Back to Love

13 Capítulo 13


Notas iniciais
Eu sumi por um tempinho, mas eu sempre volto. Trouxo capitulo novo, depois de uns dias sem aula, e tempo pra terminar esse capitulo que comecei a muito tempo, mas não conseguia encontrar as palavras certas pra terminar. Espero que vocês gostem. Boa Leitura...

Felicity Smoak Queen

Depois de quase um mês de espera, finalmente chegou o dia em que a Michelle virá para ser definitivamente nossa filha.

Oliver conseguiu mexer uns pauzinhos e adiantar a audiência com o juiz. Sua boa influência e o apoio de Tommy, como dono da Global Merlyn e seus contatos, deu o empurrãozinho necessário.

Recebemos a ligação avisando que a adoção foi aprovada, a cinco dias atrás, e nos deram esse tempo para conseguirmos nos preparar ao máximo para a chegada de Michelle.

— Ela já chegou? – Molly pergunta quando entra correndo na cozinha, Mike vindo logo atrás, ofegante como a irmã e aguardando uma resposta.

— Ainda não – Respondo vendo o sorriso desaparecer do rosto de ambos – Mas ela vai chegar logo, e eu tenho certeza que vocês querem estar limpos e cheirosos quando ela chegar.

Os dois se encaram antes de saírem correndo em direção as escadas, de onde posso ouvir uma discussão sobre quem vai tomar banho primeiro.

— Oi, amor – Oliver diz depois de desviar das crianças que passaram correndo por ele, e antes de se aproximar para me beijar – Ansiosa?

— Eu não quero parecer muito ansiosa pra não assustar a assistente social, mas também não quero que pareça que não estou nada ansiosa – Percebo que disse tudo rápido demais quando ele faz uma cara de confuso antes de rir.

— Relaxa, nós já estamos bem com a assistente social, eles sabem o quanto nós queremos isso – Ele me abraça me confortando – E você tem todo direito de estar ansiosa, afinal, eu também estou.

— Mãe, eu posso colocar meu vestido amarelo, pra quando ela chegar? – Molly pergunta, aparecendo na entrada da cozinha.

— Claro, querida – Respondo a encarando e notando a felicidade em seu rosto – Eu amo aquele vestido.

— Porque você ainda não foi tomar banho? – Oliver pergunta, agora também encarando nossa filha.

— Mike ganhou no ‘impar ou par’, então ele foi tomar banho primeiro, e eu não quis entrar no banheiro do quarto de vocês sem pedir, então decidi esperar – Ela diz colocando as mãos atrás das costas, e balançando seu corpinho da forma fofa que sempre faz.

— MOLLY!!! – Ouvimos o grito de Mike vindo do andar de cima – RÁPIDO! É SUA VEZ.

Antes que possamos dizer alguma coisa, ela some de nossa visão voltando a subir as escadas.

É incrível como os gêmeos aceitaram tão bem o fato de que adotamos uma criança.

Decidimos explicar a eles a situação da forma mais simples possível, então primeiro, eu conversei com Molly e Oliver conversou com Mike, separados, explicando o mais básico possível sobre os bebês, que eles foram criados dentro de mim, mas que nunca mais eu poderia criar bebês dentro de mim.

Depois, com eles juntos, conversamos perguntando o que eles achariam de ter uma irmã mais nova. Molly aceitou logo de cara, Mike ainda perguntou várias vezes se poderia ser um irmão, mas ele acabou concordando em ser uma menina.

Aos poucos fomos explicando que estávamos tentando adotar uma menininha, não foi fácil explicar o que é adotar, e porque todas as crianças do orfanato não têm família, mas eles entenderam.

Com o passar dos dias eles foram ficando cada vez mais ansiosos, assim como nós, em saber qual seria a decisão do juiz. Quando recebemos a ligação, não sei se fiquei mais feliz com o fato de que conseguimos ser aceitos para a adoção, ou em ver a alegria de meus filhos em saber que chegaria uma nova irmã para eles.

— Eles estão agitados assim desde que os peguei na escola – Oliver diz se sentando em uma das cadeiras – Quando fui deixar Peter na casa dele, o garoto começou a chorar, dizendo que também queria conhecer Michelle.

— Caitlin me disse que quando contou e explicou a ele sobre a adoção, Peter perguntou se ela não poderia ser irmã dele também – Digo me sentando de frente pra ele.

— As crianças ficam mais empolgadas que a gente – Ele fica pensativo.

