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4 Capítulo 4 – I Swear I'd Love You Right
Notas iniciais
Maybe this is wishful thinkin'
Probably mindless dreamin'
But if we loved again, I swear I'd love you right
I'd go back in time and change it, but I can't
So if the chain is on your door, I understand
Oliver Queen
A casa de Felicity desapareceu na névoa, levando consigo o som do choro dela e a lembrança aguda de uma promessa que não cumpri. Fui arrastado novamente pela bruma, que diferente da anterior era mais cinzenta e espessa, quase sufocante, como se de alguma forma estivesse refletindo o peso que agora havia em mim.
Quando finalmente a névoa se desfez, não foi como das outras vezes que tive uma imagem clara de onde estava. Estava escuro, frio e cheirava a mofo e abandono. Esbarrei-me em um móvel pesado coberto por um lençol, fazendo poeira fina se espalhar no ambiente dançando em uma fresta de luz.
– Onde estamos? – perguntei, minha voz ecoando no espaço grande demais. – Parece...
Meus olhos aos poucos se acostumaram à luz rarefeita e engasguei reconhecendo a escadaria dupla. Reconheci também o lustre de cristal, agora coberto por teias de aranha e uma camada grossa de sujeira.
– A Mansão Queen – sussurrei, horrorizado. – O que aconteceu? Falimos?
– Pelo contrário – a voz de Tommy soou calma, ecoando no vasto hall vazio. Ele caminhou até um dos móveis cobertos por lençóis brancos, passando o dedo pela poeira. – As ações da Queen Consolidated nunca estiveram tão altas. Você triplicou a fortuna da família, Oliver. Você é, oficialmente, o homem mais rico de Starling City, e o décimo quinto no país, segundo a Forbes.
– Então por que... por que está assim?
– Porque é uma casa grande demais para uma família que não existe mais – Tommy respondeu, limpando uma teia de aranha que se enroscava em seu ombro.
– Minha mãe... Thea... – o pânico subiu pela minha garganta. – Elas morreram? Quanto tempo avançamos no futuro?
– Não. Elas apenas foram embora. – Tommy fez um gesto para a lareira que, curiosamente, ainda tinha alguns porta-retratos, embora empoeirados. – Se passaram quinze anos, elas seguiram com suas vidas, Ollie.
Caminhei naquela direção pegando uma das fotos. Era Thea. Ela parecia mais velha, eu diria uns vinte e cinco anos. Ela estava linda vestida de noiva. Sorria com amor para um homem ao seu lado e segurava um buquê de flores do campo, do seu outro lado estava minha mãe, com algumas rugas a mais, porém ainda tão elegante como sempre.
Franzi o cenho, perscrutando as demais fotos ali.
Eu não estava em nenhuma delas.
– Você perdeu o casamento – Tommy explicou, lendo minha mente. – Sua mãe levou Thea no altar. Havia um contrato milionário em Londres naquela semana. Claramente mais importante que o casamento da sua única irmã, né, Ollie. – Tommy completou com ironia. – É claro que você mandou um cheque generoso de presente. – Senti vergonha de mim mesmo – Thea chorou no banheiro da igreja por vinte minutos antes que conseguissem acalmá-la para iniciar a cerimônia. Depois disso sua irmã parou de falar com você, não que você tenha tentado falar com ela.
– E minha mãe? – Tentei mudar de assunto, eu não poderia ter errado com as duas.
– Moira se mudou para Central City para ficar perto da filha e dos netos. – Tommy continuou.
– Eu tenho sobrinhos? – Perguntei com um pequeno sorriso.
– Dois, mas você não conhece nenhum deles. – meu coração se tornou mais pesado, a angustia crescendo em mim, o pequeno sorriso se desfazendo. – Moira mandou alguns cartões com fotos, mas você apenas jogou na gaveta do escritório para ver depois, o depois nunca aconteceu. A última vez que você viu sua mãe foi há sete anos, quando ela lhe entregou as chaves da mansão que tem estado fechada desde então. Como um mausoléu. Ou um troféu de reconhecimento ao seu sucesso financeiro e ao seu fracasso como filho e irmão.
