Notas iniciais
Não acontece muita coisa, para falar a verdade, é mais uma extensão do prólogo... Mas está aí. Postei mais rápido que queria. Não me contia :P

Allen recuou um pouco.

Havia gangues violentas naquele bairro.

E no sobretudo negro que o garoto usava, lia-se na frente o emblema de “Exorcistas”.

O albino logo reconheceu o símbolo de uma cruz branca que ele carregava no peito.

-Exor...cista...- resmungou para si, assustado.

Lembrou-se do temido nome da gangue que corria por ali. Era esse que ele estava carregando em sua roupa. Sabia, pois sempre comentavam.

Recuou mais ainda ao verificar que o rapaz não o olhava amigavelmente, suas sobrancelhas estavam extremamente franzidas e faziam seus olhos ficarem ainda menores.

-Ah...- recuava, recuava- desculpe...eu...me desculpe...- recuava e recuava.

“Qualquer movimento brusco e ele me mata”, repetia como um mantra em sua cabeça. Amaldiçoava seu senso de direção que o levou ao beco em que estava e contava os lentos passos que faltavam para chegar à rua e sair dali. Rápido. Ele precisava ser rápido. O que seria de seu pai? De sua vida? Precisava sair dali!

Deu dois passos pequenos.

O garoto oriental apoiou um braço na lixeira, derrubando alguns materiais, procurando apoio para se levantar. Allen deu um pulo rápido e logo paralisou, sem saber o que fazer. Os olhos estavam do tamanho de maçãs prateadas, arregalados.

O cabelo negro cobria o rosto do garoto que se esforçava em ficar de pé.

-Argh...- resmungou, a perna falhava em sua função.

O albino parou de tentar fugir. Relaxou os músculos um pouco, mas nunca deixando seu instinto deixar de ficar alerta. Agora os passos lentos eram em direção ao garoto estranho que tentava inutilmente conter a dor dos ferimentos.

-Er...Quer ajuda...?- perguntou hesitante.

O garoto não virou a cabeça para o albino, mas ele pôde ver que estava cuspindo um pouco de sangue contido em sua boca. Com certeza estava ignorando o pequeno, não demonstrou nenhum sinal de que teria percebido Allen ali, com ele.

Mas ele continuou andando em direção ao garoto. Este se apoiou na parede, já de pé.

-É sério. Você está machucado!- o albino já estava ficando mais próximo. Os passos ganharam mais velocidade, à medida que tudo em seu corpo lhe dizia para ajudá-lo- vamos! Tem um hospital aqui perto...

Nada. O garoto continuou limpando as vestes, passando o braço em seu rosto para tirar o sangue que saía de suas narinas.

Ocorreu a Allen que talvez não conseguisse ouvi-lo. Aproximou-se mais, estava a dois metros dele. Surpreendentemente, seu medo se dissipara quase completamente.

-Vamos...- repetiu- talvez tenha quebrado algo, fraturado, ou sei lá! Eu te ajudo! Tudo bem, o hosp...

Estava a pouco mais de um metro dele. Mas não podia avançar mais. Pois agora uma katana os separava perigosamente. O garoto havia logo sacado sua espada para impedir que o albino se aproximasse, estava quase tocando seu nariz com a ponta afiadíssima, claramente uma ameaça de morte.

-Cale a boca.- o garoto disse algo pela primeira vez. Sua voz era rouca e grave e não passava nenhum bom sentimento. De pé ele parecia ser no mínimo dez centímetros mais alto que Allen.

Quando Allen encontrou seu rosto no meio da escuridão e de seus cabelos compridos que o ocultavam, percebeu o quanto não estava bem. Não só pelos ferimentos que tinha. Mas algo ali...Não estava certo...

Allen recuou mais enquanto ele se aproximava com a katana em seu rosto. Ele tropeçava, obviamente havia algo de errado com sua perna.

-Mas a sua pern...- começou a alertar.

O pequeno fora calado assim que o garoto firmou a espada em seu rosto novamente, alertando para que ficasse calado.

