Bad Kids
7 Dama da Sociedade
Notas iniciais
7. Dama da sociedade
- Você está completamente maluca. — Eleanor Waldorf sacudiu a cabeça, incrédula. Blair fechou os olhos por um momento e contou mentalmente até dez. Ela precisava estar calma para essa batalha.
— Mãe, pense em como uma doação de tal porte iria elevar o nosso status perante os outros — Blair explicou pacientemente — E considere que as reeleições são no ano que vem. Mais votos de confiança, maior prestigio... Papai será governador novamente.
— Não é a aparição de Chuck Bass no jantar da Girls Inc. que vai levar o seu pai à reeleição, Blair! — Eleanor falou, caminhando pra lá e pra cá na biblioteca da cobertura dos Waldorf. Blair estivera tentando cumprir uma missão quase impossível durante a tarde inteira, que era convencer sua mãe de que Chuck Bass, "dono das indústrias Bass e bilionário mais jovem da cidade", devia comparecer ao jantar de gala da Girls Inc., no Met, na noite seguinte. Porém, as coisas estavam um tanto difíceis.
— É um fator que pode contribuir. Ele prometeu mais de cem mil dólares para a fundação; as pessoas notarão o impacto que isso causa.
— Eu não sei, eu não sei... — Eleanor murmurou, uma careta de insatisfação em suas feições. Blair resistiu à urgência de bater o pé no chão e gritar para que algum senso entrasse na cabeça daquela mulher. Ela ficou calada e esperou que sua mãe pensasse um pouco mais. — Você sabe que seu pai ficará furioso ao ver o Bass neste evento.
— Eu sei, mãe. Mas gostaria de pedir que a senhora não comentasse nada com ele; deixe que eu cuido disso.
— Pois bem, vou deixar esta bomba em suas mãos. Mas não quero ouvir lamentações mais tarde.
XOXO
- Hey, Blair!
— Ah, olá, Nate. Serena me contou as novidades.
— É, nosso casamento já está marcado. — Ele abriu um tímido sorriso e depois apontou para a porta — Veio falar com Chuck, eu suponho?
— Hum, sim — Blair se mexeu, desconfortável — Você pode entrar primeiro.
— Não, está tudo bem, entre comigo.
Os dois entraram no prédio localizado no Brooklyn e passaram pela pequena recepção, onde um homem com cavanhaque estava sentado atrás de uma mesa.
— Senhor Archibald. — O homem cumprimentou, respeitosamente.
— Phillip, a senhorita Waldorf subirá comigo.
Sem esperar por uma resposta, ele assinalou para que Blair subisse as escadas na frente dele. Eles subiram e Nate abriu a porta do escritório de Chuck.
— Encontrei perdida no meio do caminho — Nate piscou, brincalhão, e apontou para Blair. Chuck, que estava sentado em sua poltrona lendo alguns papéis, abriu um sorriso ao ver a querida srta. Waldorf mandar um olhar feio para seu sócio e melhor amigo de anos.
— Muito bem. — Chuck levantou da poltrona — Como vai, Blair?
— Ótima. — E depois ela abriu um sorriso maquiavélico — Espero que tenha algum terno bom o bastante para amanhã à noite.
Chuck revirou os olhos.
— Por favor, ninguém nesta cidade possui uma coleção mais elegante e refinada de ternos do que eu.
— Bom, porque eu consegui com que você pudesse estar na lista de convidados.
Nate balançou a cabeça, confuso.
— Você vai ao jantar no Met, Chuck? — Ele perguntou, franzindo o cenho.
— Graças aos esforços da Srta. Waldorf, sim, eu vou.
— Mas por quê você vai à esse jantar?
Chuck pigarreou e Blair mordeu o lábio para segurar um risinho.
— É como dizem, Nathaniel: "Quem nunca aparece, um dia esquecem". Preciso relembrar alguns amigos que eu ainda estou por aqui.
— Oh. — A boca de Nate formou um pequeno "o" em compreensão — Mas não faça nada precipitado.
— Não vou fazer nada, Archibald. Mas e então, qual o motivo de sua visita? Pensei que você passaria o dia com Serena.
Nate torceu o nariz e se mexeu desconfortável em sua posição, não sabendo o que falar direito. Seu olhar pousou em Blair, e ela revirou os olhos.
— Serena me conta tudo.
Nate bufou.
— É, eu deveria saber. Mas Blair — Ele levantou as sobrancelhas, seriamente, e a encarou — Nem uma palavra para a Sra. Van der Woodsen, ou para a sua mãe. Especialmente o seu pai.
