Back to New Orleans
13 Carta - Flashback
Notas iniciais
Mystic Falls, 8 de Junho de 1926
Scarlett,
Não comecei esta carta com "Querida Scarlett" porque você não é mais minha querida desde que foi embora sem me dizer nada, só disse um breve "Adeus" para Rebekah e para mim, nada.
Já faz dez anos desde que foi embora de Nova Orleans, se quer saber o que aconteceu depois que foi embora irei fazer um breve resumo.
Depois que foi embora voltei a fazer o que fazia antes de termos um “romance”, se bem que nem isso era, dormi com todas as garotas que pude. Rebekah sente sua falta, muito, posso dizer até mais que eu, nem a bruxa, Genevieve, com quem ela fez amizade depois que você foi embora supriu a falta que você faz. Ouço minha irmã dizer todas as noites antes de dormir que queria que você estivesse aqui. Eu também queria que estivesse.
Três anos depois que você se foi meu pai, Mikael, nos encontrou em Nova Orleans. Ouve um incêndio, conseguimos fugir, mas Marcellus não, ele morreu, Rebekah está arrasada, primeiro a melhor amiga e depois o cara a quem amava você mais do que ninguém saberia ajuda-la nesse momento horrível. Nos mudamos para Mystic Falls, uma cidadezinha na Virgínia.
Você dizia “não quero nunca perdê-lo”. Você tinha medo de me perder. E veja só, você mesma me deixou. Se você aparecesse aqui, agora, a única coisa que eu faria era perguntar “por que”? Por que me deixou sem dizer ao menos um “adeus”?
Eu poderia escrever páginas e mais páginas nesta carta, mas de quê adiantaria se ela não vai chegar até você? Não tenho a menor ideia de onde está, de como está. Meu único receio é de nunca mais vê-la, nem que fosse por um único segundo. Sabe quantas garotas eu amei em toda minha vida? Três. Três garotas, e todas me abandonaram. A primeira foi Tatia ela morava na mesma vila que eu quando era humano, Elijah gostava dela também. A segunda foi Aurora se quer saber não a vejo há mil anos. A terceira foi você, seu abandono foi mais doloroso que os dois anteriores. E mesmo que eu nunca mais a veja irei amá-la pela eternidade.
Sempre seu,
Klaus
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