Larguei a foto, sentindo como se ela queimasse meus dedos. O vidro bateu no chão de madeira, se estilhaçando.
– Chega – murmurei. – Eu não quero ver mais isso.
– Falta uma pessoa – Tommy disse. – A única pessoa que você realmente achou que estava salvando.
Meu coração se tornou ansioso sabendo que veria Felicity novamente.
O cenário mudou. A poeira e o frio da mansão foram substituídos por calor, cheiro de biscoitos assados – e não carbonizados dessa vez – Sorri, pensando que Felicity finalmente conseguira, só precisou de quinze anos. Estávamos em uma cozinha ampla, com vista para um jardim acolhedor. Não reconheci a casa, mas reconheci o homem de costas, usando um avental e cortando legumes com precisão.
Ray Palmer.
Uma garotinha de uns seis anos corria ao redor da ilha da cozinha, rindo e tentando roubar pedaços de cenoura. Ela tinha cabelos loiros e usava óculos grandes demais para o rosto, que escorregavam pelo nariz exatamente como...
E então eu a vi.
Felicity estava encostada no balcão, segurando uma taça de vinho, observando a cena. Estava mais velha, mas ainda a mulher mais linda que já vi.
– Precisa de ajuda? – Ofereceu ao marido.
– É mais seguro manter você longe das facas e do fogão – brincou Ray, sorrindo para a menina. – Mantenha a distância regulamentar, Srta. Smoak-Palmer.
– Ela conseguiu – sussurrei, sentindo um misto de alívio e de algo morrendo dentro de mim. O ciúme era um veneno que causava uma morte lenta. – Ela construiu uma família. Ray cozinha para ela, porque ela continua sendo uma negação na cozinha... – Tentei sorrir, mas doeu. – Ela está feliz.
– Você está mesmo feliz com isso, Oliver? – Tommy perguntou, sua voz neutra.
– Sim – menti, ou tentei mentir para mim mesmo. – Eu sempre quis um futuro em que ela pudesse estar com alguém que a amasse, que cuidasse dela. Ray parece um bom homem.
– E alguém que ela ame? – Tommy rebateu, virando-se para mim. – Isso não é importante também?
Apertei os olhos, observando Ray colocar a menina sentada no balcão e beijar o topo da cabeça dela. Felicity sorriu para os dois.
– Eles claramente se amam, Tommy – apontei. – Olhe para isso. É a imagem perfeita. Parece um comercial de margarina. Eles têm tudo.
Tommy soltou uma risada seca, sem humor algum.
– Eles vão se divorciar – ele disse simplesmente. – Estão apenas esperando o final das festas para contar à filha.
O chão pareceu sumir sob meus pés.
– O quê?
– Olhe com mais atenção, Oliver. Não para o cenário, mas para eles.
Obedeci. Forcei meus olhos a verem além da superfície.
E então eu vi.
Vi como Ray passou por Felicity para pegar o sal e eles não se tocaram, ao contrário Felicity recuou dando um passo para trás, aumentando o espaço entre eles. Vi como o sorriso de Felicity não chegava aos olhos. Vi como eles evitavam olhar um para o outro, focando toda a atenção na criança para não terem que lidar com o silêncio.
Era uma coreografia de civilidade, não de amor.
– Ela vai encontrar outra pessoa – falei, tentando desesperadamente encontrar uma saída para a culpa que me esmagava. – Ela é incrível. O Ray não era o cara certo, mas ela vai encontrar alguém...
– Pare de ser um idiota, Oliver! – Tommy perdeu a paciência, sua voz estalando como um chicote. – Como se ela fosse capaz de amar outra pessoa depois de você!
– Tommy...
– Ela tentou, Oliver! Ela tentou por quinze anos preencher o buraco que você deixou. Ela se casou com o cara perfeito, teve uma linda filha, construiu essa vida de comercial... Mas você não pode obrigar o coração de alguém a amar.
