Notas iniciais
Olá amores e amoras *-* Como estão ? Olha, esse capítulo ficou bem engraçado, o Sasuke realmente não está com sorte kkkkkkk espero que gostem *-* Boa leitura.

Finalmente chegamos na cidade vizinha e fomos direto para o local que eu escolhi para o nosso encontro : Um parque aquático. Isso mesmo, marquei um encontro num parque aquático, e juro que não foi só para ver a rosada de biquíni; gosto desses lugares.

Fui direto para o banheiro masculino e Sakura, obviamente, seguiu para o feminino. Coloquei um short para banho da cor azul, guardei minhas roupas dentro da mochila e guardei num armário que tinha dentro do banheiro. Assim que saí de lá tive a bela visão de Sakura usando um maiô preto. Espera, maiô ?! Ah, faça-me o favor, porque ela não colocou um biquíni sexy ? Tá, devo confessar que ela estava linda com aquele maiô, deixava as costas dela à mostra e marcava sua fina cintura, mas eu queria ver melhor... Maldita !

– Tá linda — Sorri o mais lindamente possível.

– Obrigada — Ela devolveu o sorriso e saiu andando na minha frente, aproveitei para dar uma espiada naquele belo bumbum empinado. Ah, como eu queria apertar ali...

Ela entrou numa piscina e eu entrei logo em seguida. Ficamos nadando juntos ali, mas sem dizer nada; na verdade ela estava nadando sozinha e eu ia junto de intrometido.

– E então — Ela parou de frente para mim, com os cabelos molhados e alguns fios grudados no seu rosto — Porque escolheu um parque aquático ?

– Eu gosto — Respondi — Também curto fugir do comum, sabe... Fazer coisas diferentes — Na hora do sexo também.

– Hum... — Ela arqueou a sobrancelha e sorriu, logo em seguida mergulhou novamente.

Nadei atrás dela, a segurei firme pela cintura, puxando-a para a superfície. Ela respirou fundo, puxando o ar pela boca, obviamente que levou um susto, mas eu gosto de provocar essas reações nas garotas.

– E você — Lancei um olhar que era um tanto quanto pervertido — Vai ficar aí nadando ou vai me dar atenção ?

– Estamos num parque aquático.

– Estamos num encontro — Corrigi.

Rendida, Sakura nadou até a borda da piscina e se sentou, lógico que fiz o mesmo. Ficamos sentados ao lado um do outro por um tempo, num silêncio medonho, eu só conseguia encarar as belas coxas dela.

– Você quer falar sobre o que ? — Ela arqueou a sobrancelha — Ou vai tentar me comer na piscina ?

– Acha mesmo que eu sou esse tipo de homem ? — Na boa, isso seria uma ótima idéia, nunca transei na piscina e seria uma experiência diferente. Infelizmente aquelas crianças brincando ali estavam me atrapalhando.

– Me fale mais sobre você — Ela se mostrou interessada — O que faz em Konoha ? Pelo que eu sabia, sua família mora na capital.

– Bem, eu queria ter a experiência de morar só, sabe... Tipo, saber me virar sem meus pais por perto, ser mais independente — Respondi. Eu não morava realmente só, tinha o Itachi morando comigo, mas não tinha mais meus pais morando comigo — E também tive que levar em consideração que passar no vestibular no interior é mais fácil que na capital.

– É justamente por isso que me mudei para Konoha, passar em medicina é realmente difícil — Ela suspirou — Tive que estudar muito.

– Você sempre quis ser médica ?

– Aham — Ela assentiu — E você, cursa o que ?

– Administração.

– Sempre quis seguir essa carreira ? — Ela estava realmente curiosa sobre mim.

– Na verdade eu nunca pensei sobre isso — Sorri meio sem graça — Sempre tive em mente que um dia substituiria meu pai, um dia a empresa da nossa família vai estar em minhas mãos.

– Mas você não tem um sonho ? — Ela arqueou a sobrancelha — Simplesmente escolheu o que vai fazer pelo resto da sua vida por causa dos seus pais ?

– Ah, sei lá — Dei de ombros.

– Meus pais são advogados, sempre quiseram que eu seguisse tal carreira, mas não me vejo como uma advogada — Ela sorriu enquanto balançava os pés na água, depois me encarou com aqueles belos olhos verdes — Você não tem paixão por nada ?