— Elas apenas não escondem nada de seus sentimentos – Sorrio ao perceber que a cada minuto que passa, ela está mais perto de chegar – Eu vou ver se eles estão prontos.

Quando chego na porta do quarto dos gêmeos, paro e fico apenas observando meus filhos. Molly está fechando a presilha de sua sandália dourada, que combina com o vestido amarelo com pequenas flores brancas. Mike está penteando o próprio cabelo, depois de ter abotoado sua camisa xadrez azul, combinando com a bermuda preta e o all star azul marinho.

— Vocês parecem até dois adultos, se arrumando assim sozinhos – Digo calmamente.

Eles me olham e apenas sorriem, quando percebem que eu estou emocionada, ambos vêm me abraçar.

— Vai dar tudo certo, mamãe – Mike diz, quando me abaixo para ficar da altura deles.

— Sim, a gente tá crescendo, mas lembra que a Michelle é mais nova – Molly completa.

— Eu amo tanto vocês – Digo, já quase chorando, e voltando a abraça-los.

— A gente também te ama – Molly cochicha em minha orelha esquerda.

— Te amamos muito – Mike se aproxima para cochichar em minha orelha direita.

Voltamos os três para a cozinha, onde Oliver terminou de preparar os lanches que eu planejava fazer quando eles chegaram.

— Alguém com fome? – Ele pergunta, mas não foi preciso ouvir uma resposta, já que as crianças se sentaram à mesa e começaram a atacar a comida.

A ansiedade aumenta a cada segundo que se passa. Já é a terceira vez que eu olho para o relógio, e parece que o tempo parou.

Eu estava pensando em perguntar se alguém quebrou aquele relógio na parede, quando a campainha tocou. Os gêmeos pararam de comer e nos encararam.

— Todos calmos – Oliver começou a ir em direção a sala – Pode ser qualquer pessoa tocando a campainha, vocês podem continuar comendo.

Eu o sigo em direção a porta, deixando as crianças na cozinha.

Quando Oliver abriu a porta, eu fiquei sem palavras, não conseguia me mexer, o máximo que eu conseguia fazer era respirar, e com certa dificuldade, já que eu comecei a chorar.

Patrícia estava parada na entrada da nossa casa, Michelle no seu colo vestindo uma jardineira rosa por cima de uma camiseta listrada e dois lacinhos prendendo seus lindos cachos.

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— Olha só chegou em seu novo lar – Patrícia disse quando Oliver se aproximou delas.

— Seja bem-vinda – Oliver estendeu os braços, e ela sorriu quando ele a segurou – Michelle Smoak Queen – Ele beijou sua bochecha e a abraçou delicadamente – Eu disse que você ia se chamar assim.

Quando ele vem em minha direção com Michelle nos braços, foi que percebi que eu ainda não havia saído do lugar, e meu rosto já estava todo molhado de lagrimas.

— Me desculpa – Digo tentando secar o rosto, ato inútil, já que mais lagrimas caíram involuntariamente.

— Está tudo bem – Patrícia respondeu – Na verdade essa é a melhor reação que alguém em seu lugar poderia ter.

Em passos lentos, e movimentos calmos, me aproximo mais de Oliver.

Michelle, que estava atenta em segurar o nariz de Oliver, percebe minha aproximação, e no mesmo instante estende os bracinhos fofos em minha direção. E quando eu a seguro bem perto de mim, sinto seu cheiro de morango, e sua pele macia, é que consigo parar de chorar, pois eu sabia que a partir daquele momento eu poderia fazer isso sempre, já que ela seria minha filha.

— Seja bem-vinda, Michelle – Digo a encarando, ainda em meus braços – À nossa casa, à sua casa.

— Muito obrigado, Patrícia – Oliver estende a mão para agradecer a mulher.

— Imagina, eu é que agradeço pelo que vocês fizeram – Ela diz, entrando totalmente em casa, depois de Oliver dar a passagem – Eu até pedi que eu viesse pessoalmente trazer a Michelle.

Vamos até a sala, e todos nós sentamos, eu ainda mantendo Michelle junto de mim.

— Você ainda não conhece nossos filhos – Oliver se levanta – Eles ficaram muito felizes com a adoção.

— Sério? – Ela parece surpresa – Na grande maioria dos casos, os filhos biológicos demoram a aceitar a adoção de um irmão mais novo, que vai basicamente ocupar seu lugar de caçula da família.

— Graças a Deus não precisamos lidar com isso – Eu que respondo seu comentário – Os gêmeos ficaram muito empolgados, e acredito que eles estavam mais ansiosos do que nós com a chegada da Michelle.

