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8 Capítulo 8


Capitulo 8. O lago

Roy e Riza estavam sentados sobre uma toalha quadriculada, abraçados.

- Não acredito que até isso você armou! – Riza disse tirando uma fruta da cesta de piquenique

- Eu te disse que esse passeio seria especial, não disse? – ele disse beijando-lhe o rosto

- Foi bastante especial. Mas Roy... Temos que acabar com essa farsa... Você tem uma noiva.

- Ela já levou chifres por anos... Um a mais não vai fazer diferença. – ele se preparou para beijar Hawkeye, mas ela se levantou ofendida. – Riza?

- Acha que eu quero ser a sua amante? A mulher que o ajuda a quebrar a promessa que fez aos pais dela? Roy eu não quer ser \'a outra\', se eu tivesse que ficar com você, só seria como esposa...

- Como você sabe da promessa?

- Não vem ao caso.

Ela começou a andar para o carro, mas ele a alcançou e segurou o braço dela.

- Eu não quis dizer que você será minha amante... Mas eu não conseguirei viver sem você Riza! Não conseguirei viver ao lado dela para o resto da minha vida! Não é ela que eu quero que ocupe o lugar de esposa! Essa mulher é você.

- Se não quer ficar ao lado dela todas as noite, então saia com uma daquelas moças que você encontra em cada esquina. – ela tentou se libertar, mas ele era forte demais.

- Não permitirei que tudo fique assim, Riza.

Então, ele a puxou para si e a beijou apaixonadamente, era a ela que ele amava e nenhuma promessa iria mudar isso, nada iria.

- Eu te amo, e isso não é uma mentira, a Anita é uma pessoa na qual eu prometi ajudar, e você é a mulher da minha vida.

- São belas palavras, coronel, mas devem ser as mesmas que você diz a todas com quem você sai.

- Claro que não Riza! Estou sendo sincero!

Ele a puxou contra seu corpo, ela repousou a cabeça no ombro dele sentindo as mãos dele acariciar suas costas.

- Fique comigo, por favor.

- Roy...

- Não negue esse sentimento que você guarda há tanto tempo... Não me negue a única chance que tenho de ser feliz.

- Não poderemos viver esse conto de fadas para sempre.

- Será para sempre enquanto durar.

- Mas não será o suficiente.

- Esquece, Riza. Esquece a Anita, o tempo, o quartel. Tudo. Somos só eu e você.

Ele a abraçou fortemente, Hawkeye repousou a cabeça em seu peito, o perfume que ele exalava estava começando a deixá-la inebriada. Era assim que queria ficar com ele, mas queria que fosse para sempre.

- Eu te amo, Riza. Essa é a única coisa que você não deve duvidar. Você é a mulher que preenche meu coração.

- Mas não é certo com a Anita...

- Não deixe que ela estrague nossa felicidade, ela está longe, não pode fazer nada para nos atrapalhar.

Ele disse erguendo o rosto dela, e depois a beijou intensamente, Riza tentou resistir, mas não conseguiu, pois sabia que ele era o único que a fazia perder o autocontrole. E apenas um sorriso dele a fazia tremer as pernas (embora ela conseguisse disfarçar bem).

- É melhor a gente ir. Está escurecendo. – ela falou tentando desviar o olhar daquelas gemas tão negras.

Ele suspirou pesadamente.

- Está bem.

- Vamos. – ela tomou a dianteira e foi para o carro.

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- Boa tarde, eu estou procurando o coronel Mustang. – Anita disse quando encontrou um homem alto, e musculoso no meio do corredor. – Eu Anita, a noiva dele.

- Oh, olá senhorita Anita! – Armstrong falou brilhando.

- Eu posso falar com o meu noivo?

- Como assim? Você não sabe?

- Saber o que? – ela perguntou com uma sobrancelha erguida.

- O coronel foi para a casa dos pais dele com a tenente Hawkeye. Ele não te contou?

- ELE O QUÊ?! – ela falou exaltada.

- Sim. E disse que não sabia quando voltava.

- GRRR! COMO ELE TEVE CORAGEM?! ELE VAI VER... – ela disse enfurecida enquanto deixava o QG com passos pesados.

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O trajeto de volta para a mansão dos Mustang foi silencioso, Roy abriu a boca algumas vezes para falar, mas acabou não dizendo nada. E, Riza apenas se limitou a observar a paisagem.

Chegaram na casa, as luzes já estavam acesas e podia ver as silhuetas de Lucia na cozinha preparando o jantar.

- Riza... – Roy murmurou chamando a atenção da tenente.

- O quê...? – ela virou o rosto para encará-lo, mas quando o fez foi surpreendida por um beijo do coronel.

Ela tentou não corresponder, mas foi totalmente inútil, e logo deixou que a língua dele deslizasse para sua boca, enquanto ela levou uma mão até a nuca dele para trazê-lo mais para perto.

Ficaram alguns minutos se beijando quando a razão de Riza voltou e ela o empurrou.

- Coronel! – exclamou completamente corada e ofegante. – Alguém poderia ter nos visto!

- Mas valeu a pena. – ele tocou seu rosto suavemente, um arrepio correu a espinha de Riza.

- Bobo. – ela disse antes de abrir a porta do carro e sair.

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- Oh, boa noite! Onde vocês passaram o dia? – Lucia perguntou simpática.

- Eu e a Riza fomos dar uma volta de balão.

- Balão?

- É. Tinha um aqui na cidade.

