Back On London

1 Capítulo 1 - Welcome to home


"Toc toc" Foi a única coisa que consegui ouvir antes de sentir alguém me balançando. Resmunguei e vire-me de lado, puxando o edredom mais para cima na intenção de esconder meu rosto no mesmo.

- Querida acorda — E mais algumas leves balançadas.

- Só mais dez minutos, eu prometo — Resmunguei, dessa vez enfiando minha cama embaixo do travesseiro.

- Esqueceu que seu voo sai as duas?

Assim que ouvi aquelas palavras saindo da boca de minha mãe dei um pulo da cama, e por conta disso quase cai. Era hoje, finalmente. Depois de três longos anos finalmente eu iria voltar para Londres. Finalmente iria rever minhas amigas, e amigos. Finalmente iria voltar para minha casa, para o lugar de onde eu nunca deveria ter saído.

Olhei no relógio que ficava no criado-mudo ao lado da cama e o mesmo marcava 09h02 AM. Ainda não consigo acreditar que depois de três anos eu vou finalmente voltar a Londres! Podia jurar que meu coração estava mais acelerado que carro de fórmula 1, acho até que ele pode pular para fora a qualquer minuto.

Peguei meu celular em cima da escrivaninha e rapidamente digitei uma mensagem para Maiara.

"Daqui a mais ou menos 15horas nós estaremos juntas de novo!!!! Não consigo acreditar!"

Sorri sozinha e enviei a mensagem. Maiara é minha melhor amiga desde que me entendo por gente. Nossas mães trabalhavam juntas quando ainda moravámos em Londres; O que contribuiu muito para minha amizade com Maiara ser tão forte assim. Desde que me mudei para Califórnia com a minha mãe que não a vejo.

Foi complicado manter a amizade com milhares de quilômetros e um fuso horário diferente nos separando, mas nos superamos isso. Ela lá arrumou uma amiga nova, Juliana. Que é bem simpática por sinal, sempre que nos falamos por skype e Juli está lá nos conversamos, ela cuidou da Mai nesse meu tempo físicamente ausente, e sou grata a ela por isso.

Infelizmente eu não estou voltando permanentemente para Londres, são apenas férias. Férias essa que eu tive que chorar, fazer drama e greve de fome para conseguir. Minha mãe não queria me deixar ir sozinha, e dizia que vovó não tem mais idade para cuidar de mim — como se eu fosse um bebezinho ainda. Mas com muito sacrifício eu consegui, a convenci me deixar ir.

Separei minha roupa, e terminei de arrumar minha mala de mão. Numa bolsa a parte coloquei meus bebês, Ipod, celular, notebook, todos os meus vícios como minha mãe os chama. Eu prefiro bebês. Girei os calcanhares e segui até o banheiro.

Depois de um longo e delicioso banho eu finalmente estou pronta. Olhei-me a ulima vez no espelho, e certifiquei-me de que não tinha esquecido nada de importante. Agarrei a alça da mala e desci. Com um pouco de dificuldade mas desci. Lá em baixo minha mãe já me esperava com as chaves do carro na mão, e uma cara de "estamos atrasadas mocinha". Sorri amigavelmente em sua direção e ela assentiu negativamente com a cabeça, vindo em minha direção e tomando a mala de mim.

Chegamos ao aeroporto exatamente as 11h30 e meu voo é só as 14h. Aí você para e pensa: O que você vai ficar fazendo aí até às 14h Camila? E eu te respondo: Ouvindo sermão da minha mãe de como devo me comportar, para não falar com estranhos no aeroporto e muito menos no avião, e que assim que o avião pousar é para mim procurar pelo Louis, meu primo que irá me buscar no aeroporto. Passa tempo super legal né? Pois não!

"Voo 674 com destino a Londres, portão 4" aquela voz ecoou por todo aeroporto me fazendo da um pulo da cadeira. Eu já tinha feito check-in então era só embarcar. Assim que minha mãe me soltar. Ela me abraçou assim que a moça disse "portão 4" e não quer me soltar mais.

- Mãe, eu tenho que ir — Disse tentando me soltar de seus braços.

- Promete se comporta? — Ela me olhou com aqueles olhos de cachorrinho quando cai da mudança.

- Prometo mãe, agora eu tenho que ir — Finalmente consegui me livrar de seus braços, e peguei minha bolsa.

- Eu te amo viu? — Ela sorriu, com aquele sorriso de mãe que derrete o coração.

- Eu também te amo, muito — Mandei um beijo no ar e segui até o portão de embarque.

Meu coração saltitava dentro do peito. Minha respiração estava ofegante, e minha mente só conseguia imaginar como seria estar de volta a Londres.

Achei meu lugar e me acomodei. Coloquei o cinto como a aeromoça pediu e em seguida os fones. Seria um voo de aproximadamente onze horas, eu teria que fazer algo para passar o tempo né?

Ao meu lado sentou-se uma mãe com um menino de aparentemente 5 anos. Era lindo, moreno, com as bochechas coradas — devido ao sol com certeza — e os cabelos pretos caídos nos olhos. Ele não parava quieto um segundo. Mas um tempo depois acabou adormecendo, assim como eu.

E o voo seguiu praticamente todo assim: dorme, acorda, come, dorme, acorda, come. Até que finalmente pousamos em Londres. Estava sol, não era aquele sol de torrar como da Califórnia, mas era o sol de Londres, que aquecia os ventos gelados que nos cruzam as vezes.

Peguei minha mala, e segui até a entrada do aeroporto. Pelo que eu me lembro do que minha mãe me disse Louis estaria me esperando do lado de fora. E eu iria reconhece-lo por que, segundo ela, ele não mudou nada.