– Não sei... Sakura, vamos mudar de assunto.

A verdade é que eu nunca tinha parado pra pensar em qual carreira eu realmente queria seguir, mas sempre foi óbvio que nossa empresa um dia seria minha responsabilidade, e do Itachi também, então, nada mais óbvio do que cursar administração.

Avistamos uma criança sozinha perto de nós, estava chorando e parecia ter uns quatro anos de idade. Pensei em ignorar, afinal, não sou pai daquela criatura e odeio crianças, mas Sakura fez questão de ir até o pequeno pirralho. Claro que fui atrás, eu não iria perder a minha rosada para um garotinho.

– Olá garotinho — Ela se abaixou na altura dele e eu fiquei apenas observando — Cadê seu papai e sua mamãe ?

– Eu não sei — Ele secou as lágrimas. Até que aquele pirralho se parecia um pouco comigo quando eu tinha aquela idade, seus cabelos eram negros e lisos, seus olhos também eram negros e sua pele era bem clara — Me perdi deles.

– Vem aqui comigo — Sakura pegou o pequeno chorão no colo. Merda, aquilo era pra ser um encontro !

– Sakura, nem sabemos quem é esse garoto — Sussurrei no ouvido dela.

– Sasuke, não vamos deixar um garotinho tão pequeno perdido por aí — Mas bem que merecia, pra aprender a não se separar mais dos pais e atrapalhar o encontro dos outros !

Eu apenas bufava de raiva enquanto acompanhava os dois na jornada para achar os pais do garoto, ele estava no colo da rosada, com duas perninhas entrelaçadas na cintura dela. Devo admitir, estava com inveja daquele moleque. Eu devia me perder também ? Não, péssima idéia.

O empata encontro sacudiu um pouco as pernas e Sakura percebeu o que ele queria, colocando-o no chão e dando a mão para ele. Cara, aquele parque aquático era imenso e os pais daquele menino poderiam estar em qualquer lugar, porque a Sakura simplesmente não o deixava nos achados e perdidos ? Seria muito mais fácil e prático.

Uma senhora passou por nós e ficou encarando. Porque será que em todos os lugares sempre tem uma senhora que fica encarando ? Aquilo era desconfortável. Ela ficou olhando e quando nos aproximamos, fez um comentário desnecessário.

– Ah, esses jovens de hoje — Ela balançou a cabeça em sinal negativo — Tão jovens e já tem um filho.

Que merda era aquela ? Eu ainda estava planejando comer a rosada e já tínhamos um filho ?! O que esse povo tem na cabeça ? Não acredito que aquela senhora não via que Sakura e eu éramos jovens demais para ter um filho daquele tamanho. Eu só queria transar com ela e não fazer um filho. Claro que ambos coramos dos pés à cabeça e nos encaramos completamente sem jeito, antes que pudéssemos argumentar qualquer coisa, a senhora indiscreta foi embora.

– Não podia dizer que era irmão ? Tinha que ser filho ? — Bati na minha própria testa.

– Que povo sem noção — Sakura riu toda sem graça.

– Tia — O garotinho chamou a atenção de Sakura — O papai e a mamãe estão ali !

– Ótimo, então vá até lá — Falei na tentativa de me livrar do garoto e recebi uma cotovelada de Sakura.

– Nós vamos levar o garoto até lá — Sakura me lançou um olhar mortal.

Então, caminhamos até os pais do garotinho perdido, finalmente iríamos nos livrar dele e voltar a ficar sozinhos. O homem e a mulher nos agradeceram por ter ajudado o filho deles e deram uma bronca no garoto, ele precisava mesmo, onde já se viu atrapalhar o encontro dos outros assim ?! Merecia apanhar e não sair de casa nunca mais !

Missão cumprida ! Voltamos para a piscina, sentamos na beirada e o silêncio reinou novamente. Droga !

– Então... — Quebrei o silêncio — Você gosta mesmo de ajudar as pessoas, não é ?!

– Claro — Ela sorriu — Ver uma criancinha perdida partiu meu coração, eu não conseguiria fingir que não estava vendo.

– Eu não levo muito jeito com crianças.