— Às vezes você se esquece com quem está falando. — Blair lhe lançou um olhar mal encarado e Nate deu de ombros.
— O que você tem pra falar? — Chuck cruzou os braços, seus olhos intercalando entre Blair e Nate.
— Bem, eu vou me casar com Serene em outubro. Tive uma conversa com ela e todos os homens de nossa máfia estão convidados.
— Parabéns, Archibald — Chuck apertou a mão do amigo em congratulação — Mas você terá de ser cuidadoso, sabe... Pessoas demais estarão presente no dia do seu casamento.
— Eu sei, eu sei, Serena me avisou sobre isso, mas acredito que sairá tudo bem. — Nate depois sorriu — E é por isso que eu quero convidar você para ser meu padrinho.
— O quê? - Blair quase gritou, incrédula. Chuck riu e os dois homens trocaram um breve abraço.
— Seria uma honra — O mafioso respondeu e depois dirigiu a palavra à Blair — Você tem algum problema com isso?
— Não, é só que... — Ela se atrapalhou com as palavras e decidiu falar se dirigindo à Nate — Serena não sabe disso.
— Ela vai saber. E não é grande coisa, quer dizer, Chuck é meu melhor amigo. Ninguém melhor para preencher esse lugar.
Chuck cruzou os braços e lançou um sorriso presunçoso em direção à Blair. Ela fingiu que não viu.
— E o seu primo, Tripp? Seu avô vai ficar arrasado se você não escolher alguém da família para padrinho.
Nate bufou.
— Meu avô não manda mais em tudo o que eu faço, especialmente no meu casamento. Mas não vamos falar disso agora — ele sacudiu a mão no ar como se estivesse dispensando o assunto — Serena ainda não me falou quem ela vai escolher para madrinha... — Nate olhou para Blair e riu — Mas é claro.
— Haha, Archibald, grande gênio. É claro que sou eu a madrinha de Serena.
— Bom, me parece que será você e eu no altar em outubro, senhorita. - Chuck pegou a mão de Blair na dele e beijou a palma. Ela se afastou brutamente, murmurou um "Até mais tarde" foi até a porta, pronta para ir embora.
— Ah, antes que eu me esqueça — Ela falou antes sair — Estou devolvendo Jeremy e Anthony para você até depois do jantar amanhã, eles estão lá embaixo. E também, falei para minha mãe que você prometeu mais de cem mil dólares para a fundação. É melhor você vir preparado, Bass. — E com isso, ela fechou a porta com força.
Nate fez uma careta e virou para Chuck.
— Cem mil dólares? Inacreditável, realmente.
— Isso não é nada, meu amigo. — Chuck deu uma risada e voltou a se sentar em sua poltrona.
XOXO
Na noite seguinte
- Senhoras e senhores, boa noite! — Anne Archibald falou, em cima do palco — Bem vindos à mais um Girls Inc. Foundation Night. Eu sou Anne Archibald, presidente da fundação. Nós estamos felizes em recebê-los e esperamos mais do que nunca que o jantar de hoje ajude a construir o futuro de inúmeras meninas do estado de Nova York. Espero que todos tenham uma noite agradável pois, mais tarde, anunciaremos o nome de alguns doadores especiais. Muito obrigada.
As pessoas presentes aplaudiram educadamente e voltaram a se dispersar pelo salão. Penelope, Kati e Isabel correram até Blair assim que a viram.
-É verdade que Chuck Bass vai aparecer hoje à noite? — Penelope soltou, as três garotas olhando com expectativa para Blair.
— Por que vocês estão tão interessadas nisso? — Ela estreitou os olhos, analisando cautelosamente cada uma das meninas.
— Nada especial, nós só queremos saber. — Isabel respondeu — E então? Ouvimos dizer que ele vai ser um dos doadores especiais.
— Meu pai não gostou disso. — Kati comentou — Disse que "gente como o Bass não deveria estar presente em um evento de pessoas honestas".
- Honestas. — Blair revirou os olhos e tomou um pequeno gole da taça de champagne que segurava — Pelo menos metade deste salão está composto por gente corrupta. E sim, seu pai está incluido nessa metade, Kati.
Kati cruzou os braços e não falou nada.
— Chuck Bass é um dos doares, não é? — Penelope deu um risinho — Vamos lá, Blair, nós sabemos que você sabe.
— Sim, ele vai vir hoje à noite, e parem de me atormentar com esse assunto. — Blair falou entre dentes, irritada com toda aquela insistência.
— Ele pode ser um fora da lei e tudo mais, mas ele é tão lindo. — Isabel suspirou, totalmente alheia à irritação de Blair, e as outras duas meninas deram risadinhas.
