Bad Beat: The Price's Marry Me.
14 Capitulo 13
Notas iniciais
16/04/2014 — quarta-feira. 14:40 PM
P.O.V Magali
– Então vai ser um misto quente, um lanche natural e um x-burguer, e três sucos, um de laranja, um de uva e o outro de pêssego, é isso? – Estava atendendo um grupo de amigas que estavam na lanchonete.
– Isso mesmo! – A ruiva disse. Elas se entreolharam e começaram a rir e eu fiquei sem entender muito bem o que estava rolando ali.
– E se puder, para a viagem aquele ali, que não está no cardápio. – A loira apontou e eu me virei pra ver, elas estavam apontando pro Nimbus que dava para ser visto daquela divisa da cozinha da parte interna do balcão, que parecia mais uma janela bem grandona. Ele estava na cozinha fazendo os pedidos, concentrado. Eu achei até graça da forma que elas falavam, eu segurei o riso.
– Uhum, um Nimbus pra viagem! – Sorri e elas riram. Dei meia volta e fui até o balcão levar os pedidos. – Um misto quente, um lanche natural, um X-burguer um Nimbus pra viagem. – Eu falei rindo pra ele.
– Oi? Repete o ultimo? – Ele riu junto comigo um pouco confuso.
– Ta vendo a loirinha da mesa 6? – Mexi a cabeça em direção, disfarçando.
– To vendo e daí? – Ele esticou o pescoço pra ver e a garota percebeu e deu um sorriso e uma piscada. Cara, que coisa mais ridícula.
– Ela te quer
– Me quer, é? – Ele sorriu enquanto ainda preparava o misto quente.
– Uhum, coloca no sanduba natural um bilhetinho com seu numero pra ela. Ele riu.
– Não, ela não faz meu tipo!
– Você é gay?
– Eu?
– É. Uma loira, dos olhos azuis ta te dando mole e você não vai nem dar uma chance pra ela, porque ela não faz seu tipo?
– É, e além do mais, eu já to interessado em outra garota.
– Hmmmm... – Falei desconfiada
– Para com isso Maga!
– É a Sammy?
– Não, lógico que não! A Sammy é uma amiga, eu vejo ela como uma irmãzinha!
– Hmm, é? Então quem é?
– Não é difícil descobrir. É só você observar com mais atenção. Mais perto.
– Como é que é?
– Sabe... Como um truque de mágica, você nunca decifra de cara, mas por trás daquilo sempre tem uma resposta.
– Nossa, que misterioso! – Brinquei
– Posso ser bem mais quem isso... – Ele sorriu de lado, de uma forma que eu nunca vi Nimbus sorrir antes.
Mentira, eu já tinha o visto sorrir dessa forma varias vezes para mim, mas dessa vez, tinha algo mais, eu não sabia explicar. Aquele sorriso estava cheio de respostas para perguntas ocultas, que nem eu sabia. E os seus olhos, queriam me dizer alguma coisa, era diferente: Era malicioso e cheio de charme. Foi algo tão constrangedor, eu estava ora olhando pra ele, ora pro seu sorriso, tentando desvendar aquilo que estava transmitindo.
– Oi? Fofuchos... Pedidos... Trabalho... Vamos lá? – Denise chegou perto de mim – Olha, um X-salada, tacos e eu tenho que pegar um big refri pro gordão da mesa 10.
– Pode deixar! – Nimbus disse acordando do transe, assim como eu.
– E eu tenho que pegar os sucos das bff’s da mesa 6. Ok, e o que eu falo pra loira? – Perguntei pra ele
– Só diz que eu não quero nada.
– Tem certeza? Acho que você deveria dar uma chance.
– Não Maga, valeu! – Ele se virou e foi preparar o X-burguer. Fui até maquina de refrigerante/suco. Eu estava inconformada, o Nimbus era meu amigo desde o colegial. Quando eu estava no primeiro ano e ele no terceiro. Eu nunca vi o Nimbus namorar serio com ninguém, eu nunca vi ele se interessar por uma menina.
E não! Ele não era do tipo galinha e pegador, tipo o irmão. O Nimbus era do tipo, romântico e fofo.
Ele estava encalhado há tanto tempo, eu não ia deixar essa chance passar por ele e ele simplesmente ignorar. Falando de mulher pra mulher, a garota era linda e é tudo que um cara quer. Se ele se recusar, eu juro que na próxima eu arranjo um macho para ele..
– Mesa 6, saindo! – Ele gritou colocando uma bandeja com os pedidos. Peguei os sucos e coloquei em cima, indo em direção as meninas.
– Então, aqui esta os pedidos de vocês! – Sorri – E o pedido pra viagem! – Peguei uma folinha do caderninho de anotar pedidos e escrevi o numero do Nimbus, que eu sabia de cor.
– Serio mesmo? — A loira perguntou pegando o numero
– Mais que serio. – Eu ri. E ela ficou de boca aberta, as amigas começaram a dar gritinhos histéricos – Para completar, ele disse que te achou “uma gatinha” – Menti fazendo aspas com a mão.
– Oh meu Deus. – Ela falou
– Agora, se me dão licença! – Sorri e sai dali. Voltei pra onde Nimbus estava. – Olha... Não me mata! – Cheguei sorrindo sapeca. Ele que estava super concentrando na cozinha me olhou um pouco suspeito.
