Bad At Love
13 Treze
Notas iniciais
A água da banheira mantinha seu corpo submerso, criando uma gentil sensação que fazia com que todas as partes de si se sentissem relaxadas. A belíssima e fina taça com vinho até a metade descansava no chão próxima a banheira, o cheiro do liquido se misturava ao cheiro de duas pequenas velas que queimavam sob a pia do cômodo. O corpo começava a dar sinais de completo relaxamento, porém sua cabeça ainda rodava em meio aos sentimentos e pensamentos que lhe atormentavam sem cessar. Pensava nos momentos passados nas manhãs que acordava sozinha em sua cama, no trabalho, no banho e até mesmo em sonho aquele par de olhos azuis tiravam sarro de sua sanidade mental, provocando-a uma vez mais, só para não perder o prazeroso costume que havia sido criado em cima de toda aquela complicada situação. Trair uma pessoa qualquer já é algo consideravelmente ruim, sem mencionar o quão moralmente errado é. Porém, trair um familiar, sangue do teu sangue, alguém que lhe viu nos seus melhores e piores momentos, compartilhou junto a ti de suas vitórias, medos, conquistas e desilusões. Era golpe baixo, era inaceitável.
Os pés se movimentavam dentro da água enquanto os olhos se fechavam, tentando clarear a mente nem que fosse por um mísero instante. A mente viajara, a cintura sob a meia luz amarelada lhe voltava a mente, suas mãos a percorriam, sentindo o toque tão vivido quanto naquela noite em especifico, era um corpo macio, que demandava seus melhores toques, a execução perfeita do mais mero toque era quase um requisito, o primeiro tópico e o mais importante da lista de demanda mental que Calliope Torres havia criado quando se tratava de Arizona Robbins. Os seios, sempre tão convidativos, abrigavam a cabeça da mulher um tanto mais velha no final de um sexo que deveria ser considerado um dos melhores da história. Era o corpo dos deuses e deveria ser cultuado como tal, deveria receber a atenção que merecia e nada mais que a perfeição da execução por parte dos dedos, boca e língua de Torres. Com Arizona não havia meio termo, não havia sexo pela metade, era sexo com corpo inteiro, com todas as emoções que aquele momento possivelmente poderia ter. Com Arizona Robbins era poesia nua, crua e visceral. Era cheio de luxuria, e ao mesmo tempo transcendental, como se pudesse te levar as alturas e um segundo depois você despencasse eternamente. Era Arizona Robbins.
Os olhos abriram em um susto, bem como seu corpo que pulara na água morna da banheira branca. A campainha tocava pela segunda vez, seguindo de uma terceira. Callie suspirou, perguntou-se quem ousava lhe tirar de seu momento precioso? Quem ousava tirar a bambeza de suas pernas naquele momento? Era cruel!
Se levantou sem pressa alguma, se estavam batendo campainha pela terceira vez era porque devia se tratar de algo importante, então a pessoa não iria embora. Pisou os pés molhados no tapete e então agarrou com a ponta dos dedos seu roupão, vestindo o mesmo rapidamente, amarrando-o em sua cintura bem delineada. Se abaixou, tomando a taça de vinho em uma das mãos e então saiu com cara de poucos amigos, torcendo os lábios em um bico gigantesco que indicava seu completo e total desinteresse por quem estava ali. O cabelo pingava água com apenas as pontas molhadas, deixando um rastro de pingos pelo piso de cerâmica branca reluzente. A campainha tocara pela quarta vez, e então a porta se abriu segundos após ser destrancada. Antes que Calliope pudesse demonstrar sua raiva, seus muros caíram ao ver Mark com os olhos avermelhados e o rosto levemente inchado. Algo de errado havia acontecido, Mark raramente chorava. Sentira seu coração disparar, doía senti-lo bater em seu peito cheio de culpa. A garganta secara de uma hora pra outra, seus olhos estavam consideravelmente arregalados e suas mãos começavam a soar. Havia sido pega em sua mentira?!