— Se eu pudesse provar um pouquinho daquele mau caminho... — Penelope mordeu o lábio, maliciosamente, e dessa vez as outras meninas riram alto. Blair largou sua taça de champagne brutamente em cima da mesa ao seu lado e respirou fundo.
— Por favor, componham-se, não é educado falar sobre um homem de tal maneira. — Ela olhou feio para Penelope, Kati e Isabel — Aposto que seus pais não ficariam felizes em ouvi-las falando desta forma.
— Bom, e o seu pai sabe que é você quem vai receber o Bass no palco? Pelo que eu me lembre, o governador não está poupando esforços para colocá-lo atrás das grades. — Penelope ergueu uma sobrancelha, desafiadoramente — É claro que Harold não sabe, porque ele está aqui como um simples convidado.
Blair olhou Penelope de cima a baixo, e sorriu.
— Não escondo nada do meu pai, por isso sim, ele sabe que eu vou receber Chuck Bass no palco. Já você não pode falar a mesma coisa, já que seu pai está totalmente alheio ao fato de que você teve um caso com o sócio dele.
Penelope fez uma careta, furiosa, e saiu andando até o outro lado do salão. Kati e Isabel observaram a amiga se afastar, não sabendo se deveriam ficar ao lado de Blair ou ir atrás de Penelope.
- Podem ir, ela provavelmente vai precisar de um lenço pra enxugar as lágrimas.
Kati e Isabel murmuraram um "tudo bem" e se afastaram. Blair soltou um suspiro de alívio por estar livre da companhia delas, mas logo a onda de alivio chegou, ela foi embora. Blair havia mentido; Harold não sabia que Chuck estaria presente no jantar, muito menos que faria uma doação para o Girls Inc.
- B! — Serena apareceu do nada, e agarrou o braço de Blair — Olha quem chegou!
Blair olhou para onde Serena apontava e lá estava ele. Chuck estava acompanhado de Jeremy e Anthony, vestindo um terno preto e parecendo mais atraente e perigoso do que nunca. Muitas pessoas pararam suas conversas para observar o novo convidado; alguns faziam caretas de desprazer, e outros sorriam e levantavam suas taças em apreço. Chuck cumprimentou alguns conhecidos antes de caminhar em direção a Blair e Serena.
— Senhoritas — Ele balançou a cabeça levemente, e seu olhar se demorou em Blair, analisando-a de cima a baixo antes de sorrir gentilmente para ambas as jovens — Como estamos?
— Estamos bem. — Serena olhou de Chuck para Blair e, sentindo a tensão, decidiu se afastar — Jeremy, Anthony, podem me acompanhar até a mesa de bebidas? Meu noivo ainda não chegou.
Os três se encaminharam para o outro lado do salão, deixando Chuck e Blair sozinhos em um dos cantos mais longe do olhar público. Blair pigarreou e fingiu que não estava sentindo suas bochechas arderem.
— Você quer, por favor, parar de me olhar assim?
- Impossível. — Ele sorriu charmosamente e se encostou casualmente na parede atrás dele, ganhando uma melhor visão do vestido roxo com comprimento um pouco acima do joelho que Blair usava — Parece que hoje você se vestiu pra mim.
— Não, não vesti! — Ela argumentou teimosamente.
- Tudo bem. — Ele deu de ombros — Roxo é minha cor favorita, de qualquer forma.
— Então eu vou me certificar de nunca mais vestir essa cor na minha vida.
— Teimosa.
— Convencido.
Chuck suspirou e colocou as mãos no bolso de seu paletó.
— Seu pai parecia que teria um ataque cardiaco quando eu entrei no salão. Eu o vi perto do palco, com a sua mãe.
— Ah Deus — Blair puxou uma cadeira e se sentou — Eu já posso prever o escândalo que ele vai dar quando chegarmos em casa.
— Não se preocupe muito com isso, ok? Dará tudo certo. Eu vou pegar algo para beber. — E ele se inclinou para beijá-la na bochecha.
O gesto de Chuck a pegou de surpresa, e Blair sentiu o local onde ele beijou começar a pegar fogo. Ela o observou se afastando entre o salão, e apoiou os dois cotovelos em cima da mesa, repousando a cabeça nas mãos. Algumas vezes ele podia ser... imprevisível.
XOXO
Harold havia ficado furioso com a presença de Chuck Bass no jantar da Girls Inc., e mais furioso ainda com sua filha estando perto de um homem como aquele em cima do palco. A cerimônia de apresentação dos doadores especiais havia sido rápida, porém ele não conseguia tirar a cabeça de que Charles estava ali, bem embaixo de seu nariz, e menos de dez metros de distância de Blair. Também não ajudava o fato de que alguns senhores elogiassem o rapaz.
