Bad Beat: The Price's Marry Me.
7 Capitulo 6
Notas iniciais
Ainda no dia anterior — 11/04/2014 — Sexta Feira. 23:30
– Ai baladinha, até que enfim! — Denise disse toda animada.
Tínhamos pego um táxi com destino a nossa “baladinha”. Denise tinha ido no banco da frente, eu, Nimbus e Magali no banco de trás, nessa mesma sequência. A gente estava conversando e se divertindo.
– Essa balada é boa? — Magali perguntou
– Algo me diz que é balada do gueto. — Nimbus falou
– Exatamente. As baladinhas do gueto, sempre são as mais fodas. Adoro.
– Ok… — Magali fez uma pausa — Mas tem comida lá?
– Só pensa em comer guria? — Nimbus falou olhando pra ela
– Aff, me deixa! — Ela disse o ignorando.
– Vocês dois só discutem, credo! — Falei — Parem de brigar pelo menos hoje e tentem se divertir. Eu to tentando me divertir, façam um esforço pelo menos. — Eu falei.
Aquela noite, eu queria realmente me divertir e esquecer os problemas por uma noite. Eu iria beber e virar a noite, dançando e fazendo o que me desse na telha.
– Tudo bem, mas só porque você falou! — Nimbus disse olhando pra mim — Vou me comportar e não vou falar nada da Maga.
– Para de ser puxa saco da Sam! — Magali falou cruzando os braços.
– Que foi? Ta com ciumes? — Ele perguntou olhando pra ela com um sorriso brincalhão. Como a Magali não conseguia gostar dele? Quer dizer, eu sei que ela gosta dele, eles são grandes amigos, mas porque ela tem tanta implicância com ele?
– Logico que não, não seja tolo! — Ela disse bem mais irritada que antes — Eu só acho que você é muito: “Ai Sammy isso, Sammy aquilo”, deixa a coitada em paz. — Todos rimos
– Ow Maga, ta com ciuminho? — Ele disse rindo dela — Eu vou começar a encher o seu saco também! — Nimbus disse a abraçando de lado
– Me larga. — Disse tentando fingir que estava brava, mas ela não conseguia parar de sorrir.
– Não. Não quero! — Ele disse apoiando o queixo em seu ombro, ainda abraçado nela.
– Eu me sentiria melhor se você fosse um pedaço de pizza gigante. — Ela falou e todos rimos, inclusive ele.
– Eu não sou nenhum pedaço de pizza gigante, mas se você quiser dar uma mordida em mim… — Ele falou e ela corou na mesma hora.
– Hmmmmmmmmmmmm… — Eu e Denise fizemos juntos
– Eca, sua cantada foi pessima. Agora me solta, serio! — Ela disse e ele fez o que ela pediu.
– Sei não Maga, eu aceitava essa proposta do Nimbus se eu fosse você! — Denise, tarada como sempre, falou.
– Eu não. — Magali fez cara de nojo
– Até me senti ofendido agora. — Nimbus fez biquinho e a Maga riu. Eles se entreolharam por alguns segundos com sorrisos totalmente doces em seus rostos. Eu não sei não, mas acho que pintou um clima aqui.
– Ai meu Deus, chegamos. — Disse Denise cortando qualquer clima fofo que estava rolando ali. O carro parou e ela desceu, como se fosse a própria Rihanna descendo no tapete vermelho.
– Já? — Falei abrindo a porta do táxi e saindo. Dei de cara com um lugar que parecia super descolado, e pela primeira vez na minha vida eu me senti uma adolescente normal que vai em festas com o grupo de amigos populares.
Tinha uma fila de pessoas tentando entrar, mas a Denise tinha carteira VIP naquele lugar, e nós que estávamos junto com ela, o que queria dizer que, não tinha fila pra nós, porque nós eramos demais.
– Olá Josh! — Ela disse pro armário de dois metros que ficava na porta da balada
– Oi Denise — Ele falou com a voz grossa. Ela mostrou um cartão e ele deixou ela passar, logo seguimos ela, mas o armário barrou a gente.
– Eles estão comigo! — Ela disse e ele deixou nós entrar. O que era bom, porque por um segundo, eu achei que iria ficar do lado de fora.