– O que?
– Se uma garota... Te ligar... Perguntando se você é “o garoto da lanchonete”... – Eu fui falando pausadamente e ele arregalou os olhos.
– Magali! – Ele me repreendeu
– Eu sei que você me disse para falar “não”, mas eu não resisti Nimbus.
– Como assim? Eu deixei claro que não, que não queria, ela não faz meu tipo e eu falei que estou afim de outra menina.
– É, eu sei! Mas você já está encalhado faz tanto tempo e você precisa de uma namorada. E quer saber o que eu acho?
– O que? – Ele bufou.
– Seja lá quem é a garota que você gosta, se ela realmente gostasse de você, era para os dois estarem juntos agora. Ela não te quer, não fique correndo atrás de alguém que não vale à pena. – Falei. Mas apesar de esperar uma reação mais “Você tem razão Maga”, ele olhou para baixo. Parecia decepcionado. Mas gente, o que eu disse demais? Será que ele era tão apaixonado por essa garota. E pior... Eu nem sabia quem era.
– Maga... Não é bem assim que as coisas funcionam.
– É sim, é obvio. Se a garota não te dá chance, não se toca, não te quer... Então você parte para outra.
Ele olhou para baixo fitando os talheres que tinha em mãos e olhou pra mim por alguns segundos sem falar nada.
– Só me diz que vai tentar pelo menos? – Falei – Marca um encontro com ela...
– Não sei, Maga...
– Só tenta! – Eu insisti – Por favor? – Fiz um biquinho
– Vou ver. – Ele falou meio penstavo – Mas agora, não vamos pensar sobre isso ok. Vamos voltar ao trabalho!
– Hunf. Ta bom! – Bufei e assim voltei ao trabalho.
***
O tempo tinha passado bem depressa, já estava quase na hora de ir embora. Eu estava só o pó-da-rabiola. E as meninas também estavam cansadas assim como eu.
– Um pastel pra mesa 2! – Sam chegou no balcão junto comigo.
– Pode deixar, pastel do que? – Minha mãe que também estava na cozinha, perguntou.
– Queijo!
– E para mesa 8, uma porção de fritas! – Eu disse
– Ok Ok! – Ela disse e assim foi fazer os pedidos.
– Eae Sam? Como ta indo? – Perguntei pra minha amiga que estava encostada no balcão.
– To indo bem!
– E como está sendo morar na casa nova?
– Está sendo um verdadeiro pesadelo. O DC é um pé-no-saco, chato, irritante.
– Vish. Como ta conseguindo sobreviver?
– Não sei, mas posso dizer que não vou durar por muito tempo.
– Credo criatura. – Eu ri dando um tapa no seu braço
– É serio Magali, ele é... “Inconvivel”!
– Ele é o que? Essa palavra existe? – Comecei a rir
– O fato é que, eu e ele não nos damos bem e a qualquer momento vamos acabar nos matando.
– Pelo amor, mantenha o controle! – Eu falei
– O primeiro dia, na segunda foi horrível. Eu te contei lembra?
– Sim, acordar ao som de uma bateria tocando “Smells like a teen spirit” não deve ser legal.
– E ai, aconteceu aquele lance da dança da Rihanna, depois da pizza. Por sorte o Nimbus chegou. Ontem, foi quase tão ruim quanto segunda, ele ficava me enchendo a paciência e pior... Tenho que parar de esquecer a calcinha no banheiro. – Ela disse como se uma lembrança nada legal tivesse vindo à memória.
– Você também é uma cabeçuda né? – Ri dela, que me olhou com cara feia.
– Eu não tenho culpa de esquecer, mas também é o preço de ficar andando de cueca pela casa logo de manha.
– Ele fez isso?
– Sim, ontem!
– Que tenso! Ele andando de cueca pela casa deve ser bem... Tenso!
– Sim e muito!
– Ele só anda de cueca pela casa porque a Sam ta lá! – Nimbus apareceu do outro lado – Ele não costuma usar a cueca. – Ele riu – A minha sorte que eu mal fico em casa.
Samanta corou. Eu não sei exatamente o que se passou pela cabeça dela, mas seja lá o que for... A deixou muito constrangida.
– Os pedidos estão prontos! – Ele colocou em cima do balcão e assim voltamos ao trabalho.
Eu mal podia esperar pra ir para casa e descansar. Essa coisa de trabalhar é muito ruim, ainda mais uma lanchonete, pior ainda, que seus pais são os donos. Trabalhar com família é algo muito chato, mas pelo menos, eu tenho um emprego garantido. A parte mais triste de tudo, provavelmente é não poder comer nada no horário de trabalho. Eu sofro com isso.
***
Nesse exato momento era 17:00. Ótimo, daqui uma hora, vamos embora. A única coisa que eu quero hoje é dormir muito.
Então, depois de trabalhar um pouco mais, a lanchonete foi esvaziando aos poucos, até não ter mais ninguém. Meu pai virou a plaquinha de “aberto” para “fechado”. Agora estávamos livres de servir, cozinha, limpar e etc.
Eu e meus amigos ficamos conversando um pouco. Quando finalmente deu o nosso horário, eles foram embora e meus pais fecharam tudo. E sim, finalmente eu fui para a casa.