F l a s h b a c k o n...
Indo de encontro com sensações desconhecidas para seu paladar, Calliope experimentava umas das inúmeras maravilhas de se estar com uma pessoa que faz seu coração ter problemas quanto a batidas ritmadas. Seu paladar era um grande adorador de vinhos caros, os experimentava sempre que podia, e poderia se lembrar do vinho que guardava para ocasiões especiais em sua enorme casa. Porém, desprezando toda e qualquer maneira e/ou situação em que ela tenha provado algum vinho, aquela de fato e sem dúvida alguma era a melhor degustação que Torres já havia feito em toda sua vida. Os lábios a sua frente tinham gosto de vinho barato mesclado à saliva, dando um gosto todo especial aos gostos que ela sentia, bem como ao momento em si. Arizona tinha gosto de vinho, e também de tantas outras coisas que Callie nem ao menos saberia mencionar sem se esquecer de algumas coisas para comparar. A garrafa de vinho secara antes que elas pudessem perceber, porém estavam longe de estarem bêbadas ou qualquer coisa assim, ainda consideravelmente sãs, contemplado cada pequeno momento e interação que tinham. Porém os toques se tornavam mais pesados pelo álcool que corria nos corpos ali presentes, fazendo com que as sensações provocadas por dedos, mãos, línguas e lábios atingissem um nível ainda maior do que já atingiam.
—Você parece um gato! —Callie disparou em meio a uma risada pelo Arizona falava.
—Eu prezo por carinho, e se para conseguir carinho eu tenho que me deitar no seu colo e ficar me aninhando até achar uma posição confortável para que você possa me fazer um cafune, parecendo assim um gato, faço sem pensar duas vezes. —Os olhos azuis olharam para cima, encontrando o rosto de Torres.
Ambas usavam apenas calcinha e uma blusa qualquer que haviam encontrado no bagunçado guarda-roupa de Arizona Robbins. Callie havia tomado uma blusa do Led Zeppelin como sua, a vestindo posteriormente, sentindo o perfume de Robbins exalar da blusa no momento em que ela se sentou de volta no colchão. A loira usava uma blusa branca com os dizeres “Sex”, a imagem de um corpo feminino nu vinha logo ao meio, e então o segundo dizer “Breakfast of Champions”. A latina sorrira ao ler a blusa, lançando um olhar amistoso para a outra mulher que se olhava no espelho e tentava em vão arrumar o cabelo bagunçado pelo sexo intenso que havia feito minutos antes. Bem delineado, convidativo e ainda sim, extremamente aconchegante, o corpo de Arizona Robbins estava agora completamente gravado na memória de Calliope Torres, e não havia volta.
Voltando ao momento que dividiam, Callie acariciou o cabelo bagunçado em seu colo enquanto um sorriso bobo se negava a sair de seu rosto.
—Você será minha ruína, Arizona Robbins. —Havia pensado alto, deixando Arizona com seu mágico sorriso amostra naquele quarto que agora era uma fortaleza que protegiam ambas.
F l a s h a b a c k o f f
Mark apenas entrou, sem dizer uma só palavra, apenas a abraçou apertado como costumava fazer quando algo ruim havia acontecido. Eram irmãos e se entendiam como ninguém, ele não precisava dizer muito para que Torres soubesse que havia de fato acontecido algo muito ruim. Sua cabeça movida pela culpa procurava possíveis explicações para o destempero de seu irmão tarde naquela noite no meio da semana. Fechou os olhos e agradeceu mentalmente por estar cheirando aos sais de banho que havia colocado em sua banheira, afinal, ela havia visitado Arizona naquele dia, e o perfume da mulher tinha a mania de se fixar a sua pele de uma maneira que não saia nem se ela quisesse. Assim, Calliope apenas torceu para que os cheiros dos sais de banho fossem superiores ao cheiro de Robbins, afinal, ela estava abraçando o namorado da mulher, alguém que conhecia o cheiro dela como ninguém. Suas mãos repousaram nas costas do irmão, acariciando o lugar com calma enquanto ela sentia a respiração pesado do mesmo contra seu ombro por debaixo do roupão. Depois de alguns minutos parados na porta da casa, a latina finalmente conseguira colocar seu irmão para dentro de casa, fechando a porta atrás de si logo em seguida.