-Cale a boca.- repetiu com mais intensidade. O cabelo estava bagunçado e fora jogado para trás. Allen conseguia uma visão perfeita do rosto do rapaz agora.

De sua boca e nariz escorria alguns filetes de sangue, seu olho parecia arroxeado. Mas seus olhos... Ao encará-los, o albino sentiu estremecer seu corpo.

Claramente era um garoto bonito. Adoraria ter a oportunidade de conversar com ele, claro, quando não estiver com o rosto roxo e tentando matá-lo.

-Quem é você?!- perguntou o garoto, sem baixar a espada- é amigo daqueles caras, é? Veio terminar o serviço? Pois é, pode chamar o resto do bando, eu enfrentei vinte deles e ainda estou aqui...

O seu tom agressivo era ainda mais intensificado pela katana que quase entrava na pele branca do menor.

-Não sou!- tentava se justificar- nem sei do que você está falando! Eu sou Allen Walker, eu só...eu só estava perdido, por favor...

Não disse nada. Allen não sabia se era porque tinha dificuldades para falar por causa da boca machucada ou porque não tinha o que falar. Deveria estar aflito. Parecia em conflito. E pelo jeito, o garoto não sabia resolver conflitos sem ser na base da briga. Ele empurrou mais a espada, a ponto de furar de leve o nariz do albino.

-Não. Tente. Me enganar.- falou, serrando os dentes.

A intensidade de seu tom foi tão grande, que Allen se deixou tropeçar em seu próprio pé. Estava perdido,caído no chão molhado.

-E-Eu juro!! Não sou de nenhuma gangue ou seja lá o que for!! Por favor...

-Tsc.- estalou.

Ele não pareceu acreditar e continuou avançando sobre o pequeno que se arrastava pelo chão, desviando da lâmina.

Bateu as costas em uma parede de tijolos. Não se mexia, não dava para escapar. Acabaria ali.

- Aproveite a ida ao inferno-o garoto disse nas sombras dos prédios ao redor.

Ergueu a espada ao alto de sua cabeça. Allen acompanhou o movimento como se estivesse acontecendo em câmera lenta. Ouviu um grito ao fundo, mas não ligou, acabaria ali. Fechou os olhos imaginando como poderia ter sido a vida dali para frente e como ela foi. Boa? Ruim? Não importa, ali ela acabava.

Abriu os olhos a tempo de ver os próximos movimentos que antecederiam sua morte, esperando a perfuração de seu rosto, peito ou onde quer que seja. Nada aconteceu.

Em momento, o garoto estava ali com a espada erguida para matá-lo. Os olhos escuros sorriam para sua morte. No outro, não estava mais lá. Sumiu?

Sentiu algo passar de raspão em sua bochecha e deixar um corte leve. Tirou o pouco de sangue que saiu de seu rosto. Identificou o vulto que levara embora a ameaça.

Ao seu lado viu nada mais nada menos que Lavi. Seu amigo. O ruivo estava segurando com força os braços do garoto, eram praticamente da mesma altura, mas o garoto era alguns centímetros maior. Se o garoto não estivesse exausto, provavelmente estaria dando uma surra no caolho, que lutava, agora, com dificuldade.

Allen levou algum tempo para digerir a informação. Há alguns segundos se preparava para morrer. Estava realmente aceitando a situação de morte! Como pôde? Não, não podia. Pelo seu pai. Não queria vê-lo nunca mais daquele jeito.

Levantou rápido. Queria ajudar o amigo, ele provavelmente corria perigo também!

Mas não estava. Pelo jeito ele estava com tudo sob controle...

Encostou-se sem reação ao ver que o ruivo conversava com o garoto estranho... Aparentemente, civilizadamente.

-Yuu!!!- o ruivo gritava para o garoto. Então seu nome era Yuu?- não faça isso!! Quer arranjar mais encrenca? Já basta o homem de ontem!

-Não me chame pelo primeiro nome, maldito!!

