Notas iniciais
Sei que ainda não respondi os comentários, mas responderei assim que postar o capítulo ;) Ninguém vai ficar sem resposta, não se preocupem ^_^ Boa leitura.

– Onde você tava, seu louco ? — Meu irmão berrou assim que entrei em casa — Tá fazendo frio lá fora, você quer adoecer pra ficar me dando trabalho ?

– Itachi, não enche meu saco — Bufei, me aproximando do traste que estava sentado no sofá, foi quando ele percebeu o pequeno embrulho nos meus braços.

Itachi ficou de queixo caído. Não sei o que está se passando pela cabeça dessa criatura, mas com certeza não é coisa boa.

– Cara... — Ele caminhou até mim, então afastou um pouquinho a minha jaqueta de cima do rostinho da bebê (uma vez que eu enrolei a criança completamente por causa do frio, mas é claro que me certifiquei de que ela estava respirando) — Isso é um bebê ?!

– Não, é um coelho — Ironizei — É óbvio que é um bebê, seu animal !

– Eu não me lembro de ter visto a espoca ovo grávida — O inútil levou o dedo indicador até o queixo e fez uma expressão pensativa — Cara, tu fez essa criança em quem ?

Puta que pariu, ele acha que esse bebê é meu ? Bem, realmente dá pra pensar isso mesmo, mas eu não sou irresponsável a ponto de sair fazendo filhos por aí !

– Eu não sou pai dessa criança, porra ! — Aumentei meu tom de voz e a criança começou a resmungar... Merda, eu tinha conseguido fazer a menina dormir, mas o Itachi me fez gritar e agora essa coisinha acordou assustada — Calma aí, calma... Cacete, para de berrar, porra — Rosnei, mas me controlando pra não gritar.

Tentei ninar a criatura, claro que da forma mais desajeitada possível, mas o que vale é a intenção.

– Isso precisa ser gravado — Meu irmão caiu na gargalhada. Ele que não ouse fazer isso, ou então eu mostro pra todo mundo uma foto nossa pequenos onde eu tinha uns dez meses e estava vomitando na cabeça dele.

Pois é, minha mãe disse que depois desse dia o Itachi ficou um bom tempo sem nem chegar perto de mim. Dizendo a nossa mãe que foi tirar uma foto conosco, daí ela me colocou sentado sobre os ombros do meu irmão e na hora que meu pai bateu a foto eu vomitei na cabeça do Itachi... Acho essa foto muito linda, sério mesmo.

– Vai se foder ! — Rosnei e logo voltei minha atenção novamente para a criaturinha em meus braços. Acabei repetindo o gesto de colocar o dedo na boquinha dela, então ela começou a chupar e calou — Acho que ela está com fome — Comentei — Mas acho que não é legal dar leite comum pra uma recém nascida — Suspirei — Sem falar que nem tem mamadeira aqui em casa.

– Sasuke, você roubou essa criança ?

O que essa anta tem na cabeça ? Por que diabos eu iria roubar um bebê recém nascido ? Já bastam os problemas que eu tô tendo recentemente, não preciso de mais pra me dar dor de cabeça.

– Eu não vou nem te responder tamanha idiotice — Falei entre dentes — A verdade é que eu achei essa criança.

– Ah, conta outra — Itachi se jogou novamente no sofá, colocando uma almofada em seu colo — Onde tu achou um bebê desse tamanho dando sopa por aí ?

– No lixo — Respondi com o semblante triste e a mesma expressão tomou conta do rosto do meu irmão.

É triste, mas isso é uma realidade e todo mundo que assiste aos noticiários sabe. Vez ou outra bebês são encontrados jogados no lixo ou no meio da rua como se fossem meros objetos descartáveis que você usa e joga fora depois.

Odeio crianças e isso não é novidade, mas isso não significa que eu fique feliz com essa situação, pois não sou um monstro !

Isso me entristece demais, afinal, é um bebê. Uma pessoa. Uma vida !

Não se joga uma vida no lixo !

– É sério ? — Itachi perguntou triste — Você encontrou esse bebê dentro do lixo ?

– Foi — Suspirei, sentando-me no sofá — Eu não ia deixar essa menininha lá... Acabei pegando ela, mas não sei o que fazer.

– Cara, entrega ela pra polícia — Sugeriu.