Quando entrei, eu fiquei totalmente surpreendida. O lugar era incrível. Estávamos na parte VIP da casa, era como se fosse dois andares, a parte de cima com varias cadeiras e poltronas, e a parte de baixo com uma pista de dança e muitas pessoas dançando. Tinha um bar, mas a parte VIP oferecia muito mais coisa, além de bebidas, tinha exatamente o que a Magali queria.
– Oh Deus, comida!! — Magali falou olhando pra mesa que tinha alguns aperitivos. E foi até a mesa.
– Oh Deus, gatinhas! — Nimbus falou arqueando a sobrancelha e indo até a pista de dança. Eu fiquei olhando os dois indo pra cantos diferentes, e pensei “Agora sou só eu e a Denise” até ela me despertar dos pensamentos.
– Gata, pode ficar a vontade a aproveitar. — Denise disse olhando pra mim, eu apontei o dedo pro meu próprio peito e ela balançou a cabeça — É com você mesma que eu to falando, vai lá gata, se joga. Eu to indo aproveitar a minha noite — E saiu andando me deixando sozinha, totalmente.
– Mas… Eu achei que íamos ficar… Juntos! — Suspirei. Bom, o que eu iria fazer? Eu iria aproveitar né? Então eu fui ate o bar.
– Me vê qualquer coisa com álcool! — Eu disse e o cara tratou de preparar o que eu tinha pedido rapidamente. Ele me entregou um copo com uma bebida colorida, eu nem sabia o que era mas eu comecei a beber mesmo assim, e bom isso era só o começo da minha noite.
***
Já devia ser umas 02:00 da matina e eu estava curtindo pra caramba. Nesse momento eu estava na pista dançando ao som de “Turn Up The Music” do Chris Brown. Eu mexia os meus quadris sem parar e balançava a minha cabeça. E todas aquelas pessoas dançando junto comigo, eu me sentia totalmente… Fora de mim. Eu cantava junto com a musica e as pessoas ao me redor faziam o mesmo.
– Oi gata! — Ouvi alguém perto do meu ouvido. Eu não sabia quem era, eu teria reconhecido pela voz e então tentei afastar um pouco, mas ele segurou meu braço e me colocou ao seu corpo! — Qualé, não quer dançar mais? Eu ti vi aqui, dançando totalmente sexy.
– Eu perdi a vontade de dançar. — Eu falei irritada
– Ah gata, só vamos dançar essa, hein? — Ele disse chegando muito perto de mim. Seu bafo fedia a puro álcool.
– Não cara, me solta! — Eu falei
– Qualé… — Ele riu. Ele apertou mais o meu pulso e beijou meu pescoço. Eca.
– Eu to falando serio, ou você me solta ou vou te machucar. — Falei.
– Ui, que meda. E o que a mocinha vai fazer! — Ele disse zombando. Apertou mais ainda o seu corpo contra o meu, eu fechei meu punho, já me preparando pra socar ele. Ele não tinha noção de com quem estava se metendo.
– Solta ela! — Eu ouvi uma voz. Era familiar, e por um segundo achei que era o Nimbus, mas quando me virei pra ver a cara do sujeito, vi que era irmão dele. — Se não...
– Se não o que hein? — O outro disse me soltando com força. Ele se aproximou do Do Contra.
– Você não vai querer saber… — Ele disse fechando o punho, mas antes que o Do Contra fizesse algo, eu puxei aquele sujeito o sujeito pela camiseta com força e o fiz virar para mim, e lhe dei um soco. Uma pequena rodinha se abriu e ele caiu no chão. Enquanto as pessoas a minha volta observava tudo surpreendidos, eu só o encarava enfurecida.
– Isso é pra você não se meter mais comigo. E fica longe de mim, idiota! — Eu falei
– Vai lá vadia, você não é a única da casa sabia? — Ele disse no chão. Eu ri dele.
– Certo, mas não fui eu que fui falar com você, e nem sou que cheguei em você querendo alguma coisa contigo… Agora quem esta no chão, é você seu otário.- Falei encerrando o assunto e saindo de lá bufando. Fui caminhando para o lugar mais vazio o possível. Eu já estava longe de todo mundo, quase do lado de fora da balada, mas senti alguem segurar meu pulso. Eu nem vi quem era o sujeito e lhe dei um tapa na cara.
– Aiii — Ele reclamou — Mãozinha pesada hein? — Era do Do Contra.
– O que você quer?