16/04/2014 — quarta-feira. 19:35 PM
Eu estava deitada na minha cama, a TV do meu quarto estava ligada em um canal qualquer, mas eu nem estava assistindo.
Eu estava debaixo das cobertas, eu tinha acabado de tomar um banho e de fazer um bom lanche, cheio de coisas que eu tenho direito. Porque na boa, trabalhar na lanchonete é difícil pra mim, eu fico com vontade de comer todos os pedidos dos clientes, mas agora eu queria mesmo só dormir um pouco.
Mas parece que o mundo estava contra mim, ele não queria que eu dormisse. Porque assim que eu finalmente deitei e achei uma posição confortável, o meu celular tocou. Eu não queria me mexer para pega-lo, então resolvi ignorar, mas o maldito não parava. A pessoa era muito insistente. Ela ligou umas 3 vezes até que me dei por vencida, me virei irritada e atendi o telefone, sem nem ver o nome na tela.
– Aló! – Eu falei irritada
– Oi, Maga? – Era Samanta.
– Oi Sammy!
– Liguei em má hora?
– Não, desculpa. – me acalmei – Está tudo bem?
– Sim, eu quero te perguntar uma coisa...
– Manda a bala! – Falei.
P.O.V Sam/Monica
Eu tinha acabado de chegar em casa com o Nimbus, estávamos super cansados, mas Nimbus ainda tinha que ir para a aula e eu ficaria em casa, novamente para enfrentar aquela criatura, que atende por Do Contra.
Logo que Nimbus foi se arrumar, eu me dei conta de que o DC não estava em casa.
E não. Ele não estava tomando banho dessa vez, a casa estava realmente vazia. O que era bom, porque eu ficaria sozinha nesse período em que ele não estivesse ali, obvio.
Aproveitei e sentei no sofá (na verdade eu ainda tinha nojo daquele sofá, mas eu estava começando a me acostumar com ele). Liguei a TV e comecei a caçar algo interessante, até que finalmente achei um canal bom. Estava passando “(500) dias com ela”, era um filme que eu amava. Diferente do filme “Don Jon” que eu assisti no cinema com as meninas aquele dia, esse filme o mesmo ator era romântico e fofo. Por sorte o filme estava começando agora.
Alguns minutos depois, Nimbus apareceu na sala, pronto para ir pra faculdade.
– Sam, eu vou indo! – Ele disse – Se cuida, moça! – Ele falou acenando
– Até mais tarde, Nim! – Acenei de volta e ele saiu, me deixando totalmente sozinha. Yeaah!
***
– Por que Summer? Ele era tão perfeito... – Eu ainda estava assistindo o filme e estava falando sozinha, enquanto eu quase entrava em prantos, pelo que a Summer tinha feito com o pobre Tom!
– Quem faz o que pra quem? – Eu estava tão entretida no filme que eu nem percebi que o Do Contra havia chegado.
– Ahh você! – Falei com desgosto
– Levanta... Vamos sair!
– Oi?
– Eu disse que nós vamos sair!
– Oi? O que? E Por quê?
– Seguinte, nós somos “namorados”, se vamos fingir isso, temos que fingir direito. O Cássio vai atrás das pessoas pra descobrir sobre a gente, nós temos que sair por ai, mostrando que estamos felizes juntos.
– Aonde? E por que o Cássio faria isso?
– Nos lugares que frequento. Porque é obvio Sam. Ele disse “Vou atrás de vocês, vou saber tudo de vocês e blá blá blá” então, ele quer saber sobre a gente não quer? Mas ele quer saber algo negativo, então vamos dar pra ele aquilo que ele não quer.
– Acho que sua lógica faz sentido. – Pensei um pouco – Mas por que você tomou essa conclusão do nada?
– Eu estava pensando em muitas coisas hoje. E como sempre... Pensei o contrario do que todos pensariam
– As suas conversas são confusas.
– É lógica Sam, nós somos um casal falso. Que casal falso pensa “ah, vou sair com a minha namorada falsa pra curtir um pouco”, não é o que eles querem, mas ai quais são as chances disso funcionar? Não tem que parecer real, então vamos fazer com que pareça real.
– Quer saber... Sua lógica do contra, pela primeira fez sentido. Vamos que agora eu até me animei. – Falei levantando do sofá
– Eu vou levar o Maejor e...
– Espera, quem?
– Uns amigos.
– Opa Opa, perai. Amigos?
– Sim!
– Não!
– Não?
– Sim!
– Ótimo, se arruma então!
– Não! Do Contra, não quero conhecer eles...
– Isso não é uma opção!
– Eu vou levar minhas amigas então!
– Não!
– Vou sim! Se seus amigos vão, minhas amigas também vão! Nada mais justo
– Caralho, mano! Como você é chata.
– Aonde vamos? – Falei pegando o telefone
– Vamos em um karaokê!
– Você costuma frequentar um karaokê?
– Sim, claro que frequento outros lugares, mas não acho que seja o lugar certo pra levar a “namorada” – Ele fez aspas com a mão
– Entendi! Um karaokê! – Disquei o numero da Denise primeiro
– Hello!
– Denise?
– A própria divina. Sam? Oi gatz, o que me conta de novo?
– Oi, então... Você vai fazer algo importante? É porque o Do Contra me chamou pra ir a um karaokê com os amigos dele e eu não to a fim de ficar sozinha lá, com o DC e os amigos!