Na cena à nossa frente, Ray pegou a menina no colo e saiu da cozinha. A garotinha estava animada, iam comprar sorvete. E no momento em que saíram levaram o calor daquela casa com eles. Felicity ficou sozinha.
O sorriso desapareceu do rosto dela instantaneamente, revelando uma exaustão profunda. O silêncio caiu sobre a cozinha, pesado e sufocante. Ela suspirou, caminhando até um armário no canto da sala. Abriu uma gaveta com cartas e revistas velhas. Puxou algo que estava escondido ali no fundo da gaveta, longe dos olhos do marido e da filha.
Me aproximei, já sabendo o que era.
O porta-retratos antigo. Eu, ela e Tommy.
Felicity passou o dedo sobre o meu rosto na foto. A expressão dela era de uma saudade tão devastadora que fez o ar ao meu redor vibrar. Ela apertou a foto contra o peito, fechando os olhos com força, como se tentasse, através do papel, sentir aquele abraço que eu lhe neguei por tanto tempo.
Uma única lágrima desceu por seu rosto, solitária e silenciosa.
– Feliz Natal, Oliver – ela sussurrou para o vazio daquela cozinha perfeita e infeliz. – Aonde quer que você esteja.
Caí de joelhos no chão.
Finalmente aceitando o que fiz. Eu não a tinha salvado. Eu a arruinei.
– Eu não quero isso – solucei, as lágrimas finalmente caindo livremente. – Eu não quero que ela viva assim. Escondendo quem ela ama numa gaveta!
– Então mude isso! – Tommy gritou, sua figura começando a brilhar intensamente. – O futuro ainda não foi escrito, Oliver! Acorde! E vá cumprir sua promessa.
Dessa vez não houve uma neblina.
Houve luz. Clara. Tão dolorosamente luminosa que fui forçado a fechar meus olhos.
Quando abri, Tommy não estava mais lá. E eu estava em meu escritório na Queen Consolidated, sentado em minha cadeira com a cabeça apoiada em uma pilha de contratos. Olhei para o relógio em meu pulso que marcava 22:01.
Ainda era véspera de Natal.
Ergui-me da cadeira, sentindo as pernas trêmulas e o suor frio colando a camisa nas costas. O silêncio do vigésimo primeiro andar era absoluto. Não havia neve caindo dentro da sala, nem fantasmas de terno cinza.
– Tommy? – chamei, minha voz ecoando nas paredes de vidro.
Nenhuma resposta. Apenas o zumbido distante da cidade lá fora.
Passei a mão pelo rosto, tentando afastar a sensação de vertigem. Teria sido um sonho? Uma alucinação provocada pela exaustão, pelo uísque que eu nem cheguei a beber e pela culpa acumulada de três anos?
– Foi apenas um sonho – murmurei para mim mesmo, tentando regular a respiração e o coração que batia freneticamente. – Um sonho muito intenso.
Caminhei até a mesa para pegar minhas chaves e ir para casa – para o meu apartamento vazio e escuro. Mas, ao enfiar a mão no bolso do paletó, meus dedos roçaram em algo pequeno, frio e metálico. Não era possível.
Meu coração falhou uma batida.
Tirei o objeto do bolso.
O diamante brilhou sob a luz fraca do escritório. O anel. O mesmo anel que eu joguei na neve há três anos. O anel que eu procurei desesperadamente e nunca encontrei.
“Guardei para você. Para quando você estiver pronto para merecê-la de novo” a voz de Tommy ecoou na minha memória, junto da lembrança vivida dele pegando o anel no ar.
– Estou pronto, Tommy. – disse – Pronto para cumprir a promessa que nunca deveria ter quebrado.
