Bad Boy
1 Bad boy - 1

Mais uma manhã se iniciara em Tóquio, em uma rua movimentada dois irmãos andavam calmamente na direção da escola Sarayashiki, onde estudavam desde pequenos. Eram um casal de gêmeos de 15 para 16 anos, Hiei e Yukina Jaganshi. Ele era mais alto que a irmã, porém, um rapaz baixo, seus olhos eram vermelhos, seus cabelos eram pretos, volumosos e altos e sua pele era rosada. Já a menina era uma jovem baixinha e 4 minutos mais nova que o irmão, seus cabelos eram lisos, curtos (que por sinal estavam amarrados num rabo-de-cavalo) e verde-água, seus olhos também eram vermelhos e sua pele também era rosada.
— Vamos logo...
— Estou andando Hiei, tenha paciência. — Dizia a menina.
O de cabelos pretos, apesar da altura, era um dos bad boys da escola, junto de Yusuke Urameshi e Kazuma Kuwabara. Por conta de tais motivos, vivia vigiando a irmã e a protegia de tudo e de todos coisa que no fundo a irritava. Foi só pisarem na escola que um dos melhores amigos do rapaz foi falar com eles. Era Yusuke, um rapaz alto, de cabelos pretos que viviam para trás, os olhos eram castanhos escuros e sua pele era bronzeada de leve. O mesmo estava acompanhado de Keiko Yukimura, uma menina de pele meio bronzeada, olhos castanhos escuros e cabelos castanhos claros, curtos e lisos.
O sinal da escola não demorou à soas, o grupo de quarto começou a caminhar na direção da sala de aula do primeiro colegial, sua turma. As carteiras eram divididas em quatro fileiras de cindo carteiras, onde todos foram se sentar. Keiko se sentou terceira carteira da primeira fileira, Yukina se sentou na terceira carteira da segunda fileira, ficando atrás da amiga. Hiei sentou-se na quinta carteira da quarta fileira e Yusuke na quarta carteira da quarta fileira. Todos estavam sem muita ansiedade, até a entrada de um conhecido e de um desconhecido. O conhecido era Kazuma Kuwabara, um jovem com cara de joelho torto, cabelos ruivos com topete de Elvis Presley, olhos pretos e pele esbranquiçada. Já o outro, era um rapaz menor que Kuwabara, seus cabelos eram vermelhos e um pouco longos e lisos, os olhos eram verdes e sua pele era rosada.
— Bom dia classe! — Exclamou o prof. Iwamoto. — Eu tenho avisos a dar e percebi que temos um aluno novo... Poderia se apresentar?
— Sou Kurama Youko... Me transferi da escola Sonyoro. — Comentou o de cabelos vermelhos.
O de cabelos pretos olhava o jovem, que chegou e se sentou na frente do mesmo. Kurama se virou e sorriu singelamente para o garoto baixinho. Enquanto o professor dava alguns avisos sem muitas relevâncias, o de olhos verdes tentava puxar assunto com o baixinho, que aparentemente não dava muita bola. Enquanto isso, o Urameshi fitava a Yukimura de longe, mas logo chacoalhou a cabeça, na intenção de retirar aquela expressão do rosto.
O intervalo não demorou à chegar. A de cabelos castanhos e a amiga baixinha iam andando na direção do pátio da escola, ambas conversavam naturalmente, até um garoto olhar de forma "diferente" para a de olhos vermelhos e o irmão da mesma ir pra cima do rapaz, um jovem do nono ano.
— Escuta aqui seu palhaço, tira os olhos da minha irmã! — Hiei disse, dando um soco no rosto do outro.
— H-HIEI!
— Só estou querendo te proteger Yukina, agora vamos indo!
Ela suspirou, continuou a andar, entretanto, com o rapaz ao lado dela. O de cabelos pra trás e o de topete iam junto com o trio. Por fim, os jovens se sentaram em uma mesa distante de tudo e de todos os outros. Ninguém gostava de se meter com o grupo, tinham medo do que poderiam fazer contra as pessoas no geral. Quer dizer, alguns não tinham medo de enfrentá-los.