- Que maravilha! É uma experiência e tanto ver a cidade de cima, não é? – ela perguntou a Riza.

- É... – Ela respondeu encabulada

- Os campos de jasmim! Quando eu era criança eu sempre passava por eles todas as tardes e sempre pegava uma flor de jasmim, para colocar num vaso que eu deixava na janela de meu quarto! – Lucia disse sonhadora.

- São flores realmente bonitas, mesmo. – Riza comentou.

- Mãe... – Mas Roy decidiu interromper a conversa ou então iria durar horas e horas – O jantar? A Riza deve estar faminta.

- Sim, verdade! Está sim. Venham, vou mandar a empregada chamar a Luciana.

A moça que trabalhava na casa dos Mustang subiu as escadas para chamar a mustang caçula que logo desceu.

- Oi mano, oi Riza. – ela disse com um sorriso malicioso no rosto – Onde estavam?

- Fomos dar um passeio. – Roy limitou-se a responder.

- Eles foram de balão! – Lucia disse feliz.

-Hum... Que romântico... Um balão, na maior altura, sem chances de escapatória... – Luciana dizia com um ar malicioso o que fez Riza corar da cabeça aos pés.

- Vê se cresce, Luciana. – Roy disse e puxou Riza para a sala de jantar.

\"Pelo visto, meu plano deu 100 certo!\" – ela pensou animada.

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No dia seguinte...

- Riza. – Roy batia no quarto da moça.

- O que foi, Roy?

- Vamos. – ele pegou a mão dela e estava pronto para sair arrastando-a pela a casa, mas Riza puxou a mão de volta.

- Vamos pra onde? – ela ergueu uma sobrancelha.

- Sair para ficarmos a sós, ou você quer que eu te beije no meio da sala? – ele disse em um tom maroto.

- Eu não estou muito disposta, Roy...

- Eu não vou aceitar um não! – ele falou fazendo o maior bico parecia até um menino de cinco anos.

- Aff... Está bem... Não tenho outra alternativa. – ela resmungou.

Os dois desceram as escadas, não havia ninguém ali. Luciana havia saído com umas amigas da faculdade, Lucia saíra para fazer compras e Marcos estava na casa de Camila para uma tarde de xadrez com o seu querido genro.

- Aonde nós vamos, Roy? – Riza perguntou

- Espere e verá.

- Mas...

- Sem \'mas\'...

Os dois foram a pé até a queda d\'água que Roy havia mostrado à Riza antes, o lugar era bem calmo e só os dois estavam ali, não havia ninguém para incomodá-los.

- Esse lugar é maravilhoso. – Riza falou enquanto se aconchegava entre os braços de seu amado. – Por que nunca há ninguém aqui.

- Talvez por que ninguém saiba desse lugar.

- Isso é meio impossível, Roy...

- Estamos próximos ao centro. Nenhuma daquelas pessoas largaria uma tarde de compras para ficar aqui vendo a água cair, sabe.

- O que é um desperdício.

- Aos poucos as pessoas foram esquecendo que esse lugar existia. E, se ainda lembrassem não seria tão lindo, com certeza estaria todo poluído.

- Huh... Não respeitam nem a natureza.

- Sabe, Riza, eu adoro esse seu senso de justiça. E é por isso que você é meu braço direito lá no QG.

- Ora, não seria por que eu sou eficiente e por que você me ama, coronel? – ela brincou, mas o comentário teve outro efeito em Roy.

Ele a deitou na grama e a beijou intensamente, desceu seus beijos paro o pescoço de sua amada. Porém Riza não estava disposta a ceder. Ela logo o afastou.

- Não, Roy... – ela disse num tom suplicante.

- Tudo bem, eu entendo.

Roy voltou a sentar, mas Riza foi para perto do lago, tirou os sapatos e os mergulhou dentro d\'água, e ficou batendo os pés, Roy a olhava, parecia uma criança brincando na água.

Ele se aproximou novamente dela – ela estava tão entretida com a água e a paisagem que não notou a aproximação – E a abraçou fortemente, e depois, depositou um beijo estalado na bochecha dela.

- Eu te amo. – Ele sussurrou no ouvido dela, o que fez com que o coração da tenente começasse a bater que nem louco dentro do peito, e seu rosto ficasse em brasa, e somente ele conseguia causar tudo aquilo nela.

- Você é fofo Roy...

- Eu sou fofo? – ele perguntou com expressão divertida.

- Muito. – ela dizia enquanto parava de \'brincar\' com a água e se voltava para ele. – E é por isso que eu te amo tanto assim...

E se beijaram... Por vários minutos, sem se importar com o ar que começava a faltar.

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- Chega, Roy... – Riza disse afastando seu amado que não conseguia parar de beijá-la.

- Só mais um pouquinho...

- Não! Já está escurecendo!

- Eu só saio daqui se você me der um beijo! – Roy protestou, ela girou os olhos

- Está bem. – ela se aproximou e o beijou intensamente. – Vamos.

- Vamos. – ele roubou outro beijo dela.

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Chegaram na casa já de noite, estavam felizes e isso podia ser facilmente visto, mas quando entraram toda aquela felicidade se esvaiu. Roy sentiu o corpo gelar e Riza ficou estática no meio da sala.

- Boa noite, Royzinho. – Anita disse.

- Anita?! O que faz aqui?? – Roy perguntou incrédulo, pedindo que aquilo tudo não passasse de um pesadelo.