Back to New Orleans
20 XX
Notas iniciais
Em uma semana, conseguimos organizar a antiga casa dos Mikaelson. Estava tudo de volta aos seus lugares, e algumas coisas foram repostas. Os vampiros não estavam mais comandando a cidade, todos estavam livres.
Era isso que meu pai me fez pensar por quase toda a semana. Descobri, na véspera de Natal, que ele estava planejando para eu tomar conta de New Orleans, ver se assim todos voltassem a confiar na nossa família. O que eu acho é meio improvável, mas não custa tentar, de acordo com ele.
Estava acendendo a última vela, quando percebi que faltava bem pouco para a ceia de Natal. E era impressionante como tudo estava tão bonito.
— Está lindo, Hope. — Kol estava sentado na escada.
— Você podia ter me ajudado.
— Não, deixo as coisas para os mais novos. — ele riu e se aproximou de mim — Deixou o garoto ir embora?
— Ele não é meu para deixa-lo aqui e além do mais, meu pai o castraria. — puxei uma cadeira, não havia percebido, mas Kol tinha uma garrafa de whisky em uma mão e dois copos na outra. Colocou um pouco para ele e depois para mim. — Eu não bebo.
— Sua dor de cabeça passa assim.
— Como você sabe?
— Bem, eu sei o que está passando. — ele virou o copo. — O álcool melhora, vai por mim.
Tomei um pouco e fiz uma careta. Aquilo queimou minha garganta, mas depois parou. O encarei. Kol tinha mais idade que eu, mil anos mais, mas ainda parecia da minha idade, sua mentalidade era parecida com a minha e eu gostava, pelo menos teria alguém impulsivo igual a eu.
— Já estão bebendo? — meu pai apareceu no alto da varanda. — Que má influência, Kol. — os dois riram, meu tio ergueu o copo.
— Claro! — Klaus desceu e parou na ponta da mesa.
— Pensei que não bebia, querida. — joguei meu copo para ele sorrindo.
— Se quisesse beber, era só falar.
— Eu não deveria te deixar beber, é o que os pais fazem, não é?
— Não somos uma família normal. — sorri. — E isso é bom, pelo menos para mim.
Klaus sorriu, ergueu o copo e tomou tudo.
— Assim, apenas espero que ninguém fique bêbado no Natal. — a doce voz de Rebekah soou. A minha tia estava na entrada da casa. — E espero mesmo que saibam onde estão quando eu acender a fogueira.
— Não... — Klaus suspirou revirando os olhos.
— É tradição. — minha tia sorriu.
— É o que? Se não se lembram, eu sou nova nisso tudo, principalmente na parte das tradições de família e tal. — balancei o braço exagerada.
— Hayley não fazia isso? — Klaus ergueu uma sobrancelha.
— Hã, acho que meu Natal mais feliz foi quando eu tinha uns cinco ou seis anos, o resto, eu passava na estrada tentando encontrar uma casa, mamãe não disse? — ergui uma sobrancelha sorrindo fraco.
— Okay, não precisa de dizer mais sobre seus péssimos natais sem a família. — Bekah abraçou meus ombros. — Escreva um desejo e vamos queima-lo na fogueira improvisada para ter sorte.
— Vamos ver se o Papai Noel será generoso comigo. — Klaus sorriu irônico.
— Sua família está reunida e ainda temos convidados, sorria sincero por uma noite. — Kol falou tomando o resto da bebida no copo. — Faça por sua filha.
Me levantei rindo. Fui para a sala de estar, minha mãe estava lá com Freya e Davina. Ao lado, a árvore de natal estava iluminada com alguns presentes de baixo da árvore, a maioria era para mim.
— Suas amigas ligaram. — mamãe disse assim que me sentei ao lado dela.
— Elas vão vir?
— Vão tentar, parece que Caroline não quer muito.
— Você tinha que ir no pescoço dela? — ri seco.
— Sua mãe voou no pescoço de muita gente. — tia Freya comentou. — Igual seu pai. — não segurei o riso. Era realmente engraçado aquilo, mas era verdade.
Comemos um pouco e no fim, queimamos todos os papeizinhos. Mas algo não estava certo para mim. Talvez fosse o que eu tinha desejado. “Mais escolhas”, mas acho que isso não era o que eu realmente queria. Talvez a simples companhia do Pietro.
Para de pensar nele. Ele não é seu foco. Foco, Hope, foco.
Ou talvez ele seja meu foco. É tão estranho isso, sentir isso, sentir falta dele. Mas não é a mesma falta que eu sentia do meu pai.
— Hope? Podemos conversar? — Davina se sentou ao meu lado na escada. Balancei a cabeça confirmando e cheguei para o lado dando espaço a ela. — Uma noite tranquila, não acha?
— Melhor do que minhas lembranças. — sorri e ela segurou minha mão forte.
— Olha, não quero te preocupar, nem nada, mas você, amanhã ou não sei quando, terá um dever importante.
— Que seria?
— Construir o seu reinado. Você sabe que é a próxima rainha do French Quarter, não sabe? E ainda pode ser a regente dos nove clãs. Se você conseguir isso, poderá manter a paz em New Orleans.
— Sempre haverá pessoas que discordam dos discursos.
— Sim, claro, mas pode aparecer alguém mais tarde que te questione. Agora, você precisa se aliar a todos, fazer todos seus aliados e vice-versa.
— Davina, só a ideia faz parecer louca. Não consigo...
— Você é diferente, sabe disse, cada parte de New Orleans está dentro de você e você precisa acreditar que pode fazer alguma coisa. — Davina me encarou. — Hope, você não é apenas a esperança para sua família, mas é a esperança de uma nova era.
— Não quero pensar nisso agora, tudo bem? É Natal e...
— Tudo bem, pense com carinho, ok? — ela sorriu e se levantou. — Ah! Onde está Pietro? Pensei que ele iria morar conosco, ele é um lobisomem muito legal.
— O que? — ergui uma sobrancelha.
— Oh, ele não te contou? Pietro disse que ia mudar a faculdade para cá, a matilha dele também vai voltar para cá, junto com a sua. Se ele não te contou, quando o ver pela próxima vez, ele irá te contar, então finja esta mesma cara, não quero estragar a surpresa. Parece que ele gosta realmente de você.
Sorri e corri para abraça-la.
— Você acha?
— Uhum, um jeito um pouco mais tímido de Kol e eu, talvez.
— Idiota. — eu ri ainda abraçada com ela.
— Sua amiga idiota.
— Hm, talvez, ou minha tia idiota.
— Não tenha cara para ser tia.
— Deveria ter pensado bem quando começou a namorar meu tio. — continuamos rindo.
Faltava pouco para o dia 25, e sabia que minha vida iria mudar depois desse dia, o ano seria difícil, teria de aguenta-lo e esperava conseguir. Novas chances era o que iria precisar, novos meios de me controlar era importante.
Iria precisar de construir uma nova era, um novo reinado. E para isso, precisaria de ajuda, já tenho em mente quem chamar.
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