Bad Blood
1 Trinity ao Trabalho
Notas iniciais
– Senhorita, por favor, me deixe levá-la até a enfermaria...- O guarda, usando uma grande armadura negra, diz.
–Eu já disse que não.
–Bem... não irá ao menos dizer seu nome? -ele insiste.
–Me deixe em paz ou eu...
A porta se abre. Paro de falar e me levanto imediatamente.
–Muito bem...Quem temos aqui? — Um homem entra na sala. Alto, forte, pela escura... eu o reconheceria em qualquer lugar. Um sorriso se abre em meu rosto.
–A prisioneira se recusou a dizer seu nome, Senhor. — o guarda diz.
–Welvin da Great! -murmuro.
–Acertou. — o homem caminha até mim. Ele estende sua mão e eu a aperto.
–Eu sou Catastrophe.
–Eu sei muito bem quem você é,querida. — Welvin sorri. — Soldado, acompanhe Castastrophe até a Estação Médica e deixe o resto com Trinity.
–Sim, senhor.
Sorrio de volta para Welvin e sigo o soldado para fora.
Caminhamos lado a lado pelo lugar imenso. Há armas espalhadas pelo chão e pessoas lutando por todos os lados.
– Eu sou Grady. — o soldado diz. — E você?
– Já sabe meu nome.
–Quis dizer quem é você, o que você faz. — ele insite, e jogo um olhar desconfiado para ele.
–Não confio em você.
– Então porque está me seguindo?
– Porque confio no Welvin.
– Qual é — ele sorri — acabou de conhecer ele.
– Ele é dono de tudo isso. A maior empresa secreta de treinamento de crimonosos que existe. Qualquer fora da lei conhece ele.
–E você é uma fora da lei?
–Se eu não fosse, provavelmente nem desconfiaria da existência desse lugar.
–Certo...- paramos em frente á uma porta de vidro. — Vá. Eu te espero aqui.
Entro numa sala ampla com aparência limpa. Uma mulher anda apressadamente até mim.
–Muito bem, Catastrophe...- ela anota algo em uma prancheta. — Me acompanhe, por favor. Trinity está te esperando.
A sigo por um longo corredor com muitas portas. Ela me deixa numa grande sala escura. Bem no centro, uma maca, com uma luz acesa sobre ela; Num dos cantos, uma pessoa vestida completamente de branco, mexe em um computador rodeado por grandes máquinas com luzes piscantes.
Ela caminha até outro canto e arrasta uma máquina para perto da maca, então se vira para mim. Seu rosto está coberto por um capacete, também branco.
– Olá. Eu sou Trinity. -uma voz ecoa pela sala.- Por favor, entre.
Ela aponta para um tubo de vidro em um dos cantos da sala. Ando até o tubo e me posiciono dentro dele. Trinity tecla algumas palavras em seu computador, e o vidro se fecha. Fico com um pouco de medo de ficar presa lá dentro, mas continuo imóvel. Jatos de fumaça saem do chão, formando uma cortina que me empede de ver a sala lá fora. A luz dentro do tubo se apaga, me deixando um pouco mais amendrontada, mas logo uma fraca luz azul se acende sobre mim. De repente, uma rajada de frio atinge meu corpo, e me vejo paralisada. Não consigo me mover. Começo a me desesperar; porém, não posso fazer nada. Algo toca minhas costas, e minhas roupas são rápidamente substituídas por outras. A luz se acende, a fumaça abaixa, e já consigo me mover novamente. Vejo meu reflexo no tubo. Estou usando roupas tão curtas que me sinto um tanto envergonhada.
O vidro se abre e eu caminho para fora.
–Muito bem — Trinity diz — Você está pronta.
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