Assim que cruzei as portas de entrada meu coração acelerou mais uma vez, respirei fundo e passei meus olhos por toda extensão do lugar na tentativa de achar Louis ali. Olhei todos ali parados, mais nenhum deles parecia ser o Louis. Será que ele se esqueceu de mim? Ai Deus!

Vasculhei minha bolsa em busca do celular, precisava ligar para alguém e avisar que cheguei né? Alguém precisava vir me busar. Como vou me lembrar de como chegar a casa da minha avó ou a da de tia Jay, sendo que eu não lembro o caminho? Respirei fundo mais uma vez.

Enquanto procurava na lista de contados o número de Louis ou Mai, que pareciam ter sumido dali de propósito, senti uma mão um tanto quanto gelada grudar na minha cintura. Na hora meu coração parou, virei-me para trás por impulso e dei de cara com... Louis?

- Lo-Louis? — Silabei meus pensamentos. Minha mãe disse que ele continuava o mesmo, mas ele tá.. Grande? Diferente? Mais bonito?

- Cami — Ele me abraçou pela cintura e eu envolvi meus braços envolta seu pescoço — Que saudade nanica!

- Shut up Louis , eu cresci tá? — Disse me soltando de seus braços e colocando a mão na cintura.

- E como cresceu — Ele riu enquanto me olhava de cima em baixo.

- Deixa de ser tarado e me leve para casa, eu estou cansada — Coloquei a mão na testa fazendo drama, e mais uma vez ele riu.

- Claro senhorita Tomlinson, a levarei a onde a senhorita quiser! — Ele fez referencia, e eu lhe dei um tapa.

- Não se esqueça que eu tenho o Morart antes do Tomlinso ok? — Fiz bico — E minha mãe não gosta quando descartam o sobrenome dela.

- Tá, vamos para casa da vovó! — Louis agarrou a alça da minha mala e seguimos até o carro.

Ajudei a colocar a mala na mala do carro, e em seguida pulei no banco do carona do carro. Como o Louis tá diferente, Tia Jay deve tá com um orgulho do que o Boo Bear dela se tornou. Tá ele é meu primo, mas se não fosse.... Credo, pare com esses pensamentos Camila!

- E aí, como tá todo mundo? — Perguntei virando-me para Louis que agora já dirigia.

- Todo mundo você refere-se a quem? — Ele me olhou sério e em seguida soltou um risadinha.

- Todo mundo oras — Dei língua.

Então é verdade o que Maiara me contou, ninguém por aqui se esqueceu da carta que eu fiz para Zayn antes de ir embora. Já faz três anos, bem que poderia esquecer né? Eu estava desesperada, e precisava contar a ele tudo o que eu sentia antes de partir. Porque naquele ano eu pensei que estaria partindo e nunca mais voltaria. Loucura não?

- Estão todos bem, inclusive...

- Que bom — Eu o interrompi antes que ele pudesse concretizar seus pensamentos.

O resto do caminho até a casa de vovó foi tranquilo. Louis me contou sobre todos, inclusive sobre Zayn e Harry. Contou-me também sobre a paixão de Mai, o tal do Niall que ela tanto falava pelo skype, e também sobre o menino que se mudou a um ano para a rua da vovó, Liam. Pelo que entendi Louis, Harry, Niall, Liam e Zayn tinham se tornado amigos inseparáveis. E eles andavam com Mai, Juli e mais uma menina, Gabriela.

Olha que legal, vou chegar como intrusa. Só conheço o Louis, Mai, Juli, Harry e Zayn. Deve ser divertido não? Claro que não, to até vendo já. Todos com piadinhas internas e eu sem entender absolutamente nada.

Pois é isso mesmo que você está pensando, eu estou com ciúmes dos meus amigos. Medo de que eles não sejam mais os mesmo, medo de que esse tempo que eu passei longe tenha mudado algo em relação a mim. Por que de mim em relação a eles não mudou nada. Eu ainda tenho todas as nossas fotos juntos, todas as fotos que Tia Anne, mãe do Harry tirava da gente quando íamos lá brincar e implicar com Gemma. Todas as cartas e presentes que trocávamos em aniversários, natais e qualquer datas comemorativas. Até ação de graças nos trocávamos bilhetes. Os meninos achavam isso gay, mesmo com a idade que tínhamos, mas eu e Mai sempre o convencíamos.

- Bem vinda novamente ao lar — Louis me despertou dos pensamentos abrindo a porta do carro pra mim.

Nós havíamos parado em frente a uma cara branca de dois andares, com um enorme jardim na frente, e um balanço. Balanço que costumava ser meu e de Louis nos almoços de domingo na casa da vovó.

Pude sentir meus olhos se encherem de lágrimas quando desci do carro e vi minha avó parada na soleira da porta. Ela continuava linda, aqueles cabelos grisalhos e curtos na altura do pescoço, ainda preso com uma tiara fina. Aquela boca avermelhada devido ao frio, e aquele cheirinho que só minha avó tem.

Eu praticamente corri até os braços dela, e quanto ela me abraçou de volta eu não consegui mais conter as lágrimas. Estar ali me lembrava o motivo de ter ido embora, e mesmo assim me trazia de volta ao lar, além de me lembrar meu pai... Bom, isso deixa para lá.

- Como você cresceu — Minha avó segurava minha mão enquanto me encarava séria.

- E a senhora continua a mesma — Eu sorri.

- Vamos, entre, fiz bolo — Ela me puxou pela mão — Vem Louis, Daisy e Phoebe estão lá nos fundos.


Notas finais
Espero que gostem, de verdade. É minha primeira fanfic aqui, e ficaria grata se pudessem deixar reviews.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.