Allen se aproximou incrédulo. Lavi conhecia o rapaz violento? De onde? Como? Por quê? Não entendia nada.

-Lavi...- disse trêmulo. O ruivo virou o rosto para o albino- você...você e ele...vocês dois...?

O ruivo mordeu os lábios, provavelmente pensando no que dizer e como dizer. Andou de um lado para outro, nervoso, e puxava com as mãos os cabelos vermelhos para trás.

Parece que começaria a falar, pois surgiu uma insinuação de que abriria a boca. Mas sumiu tão rápido quanto apareceu, pois logo se viram em um beco mais cheio de pessoas.

Entraram várias pessoas, correndo dentro do beco em direção a eles. Allen pensou que agora mesmo iria morrer, sem escape, mas as pessoas passaram direto por ele, como se não estivesse ali.

Olhou para suas roupas, enquanto passavam como vultos negros. Tinham o mesmo símbolo de cruz em seus peitos. Eram membros dos Exorcistas, assim como Kanda, delinquentes.

Encolheu-se mais perto no corpo de seu amigo, aparentemente, buscava a proteção do ruivo, que (segundo suas expectativas) não seria atacado por nenhum deles.

Observou um garoto moreno com uma cicatriz horizontal no nariz correr ao lado de Kanda. Seus olhos eram grandes, não pareciam carregar qualquer tipo de maldade. Duvidou que alguém daquele jeito participaria de uma gangue violenta e logo suspeitou de suas primeira impressões amigáveis.

O garoto parecia correr ao socorro de Kanda, que parecia ignorar totalmente sua preocupação. Havia mais pessoas ao redor, algumas encostadas na parede, outras se esgueiravam para observar o japonês. Entre eles, um gigante, que usava algum tipo de fone de ouvido,outro que tinha manchas estranhas e roxas marcadas no rosto e ainda outro pálido, como um vampiro.

Allen aproveitou enquanto Kanda tentava se livrar da preocupação do garoto de cicatriz para entender a situação. Cutucou Lavi, que parecia querer rir da situação de constrangimento em que se encontrava o japonês, e ele logo volto a encarar as orbes ainda assustadas e confusas.

-Ah...- Lavi parecia por um momento esquecido de Allen, pois parecia voltar a suar frio. Um sorriso torto se formou em sua boca, exatamente como Lenalee havia percebido um dia antes, enquanto conversavam.

Lavi deu um passo grande demais para trás e derrubou um pouco mais de lixo. O movimento acabou chamando atenção de todos no beco para o canto onde estavam. Por um momento, parecia que haviam pausado, ninguém se movia, mas as cabeças e os olhares encaravam o rapaz alheio de cabelos brancos que segurava seu próprio braço com força.

-Hm?- o garoto de cicatriz tombou a cabeça, não sabia que era o ser.

-Quem é esse?- o garoto de manchas roxas perguntou se aproximando, brincava estranhamente com um sino redondo em sua mão. Tinha uma aparência um tanto doentia naquele escuro, parecia algum tipo de vilão de filme de terror, tinha um sorriso sinistro e o nariz um pouco curvado- inimigo?

-Foi um dos que machucou Kanda?- o garoto de fones de ouvido perguntou franzindo um pouco o cenho, mas não se movimentou. Era grande, devia ser bem mais alto que Allen.

-Não!Não!!!- Lavi entrou entre o amigo e a gangue, balançando os braços freneticamente- ele não é nada...quer dizer ele... ele é meu amigo...ele costuma se perder facilmente!

Allen se esgueirou por cima do ombro do ruivo a observar as pessoas a sua frente, apertou os dedos no ombro de Lavi. Este percebeu a tensão, virou-se de frente ao albino, olhando das pessoas a ele o tempo todo, buscando palavras para usar. Mas nesse tempo Allen já havia raciocinado um pouco da situação.