– Ai gatz, uma tentação sua proposta de ficar perto do gato do DC, mas não vai rolar hoje!
– Por quê?
– Tenho um compromisso mega importante pra ir, não posso faltar.
– Entendi, pra onde se vai?
– Para uma festa super transada e vip, que vai algumas estrelas e eu não posso perder essa.
– Como você consegue essas coisas? – Ri do jeito que ela falava eufórica e animada no telefone.
– Tenho meus contatos fofolete! Mas agora, se não se importa eu tenho que ficar gata pra ir para essa festa, vai que encontro um bofe, gato, famoso, rico, superstar e solteiro por lá!
– Ahh sim, espero que encontre! – Falei rindo – Boa sorte!
– Eu também! Mas então... Liga pra Maga, provavelmente ela está sem fazer nada. Ela vai topar sim!
– É, eu vou ligar sim!
– Okay, agora vou desligar, preciso me arrumar pra divar hoje!
– Tudo bem, Dê! Vai lá, boa sorte! Bye!
– Beijos! – Então desliguei a chamada. Procurei o numero da Maga e liguei.
Chamou varias e varias vezes, mas eu não iria desistir, ela ia atender. E depois de três tentativas, na quarta ela finalmente atendeu.
– Aló! – Ela falou bufante. Eu acho que devo ter acordado ela ou ligado na hora do lanche.
– Oi, Maga?
– Oi Sammy!
– Liguei em má hora? – Perguntei um pouco receosa
– Não, desculpa. – Ela disse em seu tom normal – Está tudo bem?
– Sim, eu quero te perguntar uma coisa...
– Manda a bala!
– Ok, topa sair agora?
– O que?
– Seguinte, o DC vai num karaokê com os amigos e me chamou, mas não quero ficar lá sozinha com ele e os amigos, então, eu queria saber se você quer ir comigo.
– Ai Sam, será que a Denise não quer ir? Eu não to com animo pra isso agora.
– Eu já liguei pra ela e ela me disse que tem compromisso e não rola. Por favor, Maga, por favor, por favor. Vamos vai? Vai ser divertido.
– Sam... – Ela suspirou do outro lado da linha
– Maga, please, please! – Eu insisti. – Não quero ficar sozinha lá, você nem precisa pagar o que comer, eu pago pra você! – Eu falei. Ela não podia recusar comida grátis. Ouvi um suspiro
– Ok, você venceu! Eu vou!
– Isso! – Comida. Se quiser convencer a Magali de alguma coisa, fale de comida.
– Dá tempo de eu me arrumar?
– Dá sim, eu vou convencer o DC de te pegar ai na sua casa.
– Vou passar na casa de ninguém! – Ele gritou do quarto dele
– Sim você vai! — Gritei
– Não vou! – Ele insistiu
– Esta bom, você não vai. Não é pra passar!
– Como assim? Acha que manda em mim? Eu vou passar nessa porra de casa.
– Vai ou não vai? – Magali perguntou confusa
– Ele disse que vai.
– Ok, vou me arrumar, bem rápido!
– Tudo bem! Então nos vemos daqui a pouco.
– Ok Sam, até daqui a pouco!
– Até! Beijo! – Assim desliguei. Fui até o quarto. Quando empurrei a porta, DC estava parado na frente do espelho vestindo uma camiseta preta e seu old-jeans rasgado, um J’s preto com detalhes brancos, arrumando o cabelo, enquanto fazia “biquinho”, todo convencido e metido. Ele mexia no seu cabelo negro, bagunçando ainda mais o moicano. Aquilo era tão sexy e ele... Opa, para por ai Monica.
– Com licença! – Falei indo para cômoda. Abri a 3° gaveta e peguei uma babylook escrita “Don’t Talk Just Kiss Me”, um shorts totalmente customizado e um Chuck-Taylor azul. Sai do quarto e fui até o banheiro e me troquei, aproveitei e escovei os dentes e logo voltei pro quarto.
– Ui, “Não fale, apenas me beije”. – Ele leu a frase – Olha, que vão levar a frase a serio, hein! Inclusive euzinho aqui!
– Cala a boca! – Falei indo até o espelho.
– Cala a boca e o que? – Ele estava realmente tentando me tirar do serio.
– Cala a boca e só cala a boca! – Eu falei olhando irritada. Ele arqueou a sobrancelha.
– Bom, Eu vou para a sala, quando estiver pronta. Nós vamos!
– Tá! – Falei indiferente. Passei rimel, um lápis de olho e um gloss. Nada exagerado. Passei um perfume como de costume e fui pra sala. Do Contra estava sentado no sofá, todo preguiçoso e na TV ainda estava passando “(500) dias com ela”
– Como você consegue assistir esse filme? É só mais um romance clichê!
– Não tão clichê quanto os outros.
– Sim, é sim! É previsível. – Ele disse ainda assistindo
– Previsível é? Então me fala... O que você espera do filme?
– Uma garota e um garoto, eles se apaixonam, eles ficam, eles brigam, se perdoam e vivem felizes para sempre. – Ele me olhou como se tivesse falado algo obvio.
– Pois saiba que você errou! – Falei me aproximando do sofá com as mãos na cintura.