***
Estacionei o carro de qualquer jeito em frente a pequena casa do subúrbio que vi em minha viagem pelo presente com Tommy. Desci do carro com pressa, sentindo a neve cair pesada sob meus ombros. Eu havia esquecido meu casaco, mas eu não sentia frio. Meu coração, antes feito de gelo puro, havia derretido aceitando o amor que ali queimava.
Bati na porta. Três vezes. Ouvi passos leves. O som da tranca girando.
A porta se abriu apenas um pouco.
E lá estava ela. Exatamente como na visão do Presente. O vestido curto vermelho da festa de Helena, pés descalços e seus olhos... seus lindos olhos estavam vermelhos e inchados pelo choro recente, ela apertava algo contra o peito. A foto. A nossa foto com o Tommy.
Exatamente como na visão do presente que me foi mostrada.
– Oliver? – ela piscou, confusa, a voz embargada de choro. – O que aconteceu? Aconteceu algo com a Thea? Com a sua mãe?
– Não – respirei fundo, tentando acalmar meu coração. – Elas estão bem.
– Então o que você está fazendo aqui? – ela recuou um passo, defensiva, limpando o rosto rapidamente. – Deveria estar na mansão. É véspera de Natal.
– Eu sei onde deveria estar, Felicity. E é exatamente onde eu estou. – Seu olhar para mim era desconfiado. Não podia julgá-la, não depois do que fiz.
– Oliver, vá embora. – me dispensou — Eu não consigo lidar com seja lá o que for isso, hoje.
Felicity tentou fechar a porta, mas eu coloquei a mão na madeira, impedindo-a. Não com força, mas com firmeza. Eu sabia que deveria ser gentil, mas tudo em mim gritava em urgência para impedir aquele futuro e consertar o presente.
– Eu demorei três anos para perceber uma coisa, Felicity. – ela parou, olhando para mim com desconfiança e mágoa.
– Perceber o quê? Que você estava melhor sem mim? Porque você deixou isso bem claro quando foi embora. – Ali estava, a dor da rejeição afiada como se não tivessem se passado três anos.
- Não. Definitivamente não – dei um passo à frente, invadindo o espaço pessoal dela, ignorando o frio, ignorando tudo, exceto a necessidade de consertar o que quebrei. – Demorei três anos para perceber que eu não sou o único que precisa de perdão aqui. Eu tive um sonho hoje, Felicity. Um sonho com o Tommy. – Falei suavemente. – Foi tão real que eu podia sentir o frio que fazia naquela noite. E nesse sonho, eu finalmente entendi algo que por estar tão focado em mim mesmo e na minha culpa que deixei passar por três anos.
Felicity franziu a testa, confusa.
– Do que você está falando?
Olhei nos olhos dela, sustentando o olhar com toda a sinceridade que eu possuía.
– Acidentes acontecem, Felicity.
Ela estremeceu com a palavra "acidente".
– Oliver, por favor... Apenas vá embora.
– Acidentes acontecem – repeti, a voz firme e gentil. – E não é culpa de ninguém. Se martirizar pensando no que poderia ter feito para evitá-los... pensar em "e se você não tivesse com o carro de Tommy naquele dia?" ... Isso não leva a nada.
Ela me encarou, os olhos arregalados.
– Hoje eu consigo ver – Dei mais um passo, diminuindo a distância entre nós. A porta agora escancarada, a neve entrando na sala. Mas Felicity parecia completamente alheia a isso. – Você acha que a culpa é sua.
– Se eu não tivesse deixado para comprar as malas em cima da hora. – ela soluçou, a barreira se rompendo. – Tommy teria dirigido para casa no carro dele. Ele não estaria com você. Ele estaria vivo.
– Felicity...
– É minha culpa, Oliver! – ela gritou, a confissão rasgando o ar. – Você foi embora porque não conseguia olhar para mim sabendo disso!
– Não! – Segurei os ombros dela com firmeza, sacudindo-a levemente para que ela me escutasse. – Eu fui embora porque eu sou um covarde. Eu fui embora porque eu não suportava a ideia de ter causado o acidente. – me apressei a me explicar – Eu não suportava te olhar sabendo que tirei seu irmão. E pensei que me afastando de você, seria punição suficiente para pagar pelo o que fiz.
