Bad Man
11 Arco 3.2
O dia posterior ao primeiro pronunciamento de JiYoung era uma sexta-feira e, como prometido, o sargento Kim e o detetive Song retornaram ao final da tarde para continuar o interrogatório. Por conta de seu álibi — e seu status social, ela tinha o conforto de não precisar ir até a delegacia para contar seu lado da história, mas era problemático para seus seguranças precisarem se esconder e cuidar de seu equipamento cada vez que isso acontecesse.
Ainda que continuasse um pouco desnorteada, a herdeira já estava suficientemente descansada para lembrar e pôr em prática todo o discurso e comportamento que Daehyun e Youngjae a haviam ensinado. Por mais que o detetive Song fosse esperto até demais em algumas perguntas, quase causando um vacilo, JiYoung acreditava que tinha se saído bem e ganhado uma certa confiança deles. Talvez confiança não fosse a palavra certa, mas sua guarda não estava levantada como antes. Afinal, o que uma mulher como ela seria capaz de fazer? Seu histórico era perfeito. Órfã de mãe, não frequentava boates, passava o maior tempo na faculdade e raramente era convidada para as reuniões de trabalho de Dong–Sun. Ou seria esse o exato motivo da polícia estar ali? O que era protocolo e o que era incriminação? JiYoung já não sabia mais nem se acreditava nela mesma.
—Obrigado por seu tempo, senhorita Park JiYoung. — sargento Kim se levantou e fez uma breve reverência. — Acredito que temos informações o suficiente por ora, entraremos em contato caso algo novo seja descoberto.
—Obrigada por terem vindo. — ela repetiu os gestos com cada um dos oficiais e recebeu um pequeno cartão do detetive com sua mão direita em seu pulso oposto.
—Fique com meu cartão caso aconteça alguma coisa ou você saiba de algo. Esse número está disponível vinte e quatro horas.
Olhando rapidamente para Song JoongKi, agora mais acordada, ela pode notar o quão atraente ele era. Na verdade, ambos. Eles a lembravam dos filmes policiais onde a dupla tinha o “policial mau” e o “policial bom”, porém os dois pareciam maus e bons ao mesmo tempo. Ridículo, pensou ela. Uma das únicas interações que ela poderia ter com o sexo oposto acontecer justamente nessa situação. Nem mesmo todo o estresse anulava as borboletas que rodopiavam em seu estômago ao receber tal atenção.
—Obrigada, detetive Song.
—Nós nos encaminhamos até a porta. Tenha uma ótima noite, senhorita Park.
Mais algumas reverências foram trocadas antes de JiYoung e JongUp ficarem sozinhos novamente e ele lançar um olhar debochado assim que se encararam.
—O que foi?
—Você não tem experiência nenhuma com homens, não é?
—P-Por que a pergunta? — mesmo sua voz tendo vacilado, JiYoung permaneceu a mais séria que pôde, levantando sua guarda mais uma vez.
—É muito óbvio. Você quase se derreteu por causa de um cartão.
—Isso é mentira. — ela virou o rosto, seguindo devagar para o quarto. -Eu tive, sim, algumas experiências. Talvez um troglodita como você que não conhece uma mulher de verdade como eu não entenda que estar no mesmo cômodo que eu é uma grande honra.
—Ah, é mesmo?
A voz de JongUp ficara subitamente mais próxima, junto com uma presença densa, diferente do que JiYoung já havia sentido. Não era ameaçadora como a de Yongguk, nem sensual como a de Himchan. Era... uma mistura das duas, porém totalmente instável. JiYoung pôde perceber isso pela mão apoiada na parece, acima de sua cabeça, que abria e cerrava em forma de punho como se isso o ajudasse a se controlar. Controlar o que, exatamente...?
