Back To London
5 Era Ela.
Notas iniciais
Abril de 1949 – Interior da Inglaterra.
Pov. Pedro.
Precipitado?
Não.
Apenas cheguei a conclusão de que era a hora certa. Eu estava completamente ciente de que era ela. Não restara nenhuma dúvida.
Seu sorriso iluminava meu mundo, sua voz era música para meus ouvidos...
Era ela.
Ouvi passos vindo em minha direção, o salto fazendo barulho contra o assoalho do corredor. Pus-me de pé.
-Está pronta? — perguntei mesmo tendo a resposta diante de meus olhos. Júlia estava acompanhada de Dona Marta. Ela usava um vestido vermelho, simples, com sapatos bege e um colar de pérolas. Seus cabelos estavam soltos com apenas uma presilha na lateral.
-Sim, já podemos ir. — ela sorriu. Ofereci meu braço a ela que aceitou imediatamente.
-Bom passeio! — Dona Marta desejou quando passamos pela porta.
Nós estávamos passando o fim de semana no chalé do Professor Kirke. Eu trouxe Júlia para conhecer seu “tio”, conversei com o Professor e ele aceitou adotá-la como sobrinha. Para melhorar as coisas, Júlia se deu muito bem com ele e com Dona Marta. Nós combinamos todos os detalhes da vida de Júlia em Londres.
Agora é o final da tarde de sábado e eu estava levando Júlia para dar uma volta pelos bosques floridos que havia nas redondezas.
-Dona Marta é um amor de pessoa! — disse ela, enquanto andávamos devagar, de braços dados.
-Você é a primeira pessoa que diz isso.
-Nós nos demos muito bem! — continuou.
-E o que você achou do seu tio?
-Own, o Professor é um amor de pessoa! E as histórias que ele conta?! São simplesmente incríveis! Quem diria, não é mesmo? Eu, sobrinha de Lorde Digory! — ela comemorou. — Só você mesmo para me proporcionar isso, Pedro... — ela deitou a cabeça em meu ombro, abraçando meu braço. Suspirou. — Estou tão feliz...
Eu sorri.
-Eu deixo você feliz?
Nós paramos de andar e eu a olhei nos olhos. Júlia sorriu largamente.
-Muito!
-Que tal se isso durasse para sempre? — questionei de forma inocente, mas conseguindo levar a conversa para o rumo que eu queria. — Nós dois... Juntos... Para sempre... O que você acha?
-Seria maravilhoso... — ela corou.
Eu sorri ainda mais antes de beijá-la rapidamente.
-Isso é um sim?
-Sim?
-É... — enfiei a mão no bolso da calça de onde tirei um anel. Júlia cobria a boca com uma das mãos, reprimindo a surpresa, os olhos arregalados e brilhantes de emoção. Peguei sua mão delicadamente. — O que eu quero saber – falei, olhando intensamente em seus olhos. — É se você aceita dividir sua vida comigo... Se você aceita ficar ao meu lado para sempre...
-Pedro... Pedro, você está... Me pedindo em casamento...? — seu sorriso era ofuscante e ela quase não conseguia falar.
-Estou. — saiu com o ar.
-Então a resposta é sim! — ela saltou em meu pescoço. Girei-a agitando as flores aos nosso redor. — Sim! Sim! Sim!
Nós ríamos. Parei de rodá-la e Júlia pousou os pés no chão novamente. Coloquei o anel em seu anelar direito e selamos nosso compromisso com um beijo apaixonado e longo.
Sim, era ela a mulher da minha vida.
Notas finais
E vocês amados leitores, o que acharam?
Vejo vocês nos reviews!
Beijokas!!
Fale com o autor