—Mark, o que houve? —A pergunta saira um tanto engasgada.
Não que Sloan demonstrasse algum tipo de raiva em seus olhos, mas o homem tinha uma maneira peculiar de sentir as coisas, não se igualando a ninguém que ela conhecesse em sua vida, ele sabia bem como esconder sentimentos monstruosamente grandes sem que ninguém notasse, sem nenhum esforço. Seu estomago começava a doer, enquanto um enjoou percorria todo seu corpo, fazendo com que ela se sentisse em uma montanha-russa, dando voltas e mais voltas, depois que ela havia acabado de fazer uma refeição. Todas aquelas sensações amaradas em um laço de culpa faziam com que Calliope não reconhecesse seu próprio corpo. Não sentia culpa, não se deixava ser fraca a tal ponto, sempre erguia a cabeça e continuava, mesmo que isso significasse não admitir a culpa por algo de ruim que houvesse feito em algum momento, o orgulho lhe seguia nas mais variadas situações do dia a dia.
—Acho que Arizona está me traindo! Tenho certeza, na verdade. —O homem estava sentado no sofá, as pernas entreabertas, mãos entrelaçadas no vão entre suas pernas e a cabeça baixa, deixando que algumas lágrimas pingassem vez por outra no tapete da sala.
—Mark, isso é uma afirmação bem séria para se fazer sem provas concretas, na verdade, as pessoas se sentem mal de serem acusadas de fazer algo assim! —A garganta doía a cada palavra, o corpo estava inquieto, andando de um lado para o outro.
—Eu encontrei isso, Callie, é obvio que ela não está falando de mim. —Ele retirou um pequeno papel embolado do bolso de sua calça de jeans lavado, entregando-o nas mãos da irmã.
Torres desdobrou o papel, vendo uma caligrafia bem feita e um texto como conteúdo.
“Meu mundo para ao te ver, eu posso jurar que ele para, como se saísse de orbita, como se eu perdesse o chão e começasse a flutuar em volta de você, só para conseguir olhar para todos os ângulos do seu corpo, só para te conhecer por inteira. Sem que eu tivesse conhecimento, acabei por finalmente construir casa em um outro alguém, construí uma casa que me abriga, uma casa que cuida do meu coração como ninguém nunca cuidou, que faz amor como se pintasse estrelas em um céu escuro e desconhecido, meu coração mora em suas mãos e em todo o resto do seu corpo. Eu moro em você!
—A.R”
O corpo se acalmara, a respiração finalmente se normalizara, fazendo com que Torres não entendesse o que estava havendo consiga mesma, era para estar entrando em pânico, porém seu corpo se encontrava em extrema paz. A paz que Arizona sempre trazia para ela sem muito esforço.
—Entendo o que você quer dizer, ela usa uma palavra no feminino, o que claramente faz com que esse bilhete não seja destinado a você. —Sua voz saira mais calma, fazendo com que Mark a olhasse. —Pode ser um bilhete para um antigo amor, que ela nunca entregou e guardou com ela. —Ela sorrira, um sorriso um tanto largo demais para alguém que apenas tentava soar positiva.
Calliope Torres nunca era positiva em situações assim.
—Eu não quero terminar com ela, Callie, achei que finalmente havia achado alguém que me entende e que me completa. —Torres fizera uma careta, entregando o papel de volta a Mark sem querer muito executar tal ação.
—Você fala como um adolescente que está namorando pela primeira vez e acha que a pessoa é o amor da sua vida, três dias depois eles terminam. —Ela se sentou no sofá ao lado do irmão. —Você vai superar isso, seu bobão.