– Errei? – Ele riu – Tem um final feliz?
– Talvez, vai depender do seu ponto de vista.
– Interessante. O que acontece no fim?
– Você quer descobrir? Assista. – Falei pegando o controle da mão dele e desliguei a TV. Ele riu, lambeu os lábios e se levantou parando frente a mim.
– Então vamos?
– Vamos! – Balancei a cabeça e assim fomos até o estacionamento.
Quando estávamos aproximando do carro ele destravou as portas e logo entramos. Diferentes do resto dos caras que apreciavam ter um carro tunado de ultima geração, Do Contra tinha um chevy opala SS preto tunado. Um opala é um carro um tanto quanto velho, mas era conservado e muito bonito Eu simplesmente adorava o carro dele, eu não entendia muito bem, mas sabia algumas coisas básicas, tipo os nomes.
– Você vai passar na casa da Maga?
– Vou!
– Tudo bem! – E isso foi as palavras que trocamos, até chegar na casa da Maga.
Eu não pude deixar de sentir saudades, em frente à casa dela, ficava a minha antiga casa. Pensei em descer e ir falar com Robert, Mary e Alex, mas não iria. Faria isso amanha no horário de almoço.
Do Contra parou em frente ao quintal e buzinou. Esperamos alguns minutos e logo vimos a Maga sair de lá. Ela veio até a gente, Do Contra desceu do carro e empurrou o banco da frente pra que ela pudesse entrar, já que o carro é um carro de duas portas e não de quatro. Assim ela entrou, DC voltou e se ajeitou no banco.
– Vamos lá! – DC disse e pisando no acelerador. Eu fiquei conversando com a Magali, me virando toda hora para trás.
– Caralho, sosseguem o facho as duas! To tentando me concentrar aqui...
– Aii larga de ser chato! Só estamos conversando!
– Vamos ouvir musica... – Ele sugeriu
– Ótima idéia, coloca ai DC! – Maga falou segurando se aproximando mais, segurando entre os dois bancos da frente. Como ele estava dirigindo, eu fiz isso. Coloquei em uma estação onde tocava musicas variadas e de todos os estilos, e no momento estava tocando “I know Who You Are” do Kid Ink. Eu simplesmente era apaixonada por RAP, na verdade eu sempre fui muito eclética, não importava o estilo da musica, ela só tinha que me agradar. E a Maga era outra que curtia RAP, mas diferente de mim, ela era do tipo que curtia porque gostava mesmo, eu sei, não tem nada haver. Maga é uma garota fofa e meiga, como ela podia gostar de musicas assim? Bom, ela disse uma vez que era porque ela tinha dois primos que moravam no Brooklyn, eles eram negros e ouviam muito rap e black. Quando era menor, costumava frequentar a casa deles e sempre que visitava, eles ouviam. E mesmo que não ouvissem, ela ouvia da mesma forma, porque sempre tinha um vizinho ou algum carro que parava por perto com 50 cent no ultimo volume. Ela cresceu ouvindo musicas assim e aprendeu a gostar. Não que não gostasse de outra coisa, ela amava também pop e teen country.
O ponto em que quero chegar é que, nós duas começamos a curtir e dançar ao ritmo da musica, balançando a cabeça e cantando as rimas do rapper.
– Desde quando as duas ouvem RAP? – DC perguntou um pouco assustado, com um sorriso surpreso no rosto.
– Desde sempre – Falei ainda curtindo o som
– Eu não sabia desse lado Nigga de vocês. Nem mesmo da Magali! – Ele riu
– Tem tanta coisa que não sabe sobre nós, meu caro! – Magali disse. E bota muita coisa nesse “tanta”.
– Gosto desse lado misterioso! – Ele riu, aumentando o volume e cantarolando também. E pelo visto, o baterista que eu acreditava que só ouvia rock, parecia curtir o bom e velho rap também. Não ousei em perguntar nada, só continuei ali, curtindo a musica.
Demorou um pouco para chegar, nesse tempo ainda deu pra ouvir Rolling Stones, depois Mariah Carey, voltando pro rock com Ramones, ai tocou uma banda desconhecida que eu não sabia o nome, depois Drake, Christina Aguilera e até David Guetta. E depois de tanto ouvir musicas, chegamos no karaokê. DC estacionou e descemos.
O lugar era super confortável, com varias mesas e um balcão, onde ficava exposto vários tipos de bebida e tinha uma porta que eu deduzi ser a cozinha. Tudo em um estilo indie, com tons marrons e moveis de madeira. Um pequeno palco com o karaokê para quem quisesse cantar.
Fomos até uma mesa com dois sofás onde tinha 3 caras, dois negros; Um careca e o outro com o cabelo um pouco crespo mas usava um boné vermelho e um branquelo loiro oxigenado que tinha o cabelo meio encaracolado.
– Falae Do Contra!
– Tchau cara... – Ele disse fazendo um toque de mano com cada um.
– E ai, quem são as duas gatas acompanhadas contigo? – O negro careca perguntou.
– Essa é Magali e essa é Sam, minha namorada e futura esposa. – Ele disse. Os caras abriram a boca e arregalaram os olhos, ficaram com a mesma feição durante uns segundos até que acordaram do transe.
– Ué, vai casar mesmo? – O do boné perguntou
– Vou sim! – Ele suspirou.