— Este Charles Bass... Um rapaz que soube muito bem manejar o dinheiro após a morte do pai. E generoso, não? Eu não daria meio milhão para fins caridosos. — Phillip Coates comentou, bebericando a sua taça de champagne.
— Ele está tentando impressionar a sociedade, este moleque. - Howard fez uma cara feia. — Este dinheiro todo é sujo, isso sim. Me impressiona saber que o senhor o admira, Sr. Coates.
— Oh, não é nada disso, Harold. — Phillip Coates pigarreou, envergonhado — Bem, se me dá licença, eu vou procurar minha mulher.
Eleanor cruzou os braços e lançou um olhar de repreensão ao marido.
— O que foi agora? — Harold perguntou.
- Aja com mais simpatia! Não vê que acabará prejudicando a si mesmo se continuar agindo como um ranzinza? Não é culpa de nossos aliados que Charles Bass está aqui.
— Eu queria muito saber de quem é a culpa. — Harold comentou, entre dentes, e tomou outro gole de sua bebida para se acalmar. Eleanor pigarreou e pegou um petisco da travessa do garçom que passava por eles.
— Ah, estes petiscos com molho adolett estão mesmo uma delícia. — Ela falou, mastigando o salgado para manter a boca ocupada por um bom tempo.
XOXO
— Hey — Nate sorriu para Blair e Serena, que estavam sentadas em uma mesa bem no canto do salão — Não vi vocês duas a noite toda.
— Tem muita gente aqui hoje — Serena falou, olhando o salão lotado — Demorei pelo menos meia hora até achar Blair novamente.
— Toda vez que eu tentava conseguir algum descanso, vinha algum velho nojento usando um "parabéns querida, belo evento" como desculpa pra colocar a mão em mim. Revoltante. — Blair fez uma careta e pegou um pequeno petisco do prato ao seu lado — Então, Nate, como vão as coisas?
— Vão bem — Ele respondeu e depois estendeu a mão para Serena — Vamos? Não tive a chance de dançar com você a noite inteira.
Serena riu como uma menininha e foi com Nate até a pista de dança, deixando Blair sozinha na mesa. Ela se recostou sob os cotovelos, um pouco cansada; queria muito estar em sua cama naquele momento, dormindo ou apenas relaxando. Blair estava pronta para se retirar quando seu pai puxou uma cadeira e se sentou junto com ela na mesa.
— Olá, papai. — Blair abriu um meio sorriso, sentindo a tensão no ar. Aquilo não era um bom sinal.
— Blair, me explique como Charles Bass veio parar neste jantar hoje à noite.
— Ele havia oferecido uma ótima doação, mas não falou diretamente comigo, fique tranquilo. — Ela se apressou em explicar. — Eu cumpri suas ordens, fiquei longe dele.
Harold suspirou e colocou os dedos em suas têmporas, respirando fundo.
— Eu vi vocês dois conversando aqui, nesta mesa, e ele lhe deu um beijo na bochecha. - O Sr. Waldorf falou, entre dentes.
— Ele estava apenas me agradecendo pela oportunidade de participar do evento. — Blair se manteve firme, mas por dentro tremia de medo.
— E você permitiu que a beijasse?!
— Papai, acalme-se — Ela olhou em volta, se certificando de que ninguém estivesse ouvindo a conversa — Podemos falar com mais calma em casa, sim?
— Não podemos falar nada. — Harold se levantou e recostou a cadeira de volta à seu lugar — Escute: esta é a primeira e última chance que lhe dou. Se eu vir você de novo na companhia do Bass...
— Eu prometo que não o verei mais!
— Certo. Estamos entendidos.
Notas finais
Fernanda: Muito obrigada! Desculpe fazer você esperar, e espero que ainda continue acompanhando haha ♥
Adam Levine: Né? Apesar da demora, aqui está mais um capítulo, e espero que você goste ^^
Gercisales: A demora foi de três meses, sorry, mas prometo que vou continuar até o fim sem essa pausa longa! Muito obrigada por acompanhar e deixar sua review :))
Bruniinha Wild Rose: Desculpaa mesmo, li sua mensagem viu! Aqui está outro capítulo, e não se preocupe que o próximo não vai demorar! Muito obrigada por acompanhar a Bad Kids ♥
Daniele Lemos: Muahahahaha veremos o que vai acontecer! Obrigada por deixar sua review ♥
Até o próximo capítulo, galerê!
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