-Talvez você que não tenha entendido, JiYoung, mas eu sou um homem. Não um homem como os babacas milionários que escondem um pau pequeno atrás de conversíveis de merda e ternos ridículos. Eu sou o tipo de homem que você deseja depois que o seu marido velho e impotente se vira na cama depois de transar. E caso você não tenha percebido... — o segurança se inclinou o suficiente para que pudesse encará-la e esboçou um pequeno sorriso ao ver os olhos da herdeira ligeiramente arregalados, de constrangimento e pavor. — Todos nós somos. Eu e os outros. Se você quer insistir em nos ver como cachorros, vá em frente, mas não esqueça que você é só um pedaço de osso perto de nós. Seu pai até pode ter nossa guia nas mãos por enquanto, mas quando o dono não está olhando...
O rosnado que ele emitiu em seguida despertou quase um instinto de sobrevivência que fez com que JiYoung corresse para o quarto imediatamente, deixando-o rindo sozinho. Moon JongUp sabia que havia exagerado em algumas coisas do que dissera, porém nem tudo era mentira... Essa era a graça.
E era mais engraçado ainda porque Yongguk havia presenciado tudo sem a herdeira perceber.
—Eu preciso te lembrar das regras do nosso trabalho?
—Relaxa, hyung. — o mais novo começou a desabotoar o paletó, como se a peça o aprisionasse. -Você sabe que eu detesto esses riquinhos. Não faz mal provocar uma vez ou outra.
—Curioso ouvir isso logo de você. — a voz sarcástica e levemente irritada do líder fez o sorriso do outro desaparecer num segundo e ambos se encararam em desafio.
—Eu sou o único que pode dizer isso. Você sabe.
—E eu espero que você saiba que se nós somos cachorros como você disse... o líder da matilha sempre pode abandonar quem causa problemas.
Em questão de personalidade, Moon JongUp e Bang Yongguk eram como água e óleo, que apenas se toleravam em favor do grupo e pelo dinheiro. Eram incontáveis as vezes em que JongUp havia sido inconsequente e teimoso só para contrariar o líder metódico, chegando perto de pôr tudo em risco por conta de seu orgulho. Todavia, ele era um membro extremamente necessário e seu superior sabia disso. Yongguk sabia que ele possuía uma inconsequência homicida que, apesar de assustadora, era geniosa e exatamente o que eles necessitavam para se sobressair no mundo em que viviam. Então, ambos viviam num acordo não oficial: JongUp fazia de conta que obedecia a ordens e Yongguk o controlava o suficiente para evitar que ele se voltasse contra todos. Os demais membros seguiam com suas funções.
Irritado, o mais novo jogou o paletó sobre o sofá e afrouxou sua gravata, lançando um olhar mal-criado. Já o outro, por mais que achasse tais roupas desconfortáveis, estava aproveitando a oportunidade de não precisar trabalhar usando moletom, como era frequente. Roupas caras sempre conseguem deixar alguém mais confiante.
—Não se acomode muito, nós vamos encontrar os outros daqui a pouco.
—Achei que Daehyun-hyung estivesse trabalhando.
—É urgente, então ele conseguiu uma folga. Vou avisar à JiYoung e já vamos embora.
—Você não quis dizer... Park JiYoung? — lá estava, o sarcasmo, o tom desafiador. Yongguk teve vontade de socá-lo contra a parede até seus dentes caírem.
—Eu quis dizer o que eu disse.
—Talvez você que precise lembrar das regras, hyung.
Muito próximo. Bang Yongguk estava muito próximo de cometer um crime no pior local com os piores acontecimentos possíveis ao seu redor, porém precisava se controlar. Ele não era um iniciante que deixaria provas, nem testemunhas. Caso algum dia JongUp passasse dos limites, já existia um plano.
—Park JiYoung. Eu e JongUp estamos saindo. Zelo vai chegar em breve para ficar com você.
Os dois deixaram o quarto assim que ouviram um sinal positivo, se certificando de estarem longe o suficiente um do outro para que nenhum golpe sem aviso pudesse ser dado. Quando chegaram ao carro, o subordinado fez um comentário que iria perseguir Yongguk dali para frente e, caso fosse verdade, mudaria tudo o que ele achava que sabia sobre a família Park.
