Notas iniciais
Peço desculpa pela demora, mas com esta mudança agora aqui no site, eu fiquei quase sem vontade de escrever.

Heather (15), Mary (13), