Bad Girl Series - Vampires Love Vampires
2 Conhecendo um pouco da história vampiresca
Notas iniciais
Capítulo 1
Dois dias haviam se passado dede que ela havia se encontrado com o vampiro Dimitri e ele não havia reaparecido. Bella chegou a considerar a hipótese de aceitar a história que ele havia contado, afinal ela sempre se sentira tão fora desse mundo, sempre se sentindo um peixe fora d’água. Mas talvez esse não fosse seu destino afinal de contas.
Ela saiu de sua sala de aula com duas amigas, elas não paravam de falar sobre um garoto da sala, que as chamaram para uma festa no sábado; nada realmente importante então ela não prestou muita atenção. Seu olhar vagou para o outro lado da rua onde estava Jacob o menino que ela gostava. Ele a olhou e mostrou um sorriso zombeteiro e confiante que fez o rosto dela esquentar e corar.
–– Bella, aquele cara está te encarando. –– disse Irina.
–– O que? –– Bella olhou para ela assustada.
–– Aquele cara lindo, moreno, musculoso, uns vinte e três anos, olhos âmbares e incrivelmente sexy do outro lado da rua. –– disse Kate.
Bella olhou para o outro lado da rua e se deparou com Dimitri a encarando. “Então ele realmente veio, droga”. Ele levantou a mão e mexeu o dedo a chamando. Ela engoliu saliva e virou para suas amigas com um sorrisinho sem graça.
–– Eu já volto. Eu só vou falar com meu... Amigo.
Alguém segurou seu braço. Ela virou para trás e deu de cara com Jacob.
–– Bella, eu posso falar com você? –– Jacob perguntou.
–– Jacob? Eu... Estou ocupada no momento, mas depois nós nos falamos.
Ele a soltou. Ela andou rápido até onde estava Dimitri e parou a sua frente encarando-o. Ele estava encostado em uma moto preta e estava incrivelmente bem em sua jaqueta de couro e calças e botas negras.
Ele sorriu quando ela aproximou-se.
–– O-oi, vo-você veio. –– ela gaguejou um pouco.
–– Sim. Por que esta gaguejando? –– ele estava rindo dela.
–– Por que minhas amigas estão nos olhando.
–– E isso é tão mal assim? Ou o problema é garoto que está olhando?
–– Quem? Jacob? Ele é só um amigo.
–– E é por isso que seu coração disparou quando você o viu?
–– Meu coração não... Você pode ouvir? –– ela arregalou os olhos.
–– Sim. –– ele riu.
–– Isso é terrível, é uma total invasão de privacidade. –– ela se virou para ir embora.
–– Ei! Você não me respondeu se você vai vir comigo.
–– Eu... Eu não sei.
–– Você nunca se sentiu vazia por dentro? Você nunca sentiu como se não fizesse parte desse mundo?
–– Eu... Sim.
–– Então venha. –– ele estendeu a mão para ela.
–– Para onde?
–– Para meu apartamento.
–– O que?
–– É lá que nós vamos treinar. Eu aluguei e disse para o Dono que sou professor de Artes marciais; disse também que usaria o apartamento para dar aulas.
–– Oh! Está bem, eu só vou me despedir de minhas amigas.
–– Ok!
Ela correu na direção em que suas amigas estavam conversando com Jacob. Eles pararam de conversar no momento em que ela se aproximou deles; provavelmente eles estavam falando dela com o misterioso rapaz. Ela só chegou a tempo de ouvir Jacob perguntando a suas amigas quem era ele.
–– Oi de novo. Eu vou ter que ir agora. Meu... Amigo vai me dar uma carona. Tchau!
–– Mas você vai ter que apresentar esse gato pra gente depois. Afinal você já tem o Jacob todinho para você. –– disse Irina rindo.
Ela deu um sorriso sem graça para Jacob que ainda estava no lado delas.
–– Não ligue para o que elas dizem. Tchau, “amigas”. –– ela deu ênfase em amigas, para mostrar que ela não gostou da brincadeira. –– Tchau, Jacob.
–– Tchau! –– elas gritaram ao mesmo tempo rindo dela.
Ela correu para onde estava Dimitri, ele estendeu para ela o capacete da moto e a mandou subir. Ela agarrou na cintura dele, enquanto olhava para trás e pegava um ultimo vislumbre de seus amigos.
–– Eu irei voltar? –– ela perguntou para Dimitri.
–– Claro. Nós só treinaremos por algumas horas por dia, mas depois você pode ir para casa.
–– Não, eu quis dizer que depois que eu for para esse outro mundo, eu poderei voltar?
–– Isso depende se conseguiremos salvar esse mundo e se você irá querer voltar ou não.
–– Mas não darão por minha falta aqui?
–– O outro mundo é diferente daqui, o tempo que passa lá e é maior do que o que passa aqui.
–– Como assim?
–– Um ano lá, equivale um mês aqui.
–– Nossa! Mas mesmo assim um mês é muita coisa.
–– Bom! Você pode mandar um dos bruxos para ocupar seu lugar.
–– Bruxos?
–– Eu disse que tinha outras criaturas sobrenaturais lá. E falando nisso você será comandante de um exército de vampiros.
–– O que? –– ela arregalou os olhos.
–– Alguns deles estão no meu apartamento para treinar com você e te ensinar a usar vários tipos de arma e alguns te ensinaram a usar magia.
–– Eu posso?
–– Sim. Você é especial, você pode usar vários tipos de poderes ao mesmo tempo e ninguém pode isso, sem treinamento você nunca conseguiria, mas não se preocupe são todos iguais a você e tem a mesma idade, a diferença é que eles treinam há muito mais tempo e moram na aldeia.
–– E isso era para me fazer melhor? –– Ela perguntou seca.
–– Sim, –– ele riu. –– eu acho que era.
–– Idiota.
–– Ei respeite seu mestre. –– ele disse repreendendo- a de forma falsa.
–– Não tente mandar em mim.
–– Só um pouco.
Ela olhou para a rua que passava como um borrão, ela percebeu que eles estavam correndo muito rápido na moto. Ela viu uma mãe com um bebê no colo e isso foi como um estalo em sua cabeça. Ela percebeu algo que antes não havia percebido.
–– Dimitri, você disse que essa família não é minha de verdade, mas onde estão meus pais verdadeiros então?
Ele congelou no assento e ela sentiu suas costas ficarem rígida.
–– Eles... Morreram há cento e oitenta anos atrás, assinados quando tentavam te proteger da invasão na aldeia quando os monstros descobriram que você tinha nascido. Sinto muito.
–– Tudo bem, eu acho. Eu só tenho a agradecer não é mesmo, afinal eles me salvaram. Mas sinto que não posso conhecê-los.
Sua expressão era meio triste, o que Dimitri percebeu e tentou mudar de assunto.
–– Suas amigas queriam me conhecer?
–– Que? Oh, sim elas queriam. Você quer conhecê-las?
–– Não, é claro que não. Eu não me envolvo com crianças.
–– Ei eu não sou criança.
–– Você está interessada em mim? –– ele levantou a sobrancelha.
–– Não, mas a partir do momento que você diz que elas são crianças, você está dizendo que eu também sou já que tenho a mesma idade dela.
–– Oh, me desculpe. –– ele riu da cara dela e ela não gostou.
–– Só me leve para droga desse lugar e de boca fechada.
Eles seguiram o resto do caminho de boca fechada, mas ela ainda o via sorrindo de vez em quando. E mesmo que fosse dela, ela percebeu que era um sorriso lindo como todo o resto dele.
***
–– Chegamos. –– ele falou.
–– Uau, isso é enorme.
–– Sim, eu sei, e o pior de tudo é que todo dia chega humanos querendo se matricularem nas aulas.
–– O que você diz?
–– Que estamos cheios.
–– Uhum. –– ela sentiu seu corpo tremer pela excitação que a esperava.
–– Eles são legais, não precisa ficar assustada.
–– Eu não estou. É só que eu nunca, pensei que minha vida fosse mudar tanto de uma hora para outra.
–– É normal você ficar apreensiva. Eu também não aceitei muito bem minha transformação.
–– Você nasceu vampiro?
–– Não. –– ele andou até o elevador da garagem em que deixou a moto e puxou a porta para ela. –– Eu era humano, certo dia eu fui atacado por um vampiro do outro clã que me deixou para morrer no meio de uma floresta, mas graças à Carlisle que me achou e me transformou em vampiro eu ainda estou vivo. E antes que pergunte. Carlisle é o líder da aldeia e meu pai, já que ele me achou e cuidou de mim como um filho.
–– Quanto tempo faz?
–– Trezentos e quarenta e sete anos.
–– Meu Deus! E você não mudou nada?
–– Mudei. A partir de que você toma sangue pela primeira vez, seu corpo envelhece um ano a cada cento e vinte anos. No tempo dos vampiros é claro, já que no tempo dos humanos isso equivale há dez anos. –– Quantos anos você tinha quando foi transformado?
–– Vinte e um.
–– Você teve que beber sangue.
–– Sim.
–– Eu... Vou ter que beber?
–– Sim, mas você irá gostar. É como chocolate para um chocólatra. –– ele brincou.
Ela franziu o cenho, para ele.
–– Estou com medo Dimitri. Não quero me tornar um monstro bebedor de sangue.
–– Não fique, ser vampira não quer dizer que você será um monstro. Monstros são aqueles que fazem mal as pessoas inocentes. E eu irei te ajudar e proteger.
–– Promete? –– ela perguntou quando seus olhos se encontraram.
–– Sim. –– ele sorriu tirando toda a expressão pesada de seu rosto. ––Mas chegará o dia em que você é quem vai me proteger. Você estará pronta até lá?
–– Sim.
––Promete? –– ele acariciou a bochecha dela.
–– Sim. –– ela sorriu, limpando as lagrimas que começaram a surgir em seu rosto. –– Mas o que estamos esperando? Vamos logo para esse treinamento.
–– Sim. –– eles saíram do elevador e ela o seguiu até a porta em que ele destrancou. –– Não ligue para eles. Eles são meio estranhos.
–– O que poderia ser mais estranho que vampiros?
–– Não faça essa pergunta até vê-los. –– ele empurrou a porta e ela viu do que ele estava falando. “Sim, –– ela pensou. –– estranhos”.
continua...
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