O problema é que eu sei que o destino dessa criança provavelmente vai ser um orfanato e sabe lá se vai ser adotada por alguém...

O que eu tô pensando ? Não posso pegar essa menina pra criar, isso é loucura ! Eu não encontrei um cachorrinho na rua, encontrei uma criança.

Foi quando senti algo molhado na minha camisa e infelizmente se trata exatamente do que eu estava pensando... A garota fez xixi em mim.

– Que nojo — Fiz uma careta — Ela mijou em mim !

– Tá batizado — O idiota do Itachi começou a rir — Agora vai trocar ela.

Trocar ?! A menina está sem roupa, apenas enrolada na minha jaqueta. E outra, eu não vou vestir uma roupa minha nesse bebê miúdo !

Gente, meu irmão tem cada idéia louca.

– Vou ver o que posso fazer — Na verdade eu não tenho nem muita noção do que posso fazer, mas não vou deixar a menina molhada e também não vou ficar com a roupa fedendo — Já volto.

– Vai lá, papai — Debochou, mas eu nem me dei ao trabalho de responder.

Fui para o meu quarto e coloquei a menina em cima da minha cama, claro que rodeada por travesseiros. Troquei minha camisa mijada por uma limpa e fiquei por alguns segundos pensando no que fazer com a menina.

Peguei uma fronha de travesseiro e usei pra improvisar uma fralda de pano que até ficou bem feitinha... Ok, talvez nem tanto, mas é melhor do que nada. Bem, depois peguei um lençol mais grosso e usei pra enrolar a garota, porque nenéns sentem frio, não sentem ?

Ah, todo bebê só vive enrolado em panos, então é porque eles sentem frio.

Peguei novamente a criaturinha no colo, pelo menos ela está calada, e voltei para a sala.

– E aí, já decidiu o que vai fazer com essa menina ? — Itachi questionou assim que me viu.

– Conheço uma pessoa que vai saber me instruir melhor nisso — Respondi — É a Sakura.

– Ah, pois eu vou junto — O inútil se levantou do sofá e fez questão de me acompanhar — Do jeito que vocês são, é capaz de largarem a criança no tapete pra irem trepar — Que calúnia ! Quem vê assim até acha que a Sakura e eu só pensamos em sexo... Ou melhor, pensávamos, já que fui abandonado e agora minha única companheira é minha mão, se é que me entendem.

Então fomos juntos até a casa de Sakura; meu irmão foi dirigindo e eu fiquei segurando a menina... Acho que preciso pensar num nome pra ela.

Diana é legal, a princesa das Amazonas. Ou pode der Amy, afinal, sou super fã da Amy Lee. Também posso pensar em Afrodite, ficaria legal. Viúva Negra ficaria bem exótico... Quem sabe Chitara, pois Thunderchats era o meu desenho favorito quando eu era criança.

Ah, são tantas opções...

Chegamos na casa da Haruno e o traste do meu irmão mais velho também fez questão de descer do carro... Praga !

Toquei a campainha e logo minha namorada, ou ex namorada, veio atender.

Claro, o pequeno demônio em forma de cachorro estava escoltando ela.

– Sasuke ? — Ela falou meio surpresa ao abrir o portão pequeno e me ver, logo o pequeno demônio atrás dela começou a latir freneticamente... Odeio esse cachorro — O que você faz aqui ? Ou melhor, o que você e o Itachi fazem aqui ?

– Posso entrar ? — Indaguei — O assunto é sério e só você pode me ajudar.

Percebendo a minha aflição, Sakura deu passagem para que Itachi e eu entrássemos, então caminhamos até a sala da casa dela, foi quando, por causa da iluminação melhor, a rosada percebeu o que eu carregava no pequeno embrulho em meus braços.

– Sasuke, isso é um bebê ? — Arregalou seus olhos verdes, me encarando com surpresa e indignação.

– Eu preciso muito da sua ajuda — Falei.

– Ele roubou uma criança pra te dar de presente, acredita ?! — Itachi zoou, mas falando tão sério que dá até pra acreditar que é verdade.

Meu irmão ainda não se conformou com o fato de que não vai ser tio. Ele já tinha até comprado uma roupinha pro meu filho... Roupinha essa que eu poderia ter vestido na bebê, mas só fui me lembrar agora.

Parabéns Sasuke, você merece o troféu de idiota do ano !

