Back to the old season
2 Como vai a minha porquinha?
Notas iniciais
— Posso entrar? — perguntou Ron, batendo na porta semiaberta.
Rose ergueu-se levemente e assentiu. Ela deixou o álbum de formatura de lado e encarou o pai, abrindo espaço para que ele se deitasse na cama também. Depois do jantar, que fora ameno e acolhedor, apesar de todos saberem da existência de um elefante branco na sala, a garota trancafiou-se em seu velho quarto de adolescência e começou a desfazer as malas, em silêncio.
Ali, as coisas também não pareciam diferentes. Ainda via-se o mesmo tom de rosa queimado, a mesma colcha de retalhos bordada por vovó Weasley, os mesmos pôsteres de musicais da Broadway e o mesmo mural de cortiça, onde pregara avisos, calendários e fotos.
As fotos...
Dela, de seus amigos, de Scorpius. Rose sabia tão pouco sobre Scorpius agora, e não estava ansiosa para descobrir. Porém, sabia que descobriria. Inevitavelmente.
— Como a minha porquinha está? — Ron aconchegou-se ao lado dela. Só o pai ainda a chamava por aquele apelido bobo de infância.
— Eu é quem deveria perguntar — riu-se.
— Estou bem. Você não precisa pisar em ovos perto de mim, porquinha. Sua mãe está estressada e acho que Hugo também, mas... eu estou bem. Estou confiante. O médico disse que tenho 99% de chance de cura, preciso ser muito azarado para fazer parte do 1%, não acha? — gargalhou.
— Pai!
— É verdade! Depois de amanhã, vou fazer minha primeira sessão de quimio. Quer me acompanhar? Não queria incomodar sua mãe no trabalho.
— É claro que quero — Rose sabia por experiência própria como era estar doente e sozinha. Vivera isso em Nova York.
— Você vai conversar com Neville amanhã? Sobre o emprego em Hogwarts?
Ela resmungou, afirmativamente.
— Rosie... Sonhos renascem, sabe disso, não sabe? Renascem e florescem. Eu também passei por isso, por uma mudança de carreira. Vai ficar tudo bem.
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