Notas iniciais
oi amores

Capítulo 11

Will escutou os gritos; os sons de coisas sendo quebradas no salão em que Jasper usava como a sala do trono real. Sim, ele se autodenominava rei do mundo vampiresco; sua mania de grandeza era sem limites, pior do que isso, ele acreditava ser Deus. No exato momento em que Will, transpassou a passagem secreta, que dava para uma abertura lascada no teto do salão, constatou que o som, de coisas sendo quebradas, não era nada menos, que ossos sendo quebrados. Ossos de vampiros, que ainda estavam dentro de seus respectivos donos.

–– Como aquela vadia conseguiu matá-lo? –– Jasper vociferou. –– Achei que ele fosse poderoso o suficiente para se livrar de qualquer obstáculo que entrasse em sua frente.

–– Sim Jasper, mas... ela se transformou em lobo e rasgou a jugular dele, antes mesmo que ele conseguisse revidar. –– o soldado que lhe falava era Alistair, seu comandante, que por incrível que pareça era o único ser que Jasper gostava realmente. Haviam criado um vínculo havia muito tempo; embora tivessem a mesma idade, Alistair nunca teve a pretensão de dominar os mundos, sem duvida era um guerreiro exímio, mas não se interessava em estar no controle; era por Jasper que o fazia, pois fora ele, quem o salvara de morrer nas mãos do alfa de um clã de lobos, que atacou sua aldeia havia muito tempo.

–– Bando de incompetentes; eu dei uma ordem clara e simples, matar o maldito Rei do castelo, mas isso foi impossível, por que estou cercado de idiotas. –– ele correu com sua velocidade e agarrou o prisioneiro que tentava escapar. –– Onde pensa que vai? –– ele pegou nos cabelos sujos do vampiro, inclinando a cabeça dele para trás, expondo a garganta, mordeu e bebeu o sangue até ter um corpo seco em suas mãos. –– Quero que voltem lá e peguem...

–– Não seria aconselhável fazer isso. –– Alistair o interrompeu. –– Eles ainda estão com a proteção daquela aldeia e... O príncipe é vidente se bem o lembra. Foi assim que eles conseguiram pedir ajuda a tempo.

–– Merda! –– ele suspirou, jogando o corpo no chão, passando por cima dele e indo para o trono. –– Você está liberado, para fazer o que quiser.

–– Sim, senhor. –– Alistair fez uma reverencia ao ver a careta que Jasper fez.

–– Você e essa sua mania estressante de me chamar de senhor; somos amigos, não?

–– Sim, mas eu sei que você fica irritado. E eu vivo para isso, você sabe. –– ele gargalhou e recebeu um aceno de desdém de Jasper.

–– Você pode ir agora, antes que eu sirva você no jantar para os soldados. –– Jasper levantou a sobrancelha. –– Embora eu pense que você não deve ser muito saboroso, já que se deitou com tão poucas mulheres.

–– Não tem nenhum mal em ficar algum tempo com a mesma mulher. –– embora ele estivesse sem nenhuma no momento, ele se ofendeu pelo comentário e fechou a cara. –– Adeus, Senhor.

–– Ah, saia daqui seu imprestável, vai se divertir um pouco na taberna de Winglee. Fôda alguma puta e arranje brigas. –– Jasper gritou para que ele ouvisse mesmo no corredor.

***

–– Bella, controle aquele sangue-ruim, agora mesmo! –– Alice gritou assim que Bella pôs os pés na aldeia.

–– Do que você está falando? –– ela a olhou sem entender.

–– Daquele garoto de seu mundo. Ele está me pondo louca; fica o dia inteiro perguntando por você e faz escândalos fora de hora. Eu não mereço isso, não nasci para ser babá.

–– Ele quer me ver? Ele nem ao menos queria que eu chegasse perto dele, isso antes de eu partir para o Castelo de Mandrágora.

–– Bem, ele quer vê-la e está fazendo um escândalo por causa disso. –– Bella suspirou e olhou a menina com um misto de derrota e resignação.

–– Faça um favor para mim, sim? Não deixe Edward saber disso. –– ela olhou para o namorado que estava sendo cumprimentado pelos aldeões, pela vitória na batalha contra o exército de Jasper. –– Eu irei fala com Jacob, assim que eu puder. Avisa a ele, por favor.

–– Claro, mas saiba que eu não gosto de mentir para Goc, ele é meu melhor amigo.

–– Eu sei, mas é só para evitar problemas futuros. Eu o amo, mas ele é mais teimoso que uma mula, não vai deixar que eu converse com Jacob sozinha; e ele é problema meu.

–– Ok!

–– Baixinha. –– Edward a agarrou e a girou no alto. –– Que saudades eu estava de você.

–– Ora! Vocês não ficaram nem uma semana fora. Está com saudades de mim por quê? –– Alice riu e bateu em suas costas. –– Bote-me no chão, agora.

–– Só depois que você me falar sobre o que estavam conversando. –– ele sussurrou em seu ouvido.