– O que eu quero… Bom primeiro de tudo, um “Obrigada” quem sabe.
– Obrigada? Pelo que? Quem bateu no cara fui eu!
– É, mas eu tentei te defender. E ia bater nele!
– Eu não preciso que você me proteja, se não percebeu. Eu sei me defender sozinha.
– É, eu percebi. — Ele falou irônico enquanto massageava sua bochecha — Mas eu tentei ser um cavalheiro, e eu tentei te proteger.
– Tudo bem, obrigada! — Falei com um falso sorriso — Satisfeito? — Falei me virando, mas ele agarrou meu pulso de novo e voltei a olhar pra ele.
– Calma! — Ele riu — Você realmente é estressadinha!
– Aff, era isso que você queria me falar? Que perda de tempo!
– Não, eu queria conversar com você!
– Conversar? — Falei meio surpresa
– É conversar! — Ele sorriu ironicamente. — Mas pelo visto, você nem ta interessada no que eu ia falar… Uma pena! Eu acho que era a solução pros seus problemas. — Ele falou se virando, mas dessa vez eu quem ficou curiosa fui eu.
– Como assim?? — Falei o fazendo parar. Ele se virou pra mim e sorriu.
– Sabia que iria querer saber…
– Vá logo ao ponto.
– Vamos pra um lugar mais calmo? — Ele me sugeriu.
– Aonde?
– A qualquer lugar por ai! — Eu olhei pra ele com uma certa duvida — Vamos lá, eu pago alguma coisa pra você.
– Hmm, ok! Pode ser. — Falei e ele começou a caminhar devagar pra fora da balada. E eu o segui.
Nós dois caminhamos em silencio, até um pequeno cafe por perto. Sem trocar nenhuma palavra e só ouvindo os passos um do outros. Ao chegar lá, entramos e sentamos em uma mesa. Logo veio uma mulher nos atender.
– O que vão querer? — Ela perguntou
– Pode me ver um suco de cenoura e pra moça aqui… — Ele olhou pra mim, sem saber o que falar.
– Me vê um suco de laranja. — Eu disse
– Isso, um suco de laranja.
– Ok, mais alguma coisa? — Ela perguntou
– Panquecas. — Ele falou — Com mostarda. — Eu fiz cara de nojo.
– Ok… — A mulher olhou estranho. — Mais alguma coisa?
– Não, obrigada! — Eu falei sorrindo e ela saiu. — Panqueca com mostarda. Você é estranho sabia?
– É mesmo? — Ele disse — Mas você já experimentou?
– Não, e nem quero! — Eu falei
– Mas devia, é uma delicia. — Ele falou
– Eca… — Eu virei os olhos com uma super cara de nojo. Esse menino é super esquisito.
Continuamos em silencio, e eu não sabia o que falar. E ele ficava me olhando com um olhar que eu não sabia decifrar o que era e eu comecei a me incomodar.
– Ok, você me trouxe aqui por algum motivo. O que foi?? — Ele sorriu e logo começou.
– Um passarinho, me contou algumas coisas de você… É verdade que a senhorita, ta com o tempo curto pra continuar aqui? — Ele perguntou
– Por que te interessa saber? Quem te falou isso? — Eu perguntei curiosa
– É verdade ou não? — Ele apenas insistiu na pergunta
– É verdade. E dai? — Ele sorriu
– Um mês e meio certo?
– É, mas Do Contra aonde isso vai nos levar, hein?
– Calma… — Ele disse paciente — Então, o mesmo passarinho me disse que seu papai, te deu uma graninha boa.
– Nimbus… — Eu falei batendo as mãos na testa — Aquele magico linguarudo...
– Não culpe meu irmão. Ele só deixou escapar, algumas informações, sem querer. E eu comecei a insistir pra ele me falar.
– Você gosta de insistir nas coisas né? — Eu perguntei
– Uhum, mas enfim, é verdade? Você tem uma grana boa guardada?
– É verdade DC. — Ele sorriu
– Mais de 50 mil? — Ele falou
– Talvez, por que o interesse?? — Falei começando a ficar mais nervosa
– Bom minha querida Amanda…
– É Samanta.
– Isso, Samanta. Eu tenho uma proposta pra você! E acho que ela vai ser a resposta pro seu problema.
– Que proposta? — Falei angustiada.
– Quer casar comigo?
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