Tá certo que era uma roupinha do Batman e tinha até uma capa, até porque o Itachi dizia ter certeza de que viria um homenzinho, mas ainda assim é roupa e é muito bonitinha.

– Sasuke — Sakura rosnou, obviamente que com muita raiva — Você achou que poderia limpar as merdas que fez simplesmente roubando um bebê pra me dar ?

– Sakura, não escuta esse animal — Retruquei — Eu encontrei essa criança num lixo — Expliquei e Sakura pareceu ter ficado um pouco impressionada, mas não me interrompeu e permitiu que eu prosseguisse — Eu estava passando, ouvi o choro e até pensei que fosse algum gatinho miando. Quando fui ver, era um bebê.

– Você precisa entregar essa criança pra polícia — Ela me alertou — Sasuke, precisam encontrar quem fez isso e tomar providências, pois abandono de incapaz é crime !

– Mas com certeza vão mandar a Amy pra algum abrigo — Sim, já escolhi o nome.

– Amy ? — Itachi e Sakura perguntaram em uníssono.

– É o nome que eu escolhi pra ela — Respondi — Eu não quero que ela fique num abrigo ou num orfanato, sei lá...

– Sasuke, acredite, ela não estará melhor com você. Esquece, não tem como você, um moleque sem juízo algum, ficar com ela — Percebi que Itachi segurava um riso — Pelo menos ela vai poder ser adotada.

– Itachi, criança não é como cachorro, que você chega lá, escolhe e adota no mesmo dia — Expliquei — É uma frescura do caramba, sabe lá quando alguém vai adotar a Amy.

– Você está certo, Sasuke — Disse a Haruno — Mas você não pode ficar com ela. Não é você quem decide o destino da criança.

– Amy — Corrigi.

Será que ninguém aqui percebeu que "a criança" já tem nome ?

– Amy... — Sakura soltou um longo suspiro — Enfim, o melhor a fazer é entregá-la às autoridades.

– Você está certa — Concordei com a Haruno, afinal, como eu vou cuidar de um bebê desse tamanho ?

Todos concordamos que o melhor a fazer realmente é ir com a Amy até a delegacia, afinal, precisam descobrir quem foi o monstro que fez tamanha crueldade com um bebê recém nascido.

Nós três fomos até lá e é claro que eu fiquei nervoso, afinal, vão querer saber como eu encontrei a Amy... E se pensarem que eu roubei ela ?

Ah, claro, eu iria ser idiota a ponto de roubar uma criança e depois ir com ela até a polícia... Seria ?

Eu não roubei a Amy, então quem não deve não teme !

Está bem tarde e a delegacia está bem vazia, então fomos juntos até onde está o delegado para entregarmos a Amy e também pra denunciar seja lá quem tenha feito isso com ela.

– Com licença — Disse a rosada, atraindo a atenção do delegado para nós.

– Sim, pois não ? — O homem ajeitou os óculos e então nos encarou.

– Vou direto ao ponto — Já cheguei chegando e tomando a frente do negócio — Eu encontrei essa menina e não sei o que fazer com ela.

– Você encontrou essa menina ? — Ele pareceu interessado — Enroladinha nesse lençol limpo ? — Esse filho da puta tá desconfiando de mim ?

– Ih Sasuke, já não conseguiu convencer — Meu irmão debochou.

Porra, esse infeliz ainda vai conseguir que me levem preso.

– Cala a boca, Itachi — Vociferou a rosada — Muito ajuda quem não atrapalha.

– Agora ofendeu — Dramatizou, sentando-se numa cadeira de frente para a mesa do delegado.

– Conte-me o que aconteceu — O homem, que agora percebi que se chama Kabuto, mandou — Não se esqueça de nenhum detalhe.

– Bem — Sentei-me numa cadeira ao lado da que o Itachi estava — Eu estava andando sozinho numa rua meio escura, não me lembro exatamente qual é o nome da rua, eu não sou daqui de Konoha e estou morando aqui apenas pra estudar.

– "Apenas pra estudar" — Itachi segurou um riso.

Ele tá querendo insinuar que eu não estudo ? A fuça dele ! Eu sou um excelente aluno... Ou era... Enfim...

– Continuando — Suspirei — Eu estava andando por lá, estava deserto e escuro...

– E o que você fazia andando sozinho num lugar assim ? — Kabuto questionou — Numa hora dessas, uma rua escura e deserta pode ser perigosa.

