Back to Summer Paradise - Será retirada
5 Capítulo 5
Notas iniciais
~Se eu não postar agora, o que é provável eu posto amanhã se der...
~Espero que gostem do capítulo!
O dever é uma coisa muito pessoal; decorre da necessidade de se entrar em ação, e não da necessidade de insistir com os outros para que façam qualquer coisa.
Madre Teresa de Calcutá.
Suspirei, olhei para ele, o garoto loiro olhava para o mar tranquilamente; parecia mergulhado em pensamentos.
_O que faz aqui?
Agora foi a vez do Rei suspirar, olhou-me e sorriu de lado.
_Sabe, você não deveria ter falado daquele modo com Aslan; quando voltar ele te dará uma enorme bronca.
_Eu não me importo, só quero que..._ senti as lágrimas lutando para sair e eu lutei com elas para que ficassem; e eu consegui.
_Nem sempre temos o que queremos Liz.
_Eu sei_ o silêncio veio a tona; era um silêncio ruim, ninguém sabia o que dizer.
Depois de alguns minutos me pronunciei.
_Você não respondeu minha pergunta_ ele me olhou curioso e confuso.
_Que pergunta?
_A pergunta "O que faz aqui?"
_Ah sim... Eu vim para saber se a senhorita não tinha feito nenhuma besteira.
_Ah claro, o que eu poderia fazer? Me matar? Estou mal, mas nem tanto né!
Ele riu e eu ri junto; parecia que aquele silêncio de minutos atrás não existia, era bom estar na presença dele, ainda mais quando conversamos.
_Todos estavam preocupados com você.
_Todos estavam preocupados com a filha dos primeiros reis, isso sim. Vocês sentem que tem que proteger-me por eu ser filha de quem sou.
_Você Elizabeth, querendo ou não, é a filha dos primeiros reis de Nárnia e não é porque você é filha deles que sentimos que temos o dever de proteger-te. Muito pelo contrário, nós protegemos todos aqueles que estão do nosso lado senhorita, isso é quase uma lei por aqui.
Ele me olhou com uma expressão dura, e eu nem sabia o que sentia naquele momento.
_Você tem que voltar, você tem que nos ajudar.
_Porque eu tenho que fazer essas coisas? Eu não posso escolher voltar para minha casa?
_Aqui, acreditamos muito em destino. Você pode não querer fazer isso, quem em sã consciência anseia em estar numa guerra sabendo que poderá morrer? E ainda lutar uma guerra que nem, ao menos, é sua? Porém Liz, fazemos isso porque é nosso dever. Devemos ajudar uns aos outros e, agora, como sabes que é uma princesa é mais do que seu dever ajudar seu povo, é sua função._Novamente ele me olhava, seus olhos brilhavam de uma forma que eu pude perceber que Pedro simplesmente amava ser um rei, amava ter pessoas as quais o amassem, e pessoas que ele mesmo amava e que jurou proteger, ele amava ter de ajudar aquelas pessoas que nem ao menos conhecia direito. Ele simplesmente amava poder ajudar as pessoas.
Eu queria sentir esse sentimento, e foi por esse motivo que me levantei e sorri.
_Vamos, acho que tenho que pedir desculpas à um certo Leão_rimos e fomos caminhando de volta para a pequena aldeia.
Chegamos e todos nos olhavam, quero dizer me olhavam curiosos, queriam saber o que eu faria, se eu gritaria com Aslan novamente, se eu aceitaria ser princesa de tal lugar ou se ainda diria "Adeus" a todo aquele mundo e voltaria para minha casa.
Mas como Pedro disse é minha função estar aqui. É minha função e dever ajudar meu povo mesmo não gostando muito disso.
Paramos em frente da cabana onde o Leão estava, respirei fundo e olhei para o garoto que estava ao meu lado; que me olhava tentando passar confiança.
_Acho melhor vocês conversarem sozinhos... Enfim boa sorte!_ele sorriu, agradeci e entrei na cabana. E lá estava ele, o imponente Leão qual todos admiravam e assim que eu entrei uma onde de culpa me tomou por inteiro. Queria rastejar aos pés dele e pedir perdão pela cena de hoje, queria voltar no tempo e não ter gritado com ele, porém ,a não ser que em Nárnia tivesse uma máquina do tempo, eu não poderia fazer isso.
Fiquei parada perto da entrada e ficamos nos encarando por um tempo.
_O que tem a dizer-me?_disse ele, e mais culpa tomou-me.
_Me desculpe Aslan eu não deveria...
_Não, não deveria mesmo. Gritar com alguém filha de Eva mostra muita falta de controle; você deveria ter me escutado antes de gritar aos ventos, antes de fazer uma cena como aquela.
O silêncio tomou conta do lugar, eu e ele ali. Eu sabia que ele me encarava, e eu encarava o chão. Seria bom abrir um buraco ali e me enterrar para sempre.
_Eu sei, isso não se repetirá.
_Você como princesa de Nárnia deverá saber lidar com situações que exigirão o máximo de seu auto-controle. Eu sei que a senhorita pode se controlar quando quer, então use esse dom para o seu bem e se controle.
_Sim, eu farei isso.
_Ótimo, amanhã você terá que testar seu auto-controle. Espero que consiga, muitas pessoas estarão em suas mãos.
Nos encaramos, e eu temi. Temi por mim, por todos que aqui habitavam, pelos reis; mas principalmente por Aslan, que tinha um olhar triste.
_Boa noite senhorita Carter.
Eu senti vontade de protestar, ele praticamente estava me expulsando dali, mesmo que fosse de uma forma educada, ele estava me expulsando sem ao menos me dar respostas.
Entendi que eu tinha que me controlar, ele não diria nada e sendo assim saí da cabana e fui direto para onde Susana e Lúcia já dormiam. Caí na cama e logo adormeci.
Pelo jeito amanhã seria um longo dia.
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