Notas iniciais
Eu demorei muito mas enfim HUASHUAS eis o capítulo da parte final da festa do Gray pra vocês, meus amores

— Você está se divertindo? — perguntou Natsu.

— Tá brincando? Isso aqui é muito legal! — disse Lisanna enquanto balançava os quadris.

“Realmente, os dois são uma verdadeira piada.” Pensou Lucy enquanto ria consigo mesma.

Natsu definitivamente não era o tipo de garoto que amava ir à festas e baladas por vários motivos, tais como: música alta, luz forte, multidões e pessoas bêbadas caindo em cima de você. Mas naquela noite era diferente, ele se sentia mais do que feliz por estar ali, e tudo isso por causa de Lisanna. Desde pequeno, ele nutria uma paixão pela albina. Sempre gostou dela por ser o oposto de Lucy, a quem ele também conheceu desde que nasceu. Em sua cabeça, Lisanna era uma garota meiga, estudiosa, educada e humilde. Já a loira, chata, estúpida, imbecil e metida.

— Até que enfim te achei, gatinha. — disse Gray, agarrando Lucy por trás e beijando seu pescoço.

— Não quero papo com você, sai.

— Poxa, assim você fere os meus sentimentos.

— E eu lá tenho cara de quem liga pros seus sentimentos?

— Acabamos de oficializar nossa relação, não faça assim.

— Não tem conversa, eu fiquei muito chateada.

— O que eu faço pra você me perdoar?

— Hum, não sei.

— Eu faço qualquer coisa.

— Qualquer coisa? — ela fingiu estar respondendo uma mensagem no celular para demonstrar que não estava prestando atenção nele.

— Isso aí, qualquer coisa.

— Já que é assim, não vou recusar. Ouça com atenção.

[...]

— Isso é mesmo o que você quer?

— Sim. — respondeu Lucy usando um tom de voz autoritário.

— Tem certeza?

— Certeza absoluta.

— Mas não sei se o Natsu vai gostar se descobrir...

— Como é que ele vai descobrir alguma coisa, seu idiota? A menos que alguém conte, é claro.

— Tá, mas...

— Mas? Mas o que? Você não vai me ajudar?

— Não é que eu não queira mas isso já é uma puta sacanagem e ele gosta da Lisanna e...

— Cala a boca! — a loira rosnou. — O que é pior? Perder a mim ou a ele?

Como sempre ela conseguiu o que queria, usando o truque sujo da chantagem. Lucy dominava Gray e tinha a total consciência disso. Assim era: a dominadora. Se você a conhecesse, não gostaria de ver seu olhar intimidador. Era um olhar completamente assustador: fazia seu coração bater absurdamente mais acelerado, as pernas balançarem e sentir dor até no fundo da sua alma. Todos sempre se perguntaram: como é que uma garota tão bonita podia te fazer sentir tanto medo? Deve ser por que as garotas bonitas guardam os segredinhos mais sujos para si mesmas, e liberam uma parte da escuridão desses segredos através do olhar.

Natsu sentiu o celular vibrar no bolso. Quando abriu, era uma mensagem de Gray no Whatsapp.

“Cara, não acha que seria uma boa ideia levar a Lisanna pra sentar? Daí vocês podiam ficar mais a sós... sem muito barulho e tals.”

“Sentar? Onde?”

“No bar. Não nesse perto da pista de dança, no outro.”

“Realmente acha que ela vai querer ir?”

“Não custa tentar, campeão.”

— Ei, Lisanna, quer ir no bar comigo?

— Claro. Será que vai ter lugar pra gente se sentar?

— Eu quis dizer... no outro bar. Aquele do outro lado do salão.

— Ah, entendi... — a albina começou a olhar para o chão.

— Hã... se você não quiser ir não tem problema e...

— Mas é claro que eu quero! Vamos lá! — Lisanna pegou na mão do rosado, o que foi um ato inconsciente. Os dois coraram, soltaram rapidamente as mãos e andaram até o bar como se nada tivesse acontecido.

O bar do outro lado do salão era muito mais bonito e chique do que o da pista de dança. De um lado, haviam mesas e cadeiras luxuosas; do outro, o balcão grande que parecia ser feito de ouro. Quase ninguém sabia da existência desse lugar, apenas quem Gray queria que soubesse (a não ser, claro, que Loke descobrisse. Se ele descobrisse, não seria mais segredo para ninguém).

Enquanto eles não chegavam, Lucy foi entrando primeiro e se surpreendeu ao ver quem era o garçom: Sting. Sim, aquele cara loiro que estava no bar da pista de dança e que ela havia jogado bebida nele não fazia muito tempo.

