocações havia sumido.

Sentou-se na cama e esperou, a única coisa que ouviam era o som dos dedos de Karin batendo nas teclas. Ela parecia compenetrada, levando esse tipo de coisa a sério. Na verdade, já era possível inferir que era algo sério para ela desde o momento que abdicou de uma noite de intenso prazer para escrever umas ceninhas de amor com Sasuke. Enfim, Suigetsu não se importava.

Karin vibrava a cada parágrafo escrito, totalmente concentrada para acabar com aquilo logo. Não disse — e nunca diria — em voz alta, mas seu corpo clamava muito pelo daquele bastardo com quem dividia o apartamento. Só de lembrar o toque dele por todo o seu corpo arrepiava-se. Estava ansiando por isso mais do que o esperado. Só mesmo aquele idiota para fazer esse tipo de coisa com ela.

Terminou o estimado capítulo com um sorriso no rosto, orgulhosa das mais de mil palavras que escrevera. Postou rapidamente, sem revisar, e logo votou sua atenção para a cama. Percebera que Suigetsu ficara quieto desde então. Talvez ele estivesse aprendendo boas maneiras, finalmente.

Caminhou devagar até o fim da cama e, morosamente, engatinhou sobre o lençol por cima do seu namorado. Achegou-se mais e mais, até que fosse capaz de ver seu rosto.

E ficou realmente surpresa com o que viu. Como ele poderia ter feito uma coisa dessas com ela?

Suigetsu estava lá. Dormindo profundamente.

Karin o olhou da forma mais fulminante possível, já decidida.

Iria surrá-lo até a morte assim que o visse abrir um olho.

Notas finais
☛ O que acharam? A ideia era transformar em algo completamente nonsense mas não exagerei na dose. De qualquer jeito, gostei muito do resultado e gostaria de saber a opinião de vocês! ☛ O próximo não demorará a vir. Possivelmente saia até mesmo amanhã, depende da minha criatividade para terminá-lo hehe. ☛ Obrigada pela atenção e até uma próxima!