P.O.V. Aro.

Era mais um dia comum quando Afton vem com uma humana á tira colo.

—Posso saber porque trouxe o almoço mais cedo hoje Afton?

—Ela sabe sobre nós e alega ter uma informação privilegiada. Valiosa.

—É mesmo?

—É. Eu vou te dar a informação que só existe aqui.

Disse ela apontando para a própria cabeça.

—E você quer ser transformada em troca?

—Não. Eu quero passagem segura pra fora daqui, te dou a informação e em troca você me deixa voltar pra casa e viver em paz.

—E que informação seria tão importante?

—Você realmente não faz ideia não é? Como você é tolo.

—Tolo?

—Vai aceitar o acordo ou eu vou morrer e a informação comigo.

—Jane.

Jane usou seu poder na mulher morena, mas quando ela o fez Caius foi ao chão como se sofresse com ela.

—O que é isso? Jane, pare.

A mulher riu.

—Vocês não acharam mesmo que eu viria para a cova do leão desarmada, acharam?

—O que é isso?

—O loirinho e eu, agora estamos ligados. Tudo o que acontece comigo, acontece com ele. Sabem, vocês são famosos pelo mundo todo. Os temíveis Volturi, as bruxas contam contos de terror sobre vocês. Tem uma guerra vindo e vocês estarão perdidos se não me ouvirem. Os vampiros podem nos impedir de fazer magia de verdade na Romênia, mas como mantedoras do equilíbrio, ainda sabemos quando a natureza cozinhou algo novo.

—Isso é um monte de besteira menina. Eu tenho cinco mil anos.

—E vai ser derrotado muito em breve se não me ouvir.

—E o que poderia me fazer tremer na base? Todos os meus inimigos me temem.

—Exceto um. E caso não tenha notado, você perdeu uma de suas armas. Ele passou para o outro lado. O lado deles. Em meses de vida, a criança já te fez perder uma de suas armas para sempre.

—Criança? Uma criança?

—A gravidez, foi uma lacuna da natureza. A criança já nasceu, está com cerca de seis meses agora. A criança tem poderes que ela mesma desconhece, mas a mãe conhece.

—Poderes? Que tipo de poderes?

—Eu trouxe um amigo, talvez assim sendo testemunha, você finalmente compreenda o perigo que estamos correndo.

Um rapaz entrou.

—Volturis esse é o Taylor. Ele é um híbrido, ele pode se transformar em lobo sempre que ele quiser. Ouçam o que ele vai falar. E ele vai deixar você ver. Confirmar a história.

—Um híbrido?

—Eu nasci lobisomem, mas o híbrido Original me transformou em vampiro. Eu sou metade vampiro, metade lobisomem. Mais letal do que os dois.

—Impossível!

Como resposta o rapaz mostrou-nos sua face. Íris de lobo e quatro pares de presas.

—Meu Deus!

—É. Só os híbridos podem controlar quando se transformam, podem se transformar livremente sem a influência da lua cheia. E eu sou o único que sobrou além do Original. Ele não morre, ele nunca morre.

—Existe outro?

—Sim. Mais velho e mais forte que eu. Eu estive andando com matilhas de lobisomens por todo o território dos Estados Unidos e uma delas estava ligada á uma bruxa e a bruxa tinha visões em forma de pesadelo sobre esse bebê e como o seu sangue poderia ser usado para criar mais híbridos, como eu. Então, eu sequestrei a híbrida grávida, a Cullen e arrumei uma cobaia.

—Uma cobaia?

—O nome dele era Darrell. Eu tirei o sangue dela com uma agulha, injetei no Darrell e quebrei o pescoço dele. Darrell era um lobisomem que morreu com o sangue de Renesmee Cullen em seu sistema, mesmo sangue que ela na época compartilhava com o bebê híbrido dela. E ele acordou em transição, se alimentou do sangue dela e... virou um híbrido. O problema é que todos os híbridos até então estavam ligados ao Original, seguiam cada movimento seu, cada comando seu. Eles querendo ou não, mas a situação é diferente agora.

Ele me estendeu a mão e eu pude ver o híbrido sendo criado e assassinado.

Fiquei sem palavras.

—E porque isso é tão importante?

—Você entende não é? Híbridos podem caminhar ao sol, nossa mordida é letal para vampiros, eles vão tomar o seu Castelo, a sua cidade até o fim da semana e sabe o que vai pará-la depois? Nada.

—Nada. Você está realmente convicto de que um bebê pode me destronar.

—Se você não está, então é um idiota.

Afton avançou encima da bruxa e o híbrido avançou encima de Afton.

—Qual é cara, isso não é jeito de se tratar uma dama.

O híbrido enfiou os dentes no pescoço de Afton. E a bruxa olhou para Afton.

—Oh, não se preocupe quanto a ele querida, ele não vai passar de hoje á noite. Aproveite quando as alucinações e a demência invadirem a sua cabeça, mas considerando que você não sua, talvez a febre te cozinhe vivo.

Ele pegou a bruxa no colo e saiu correndo.

P.O.V. Genevieve.

Eu não sei se fiz a coisa certa.

—Acha que fizemos a coisa certa Taylor?

—Acho.

—Se ela descobrir que a delatamos vai nos matar.

—Eu não vou deixar nada de ruim acontecer com você Genevieve.

Nós voltamos para a Romênia.

P.O.V. Aro.

Essa criança é com certeza um risco. Um perigo para todos.

A criança tem que morrer.