— E aí, loirinha? — disse Sting, ainda com aquele sorriso que Lucy considerava escroto mas ao mesmo tempo atraente.

— Olha lá o jeito que você me chama, honey. Eu sou a namorada do seu chefe, Gray Fullbuster.

— Já me contaram isso.

— Então acho melhor me tratar com respeito. Você... troca de roupa rápido, hein? — a loira debochou.

— E essa não é a única coisa que faço rápido.

— Nossa, como você é ousado. Creio que já sabe qual vai ser o seu papel essa noite, não é?

— Heh. Quer uma vodka?

A proposta pareceu irrecusável para Lucy. Por uma fração de segundo, pensou em aceitar mas voltou atrás. Não, ela não podia ficar bêbada naquele momento: precisava ver seu plano genial dando certo.

— Uma coca light.

— Agora mesmo. — respondeu Sting, indo para a parte da cozinha.

“Essa garota se acha muito esperta. Aposto que está pensando que derrama cerveja em mim e fica tudo por isso mesmo. Posso até não ser demitido por aquele bundão do Gray, mas pelo menos ensino uma pequena lição à namoradinha dele. Lucy Heartfilia, aprenda que com certezas pessoas você não mexe.” pensou ele enquanto colocava o calmante na bebida de Lucy, que supostamente deveria estar no copo de Lisanna.

— Lucy? O que é que você está fazendo aqui? — perguntou o rosado enquanto Lisanna se sentava o mais longe possível da loira.

— Vocês não são os únicos a saberem que esse lugar existe, queridos.

— Não use esse tom debochado comigo, sua piranha.

— Ou o que?

— Se não eu vou...

— Vai fazer o que, seu otário? Lembrando que aqui não é o colégio, ou seja, você não tem poder nenhum sobre mim. Na verdade, nunca teve, mas acho que precisa de um toque de volta à realidade.

— Não vou nem discutir com você. Tchau.

— Só não esquece de usar camisinha depois, viu? — Lucy gritou e depois riu, fazendo Natsu e a albina corarem.

“Mas que merda… Gray disse que Lisanna e eu estaríamos sozinhos… mas tem esse demônio por perto.”

Sting entregou a bebida de Lucy e rapidamente se dirigiu à Natsu e Lisanna, fingindo estar seguindo todo o plano.

“Hum, esse Sting é muito bom. Obviamente, não melhor que eu, mas ainda assim... sabe atuar. A pobre Lisanna nem sabe o que a noite lhe reserva e Natsu vai ficar todo preocupadinho... vai ser divertido assistir a toda essa cena. Sem falar que Loke pode fazer uma matéria naquela merda que ele chama de blog. Eu sou um gênio.” a loira dava vários goles em sua bebida, pois estava com sede. Observou a cena da albina tomando o conteúdo de sua taça e dançava por dentro.

— Vamos voltar para a pista de dança? — perguntou Lisanna.

— Sim. — respondeu Natsu. Os dois passaram por Lucy sem olhar para a cara dela.

Quando já estavam longe, a loira se encostou no balcão para falar com Sting.

— Muito bem.

— Eu sei, obrigado.

— Que convencido. Talvez eu até te chame para futuros trabalhos como esse... ei, espera. — ela começou a se sentir sonolenta. A visão estava ficando completamente embaçada e os sons da festa pareciam vir de muito longe.

— Por acaso... você está com sono?

— Desgraçado... — Lucy deu um sorrisinho antes de cair no chão, desacordada.

Sting saiu rapidamente da festa. Depois de feita a ação, ele tinha o costume de desaparecer do mapa.

— Espera, Natsu... — disse Lisanna. — Eu esqueci minha pulseira lá no bar.

— Ah, então vamos lá buscar.

Chegando lá, levaram um susto ao ver Lucy caída.

— Lucy-san!

— Mas o que diabos aconteceu aqui? Até agora nós estávamos...

— Será que colocaram drogas na bebida dela?

— Acho que... espera, onde está aquele garçom?

— Não está aqui.

— Vou tentar falar com o Gray.

“Vem pra cá, tipo agora.”

“Por que?”

“Achamos a Lucy desmaiada aqui.”

“O que?????”

E assim foi o fim da festa: a loira, com seu aparentemente plano genial falhado e sendo levada de volta ao colégio desmaiada. Algo que com certeza estaria no blog de Loke no dia seguinte.

Notas finais
O que acharam?