– Ele estava filosofando sobre a vida com o pessoal de Humanas — Itachi fez um gesto que insinuou que eu estava fumando. O que esse idiota tem na cabeça ? — Sasuke, Sasuke... — Ele balançou a cabeça em sinal negativo — Eu falei pra você que esse povo é má influência.

– Você estava usando drogas ? — O delegado ficou desconfiado.

Eu pareço estar drogado ?

– Itachi ! — Sakura deu um tapa forte na cabeça do Itachi... Bem feito, quem mandou ficar falando merda ?

– Meu irmão é especial e não tomou o remédio dele hoje — Expliquei — Eu estava dando uma volta, fiquei distraído e, quando me dei conta, já estava naquela rua... — Kabuto assentiu, então deve estar acreditando na história — Eu ouvi um barulho e pensei que fosse um gato miando. De longe parecia um gato e eu pensei que seria uma boa idéia adotar um bichinho de estimação, já que a minha namorada me largou e eu tô meio carente — Olhei para a rosada que revirou os olhos.

Pois é, indireta é o caralho, eu mando direta mesmo !

– Tu tava pensando em levar um gato pra casa, seu retardado ? — Itachi berrou e Amy começou a resmungar.

– Cala a boca, a Amy tá dormindo ! — Briguei.

– Amy ? — O delegado arqueou uma sobrancelha — A criança já tem até nome ?

– Eu achei que ela tem cara de Amy — Dei de ombros — A Amy Lee é foda, deve ser uma honra pra qualquer menina carregar o nome dela — O delegado revirou os olhos — Eu pensei seriamente em colocar Diana, porque a Mulher Maravilha...

– Prossiga com a história — Kabuto me interrompeu meio sem paciência. Será que ele não curte Evanescence ? — Você pensou que fosse um gato...

– Aí eu segui o barulho que eu pensei ser um miado — Prossegui — Cheguei numas latas de lixo, tirei uma sacola e vi que era na verdade um choro de neném. Quase caí pra trás quando vi que era uma menininha e eu não seria cruel e ponto de deixar ela lá, então eu peguei a garota e vi que o cordão umbilical estava aberto, então é porque ela tinha acabado de nascer.

– E o que você fez com o cordão ? — Perguntou-me o delegado.

– Eu estava com um pacotinho de biscoito na mão — Contei — Então peguei aquele arame e enrolei no cordão.

– É, você foi esperto — Suspirou o delegado.

– Então eu peguei a minha jaqueta pra enrolar ela, já que estava fazendo muito frio — Prossegui — Na hora eu nem pensei direito e fui com ela pra minha casa, já que eu saí sem celular e não tinha como dar notícias. Também achei que seria bom pedir um conselho pro meu irmão.

– Sério isso ? — Itachi me olhou indignado e com um ar de deboche.

– Tanta gente nesse mundo e ele vai apelar logo pra quem — Lamentou a rosada.

Não, eu não me importei com o fato de que saí de casa sem celular e não tinha como avisar pro Itachi onde estava, tampouco queria pedir conselho pra esse traste, mas o que eu vou dizer pro delegado ?

Na verdade eu nem sei por que diabos inventei de passar na minha casa... Eu estava confuso, admito.

Alguém acha mesmo que eu pediria algum conselho pro inútil do meu irmão ? Já fiz isso e sempre dá merda, sem falar que esse traste não leva nada a sério.

– Bem, aí a Amy mijou em mim e eu tive que enrolar ela nesse lençol, assim como também troquei de camisa — Expliquei — No caminho pra cá eu resolvi passar na casa da minha ex namorada, até porque ela tem mais jeito com crianças do que eu... Vai que eu fiz alguma coisa errada, ou não amarrei o cordão como deveria amarrar.

– Mentira, ele só queria mostrar pra ela que tem um lado humano — O que eu preciso fazer pra esse delegado prender o Itachi pra sempre ?

– Bem, nós vamos olhar as câmeras de segurança pra tentarmos encontrar quem fez isso com a criança — Explicou o homem e eu fiquei mais aliviado. O monstro que fez isso com a Amy não sairá impune.

– Mas e ela ? — Olhei aflito para a bebê no meu colo — Ela vai encontrar uma família, não é ?!

– Bem, vamos procurar a família, tanto da mãe quanto do pai...