-Hey, Allen...-o ruivo começou- essa é a gangue dos Exorcistas, sabe. Na verdade acho que você já percebeu... Mas, enfim, é aquela mesma que aparece por aí nos noticiários, a mesma dos ataques, até daquele que você e a Lena me contaram ontem!

O caolho deu uma pausa, apenas para observar a reação do menor. Ele sabia muito bem o quanto ele deveria estar querendo dar um sermão gigante nele, mas o pequeno não mostrava nenhuma reação. Continuou, então.

-É, eu faço parte dela... Mas é por causa do Yuu- recebeu uma pontada em suas costas de um katana que o fez dar um pulo pequeno- quero dizer, Kanda. Quer dizer, ele pode ser bem maloqueiro e só o Alma — apontou para o rapaz de cicatriz que ainda encarava com interesse o rapaz albino- não vai dar conta dele...

Allen observou Lavi com repreensão, as sobrancelhas mais erguidas, como se duvidasse de que estaria falando a verdade. Conhecia seu amigo.

-Tá, Allen- o ruivo continuou- eu posso ter me aproveitado um pouquiiiiinho disso tudo... Tá, um pouco mais. Mas é porque sabe, as vezes é divertido sair por aí a noite e sabia que mulheres adoram badboys? Hehehe.

O garoto de fones bateu a mão na testa, balançando a cabeça negativamente sobre o comentário de Lavi.

O caolho poderia ter continuado a lista de motivos, mas Alma o empurrou para o lado, provavelmente com medo de que tipo de coisa ele falaria sobre os membros da gangue. Ele parecia ser o mais consciente daquele beco no momento...

-Cala a boca, Lavi!- gritou para o garoto jogado nas lixeiras. Allen se perguntou o que os vizinhos achavam que significavam aquela bagunça e barulho todo.

Allen não sabia o que fazer. Se ria, se chorava se batia em seu amigo por ele ser um idiota... O medo não estava mais tão presente em seu rosto, deixou seu corpo relaxar mais, apesar de que tinha pequenos pulos com alguns movimentos bruscos para cima de si. De fato, as pessoas daquele beco não pareciam tão ameaçadoras quanto diziam ser pelos noticiários. Quer dizer, tirando o japonês de olhar mortífero que estava sentado logo ao seu lado em uma caixa e passava a mão na lâmina de sua espada brilhosa.

Alma chegou mais perto do albino. Seu olhar terno não deixava que Allen ficasse com medo dele e de fato o tranquilizava.

-Sou Alma Karma- disse, estendendo a mão.

-Allen Walker.

-Me desculpe pelo Yuu- sorriu- ele só estava desconfiado. Ele geralmente não é desse jeito...

-É SIM!- exclamaram as várias pessoas espalhadas naquele beco.

-Tá. Mas ele sabe distinguir o certo do errado. Espero... Mas realmente me desculpe, devíamos ter ficado de olho nele. Vive arranjando briga. Você não me parece má pessoa...

-Muito menos você- retribuiu o sorriso pela primeira vez.

-De fato participar das atividades de uma gangue não me agradam muito, mas... Como esse cara aí- apontou para Kanda emburrado, que agora secava ferimentos com um pano- não consegue se cuidar sozinho, eu estou aqui.

-Tsc. Ninguém aqui precisa de você- respondeu.

-Hunf.- emburrou-se- só você, né? Ou vai me dizer que conseguiria sair daquele buraco de esgoto que você ficou entalado esses dias sem minha ajuda?

A reação foi inesperada. O japonês corou as bochechas e uma veia saltou em sua testa. Virou seu rosto, totalmente envergonhado.

-Ficou lá...- continuou Alma, influenciado pelos risinhos abafados que corriam sem parar pelo local- tentando gritar por ajuda... Maaaas como você não sabe falar direito ficava afastando todo mundo que chegava perto e só resmungava “Tscs”sem parar. Ainda afirmou que estava escondido para um ataque surpresa naquele bueiro...Pena que metade ficou pra dentro e metade pra fora... Sério, Kanda, você deveria ser capaz de ter noção às vezes, não? Ou pelo menos calcular o seu tamanho sozinho...