– Percebi... Bem, quero ser pediatra, adoro crianças.

– Pretende ter muitos filhos também ? — Ok, pergunta sem noção, mas eu não podia deixar o assunto morrer.

– Quem sabe... — Ela sorriu meio sem graça. Era impressão minha ou eu tinha magoado ela ?! Sakura pareceu triste por eu ter tocado em tal assunto, será que ela já era mãe tão nova ? Ah Sasuke, você só pensa merda, óbvio que não ! Então, o que a afligia ?

– O que foi ? Falei algo que não devia ?

– Não é nada. Esquece — Ela esboçou um sorriso mínimo, falso, mas Sakura se esforçou para que parecesse verdadeiro — Não vamos ficar falando dessas coisas.

– Mas... — Eu sabia que não devia, mas minha curiosidade falava mais alto — Eu só perguntei se você pretende ter muitos filhos, porque isso te entristeceu ?

– Sasuke — Ela ficou irritada, mas logo a expressão em seu rosto mudou, ficando mais calma — Vamos falar de outra coisa, por favor.

– Quer falar de que ?

Sakura deu de ombros e se levantou, foi caminhando até uma mesa perto da piscina e se deitou numa dessas cadeiras que as mulheres deitam para tomar sol. A rosada se deitou de bruços e eu dei uma bela olhada naquele corpo escultural. Ah, como eu queria pular nele e passar as mãos por cada canto...

– Ei ! — Ela me encarou — Você não vai ficar aí me secando !

Foi quando eu percebi que mordia o lábio inferior enquanto, descaradamente, a comia com os olhos. Aquela rosada mexia comigo e com o Sasuke júnior, em todos os sentidos.

– Desculpa, não consegui evitar — Fiquei um pouco corado por ela ter percebido tamanha cara de pau da minha parte, puxei uma cadeira idêntica à que ela estava deitada, coloquei ao lado dela e me deitei de bruços também.

– Hum, também quer pegar uma cor ? — Ela arqueou a sobrancelha. Na verdade eu queria pegar outra coisa, mas minha cota de atitudes safadas já tinha se esgotado, pelo menos por enquanto, eu tinha que guardar um pouco para quando estivéssemos entre quatro paredes.

– Vou te fazer companhia, não vim num encontro para ficar sozinho — Bufei.

– Bobo — Ela riu — Mas aquele assunto estava realmente chato — Ela revirou os olhos e me olhou com desaprovação. De fato, eu não devia mais tocar no assunto : Filhos. Se bem que eu não pretendia fazer um nela, então foda-se.

– Bem — Sentei-me na cadeira e a puxei pela mão para que se sentasse de frente para mim — O que acha de irmos nos toboaguas ?

– Ai, não sei... — Sakura pareceu meio insegura — Alguns são muito altos — Aha ! Então tinha algo nesse mundo que aquela bela e destemida rosada tinha medo ?! P-E-R-F-E-I-T-O !

– Não tema — Falei like a príncipe encantado enquanto me levantava e a puxava pelo braço — Você não está sozinha, tem a mim do seu lado.

– Grande coisa... — Ironizou. Senti minha auto estima ser esmagada por aquela coisa rosa. Ela veria grande coisa quando estivesse a sós comigo num quarto, aí ela veria grade coisa de verdade !

Ignorei tal comentário, agindo como se sequer tivesse escutado, mas por dentro eu estava gritando, me corroendo e com vontade de enfiar minha cabeça num buraco ! Como aquela rosada ousava me tratar com tamanha indiferença ? Aquele maldito encontro não estava saindo como eu esperava; primeiro porque quando ela me viu sem camisa, expondo meu belo corpo sexy, simplesmente não fez nada, porra, eu pensei que ela fosse desmaiar, babar, ter uma hemorragia pelo nariz, abrir as pernas pra mim... Mas ela não fez nada. Nada !!! Depois me largou para as traças enquanto ajudava um garoto perdido cujo nome nós sequer sabíamos. E agora estava me tratando com a maior indiferença do mundo, ela com certeza não tem noção da quantidade de meninas que dariam o cabaço só para ter um encontro comigo !