Oliver segue em direção à cozinha, para chamar as crianças. Em questão de segundos os dois aparecem na sala.

— Ela é tão linda – Molly diz colocando as duas mãos nas próprias bochechas.

— Eu quero segurar ela – Mike levanta a mão, parece empolgado.

— Crianças – Oliver chama a atenção deles – Como se diz quando temos visitas?

— Oi, moça, eu sou a Molly.

— Oi, e eu sou o Mike. Acho que você já sabe disso, mas nós somos os irmãos dela, certo, pai?

Oliver apenas sorri e concorda com a cabeça.

— Muito prazer, crianças – Patrícia sorri ao cumprimenta-los – Eu fico muito feliz com isso. Estou confiando a vocês a missão de ajudar seus pais a cuidarem dela, e ajudá-la a se sentir feliz e confortável em seu novo lar.

— Ela vai ser muito feliz na nossa família, nós somos incríveis – Mike diz estendendo os braços, mostrando que ele está se referindo a nós.

Fiquei preocupada, e se Patrícia pensasse que nós o mandamos dizer isso?

Mas ela riu de seu comentário, isso me deixou mais aliviada.

Me abaixo, e coloco Michelle sentada no chão do meio da sala, em cima do tapete com pelos antialérgicos que escolhemos para colocar ali. Oliver incentiva as crianças a se aproximarem dela. No começo eles pareciam um pouco nervosos, mas quando sentaram cada um de um lado, e começaram a conversar com ela, fazendo caretas e sons que a fizeram rir, se soltaram totalmente, se divertindo, os três juntos.

— Bom, antes de ir, eu preciso apenas confirmar os últimos detalhes – Patrícia disse pegando um caderno em sua bolsa, e começando algumas anotações – Um agente veio inspecionar a casa?

— Sim – Oliver quem respondeu, ele também estava sentado no chão, observando as crianças – Ele veio ontem. Avaliou as grades que colocamos na escada, os protetores em todas as quinas possíveis, os materiais perigosos, que já ficavam até mesmo longe dos gêmeos, e até o quarto que preparamos pra ela.

— Ótimo – Ela continuou anotando – E os padrinhos? Imagino que o Senhor Merlyn está muito ansioso.

— Ele está mesmo – Eu que respondo – Ele ajudou muito para acelerar o processo. Os dois deram muito apoio, e estão ansiosos. Eles pediram que a gente ligasse quando ela chegasse, eles querem ser os primeiros a fazerem uma visita. Tem uma coisa que nós queremos perguntar – Espero ela indicar que eu continue – Estávamos pensando em fazer uma pequena festa, apenas com nossos melhores amigos e a família. Queremos saber se não tem problema.

— Isso é, na verdade, uma ótima ideia – Ela sorri com o que eu disse – Vai ser muito bom pra ela, conhecer novas pessoas. E é importante que ela tenha contato com essas pessoas que fazem parte da vida de vocês, e agora farão parte da vida dela também.

— Que bom – Respiro aliviada em saber que isso não será um problema – Porque minha mãe surtou quando eu pedi pra chegada dela ser um momento só nosso.

Patrícia fez mais algumas perguntas, pra ter certeza de que os cinco dias foi tempo o suficiente para nos prepararmos ao máximo. E foi, já que compramos tudo que um bebê precisa para viver, limpamos para reutilizar algumas coisas que foram da Molly, que estavam guardadas na garagem, e nossos amigos ajudaram muito doando muitos presentes, como roupas e fraudas.

Quando ficamos sozinhos, eu tive uma ideia.

— Precisamos registrar – Digo indo em direção ao nosso quarto.

Não esperei que alguém dissesse alguma coisa, apenas fui procurar o que eu queria, e voltei pra sala.

— Vamos tirar uma foto? – Mike perguntou quando viu a câmera em minhas mãos.

— Eu quero guardar esse momento, assim como tiramos aquela foto quando trouxemos os gêmeos do hospital, lembra Oliver? – Começo a procurar um lugar para posicionar a câmera.

— Claro que lembro, eu fiquei horrível naquela foto.

— Eu já vi essa foto, e adoro ela – Molly disse enquanto ajeitava seu vestido – Nós podemos pendurar essa nova foto, com a Michelle, em algum lugar da casa?

— É uma ótima ideia querida – Respondo quando consigo manter a câmera parada na posição perfeita – Tudo bem, vamos nos posicionar. Oliver, você segura a Michelle, e fica aqui a minha direita. Mike e Molly, vocês ficam na nossa frente. A câmera vai tirar duas fotos seguidas, pra ter certeza que pelo menos uma vai ficar boa.