— Aí ô gatinhas, que tal irem brincar com a gente lá no banheiro? — Disse um garoto.
Yukina ia se levantar, era uma menina inocente, não sabia o que o outro queria dizer com aquilo, todavia, Hiei a impediu.
— Escuta aqui seu vagabundo, se você tá pensando em fazer alguma coisa com ela é melhor você sair senão te meto um soco no meio da sua fuça!
— Hehehe, e quem é você pra me impedir Jaganshi?
O menor não hesitou, aplicou um soco de punhos fechados no maxilar do outro. Yusuke e Kuwabara estralaram os dedos e começaram uma pequena "sessão" de socos e chutes no rapaz, um aluno do terceiro colegial chamado Kaichou Nypon. Não importava a idade, ou o tamanho, o trio era praticamente imbatível.
— Por que fez isso?! — Questionou a menor do grupo.
— Ele ia abusar de nós... — Keiko disse.
A de olhos vermelhos corou, fitou o irmão maior com vergonha e o mesmo revirou os olhos. Não tardou muito para o sinal soar novamente e todos terem que voltar para a sala. A próxima aula era de matemática, o ruivo apenas sorriu e junto do de olhos castanhos escuros ia embora, mas a de cabelos castanhos não permitiu, pegou os dois pela gola e os levou de volta para a sala. A menina dos cabelos verde-água ria com gosto da cena, porém, o irmão da mesma continuava severo.
As aulas tardaram a acabar, o grupo saiu andando em direção às suas devidas casas. Os gêmeos se despediram dos amigos, caminharam em direção à um bairro bem pobre e muito suspeito, os prédios eram velhos e na maioria das vezes parecia que desabariam a qualquer instante. Haviam vielas escuras que davam para a entrada dos prédios, mas eram locais que causavam receio em qualquer um. O maior pegou a chave do prédio no seu bolso esquerdo , o único que não estava furado, abriu a porta e puxou a irmã para dentro, trancou a porta e começaram a subir a escada até o terceiro andar. Ao chegarem no apartamento 31, destrancaram a porta e entraram.
— Ah... Enfim em casa... — Comentou o garoto.
— Vou fazer o dever de casa. — Ela disse, indo para o quarto que dividia com o irmão.
O apartamento era pequeno, na entrada à direita havia uma sala de dois sofás com uma cômoda e uma TV de tubo e na esquerda uma cozinha americana com uma geladeira, uma pia e um fogão. A mesa era daquelas de par, que ficava na divisão da sala com a cozinha. No pequeno corredor, haviam duas portas na direita, que davam nos quartos, e duas portas na esquerda, uma pro banheiro e outra para um quartinho onde ficavam coisas valiosas para eles. O cômodo onde os gêmeos dormiam era a segunda porta da direita, tinha paredes em azul claro, uma beliche do lado esquerdo da porta, um guarda roupa na parede esquerda e uma cômoda de madeira com algumas coisas importantes para eles.
— Escuta Yukina, você tem que aprender algumas coisas sabia? Hoje na escola iam abusar de você se não fosse por mim.
— Me desculpe Hiei, mas eu nunca saio de casa então não corro risco de...
— Claro que corre! E se um dia invadirem aqui?! — O maior suspirou. — Eu vou ter que sair, já volto.
A de cabelos verde-água torceu o nariz, prometeu ficar lá enquanto o rapaz saía. Ele trancou a porta de casa, desceu as escadas e saiu do prédio, indo para o prédio em frente. Era um local com duas portas, uma que dava em uma área residencial e outra que ia dar em um "estabelecimento". O de olhos vermelhos desceu as escadas e foi parar em um luar iluminado com neons e mesas de jogos. Havia também um palco para as mulheres dançarem. Hiei bufou um pouco, caminhou até uma mesa onde se encontravam dois homens. Um era praticamente um armário, possuía pele branca, cabeça careca e olhos azuis. O outro era magro, de pele morena, olhos pretos e cabelos longos, lisos e pretos. Seus nomes eram Hamaro e Koyatsuki respectivamente.