—Callie eu a convidei para ir ao baile anual comigo, e ela aceitou, minutos depois achei essa merda de bilhete nas coisas em cima daquele colchão que ela chama de cama, perto de uma camiseta do Led Zeppelin. —Callie engoliu seco. —Ela nem ao menos sabe que eu estou com o bilhete.
—Você não a confrontou sobre isso? —Os olhos castanhos estavam fixados no pedaço de papel na mão de seu irmão.
F l a s h b a c k o n...
Silêncios prolongados entre duas pessoas que estão juntas por alguma razão são considerados um aviso de perigo para alguns, pois talvez a relação não esteja assim tão boa. Conversas são superestimadas na verdade. Silêncios prolongados nada mais são do que um acostumar das almas, um verdadeiro sentimento de pertencimento um pelo outro, a ponto de apenas aproveitar a companhia um do outro sem uma palavra, ou sem uma conversação desnecessária, é o ponto alto de um relacionamento na verdade. O toque se basta, e às vezes nem isso é necessário para que as pessoas se sintam juntas, apenas a companhia já é o suficiente. Ambas as mulheres estavam em um silêncio sepulcral há algum tempo, apenas trocando longos olhares e sorrisos que pareciam não te fim, pois quando um ia se acabando, ele se emendava ao próximo que viria a seguir.
Arizona fora a primeira a se movimentar, saindo da posição que estava antes no colo de Callie, a mesma engatinhou até o inicio do colchão e se deitou completamente, lançando um olhar como que dizia “faça o mesmo e fique aqui perto de mim”. Torres, sem muito pensar, apenas fizera o exato mesmo movimento, deitando ao lado da mulher, sem se mexer, com um certo olhar de preocupação, estaria Arizona pronta para dormir com ela? Calliope Torres era uma mulher cheia de regras quando se tratava de relacionamentos, ainda mais quando se tratava de um relacionamento excepcionalmente complicado como aquele era. Sim, o que de pior ela poderia fazer já estava feito, havia feito sexo, havia beijado e compartilhado de seu corpo com uma pessoa comprometida. Porém dormir juntas... Isso era um nível muito acima do esperado, Callie considerava isso um comprometimento, a pessoa acordaria e então a veria em seu pior momento diário, veria o cabelo bagunçado e a cara amassada, era sim um comprometimento.
Indo contra perguntas e indagações, Robbins apenas seguira seus instintos, tendo em vista que a outra mulher se mostrou inflexível quanto a fazer um primeiro movimento. Seu braço então envolvera a cintura de Torres, trazendo-a para mais perto de si, deitou sua cabeça no ombro da mulher e entrelaçou seus pés nos pés dela. O sorriso voltara ao rosto de Arizona, pois o corpo de Callie finalmente estava relaxado, como se estivesse aos poucos se acostumando com aquela situação que parecia ser nova para ela, por mais que fosse uma mulher vivida e já tivesse passado pela situação antes. Pessoas são únicas, os abraços são únicos, dormir junto com alguém é sempre diferente, é sempre como uma primeira vez, há indagações e sentimentos demais interferindo no que poderia apenas ser um bom momento para ser lembrado posteriormente com uma taça de vinho.
Os olhos de Torres se fecharam, seu corpo virara consideravelmente, fazendo com que ela ficasse com seu rosto virado para o rosto de Robbins. O par de olhos azuis a encararam, beijando-lhe o nariz logo em seguida.
—Boa noite, Calliope, durma com os anjos. —Ela sorriu, encostando sua testa na testa da outra.
—Eu já estou dormindo com um anjo. —O sussurro terminara com um sorriso.
F l a s h a b a c k o f f
—Eu não consegui fazer nada, little Callie, só queria sair daquele apartamento bagunçado que faz minha cabeça doer. —Torres o olhou, lembrando-se de algumas lembranças que havia construído no maravilhoso apartamento de Arizona.