Três horas antes, no prédio de JaeHwa.
O complexo onde JaeHwa vivia havia passado a madrugada e o dia inteiro sem luz. Mesmo quando a companhia apareceu, os funcionários não conseguiram encontrar nenhum problema aparente e todas as soluções provisórias foram completamente inúteis. Por conta disso, donas de casa, estudantes e casais de idosos se viram obrigados a sair para cumprir seus afazeres ou para um simples passeio, alguns reclamando da comida que iria estragar na geladeira. Alguns carros também saíram, deixando as garagens quase vazias. Tais informações não pareciam tão importantes, porém, para Daehyun, eram extremamente necessárias.
—Aish... por que a demora em consertar essa luz?
O porteiro esperava tê-la encontrado algumas horas atrás, já que, de acordo com sua rotina, JaeHwa fazia grande parte do seu trabalho no computador às quintas e sextas. Ao se virar, encontrou a jovem irritada, carregando pastas de documentos em um braço e mais uma bolsa de livros enquanto tentava ligar para alguém. Foi a deixa que Daehyun teve para se aproximar e ajudá-la.
—Boa tarde, senhorita Lee. — ele se apressou em segurar os pertences de JaeHwa e deu um sorriso amigável. — Está esperando algum carro?
—Ah, Daehyun-ssi, obrigada. Estou tentando ligar para uma amiga, mas ela não atende... Você tem alguma notícia da companhia elétrica?
—Infelizmente não, o problema parece mais complicado do que esperavam.
—Aish, justo hoje que eu precisava adiantar meu projeto a luz resolve cair e meu pneu aparece furado...
—Hm? Como assim, senhorita Lee?
—Ah, todo dia de manhã cedo eu vou ao Anthracite tomar café... — o que ele já sabia.- ... mas quando fui pegar o carro, dois pneus estavam furados. — o que ele também já sabia, por ser o responsável.
—Aigoo, quem pode ter sido o responsável...? Senhorita Lee, deseja que eu cheque as câmeras de segurança para descobrir?
—Agradeço, Daehyun-ssi. Mas agora eu preciso dar um jeito de ir à faculdade carregando tudo isso, já que minha amiga não me atende...
—Se me permitir, senhorita Lee... Meu turno está acabando, posso dar uma carona, se quiser. — Daehyun esperava que a proposta tivesse sido feita no tempo certo para convencer JaeHwa. Não era estranho que ele oferecesse tal serviço, já que os porteiros precisavam de noções básicas de manobristas para serem contratados, e não era incomum que alguns moradores os usassem como motoristas vez ou outra. Acima disso, ele contava que o fato dela tê-lo achado atraente facilitaria ainda mais. Mais um sorriso amigável e JaeHwa o convidaria para um café ela mesma.
—Bom, se isso não irá te causa problemas...
—Nenhum, senhorita Lee.
—Tudo bem. Quando podemos sair?
—Só preciso trocar meu uniforme, senhorita Lee.
—Daehyun-ssi, quantos anos você tem?
—Tenho 22.
—Ah, temos quase a mesma idade, você pode me tratar informalmente. — JaeHwa sorriu e se curvou brevemente, como se estivesse se apresentando de novo e Daehyun repetiu seus movimentos. Para ser sincero, ele já estava cansado de ser chamado de Daehyun-ssi por alguém apenas 1 ano mais novo que ele, estava se sentindo velho.
—Certo. Eu já volto.
Enquanto esperava, Jay havia mandado dezenas de mensagens para HaeRim, junto com algumas ameaças. Ela sabia que era difícil de contactar sua amiga em horário de aula ou em época de provas, porém HaeRim passava o resto de seu tempo no celular lendo fanfictionse nunca demorava para responder. Chegou a pensar em ligar para JiYoung para tentar saber de alguma notícia, mas talvez não fosse a melhor hora para avisar que HaeRim não respondia.