– E a outra aqui? Ta solteira gata? – Dessa vez foi o branquelo perguntando para a Magali, que estava sentada no meio, conseqüentemente fazendo com que o branquelo estivesse sentado do seu lado direito e eu do esquerdo.
– Me erra colega! – Ela disse se afastando o pouco que podia – Olha, é bom que a comida aqui seja boa, porque eu já to me arrependendo de ter vindo pra cá! – Ela cochichou para mim.
– Eu também Magali, mas relaxa, vai dar tudo certo! Espero... – Cochichei de volta.
– Garotas, antes que eu me esqueça. Esse é o Maejor – Ele falou apontando pro careca – Esse é Jeremias – Ele disse apontando pro do boné vermelho – E esse ai é o Xaveco, o chamem de Xav.
– Então gata, talvez tenha pegado o porquê de me chamarem de Xaveco, mas as meninas mesmo, me chamam de “xavoso” – Ele falou olhando para Magali com “charme”, ela, no entanto, o olhou com desprezo e desanimo.
– Xa vi que vai ser uma longa noite. – Ela olhou para mim.
Realmente, será uma longa noite.
***
Já tinha passado uma hora, desde que chegamos naquele maldito karaokê.
Eu não sei por que DC me trouxe aqui, que droga. Ele ficou conversando com os amigos, bebendo e falando besteira. Eu fiquei ouvindo bobeira durante todo esse tempo e pior era a coitada da Maga, que veio me acompanhar e ficou ouvindo o Xaveco, xavecando ela o tempo todo, com cantadas super ridículas e o cara se arriscou a cantar no karaokê, depois de ter bebido muitas, para tentar impressionar ela. Não deu certo, não rolou.
A nossa sorte, é que pelo menos bebemos de graça e comemos a comida dali, que era uma delicia. Em vários momentos, eu e a Maga inventava uma desculpa para se afastar dos rapazes e ficar conversando, sem os enxeridos ficarem ouvindo.
Tipo, nesse exato momento, estava voltando com ela do banheiro. Mas tinha algo diferente, enquanto passava pelas mesas pude sentir alguns olhares sobre mim. Olhares curiosos e femininos. Eu estranhei, mas continuei andando e me sentei junto com os garotos novamente. E foi ai que algo realmente estranho aconteceu.
– Do Contra...? – Uma garota branca dos cabelos escuros e olhos castanhos cor mel, disse se aproximando da mesa.
– Jessica?! – Ele pareceu levar um susto ao ver a menina parado na sua frente. Sorriu torto.
– É ele mesmo, Jessica? – Agora uma morena alta e do cabelo estilo afro se aproximou.
– Karem! – Ele sorriu meio tenso olhando pra nega agora.
– Quer dizer que é o senhor Do Contra mesmo? – Agora era uma ruiva. Aquelas do cabelo laranja.
– Alice... – Ele deu um sorriso super falso e seu tom de voz alterou. – Fudeu! – ele abaixou a cabeça e o ouvi falar bem baixinho.
– Ora, Ora, Ora, veja quem a gente encontrou por aqui meninas! – Foi a vez de uma loira dos olhos azuis, que ainda estava vindo em direção a mesa, com mais 3 garotas.
– Carmem, Ana, Keika, Amanda – Ele sorriu tão forçado, era quase como se gritasse por socorro.
– Ouvimos dizer que você vai casar. É verdade? – A que era supostamente a Alice perguntou de braços cruzados. Nesse momento a mesa estava rodeada de garotas.
– P-Pois é, né? – Ele disse coçando a nuca e levando a mão até o cabelo onde bagunçou mais o moicano.
– É? E qual delas é a garota? – A tal da Keika perguntou
– Culpada! – Levantei a mão devagar.
– Não quis ter um relacionamento serio com nenhuma de nós, mas preferiu casar com a dentuça? – Carmem perguntou. Ora, mas que vadiazinha.
– Oww colega... – Falei mudando o tom de normal para defensiva – Pera lá, queridinha! – Fiz um movimento com o dedo indicador. – Posso ser dentuça, mas quem vai casar aqui com ele sou eu, porque eu sou a garota certa para ele!
– E o que ela tem de diferente? – Ana perguntou olhando pra ele, e como se fosse combinado todas viraram para ele – Somos mil vezes mais bonitas que ela.
– Sei lá – Ele falou perdido – O jeito dela, a personalidade, ér... A Nossa historia. – Ele nem sabia qual desculpa dava.
– Ahh é? Que historia? Queremos ouvir! – Jessica perguntou. Olhei para ele com um olhar matador.
– H-Historia? – Ele abriu a boca pra falar mas só saiu um suspiro – A, A Sammy adora contar nossa historia! – Ele falou coçando a bochecha. – Conta ai Sam! Novamente as garotas se viraram todas juntas, mas dessa vez o olhar mortal era sobre mim.