—Converse com ela, tenho certeza de que vão chegar a uma resposta satisfatória, faça as coisas como um adulto, Mark, geralmente resolve. —Ela sorriu, o abraçando.
Antes que Callie pudesse se afastar e começar um discurso sobre como relacionamentos podem ser difíceis, a campainha tocara duas vezes seguida. Era tarde da noite para uma visita, o coração da latina disparara, quem mais poderia ser?
—Fique aqui, já vou despachar essa pessoa sem noção, por Deus já é madrugada e tem alguém espancando a minha campainha. —Ela se levantou, andando rapidamente até a porta enquanto a campainha era tocada pela terceira vez.
A porta fora destrancada as pressas e então Callie sentiu sua alma gelar, como se isso fosse possível. Seus olhos não acreditavam no que viam logo a sua frente, de fato o universo resolvera pregar uma peça de mal gosto, só poderia ser isso. O par de olhos azuis a encararam em meio a um largo sorriso.
—Calliope! —Robbins continuava no mesmo lugar, sem se mover, tentando entender o porquê de Callie parecer assustada, com a postura retesada. —Está tudo bem?
A mão esquerda então fora colocada logo acima dos seios de Arizona, a empurrando para trás enquanto a porta era fechada sem fazer nenhum barulho. Torres olhou para trás pelo vidro ao lado da porta para ver se Mark ainda continuava no mesmo lugar, voltando seu olhar para a loira me seguida. Respirou fundo, olhando para o céu, xingando o universo mentalmente por aquilo estar acontecendo. E pensar que a noite estava estranhamente tranquila naquela banheira.
—Seu namorado está ai dentro, e você me aparece sem avisar? Arizona... E eu nem consigo ficar brava com você, eu te odeio. —A loira sorrira.
—E eu adoro você. —Ela acariciou o rosto de Callie, chegando um tanto mais perto da mulher. —Bom, tinha planejado de aparecer de surpresa e então conseguir passar uma noite na sala assistindo filmes com você até de manhã, só para te mostrar como minha lista de filmes preferidos é boa, mas... Fique com Mark, ele é ótimo. —Robbins fizera um bico, olhando para o lado fingindo tristeza.
—Ele descobriu um bilhete que você escreveu para alguém, algo sobre fazer casa em alguém. —Arizona a olhou, e depois olhou para o chão, entrelaçando seus dedos atrás das costas, movimentando seu corpo para frente e para trás. —Arizona, você tem que esconder essas coisas dele, não deixar em cima da cama assim, meu amor. —Os olhos azuis a fitaram em surpresa.
—Você acabou de me chamar de “meu amor” enquanto pseudo briga comigo? Foi isso mesmo o que eu acabei de ouvir? —O tom que ela usava era animado, como uma criança.
—Você veta tudo o que eu falei só para se concentrar em uma pequena parte de uma frase? Ai Arizona.... —Ela então cruzou os braços logo acima do nó de seu roupão.
—Eu já estava desconsiderando tudo antes, ai você me chamou de “meu amor”, ai eu voltei a prestar atenção né! —Ela sorrira sem mostrar os dentes, se aproximando ainda mais de Torres, beijando sua bochecha. —Você fica muito linda quando está brava, mas não fique brava comigo.
—Não consigo ficar brava com você, sua... Sua...
—Eu prefiro meu amor, sério, pode usar! —Callie sorriu, dando um selinho rápido na mulher. —Vou embora agora, já consegui o meu beijo de boa noite, espero que a noite de vocês seja incrível.
Robbins virara as costas, porém sua mão fora puxada segundos depois, fazendo com que seu corpo se virasse novamente. Torres a puxou para mais perto, levando uma mão em sua nuca, selando seus lábios mais uma vez. O beijo se aprofundara, durando mais do que ambas esperavam que durasse.
—Agora você pode ir. —Callie sussurrou com sua testa colada a testa de Arizona.
A loira a olhou uma ultima vez, indo embora em seguida.
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