Pegamos uma bóia daquelas para duas pessoas e subimos as escadas que ia dar para um toboágua bem grande, Sakura estava com medo e deixava isso transparecer, embora quisesse continuar se escondendo atrás daquela máscara de menina durona que não se abala nem com o meu encantador sorriso de canto. Quando chegou a nossa vez, Sakura se sentou na frente e eu me sentei atrás (sem conotação sexual, por favor), o tio que ficava lá em cima empurrando as pessoas disse que o mais leve iria na frente, obviamente que Sakura pesava menos que eu.

Ela segurou nas minhas pernas, notei que Sakura não é uma fã de brinquedos radicais. Aproveitei a situação para segurar na cintura dela; achei que fosse levar uma bela de uma cotovelada no estômago, mas Sakura não se importou. Eu devia levá-la em brinquedos radicais mais vezes...

Quando a bóia foi empurrada, Sakura gritou. Foi um grito baixo, mas foi o suficiente para eu perceber que ela estava se apavorando, aproveitei para chegar mais perto, apertando ainda mais meus braços ao redor daquela cintura finíssima. Embora o brinquedo fosse alto, não demoramos para cair na água; Sakura foi para a superfície primeiro que eu, mas assim que nos encontramos começamos a rir.

– Medrosa — Ri e joguei um pouco de água na cara dela.

– Não é medo — A rosada revirou os olhos — Não gosto da sensação de frio na barriga que esses brinquedos radicais dão.

– Boba — A puxei pelo braço enquanto ela carregava a bóia para fora da piscina — Foi divertido, quer ir de novo ?

– Não inventa !

Estávamos indo de uma piscina para outra, lá tinham muitos brinquedos, mas queríamos ficar mais quietos numa piscina, quer dizer, Sakura queria, pois meu negócio é adrenalina. Mas, um grupo de pirralhos passou correndo por ali, o que me desequilibrou e me fez ir para trás; eu teria caído no chão se não tivesse algumas grades atrás de mim, só que eu não sei qual foi o pior, uma vez que bati a cabeça e as costas com tudo na grade.

– Ah, droga ! — Coloquei a mão no local da pancada, senti um pequeno corte e estava saindo sangue — Pra que diabos eles colocam essas grades aqui ?

– Pra separar as piscinas — Sakura falou como se fosse óbvio — Sasuke, vem comigo.

Ela me puxou até onde tinha uma cadeira de plástico, me sentei e continuei com a mão na cabeça, estava doendo muito e eu só não chorei porque estava na frente da rosada.

– Doeu — Resmunguei.

– Deixa eu ver — Ela tirou minha mão de cima do pequeno corte para dar uma olhada — Foi um corte pequeno, não precisa nem de ponto.

– Ainda bem — Suspirei aliviado. A última coisa que eu queria no dia do meu encontro era levar pontos na cabeça.

– Mas acho bom irmos para o hospital — Disse ela. Ah, qual é !? Minha intenção era sair dali e ir para um motel e não para um hospital. Que sacanagem — Você bateu forte com a cabeça, sem contar que também bateu as costas com força na grade — Ela parecia a minha mãe falando — É bom você ir fazer alguns exames.

– Ah, tenha dó — Bufei — Eu tô perfeitamente bem, já vai passar.

– Sim Sasuke, por fora você está bem, mas é bom garantir que você não teve nada — Sakura me puxou pela mão como se eu fosse uma criança de cinco anos, fomos caminhando até a entrada dos banheiros e ela me largou na porta do masculino enquanto caminhava para o feminino — Vai se secar e se trocar para irmos ao hospital — Dito isso, ela virou as costas e foi andando até o outro banheiro, claro que aproveitei para dar mais uma secada naquele corpo que, mesmo de maiô, estava incrivelmente sexy.

– Vai se secar e se trocar para irmos ao hospital — Imitei a voz dela enquanto revirava os olhos, lógico que Sakura não ouviu.

Não tive outra opção, fui me secar e me trocar para ir ao hospital como a rosada exigiu, esperava que a nossa próxima parada fosse um motel, só pra compensar o encontro frustrado. Droga, tudo por causa de uns pirralhos, é por isso que eu odeio crianças...