– O que? Querido... Não! Conta você – sorri cínica e as meninas voltaram a olhar pra ele – Eu sei que você ama contar essa historia... Não seja tímido! – Forcei um sorriso e uma olhar. Era como se a minha expressão dissesse “Se fudeu, se vira lindão...” e ele percebeu, porque quando eu falei isso ele estreitou os olhos e logo deu um sorriso, tão cínico quanto o meu
– É... Claro! Amo a nossa historia – Ele disse ainda olhando pra mim. Era um aviso e uma ameaça. Engoli seco, mas não perdi a pose – Ok, vamos começar. – Ele fez cara de quem pensava – Eu conheci a Sam, graças ao meu irmão. Já que ela foi trabalhar lá naquela lanchonete que ele trabalha. No dia que nos conhecemos, ela se apaixonou por mim, amor à primeira vista, lógico porque eu sou lindo. E eu olhei para ela, e ela não me chamou a atenção, uma garçonete, dentuça, baixinha...
– Amor... – Olhar mortífero.
– E eu, lindo, gostoso...
– Modesto, não se esqueça! – Fui irônica
– Lógico.- Ele riu — Então eu fui lá e logo de primeira ela flertou comigo e eu gostei disso, apesar de ser uma garçonete esquisitinha, ela era gostosa. Sabe uma curiosidade, um dos principais motivos para eu gostar dela, foi que logo no primeiro dia ela já estava me falando sacanagem...
– Caralho, mandou bem DC – Um dos amigos disse lhe dando um soco no braço
– Ai querido, você está realmente muito tímido. – O cortei – Está se esquecendo das melhores partes, tem que contar tudo bem detalhadamente...
– Hmm, acho que não! – Ele falou balançando a cabeça
– Pois eu acho que sim – Fiz uma pausa – Meninas, vocês não estão entendendo, no dia em que eu flertei com ele apesar de ser um pouco safada, isso porque eu estava um pouco alterada por que tinha bebido, mas ele estava bem sóbrio e ficou tão tímido, mal sabia falar algo perto de mim. Acontece que ele fica brincando tanto que eu era uma “esquisitinha”, que se esqueceu que logo naquele dia, ele disse coisas tão fofas pra mim, coisas fofas e românticas como: “Você é o ar que eu respiro” e “Você é tão linda quanto a luz do primeiro raio de sol dia” – Elas me encaravam com um sorriso surpreso e ele já olhava surpreso com cara de ‘nojo’.
– Eu falei isso, querida? Não me lembro...
– Não se lembra? – Fingi uma cara de espanto — Mas eu lembro muito bem. Naquele dia eu acabei dizendo não para ele quando ele me chamou para sair. E ele ficou muito mal. Sabe o que o Nimbus me disse no dia seguinte? Que quando ele chegou em casa, ele chorou. Tão sentimental. – Dei meu melhor sorriso, me fiz de emociona. Do Contra me queimava numa fogueira, me torturando mentalmente. Magali segurava o riso e os amigos estavam um pouco perdidos na historia.
– Só que... Ele se levantou da mesa, provavelmente incomodado. – No segundo dia, eu voltei lá e dessa vez eu chamei de novo, com coragem e sem gaguejar e ela aceitou. Naquela noite, no nosso primeiro encontro ela se jogava em cima de mim e sussurrava coisas no meu ouvido, que eu acho que nem atriz pornô diz. – Olhei incrédula pra ele – E lógico, que ela foi pra minha casa e fizemos sexo na primeira noite... Sexo de tudo quanto é jeito
– Sexo na qual... – Eu fingi que estava chorando emocionada. Levei as mãos até o rosto e abanei os olhos, me levantei ficando do lado dele – Ele ficou tão emocionado... Que ai meu Deus, não consigo nem falar. – Respirei fundo para não rir – Ele ficou tão emocionado que chorou após a transa na nossa primeira vez. — A expressão dele foi de quem não acreditava no que estava ouvindo. Ele se virou para mim
– Chorei... E você me acalmou com um boquete – Olhei para ele com ódio – Foi lindo!
– E o tempo foi passando... Ele era a pessoa mais fofa do mundo, ele falava tanta coisa linda e romântica, que eu cheguei a pensar que ele era viado.
– E ela fazia tanto sexo, de tantas formas diferentes, que eu achei que era puta.
– Ow ow ow gente... Foco na historia, foco na historia! – Magali se manifestou fazendo um sinal com a mão. Ela sabia que estávamos começando a perder a linha um com o outro.
– Então, a gente foi se conhecendo, e conhecendo, e conhecendo...
– Conhecendo... Já entendemos, pula essa parte – Ele disse irritado
– E até que chegou o dia que tanto esperava. Nós estávamos apaixonados, não dava para negar, não dava para esconder, era pouco tempo, mas a gente se amava. Ele me levou até um restaurante, super romântico e clichê. Sentamos em uma mesa, e na hora do pedido foi tão lindo, tinha músicos em volta da mesa, tocando Celine Dion, a aliança foi traga por um garçom na almofadinha vermelha, linda. Jogaram pétalas em cima da gente, e ele estava tão emocionado, ele pegou a aliança e ficou de joelhos pra mim e me disse “Sam, você é a garota da minha vida, eu te amo, amo como jamais alguém amou ninguém, amo do tamanho do Mundo, o tamanho do meu amor é...” – Ele estava tão irritado, seus olhos estavam em fúria e ele estava vermelho de raiva.