Todos ficam em seus lugares, e eu vou apertar o botão.

— Em dez segundos, todos sorriam – Digo voltando correndo para me posicionar.

Todos fizeram como eu disse, e sorriram, e então vimos o primeiro flash. A luz fez Michelle começar a gargalhar, o que fez todos rirem juntos e olharem pra ela, e então vimos o segundo flash.

Oliver Queen

Acordo um pouco assustado. O relógio no criado mudo indica 2:45 da madrugada.

É a primeira noite da Michelle em casa, foi difícil coloca-la pra dormir. E mesmo depois que ela dormiu, eu e Felicity ainda ficamos um bom tempo no quarto, apenas para ter certeza de que ela estava bem, e quando o sono estava quase nos vencendo, fomos dormir.

Felicity está deitada com a cabeça apoiada em meu peito, ela dorme tranquila. Eu tento voltar a dormir, mas algo dentro de mim me faz querer ir verificar as crianças. Com muito cuidado, posiciono Felicity de volta ao seu travesseiro.

O quarto dos gêmeos fica de frente para o nosso, então vou dar uma olhada neles primeiro. Quando abri a porta bem devagar, vi Molly deitada com uma perna para fora da cama, e quase a metade da coberta no chão, a cena me fez sorrir. Em passos leves me aproximei para ajeita-la. Mas quando me virei, notei a cama de Mike vazia.

O quarto de Michelle fica ao lado do dos gêmeos, e a porta do mesmo estava aberta. Parei ainda no corredor quando ouvi a voz de Mike vindo do quarto dela.

— Oi maninha, eu quero te pedir desculpas, você não sabe, mas quando mamãe e papai disseram que seria uma menina eu fiquei triste, porque eu queria um irmão. Mas quando eu te vi, fiquei feliz por você ser uma menina, assim eu posso te proteger dos meninos mais velhos que são malvados com menininhas fofinhas, assim como protejo a Molly. E quando você for maior, e quiser namorar, primeiro eu preciso avaliar se ele é bom o bastante pra você, porque eu também vou fazer isso pela Molly. É bom, que tudo que eu fizer pela Molly, vai me ajudar a fazer por você muito melhor.

Me aproximo mais da porta, para poder observar o que ele está fazendo. O quarto é todo decorado da mulher maravilha. Michelle esta acordada, sentada dentro do berço encarando Mike, que está em pé, com os dois braços passando por entre as grades e segurando nas mãozinhas de Michelle.

— Eu te prometo, que farei de tudo para ser o melhor irmão mais velho do mundo – Ele continuou dizendo, antes de soltar as mãos dela – Agora, eu acho melhor você voltar a dormir, está tarde, e as princesas Queen precisam dormir bem, para serem sempre lindas, siga o exemplo da mamãe.

Pigarreio de leve para chamar a atenção dele sem assusta-lo. Mike me encara, e sorri envergonhado ao perceber que eu ouvi tudo que ele disse.

— Oi, pai – Ele diz vindo em minha direção – Eu já estou voltando pro meu quarto.

— Ei, espera – Seguro ele antes de passar por mim – O que você veio fazer aqui tão tarde?

— Eu estava indo beber água, mas quando passei aqui em frente ouvi ela começar a chorar, então eu entrei e comecei a acalma-la pra que vocês não acordassem.

— Então eu acho que você já é o melhor irmão mais velho do mundo – Digo indo até o berço, vejo ela esfregar os olhos, cubro ela e deixo que volte a dormir – Vem comigo, Mike.

Desço as escadas com Mike logo atrás de mim, ascendo a luz da cozinha e o pego no colo para colocá-lo sentado na bancada.

— Quer água, ou prefere um copo de leite com chocolate? – Pergunto quando ele se ajeita.

— Leite com chocolate – Ele fala um pouco mais alto do que eu gostaria.

— Tudo bem, mas vamos falar bem baixinho, porque você tem razão, as nossas garotas precisam dormir muito bem.

— Você ouviu tudo isso? – Ele prende as mãos entre as cochas e balança as pernas, claramente envergonhado.

— Sim, e você deveria se orgulhar de dizer essas coisas – Coloco um pouco de leite para esquentar antes de me voltar para ele – Filho, você está se tornando o homem que eu sempre sonhei que você seria. Responsável, educado, dedicado, tudo que me dá mais orgulho.

— Mas pai, eu ainda vou fazer sete anos – Ele diz enquanto alcança o pote de achocolatado no armário um pouco acima dele.

— Exatamente, mas pra mim, parece que foi ontem que você nasceu. E quando eu menos perceber, você já vai ter uns dezoito anos, e então não poderei te ensinar mais nada.

— Você vai sempre me ensinar alguma coisa, pai – Ele diz enquanto eu termino de preparar sua bebida preferida – Eu sempre gostei de te observar, porque eu quero ser como você, e isso não vai mudar.

Eu fico sem palavras diante do que ele disse. Entrego o copo a ele ainda em silêncio, meditando em suas últimas palavras.

— Obrigado, papai – Ele diz começando a beber.

— Você sabe que eu adoro te preparar leite com chocolate.

— Por isso também, mas obrigado por conversar comigo – Ele diz entre um gole e outro.

E mais uma vez ele me deixa sem palavras. Ver meus filhos crescerem assim tão rápido me assusta. Eu sempre fui muito próximo de Molly, aquela coisa de pai e sua princesinha, mas o que eu e Mike temos é diferente.

Felicity sempre disse que ele fica cada dia mais parecido comigo, e eu sempre pensei que fosse apenas a genética, nunca parei pra pensar que ele me observa, por isso está sempre agindo como eu.

Coloquei Mike de volta na cama quando já era 3:30, e voltei a deitar ao lado de Felicity. Mas dormir não foi nada fácil, não conseguia parar de pensar na conversa que tive com Mike.

~.~

Depois de quase duas semanas desde a chegada de Michelle, marcamos a festa que planejávamos.

Todos os nossos amigos vieram nos visitar nesse meio tempo. Minha mãe veio mimar a mais nova neta, trouxe vários presentes, e aproveitou para “evoluir” com os gêmeos, e pela primeira vez ela deu dinheiro a eles. Eu e Felicity não impedimos, mas também aproveitamos para ensina-los a poupar dinheiro.

Minha sogra, Donna Smoak, veio de Las Vegas, e está passando os últimos dias em nossa casa. Ela também veio mimar a neta, e os gêmeos amam o fato dela estar aqui, e poder fazer os famosos “biscoitos que só a vovó Donna sabe fazer”, receita da qual ela se recusa a me ensinar.

Tommy e Caitlin vieram na mesma noite que ela chegou. Eu presenciei a cena de Mike fazendo Peter prometer que vai ajudá-lo a proteger Michelle, pois ela é muito fofa.

Na festa, as crianças estavam todas sentadas na grama com Michelle, que vestia mais uma de suas roupinhas lindas.

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Felicity e Thea foram as compras e fizeram a festa no shopping, comprando roupas e acessórios tanto pra Michelle quanto pra Alisson.

Eu e Tommy conversávamos sobre algo aleatório, quando ouvimos Felicity se aproximar de nós, mas antes dela chegar, deixou o celular escorregar e cair no chão.

— Nossa, ainda bem que não quebrou – Ela disse, mas ninguém prestou atenção, já que atrás dela acontecia um fato que chocou e deixou todos maravilhados.

— Querida – Eu disse baixo, sorrindo e sem sair do lugar – Bem devagar, se vira, pra ver o que está acontecendo.

Conforme ela foi se virando, pode ver aquilo que estava fazendo todos sorrirem. Michelle, sozinha, se levantou no meio das crianças, e começou a andar em direção a Felicity. Quando ela estava a poucos centímetros de alcançar os braços que já estavam estendidos em sua direção, tomou folego e disse sua primeira palavra.

— Mama.

Daí pra frente, foi impossível controlar o choro de Felicity, a minha empolgação e a alegria de todos ali presentes.

Notas finais
E então? O que acharam? Vou admitir que não foi nada fácil escrever esse capitulo, já que eu não faço ideia de como deve ser um acontecimento assim na vida real. Então eu me baseei um pouco em uma cena de Grey's Anatomy (quando Maredith e Derek conseguem adotar a Zola, a assistente social leva ela ate a casa deles, e a reação deles é basicamente o que eu escrevi pro Oliver e pra Felicity aqui) Eu quero realmente saber o que vocês estão achando da fanfic, pois estou ficando preocupada, já que a quantidade de comentários por capitulo caiu bastante, não sei se é pela minha demora para atualizar, mas eu já disse que minha vida é uma bagunça e fim do 3º ano, com ENEM, TCC de cursos e responsabilidades pessoais não é fácil. Então me perdoem. Eu aguardo vocês nos comentários. Bjs e até logo.