— E aí Hiei, como tem passado camaradinha? — Perguntou o de olhos pretos, dando um cigarro para o menor, que logo começou a traá-lo. Sei que nos chamou por algum motivo especial...
— Quero informações do assassino do meu pai... E eu sei que você tem Koyatsuki.
— Como tem tanta certeza?
O garoto apenas sacou algo de seu bolso. Era um revólver. Esse tipo de situação não podia ser resolvido nos punhos, e sim, com armas ou estiletes. O homem de olhos azuis arregalou os mesmos, tateando sua cintura na procura de algo para se defender, o que não deu certo. O menor suspirou, sabia atirar muito bem e além do mais havia carregado a arma por precaução.
— Você era companheiro de trabalho do meu pai, estava com ele na hora! — O menino berrou. — AGORA FALA!
— C-calma aí garoto... — O homem suava frio. — Escuta, eu sei mais ou menos quem matou, mas não vai adiantar nada eu te falar, ele já foi preso e...
— Me fala agora. Eu sei que ele não foi preso, nada funciona aqui. ME FALA LOGO!
O baixinho aproveitou a deixa e atirou em Hamaro, na direção do coração. O homem não tinha família nem ninguém, então não estava com tantos problemas, nenhuma pessoa sentiria muito sua falta, a não ser Koyatsuki, este sim sentiria falta do outro. O de cabelos longos correu na direção do amigo e se ajoelhou, colocou a mão esquerda no tórax do amigo, que falecia aos poucos.
— M-melhor... Falar... Pro garoto... Ele merece... Saber... — Estas foram as últimas palavras de Hamaro.
— Ok eu falo! — Berrou o homem de olhos pretos. — Não sei o nome, só sei que era um estrangeiro... Um italiano! Isso, um italiano!
— Valeu. — Hiei disse, logo após, aplicou um tiro na cabeça do informante. — Tenha bons sonhos.
O garoto arrastou os corpos com muito custo para a parede do prédio. Ninguém acharia estranho, era algo tão comum no bairro que nem estranhariam. Porém o de olhos vermelhos se sentia estranho, suas mãos estavam trêmulas e sua respiração era ofegante. Ele engoliu em seco, não poderia deixar suspeitas perto da irmã que tanto protegia, ela com certeza diria que isto seria contra todas as regras em que seguiam. Ao chegar no apartamento, guardou no armário debaixo da cômoda a arma que um dia pertenceu à seu pai e foi para o quarto. Yukina mexia no computador, falava com um rapaz da escola e parecia estar alegre.
— Com quem você tá falando?
— N-ninguém!
— Me engana que eu gosto... — Disse Hiei, indo ver a conversa. — Hiroshi Matsuki... Vocês não vão sair.
— Mas por que...?
— Não quero que volte sozinha! Acha mesmo que ele vem te acompanhar? É lógico que não! Agora vê se desmarca isso!
Ela suspirou tristemente. Seu irmão era super-protetor e a jovem não entendia o motivo. Não demorou muito para a campainha tocar e o menino ir atender. Era a mãe dos dois, Hina Jaganshi. Ela era uma mulher bonita, de cabelos verde-água, lisos, que viriam até a metade das coxas se soltos, mas estavam na cintura por conta do rabo alto e olhos vermelhos. A mulher suspirou aliviada, abraçou o filho e foi ver a filha, que também recebeu um forte abraço. A mãe dos jovens foi para seu quarto e se deitou, exausta, afinal trabalhou das 08:00 às 18:00.
— Mamãe, está bem? — Perguntou Yukina.
— Sim minha filha... Só preciso dormir um pouco...
— Certo...
A garota saiu do quarto, fechou a porta e foi jogar videogame com o irmão, uma das coisas que costumavam fazer para divertirem-se.
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