Back to you-Reneslec
7 I See it in your eyes
Notas iniciais
P.O.V. Alec.
Eu acordei e fui para o meu quarto.
—Eu sinto muito ter invadido. Estava te esperando.
Vi nos olhos dela que ela havia chorado. Que estava chorando.
—Eu sinto muito.
—Eu fui uma tola, nós dois fomos. Nos encontrando escondidos pensando que não seríamos pegos. Nós fizemos isso. Alec, a minha amiga Jenna está no hospital e qualquer membro da minha família pode ser o próximo. E tudo porque nós... porque nós estamos juntos. Alec...
—Eu já sei o que vai dizer.
—Então, me deixe dizer. Eu fui tão egoísta porque... eu te amo tanto. E eu sei o quanto você me ama. Mas, acabou.
—Renesmee por favor...
—Alec... tem que acabar. Eles vão usar o nosso relacionamento contra a gente. Pra nos manipular.
Eu senti ela me beijar. E me soltar, eu não queria deixar ela ir, mas não podia forçá-la a ficar.
P.O.V. Jane.
Estava voltando para o meu quarto quando eu vejo a híbrida passando, ela estava chorando, se apoiou na parede como se a dor que sentia fosse demais para suportar.
Ela ia sair.
—Renesmee.
Ela olhou pra mim.
—Eu sinto muito. Eu contei, fui eu que contei para o Aro...
—Não importa Jane. Ele venceu. Aro venceu.
Ela foi embora. E o meu irmão... foi com ela. O que ficou aqui foi uma casca vazia.
Os meses foram passando e o meu irmão ia se afundando cada vez mais. Ele não se alimentava, não saia do quarto e se saia ia para o quarto dela.
—Alec. Alec!
—O que foi Jane?
—Eu vou te forçar a comer e você vai atrás dela. Você está se matando!
—O que?
Tirei todas as coisas dele do armário e enfiei dentro das malas.
—Mas... Os Mestres...
—Danem-se eles! Vai atrás dela seu besta!
—Você tá certa.
—Já é quase hora do almoço, se alimenta e vai embora. Se for pra você ficar aqui desse jeito Alec... prefiro que vá.
P.O.V. Alec.
E foi o que eu fiz. Eu me alimentei e então...
—Que bom que voltou ao normal filho.
—Não sou seu filho!
—Calma não se altere.
—E porque não?! Eu estava feliz. Oh, mas eles estavam certos. Eleazer Denali, Renesmee Cullen... você não liga pra nós, só pro poder.
Eu arrebentei o colar e o atirei encima de Aro.
—Eu vou embora e não vou voltar nunca mais.
Enquanto isso na Romênia...
P.O.V. Renesmee.
Depois que eu terminei com o Alec eu descobri que estava grávida. Eu só fiquei em Forks tempo suficiente para o bebê nascer.
Agora estou colocando-a para dormir.
—Era uma vez, um Rei majestoso que vivia com a sua nobre irmã em um reino colorido onde a música e a arte eram celebradas. O Rei foi escravizado por um monstro, um monstro malvado. Mas, o bondoso Rei não esperava ter uma filha, entretanto ele vivia numa terra encantada onde tudo era possível. Com o tempo, ele foi abençoado com uma linda filhinha para quem ele desejava apenas paz e felicidade. Ainda assim, haviam monstros que o perseguiam, uma besta cruel que queria tomar o reino para si. Armado com criaturas medonhas, ela afastou os outros seres mágicos da terra e vendo a sombra que os seus inimigos faziam sob seu lar... o Rei mandou a Rainha e a doce Princesa embora. Convencendo a todos de que elas estavam perdidas para sempre. Mas, um dia o Rei vai derrotar todos os seus inimigos e levar a sua Princesa pra casa, para que eles possam viver felizes para sempre.
Ela finalmente dormiu.
—Boa noite Amara.
P.O.V. Alec.
Quando eu finalmente cheguei a Forks, encontrei todos os Cullen, menos a que estava procurando.
—Sabem pra onde ela foi?
—Edward?
Carslile perguntou como se pedisse autorização para falar. E Edward respondeu:
—Ela foi pra Romênia.
—Romênia? Porque ela iria para a Romênia?
—Obviedade é tudo. Eu sei que ela tá na Romênia, não sei onde exatamente. E se ela tá se escondendo, nem mesmo aquele peste do Demitre encontra ela se ela não quiser.
—Mas, Demitre é o melhor rastreador que eu conheço. Ele encontra qualquer um em qualquer lugar.
—Demitre é rastreador, não bruxo.
—Bom, se ela está na Romênia eu vou pra Romênia.
—Não conte a ninguém. Você tem que ser discreto.
—Eu serei.
—Mas, se Aro mandar Demitre atrás dele... Demitre vai encontrá-lo e consequentemente...
—Wolfsbane. Esconde o seu cheiro de um lobisomem, como uma camuflagem. Talvez funcione com vampiros também.
—Wolfsbane, Bella?
—Já lhe dei razão pra duvidar de mim?
—Não.
—Vem menino. Vai ter que tomar banho e trocar de roupa. Você não vai dar dois passos sem ser achado com essa sua cara de Volturi.
—Eu tenho quatrocentos anos. Sou mais velho que você.
—Mas, não mais sábio. Bora.
Tive que tomar banho.
—Se seca e se enrola na toalha. Eu vou trazer a Wolfsbane.
Ela me esfregou com Wolfsbane e esfregou aquilo em todas as minhas roupas.
—Vai, tenta sentir o cheiro dele.
—Uau! Bella, você é foda. Eu não sinto o cheiro dele.
—Pronto agora pode ir. Vai de avião, no meio do povo pra confundir o rastreador mais ainda. E cobre a cabeça.
Ela colocou o gorro a blusa em mim.
—Pronto. Boa sorte.
—Obrigado.
—Espera. Demitre está aqui. Ouço os pensamentos dele.
Isabella me empurrou pela porta dos fundos e eu tive que sair pelos fundos como um ladrão ou um amante.
Felizmente, a ideia dela da Wolfsbane funcionou direitinho. Demitre não sentiu o meu cheiro.
Eu fui até Seattle e peguei o avião para a Romênia.

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