Em se tratando de relacionamentos, Lee JaeHwa era quase uma romântica incorrigível. Acreditava em amor à primeira vista, encontros do destino, almas gêmeas e todo o resto. Passava noites em claro assistindo novelas e filmes românticos, sonhando com o momento em que seu príncipe encantado apareceria na sua frente, com um estilo impecável e um sorriso capaz de aquecer até meio a maior geleira. É claro que isto já havia a colocado em alguns relacionamentos errados, mas não foram o suficiente para fazer com que ela desistisse do seu ideal de amor verdadeiro.
Tais observações são importantes porque após alguns minutos, quando Daehyun voltou do vestiário dos zeladores trajando uma combinação impecável de inverno — um suéter preto de gola alta, jeans escuros perfeitamente alinhados e um sobretudo caramelo que parecia ter sido feito sob medida- a jovem sentiu algo desabrochar dentro de si. JaeHwa não entendia tanto de roupas de marca como JiYoung, mas não era preciso ser uma especialista para adivinhar a qualidade do que Daehyun estava usando. Se ela já o achava atraente antes... agora estava mil vezes melhor.
—JaeHwa. — ouvir aquele homem que era totalmente seu tipo a chamar pelo nome também não ajudava sua situação. — Vamos?
—A-Ah, Daehyun. Sim, vamos.
O rapaz deu um sorriso de canto, mais charmoso impossível aos olhos de JaeHwa. Ela já não sabia se pegar carona com ele era perigoso para a saúde de seu coração ou se era o destino em favor dela. Talvez os dois, ela preferiu pensar. Estava indo tudo bem de acordo com o plano dele, o que fez com que ele baixasse a guarda durante a viagem. É claro, apesar de jovem, Daehyun possuía uma vasta experiência quando se tratava do comportamento feminino e não pôde deixar de notar o efeito que havia causado em JaeHwa. Por mais que fosse contra sua ética de trabalho, ele queria provocar um pouco mais. Olhar para a beira do abismo e se equilibrar na ponta dos pés o máximo que podia. Seu ego queria ouvir as conversas que ela teria com as amigas dali pra frente.
Uma hora depois de JongUp e Yongguk terem saído, no hotel.
—JiYoung-ssi, cheguei.
No tempo em que havia ficado sozinha, JiYoung aproveitou para caminhar pelos corredores do hotel com seu filhote enquanto lia as últimas notícias não só do país, mas da bolsa de ações das empresas de seu pai. Como era esperado, os valores haviam caído e alguns investimentos menores de empresários estrangeiros haviam sido retirados, mas os acionistas e investidores coreanos permaneceram em mesma quantidade. Também, as ações que haviam sido compradas eram praticamente irrelevantes. A herdeira teve vontade de aumentar sua posição como acionista, porém era muito arriscado passar como aproveitadora num evento que dependia majoritariamente de sua imagem pública como filha perfeita e ingênua. Quanto às notícias da investigação, tudo ia bem. Melhor do que ela esperava.
Quando Zelo chegou ao quarto, a encontrou repousando no sofá de pernas cruzadas, tomando chá com uma postura digna da rainha da Inglaterra. Ficar sozinha tinha feito toda a compostura e elegância de JiYoung retornar de uma vez.
—Estou vendo. — ela respondeu.
—Preciso terminar algumas tarefas. Estarei no meu canto se precisar de mim, mas espero que não precise.
—Não irei.
Apesar dos barulhos de cliques e digitação, aquele era o momento mais sereno das últimas semanas, em que JiYoung pôde finalmente organizar seus pensamentos. Ela estava profundamente constrangida pelo comportamento impulsivo e emocional que havia demonstrado na frente daqueles homens estranhos, mas não podia fazer nada a respeito, a não ser se manter forte o suficiente para mudar o jogo e no mínimo conseguir se igualar a Yongguk. Enquanto ele não voltava, era uma boa ideia preparar um pouco de arroz e sopa de tofu para o jantar, suficiente para que os dois comessem a não sobrasse nada para o resto do grupo.
