Notas iniciais
É só um capítulo :D
*A música é em inglês, mas postei a letra em português. Quem quiser a letra original pode acessar o site: http://letras.terra.com.br/taylor-swift/1750861/
*A letra da música está postada em negrito.

Estou tão feliz que você arranjou tempo para me ver

Como está a vida? me diga, como está sua família?

Não os vejo faz tempo

Você está tão bem, mais ocupado do que nunca

Conversa fiada, trabalho, o clima.

Sara abriu a porta do apartamento e deu de cara com Greg. Espere aí, Greg? Sim, era ele. Enfim ele estava procurando-a, por motivos ainda não esclarecidos. Dadas as atuais circunstâncias, os motivos deviam ser aterradores. Depois de um momento digerindo a informação de que Greg estava em frente á sua porta, vindo finalmente visitá-la, Sara deu espaço para ele passar. Os cômodos de seu apartamento, já tão familiares para Greg, pareciam zombar do silêncio entre eles. Mesmo que trabalhassem juntos, já fazia tanto tempo que sequer se dirigiam um ‘oi’ que fosse ao outro.

- Tempo friozinho, não é? – Sara perguntou para quebrar o gelo entre eles.

- Pois é. – Greg respondeu, sem ter certeza do porquê de ter ido ao apartamento de Sara. Podia ser porque sentia sua falta? Mesmo ela sempre rejeitando-o, ele continuava insistindo naquele amor que parecia que nunca seria correspondido.

Você levantou sua guarda e eu sei porquê

Porque a última vez que você me viu

Ainda está marcada na sua mente.

Você me deu rosas, e eu deixei que elas morressem

Sara observou Greg cuidadosamente. Sua postura estava rígida, como se tivesse que enfrentar uma longa batalha. Com um gosto amargo na boca falou para si mesma que a culpa era toda dela. Greg havia se declarado á moda antiga, com serenata e rosas, de baixo da neve de dezembro que os consumia. Mas Sara havia deixado as rosas de lado, para morrer.

Aqui estou eu engolindo o meu orgulho

Na sua frente pedindo

Desculpas por aquela noite

E eu volto para dezembro toda hora.

Acontece que a liberdade não passa de saudades de você

Queria que eu tivesse percebido o que tinha quando você era meu

Eu voltaria para dezembro, mudaria de ideia

E faria tudo certo

Eu volto para dezembro toda hora

- Greg, me desculpe. – Antes que pudesse fechar sua boca, as palavras já estavam jorrando como se fossem uma última golfada de sangue de um corpo ferido á mercê da morte. – Me desculpe por aquela noite, por rejeitar você e não dar valor aos seus sentimentos. — Todo momento Sara voltava para dezembro, como se com a mente pudesse ser capaz de mudar as palavras afiadas como punhais que havia proferido contra Greg. Ele se retraiu ao ouvir aquele pedido de desculpas, e com uma expressão de dor no rosto, levantou-se do sofá. Se ela pudesse desafiar as leis da cinética física e voltar no tempo, faria tudo diferente. Sentia tanta falta de Greg.

Não tenho dormido ultimamente

Ficando acordada relembrando de como fui embora

Quando seu aniversário passou,

E eu não liguei, Eu penso no verão

Todas as horas bonitas

Eu assistia você rindo do lado do passageiro

E eu percebi que amava você no outono

Depois veio o frio

Com os dias escuros, quando o medo se arrastou na minha mente

Você me deu todo o seu amor,

E tudo o que eu lhe dei foi um adeus

Eram notáveis as olheiras de Sara. Ela nunca conseguia dormir por uma noite inteira. Acordava no meio da madrugada, suando frio e com um nó na garganta. Ela se lembrava nitidamente do exato momento em que deu as costas para Greg, para seu verdadeiro e único amor. Julho havia chegado e era aniversário de Greg. Todo ano era uma tradição os dois se encontrarem no parque para tomar um sorvete. Não fora assim naquele ano. Simplesmente apenas silêncio por parte dos dois. Por quanto tempo aquele jogo iria durar?

Outono chegava e com isso um sentimento que fazia o coração de Sara bater rápido como se tivesse corrido uma maratona, toda vez que via Greg. Seria amor? Agora que ele nem mais olhava para ela, ela finalmente havia acordado? Á cada dia que esfriava Sara sentia mais e mais a falta de Greg. Falta de sua risada quando estavam juntos. Saudades de seu calor que tornava o uso do ar quente dispensável. Saudades de cada expressão sua, saudades do tempo em que ela era feliz e não sabia. E tudo era culpa dela, Greg havia dado todo seu amor para Sara, e tudo o que ela havia dito fora ‘adeus’.

Sinto falta da sua pele bronzeada, seu doce sorriso,

Tão bons para mim, tão certos

E como você me segurou nos seus braços

Naquela noite de setembro

A primeira vez que você me viu chorar

Ela sentia tanta falta de tudo em Greg. De sua pele que se mantinha bronzeada mesmo quando os dias estavam como o coração de Sara, nublados e frios. Seu sorriso que seria capaz de iluminar a mais densa escuridão. Tudo aquilo que sempre fizera tão bem para ela, agora estava sendo seu veneno, aquilo que a matava aos poucos. Á cada pouco ela tinha um flasback; sua mente voltava para uma noite em que estiveram tão próximos. Depois de uma cena de crime envolvendo uma esposa espancada até a morte, Greg fora a única pessoa que a abraçara. Greg fora a única pessoa que vira Sara chorar. Ele vira como a verdadeira Sara era, por baixo daquela postura dura de quem não queria expressar seus sentimentos. Sara sentia tanta falta da segurança de estar nos braços de Greg.

Talvez isso seja pensamento positivo

Provavelmente meus sonhos sem fundamento

Se nós nos amássemos de novo eu juro que te amaria certo

Eu voltaria no tempo e mudaria, mas não posso

Então se a sua porta estiver trancada, eu entendo

Sara voltou ao presente, ao momento em que encarava um Greg desnorteado. Ela sonhava com aquele momento em que ele a perdoaria. Céus, se tivesse uma última chance, amaria Greg como ele realmente merecia. Com todo o seu amor. Ou se ela simplesmente achasse uma fresta no tempo-espaço e pudesse voltar para dezembro, para daquela vez fazer tudo da maneira certa. Infelizmente ela não podia. Se o coração de Greg estivesse fechado, ela entenderia. Havia feito por merecer. Mas rezava para que tivesse uma última chance. Apenas uma última chance.

Notas finais
E FIM!
Espero que tenham gostado!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!