Os risinhos ficaram mais altos e Kanda se irritou com o tom de sermão materno que o amigo de cicatriz usava para falar com ele. Ouviram-se estalos, que Allen deduziu serem de veias estourando na testa do japonês.

Até mesmo Allen, que ficara bem quieto até o momento, riu da situação. Definitivamente, não poderiam ser a gangue maléfica que descreviam nos noticiários e jornais locais.

-Então...- Lavi reapareceu – eu também quero pedir desculpas, Allen. Eu menti, quer dizer, não tecnicamente, afinal eu não comentei nada nem vocês perguntaram- Allen ergueu as sobrancelhas e cruzou os braços em reprovação- Maaas... Omiti fatos de minha vida pessoal e espero que isso não prejudique nosso amor...Digo, amizade.

O albino franziu bem os cenhos, os braços ainda cruzados. Lavi parecia preocupado com essa reação. O amigo estava nervoso com ele, tinha total certeza disso. Sabia que ele definitivamente reprovava violência de qualquer modo e odiava mentiras, principalmente se mentiam para ele. Também não sabia se ele havia novamente ficado bravo com o comentário de “amor”, mas isso ele fazia todos os dias e sabia que era brincadeira... Desnecessária essa preocupação.

O garoto virou as costas.

-Allen, eu...

Ia murmurar mais umas desculpas, mas foi interrompido por risadinhas. As costas de seu amigo tremiam enquanto ele levava as mãos até a boca para abafá-las.

Lavi sorriu, enquanto o garoto se virava para ele, deixando evidente o seu rosto sorridente, dando risadas baixas sobre o amigo.

-Afinal- disse o albino- eu nunca fiquei bravo com você por mais de três minutos, não é, Lavi?

O ruivo agradeceu, silenciosamente, com um sorriso que ia de orelha a orelha. Esfregou a cabeleira branca com sua mão fechada em punho, antes que o albino mudasse de ideia e decidisse que não iria perdoá-lo de jeito nenhum.

- Vamos comer em algum lugar??- Lavi estava mais animado- eu pago sua parte, Allen. Vamos todo mundo! Só para descontrair! O Yuu matou o Allen de medo!

-E-Eu não tava com medo!!- o rosto ficava mais vermelho.

-Qual é, você quase fez nas calças- resmungou o japonês, falando sem um tom assassino para cima do albino pela primeira vez.

-Você ainda não foi para um hospital?

-Tsc. Como se eu precisasse...

-Como assim?? Você estava todo arrebentado!!
-Não ligue, Allen. Quando o Kanda não está com vontade, a gente não pode fazer nada...- Lavi bateu em suas costas- além disso, ele se recupera bem rápido.

Mal Lavi havia comentado, Kanda colocou a espada ao seu lado e saltou sem muitas dificuldades da caixa onde estava sentado. Por incrível que pareça, sua perna funcionava quase perfeitamente apesar de ainda mancar minimamente. Os ferimentos arroxeados e escuros já estavam mais claros e a boca e nariz não davam o menor indício de já terem sangrado alguma vez em sua vida. Allen chegou a duvidar de que ele era mesmo humano.

Colocou a katana presa em sua cintura e ajeitou o sobretudo.

-Já vou indo- disse baixo, andando em direção à rua deserta. Foi impedido, para sua frustração, antes que chegasse até lá.

-Nada disso- Alma puxou sua gola obrigando-o a ficar- você vai sair com a gente. Como pedido de desculpas ao Allen, já que você não pediu nenhuma...

-Tsc. Não banque a minha mãe!

-Ah- disse malignamente- será que eu devo contar a eles daquela vez que você...

-TÁ!Tá! Eu vou! Agora, cala a boca demônio!

Allen sorriu. Alma tinha um jeito bem interessante de persuadir o rapaz. EKanda era garoto um tanto interessante.

Notas finais
Espero vocês no próximo capítulo!! :3