– E eu falei mais um monte de coisa e perguntei se ela queria casar comigo, ela aceitou. E no fim, quando toda aquela baboseira acabou, ela sentou no meu colo no restaurante mesmo e rebolou no meu pau e sussurrou no meu ouvido que me queria me naquele instante e que queria sacanagem para fechar com chave de outro, fomos pro banheiro, transamos. Eu comi ela de todos os jeitos no banheiro do restaurante, e foi assim. Nossa historia, linda! Fim... Ela é tão certa pra mim, que me fez despertar um lado meu, que nem eu conhecia. – Filho da puta...
– Assim como ele despertou um lado meu, bem estranho. – Falei ironicamente. Olhei com raiva para ele. Ele me encarava com ódio e eu também.
As pessoas que estavam ao nosso redor, (sim porque aquela altura do campeonato tinha uma pá de gente ao redor da mesa ouvindo a historia.) elas tinham uma cara um pouco confusa. Claro, com aquela historia, qualquer um teria ficado confuso. Magali tinha a expressão tensa, mas ainda estava segurando para não rir. Eu estava a ponto de matar ele e acho que ele também estava na mesma situação que eu.
Foi quando uma das garotas se manifestou...
– Ai... Meu... Deus... Essa historia é tão perfeita! – Acho que foi a Jessica que disse.
– Você achou é? – Ele falou com desdém.
– Lógico, um casal lindo, os dois se completam. – Jessica disse e todas as meninas começaram a falar junto. Virou um fuzuê!
– Aii DC, eu queria tanto ter sido a sua garota, sua alma gêmea. Você é tão fofo. – Alice, pelo que eu me lembro, falou. Os amigos dele riam e ele estava totalmente sem reação e não sabia onde enfiar a cara.
– Vamos trazer um bolinho pro casal! – Uma velha de 50, que escutava a historia toda do balcão gritou. Logo todo que estavam presente ali gritou um “Yeeeah”.
“Meu Deus, o karaokê inteiro tinha ouvido aquela historia? OTIMO, agora todos aqui acham que eu sou uma puta” Pensei comigo mesma.
– Não precisa! – Eu falei tentando ser gentil
– Que isso garota, é por conta da casa. É pro casal. – Logo a veia e um garçom se aproximaram da mesa trazendo um bolinho com duas velas. Tipo, para que a vela?
Eu e DC ainda estávamos de pé, um do lado do outro. E ficamos estáticos enquanto todo mundo comemorava nosso “casamento” por nós.
– Assoprem! Cada um assopra uma! – A veia disse aproximando o bolo da gente. DC meio confuso assoprou a vela e eu fiz a mesma coisa.
– Anwwww! – Uma das guria soltou. – Agora beijaaaaa! – A mesma gritou Histérica.
– Beija, Beija, Beija... – Todos cantavam em coro.
– Ahhh não... Não precisa de beijo! – Falei negando com a cabeça e fazendo movimentos com o braço.
– Qualé garota, você pagou boquete pra ele! – A ruiva disse, enquanto todos ainda gritavam “beija, beija”
– Acontece que eu... – Eu estava dizendo, quando do nada, eu senti o DC me puxar pela cintura e encostar os lábios no meu. Sem pedir permissão, sem perguntar. Apenas fez.
Foi algo tão rápido. No primeiro instante eu recuei, coloquei minhas mãos em seu peito para tentar afasta-lo e arregalei os olhos, acontece que isso foi muito rápido. Porque no segundo instante, eu não sei o que aconteceu, mas eu acabei cedendo. Não sei por que, talvez fosse a droga dos lábios desse filho da puta, era lábios quentes e era tão macio que eu cedi sem pensar duas vezes. As minhas mãos que estavam no seu peito na tentativa de pará-lo há segundos atrás, agora estavam em volta do seu pescoço e suas mãos seguravam minha cintura com firmeza e com força, me puxando pra ele, para que nos aproximássemos o Maximo que desse.
Minha nossa senhora, aquilo não foi só um beijinho, eu perdi a linha de raciocino totalmente, eu não era eu naquele momento. Ora porque ele beijava muito bem ora porque ele tinha uma pegada que era de enlouquecer qualquer garota. E isso me fazia esquecer qualquer briga, raiva e qualquer outra coisa que eu pensava sobre ele e sentia sobre ele, meu Deus. O gosto de cerveja, aquele gostinho de menta bem no fundo, tudo misturado, era tão bom. Sua língua na minha boca explorando tudo, a minha língua na boca dele e elas dançando juntas em uma harmonia perfeita. Acelerado e caloroso. Foi um beijo incrível. O melhor de todos que eu já havia dado antes. Era malicioso e cheio de luxuria, e era bom, porque ele profissional naquilo, ele sabia o que fazia. E eu estava em êxtase.
Ele foi acalmando, separando nossos lábios devagar, de forma sexy, deu um selinho quente e assim sorriu contra minha boca. Ele tinha um sorriso safado, mordeu o lábio inferior olhando pra minha boca e eu estava olhando pro seu rosto. Aquilo me deixou muito constrangida, abaixei a cabeça, para não ter que olhar para ele e não sentir o seu hálito quente, minhas mãos ainda contornavam sua nuca e as mãos dele ainda segurava a minha cintura, nossos corpos ainda estavam colados, ele não desgrudou e eu não fiz questão de fazer.
– Estão felizes agora? – Ele perguntou olhando para todos que estava delirando depois do beijo que tinha acabado de rolar. E eu ainda estava com as pernas bambas. Meu Deus, o que tinha rolado ali?
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