– Mas ela foi abandonada — Interrompi o delegado — Como simplesmente vão devolver ela pra família ?

– Sasuke, deixa ele terminar de falar — Fui repreendido pela rosada, então me calei. Puto de raiva, mas me calei.

– Sabe, às vezes o pai nem tem conhecimento sobre a criança — Contou o delegado — Muitas vezes até mesmo a família da mãe não tem conhecimento. Se ninguém da família quiser, ela vai pra adoção.

– Mas... Sabe Deus quando ela vai ser adotada — Lamentei, olhando penalizado para a pequenina... Ela não merecia isso.

– Grande maioria dos casais prefere recém nascidos — O delegado tentou me acalmar, mas isso não me convence. Processo de adoção é demorado, eu sei disso — Ela tem grandes chances de ser adotada logo.

– Pense positivo, irmãozinho — Por que o Itachi simplesmente não fica calado ? A voz dele me irrita !

– Delegado, posso pedir um grande favor ? — Questionei meio inseguro e ele assentiu — Eu sei que sou estudante, não trabalho, moro sozinho com o meu irmão e dependo dos meus pais, então não tem a menor chance de eu conseguir adotar ela — Sakura arregalou seus olhos verdes, me encarando com surpresa e curiosidade — Mas, enquanto não é decidido se a Amy vai pra adoção ou se volta pra família dela... — Mordi o lábio inferior, ainda inseguro sobre o que estou fazendo — Será que ela poderia ficar comigo ?

– Garoto — O homem riu da minha proposta, então já sei até a resposta — Você mesmo falou os motivos pelo qual não tem chances de ficar com a menina... Você estuda, mora longe dos seus pais, é um pirralho — Agora ofendeu — Como cuidaria de um bebê ?

– Preferia que ela ainda estivesse naquela lata de lixo ? — Aumentei um pouco o tom de voz, mas depois percebi a merda que fiz e me acalmei. Porra Sasuke, desacato é crime, você quer ir preso ? — Perdão... Eu fiquei nervoso — Abaixei o olhar — Sinceramente, eu não gosto de crianças, mas gostei da Amy e não quero que ela fique largada... É só até decidirem o que vão fazer com ela. Por favor.

– Sabe — Itachi falou, todo esparramado na cadeira como se estivesse na sala da nossa casa — O senhor tem que admitir que essa menina provavelmente morreria se meu irmão não tivesse salvado ela. Acho que devem a vida dessa criança a ele.

– Eu ajudo com a menina — É sério que a Sakura concorda com isso ? Pensei que ela fosse dizer algo como "Ela tem mais chances de sobreviver sozinha" — Será um prazer. O Sasuke salvou essa criança, chegou na minha casa todo preocupado com ela e pedindo ajuda. Delegado, eu conheço ele e sei quando está sendo sincero — A rosada sorriu pra mim e eu quase me derreti — Só até decidirem o que vai acontecer com ela, deixa...

– Eu não deveria fazer isso — O homem murmurou enquanto bagunçava os cabelos, parecia estar preocupado e confuso — Vocês são crianças.

– Somos todos maiores de idade — Respondi — Se eu consegui passar em Cálculo com média 10, acredite, consigo fazer tudo — Gabei-me e então o delegado riu... Ora essa, ele tem noção do quanto foi difícil passar nessa disciplina ? Ele sabe quantas noites de sono eu sacrifiquei ? — Vocês fazem de tudo pra que a criança fique com a mãe, sendo que a mãe da Amy simplesmente a jogou fora pra morrer numa lata de lixo !

– Delegado, considere essa proposta — A rosada implorou.

– Tudo bem — O homem se deu por vencido.

Ah, a Sakura consegue tudo quando implora com aquela carinha de cachorro sem dono.

Não sei onde estou com a cabeça, talvez a carência pós término de namoro tenha me afetado... Enfim, a Amy vai ficar comigo por um tempinho e eu estou feliz por isso.

Estou orgulhoso de mim mesmo, não por eu ter gostado da menina, mas por salvar uma vida.

Minha mãe costuma dizer que nada nessa vida acontece sem um motivo, então essa bebê não apareceu no meu caminho à toa e eu sinto isso.

Notas finais
Nenhum delegado em sã consciência faria tal loucura, mas isso é uma fanfic, então pode tudo kkkkkk. Como será que esse desmiolado vai se sair como pai? Beijos ♡