Minhas costas estavam extremamente vermelhas e meu rosto também; meu pai tem a pele mais bronzeada, mas eu tive que sair com a pele muito branca assim como a minha mãe, e toda vez que tomo sol é isso, viro um tomate. Vesti a mesma roupa que estava usando quando saí de casa, troquei só se cueca, óbvio. Quando saí do banheiro dei de cara com a rosada que já estava me esperando do lado de fora, ela estava com a mesma blusa de bolinhas que usava quando eu a busquei, mas, ao invés da saia longa, usava um short amarelo.

– Prefiro você assim — Sorri. Adorei ver aquelas pernas expostas e a barriga também, afinal, sua blusa era curta. Sakura tinha o corpo extremamente perfeito e aquele piercing no umbigo dava o toque final.

– E você tá parecendo um camarão — Ela riu — Vamos logo.

Saímos andando juntos até o estacionamento, mas, um pouco antes de chegar lá, aconteceu algo que só pode ter sido obra do maligno, ou daquela maldita carta vermelha mesmo ! Do nada, tropecei em sabe lá o que e caí no chão, batendo o queixo.

– Maldição ! — Berrei enquanto colocava a mão no queixo ensanguentado e virava de barriga para cima — Droga, droga, droga !

– Calma — Sakura tentou me puxar, mas meu peso era demais para ela — Sasuke, ajuda !

Sentei-me no chão, ainda estava com a mão no queixo e saía muito sangue, isso sem falar na dor. Sakura se sentou ao meu lado, abriu sua bolsa e retirou de lá uma canga colorida, a usou para limpar o sangue e em seguida para colocar no meu queixo.

– Obrigado — Agradeci e segurei a canga no local do corte para parar com o sangramento.

– Isso deve ajudar — Sakura me ajudou a levantar — Vamos para o carro.

Assim que me levantei, senti uma leve tontura e me apoiei em Sakura como na noite em que fiquei morto de bêbado e ela me serviu de apoio. Assim que encontramos o carro, me escorei na porta do mesmo, respirando fundo para ver se aquele mal estar passava; foi quando me lembrei que não tinha comido nada além do café da manhã.

– Sasuke — Ela me estendeu a mão como se esperasse algo — A chave do carro.

– O que ? — Indaguei — Você é menor de idade !

– Faço dezoito ainda nesse ano — Bufou — Eu sei dirigir, tá ?! E minha tia já morou nessa cidade, não é a primeira vez que venho aqui, sei como chegar num hospital !

– Tá — Mesmo sem querer, não tive outra alternativa. Entreguei as chaves para a rosada, ela me ajudou a entrar no lado do passageiro e depois seguiu para o lado do motorista.

– Relaxa — Ela afivelou o cinto e deu partida no carro — Eu sei dirigir, acredite.

– Eu espero que saiba mesmo — Suspirei, ainda bem que meu cartão do plano de saúde estava na carteira.

– Fica calmo e continua segurando a canga no queixo para não sangrar — Disse ela enquanto mantinha os olhos na estrada — O hospital não fica muito longe, mas terei que pegar um caminho maior para evitar que nos parem.

– É um bom plano — Escorei a cabeça no vidro da janela e fechei os olhos.

– Ei !! — Ela falou alto, me deu um susto e eu a encarei confuso — Mesmo que sinta sono, tente não dormir.

– Porque ?

– Porque você bateu a cabeça — Ela respondeu como se fosse óbvio — Fique tagarelando, conte quantos carros passam na rua, coloque um rock pesado... Enfim, não importa, só tente não dormir.

Agora ela queria controlar até meu sono.... Aquilo teria que ser recompensado na cama mais tarde. Primeiro ela me obriga a ir para um local que eu odeio, cá entre nós, tenho pavor, pânico de hospitais; depois ela pega meu carro (meu e do Itachi, mas estava comigo), e agora ela queria controlar até meu querido e precioso sono ? Qual é, eu acordei às 7:00 num sábado, não posso sentir sono ?

Pra piorar eu estava realmente sonolento, ela berrava a cada cinco segundos para garantir que eu estava realmente acordado, sem falar que estávamos chegando naquele local que eu odeio... O hospital.

Notas finais
Gente, os comentários estão diminuindo, vocês estão mesmo gostando da história ? Comentem, mandem sugestões, não tem problema rsrs. Enfim, espero que tenham gostado. Beijos e até o próximo :*