—Zelo. — ela bateu na porta para depois entrar devagar. Havia monitores por todos os lados, com códigos, imagens e informações que ela nunca poderia decifrar.
—Estou ocupado. — de costas, JiYoung viu o cabelo dele preso no topo da cabeça, como o de uma criança no jardim de infância. Achou fofo, mas não fez nenhum comentário.
—Trouxe jantar. — pelo o que ela havia entendido de Zelo, as frases não poderiam passar de quatro palavras, ou ele não respondia. Depois de passar pelo emaranhado de fios no chão, deixou a bandeja com uma tigela grande de arroz e uma maior de sopa de tofu ao lado dele.
—Quer me envenenar?
—Sim.
—Não estou com fome.
—Nunca te vejo comer.
—Não preciso.
A herdeira deu um longo suspiro irritado e juntou as mãos à frente de si, como se isso ajudasse a não agredir o mais novo naquele mesmo momento. Era verdade que, bem no fundo, sua vontade era envenenar a todos eles e fugir dali, mas Zelo era visivelmente muito mais novo do que ela e em nenhum momento ele havia comido uma refeição decente. Caso ele tivesse um colapso enquanto estivessem sozinhos, a culpa poderia cair sobre ela. Além disso, precisava confessar de que sentia pena de um rapaz tão jovem precisar estar envolvido com aquele tipo de trabalho, sem nenhum descanso.
Por sorte, existia uma arma infalível contra qualquer homem, não importa a idade ou que tipo de relacionamento vocês têm. Mexer com o ego.
—Desde que te conheci, suas olheiras aumentam a cada dia. Seus ombros estão sempre caídos e seus pés se arrastam no chão por conta do cansaço extremo. Quando te ouço discutir alguma coisa com os outros seguranças, suas frases são curtas e seus verbos são desleixados, além de ser extremamente defensivo, quando não pede desculpa várias vezes. — caso estivessem se encarando, JiYoung teria visto os olhos do mais novo baixarem enquanto falava e seus ombros encolherem por alguns segundos. Para a surpresa dele quando se virou em sua cadeira, ela não estava o olhando de cima, mas havia se curvado de modo que seus olhos ficassem da mesma altura. Zelo parecia bravo, porém exposto.
—E daí?
—Conheço uma pessoa fraca quando vejo uma. É o que eu aprendi a fazer. Identificar os fracos psicologicamente para me aproveitar disso durante uma negociação.
—Não sou fraco como diz.
—Mas também não vai ficar forte se privando de necessidades básicas. Coma.
Ela se virou e saiu rápido do cômodo, antes que pudesse fazer ou dizer alguma coisa, deixando que ele lidasse com sua crise interior sozinho. Alguns minutos depois, ouviu o barulho dos talheres batendo contra os recipientes e o sorver da sopa.
Parecia extrema hipocrisia como alguns dias atrás JiYoung tinha entrado em crise de ansiedade por ter recebido de Yongguk quase o mesmo discurso que fez a Zelo. E era. Estava consciente disso. A diferença é que ela pensava que ao menos sua intenção era o bem-estar de alguém mais novo, enquanto Yongguk só procurava sua humilhação. Esse raciocínio a fazia se sentir melhor. O líder era um monstro e não havia argumento algum que pudesse justificar suas atitudes.
Droga, ela estava pensando nele de novo.
—Zelo. — ela voltou para buscar a louça vazia, feliz por sua vitória. — Você deveria ir dormir. Eu te acordo quando os outros chegarem. Pode usar minha cama.
—Não posso.
—Você está cansado, eu prometo que assumo a responsabilidade por você ter ido dormir.
—Valeu, mas... não posso. Não agora. — ela escondeu o sorriso quando ouviu o agradecimento, mesmo que ele não pudesse vê-la.
—Hm? Por que não?
—Descobrimos uma bomba onde Lee JaeHwa mora. — a tranquilidade na voz fez com que JiYoung quase deixasse passar despercebido.
—O que?!
—Uhum. Tenho muito trabalho. Posso comer mais uma tigela de arroz?
Fale com o autor