–– Nada. –– ela falou rápido de mais e ele olhou para ela com os olhos apertados. –– Quero dizer... só coisas de mulheres, nada de mais.

–– Que tipo de coisas? –– ele estava sério agora.

–– Edward! –– Bella o puxou pelo braço e o fez soltar Alice. Ela saiu correndo, antes que ele perguntasse mais alguma coisa. –– Deixe-a em paz, ou você prefere que eu vá ajudar a raphael se acomodar na cabana dele.

–– Você não vai fazer isso de jeito nenhum. –– ele se virou para ela e a agarrou pela cintura. –– Se você estiver em menos de cinqüenta metros dele, eu vou ter que castrar o maldito.

–– Deixe de ser bobo. Estamos atrasados, lembra-se? Temos que avisar a Carlisle que o príncipe vai ficara aqui na aldeia. –– ela o puxou em direção a maior cabana da aldeia.

–– Por que ele veio mesmo? –– ele perguntou apertando mais a cintura dela.

–– Por que ele quer treinar com agente e por que o Rei ficou tão agradecido que nos emprestou o único vidente em um raio de 15.000mis... –– ela sorriu enumerando nos dedos os motivos pela vinda do príncipe.

–– Oh claro! Ele acha que acreditamos nessa desculpa esfarrapada? Ele veio para ficar perto de você, mas eu não vou o deixar ficar sozinho nem no mesmo cômodo que você.

–– Ora! Que basbaquice. Eu amo você sabe, mas é tão idiota que me da vontade de surrá-lo.

–– É mesmo? –– ele levantou uma sobrancelha e a puxou para trás de uma cabana, encostando-a na parede. –– Eu posso dar uma surra em você também, mas não será com meus punhos. –– ele sorriu maliciosamente e ela ofegou.

–– O que isso quer dizer? –– ela perguntou, enquanto ele já estava com a cabeça enterrada no decote de sua blusa.

–– Oh, isso quer dizer... que vou surrá-la com meu pênis. –– ele gargalhou, quando ela o socou no braço.

–– Edward! –– ela ofegou. –– Não fale esse tipo de coisa. –– ela corou envergonhada, mas uma boa parte dela ficava extremamente excitada quando ele falava de forma suja. –– Isso é nojento de mais.

–– Você parece gostar, apesar dessa pose de inocente. –– ele deu um selinho em seus lábios. –– Ora adoro quando você cora, princesa.

–– Acho melhor nós irmos falar com Carlisle. Nós tecnicamente ainda estamos de serviço, até que ele nos dispense. –– ela pôs uma mão em seu peito o afastando.

–– Ai você vai me dar um pouco de atenção? –– ele a olhou com os olhos brilhantes, como um cachorrinho carente.

–– Oh claro, eu prometo afagar suas orelhas mais tarde. –– ela riu e ele fez uma careta.

–– Você sabe cortar um clima. –– ele a pegou pelo braço e a puxou para rua de novo. –– Vamos logo, quanto mais cedo à gente resolver isso, mais cedo você estará em minha cama.

Ele a levou até a grande cabana em que o líder repousava. A mão quente dele sobre a sua a reconfortava mais a cada instante; gostava de compartilhar suas noites com ele. Não eram mais todas as noites em que acordava assustada com terríveis pesadelos, na qual ela e Jasper, seu odioso irmão, eram os protagonistas. Agora ela tinha Edward e seu calor para aquecê-la e protegê-la em seu sono, mas... ainda estavam lá para assusta-la.

Mal se deu conta de que já haviam chegado à cabana do líder da aldeia, até que Edward a olhou intensamente, ele podia senti-la tão bem que ela perguntou-se como poderia casar com outra pessoa que não fosse ele. Edward a estava lendo. Percebendo que ela havia ficado tensa de repente.

–– O que houve, princesa? –– ele a acarinhou as bochechas com as duas mãos e levantou o rosto para que ela o olhasse.

–– Não é nada de mais, eu só... Qual você acha que será o próximo passo de Jasper? Ele não do tipo que perdoa quando seus planos são interrompidos.

–– Não pense nisso agora, está bem? Vamos fazer o seguinte: falaremos com Carlisle e depois tomaremos um banho quente para relaxar. –– ele deu um sorriso maroto e aproximou seus lábios da orelha dela. –– Podemos começar a foder no chuveiro mesmo.

–– Idiota! Não sei por que perco meu tempo com você. –– ela se afastou e entrou na cabana deixando-o para trás, enquanto ele ficou a olhando sem entender. –– Você vai ficar parado aí? –– a voz dela soou dentro da cabana. –– Anda logo, quanto mais você demorar a falar com Carlisle, mais demoraremos em ir para o chuveiro.

Em menos de um segundo ele já estava correndo para dentro da cabana, atrás dela.

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Maldito vampiro. Não pode ser derrotado.

Notas finais
Desculpe a demora, mas eu esou voltando com novas histórias para vocês. bjs comentem e passem na minha nova fic.