– Oliver...
– Me escuta, Felicity. – Olhei no fundo dos olhos dela, colocando toda a convicção que eu tinha na minha voz. – Eu conhecia o Tommy melhor do que ninguém. Você o conhecia. Ele te amava mais do que qualquer pessoa no mundo. Se ele estivesse aqui agora, ele estaria furioso. Não com você. Mas conosco.
Ela parou de lutar contra o choro, prestando atenção.
– Ele estaria gritando que foi um acidente. Que acidentes acontecem. – Levei a mão ao rosto dela, secando uma lágrima com o polegar. – Ele estaria nos chamando de idiotas por desperdiçarmos a vida que ele não teve a chance de viver. Ele jamais, em um milhão de anos, culparia você por pegar um carro emprestado.
– Você acha? – a voz dela era um fio de esperança.
– Eu não acho. Eu sei. – Encostei minha testa na dela. – Naquele meu sonho... ele me disse para parar de ser estúpido. E me ensinou que única tragédia maior do que a morte dele, era nós dois estarmos vivos e mortos por dentro ao mesmo tempo.
Ela desmoronou em meus braços. Não o choro contido que ela mostrava ao mundo, mas o choro feio, alto e libertador que ela guardava há três anos. Eu a segurei, sendo o porto seguro que prometi ser um dia.
Ficamos ali por um longo tempo, até que os soluços dela diminuíram. O relógio na parede tiquetaqueava, marcando os segundos de uma nova chance.
– Eu senti falta disso – ela sussurrou contra meu peito. – Do seu abraço.
– Eu senti falta de tudo. – Afastei-me apenas o suficiente para olhar o rosto dela. – Eu terminei com você porque achei que estava te protegendo. Achei que se me afastasse, a dor iria embora. Mas eu só congelei nós dois. Eu quebrei a promessa que fiz para Tommy. Eu quebrei seu coração.
– Oliver...
– Mas eu não quero mais ser frio, Felicity. Eu cansei do silêncio. Eu quero o barulho, a bagunça. Eu quero os biscoitos queimados. Eu quero você.
Felicity fungou, um pequeno sorriso trêmulo aparecendo nos lábios.
– Eram biscoitos sabor carvão.
Ri, um som de puro alívio.
– Eram horríveis. E eu comeria todos eles agora se você me pedisse.
Afastei-me e enfiei a mão no bolso do paletó. O relógio na parede começou a bater. Meia-noite. Felicity arregalou os olhos quando viu a caixinha de veludo.
– Você guardou... – ela sussurrou.
– Na verdade... Ele foi guardado para mim. – admiti, lembrando do Tommy desacelerando o tempo e pegando-o no ar. – Esperando o momento em que eu fosse digno de você.
Ajoelhei-me. Ali, no chão gelado da entrada da casa dela, sem a pompa de um jardim decorado, ela descalça e com maquiagem borrada. Era perfeito.
– Eu estou pronto agora – olhei para ela. – Felicity Smoak, você aceita salvar esse homem teimoso? Aceita ser minha família, meu passado, meu presente e todo o meu futuro?
Ela não hesitou. Ela caiu de joelhos na minha frente, jogando os braços ao redor do meu pescoço.
– Sim – ela sussurrou contra a minha boca. – Sim, seu idiota. Sim.
Coloquei o anel no dedo dela. Ainda servia perfeitamente. Lá fora, os fogos de artifício estouravam. Mas o verdadeiro milagre estava acontecendo aqui e agora.
Olhei para o lado, para a foto caída no tapete. Por um segundo, apenas um segundo, a luz do abajur incidiu sobre o vidro de uma forma que fez parecer que Tommy estava piscando para mim.
Sorri, apertando Felicity mais forte em meus braços. Feliz Natal, Tommy, pensei. Promessa cumprida.
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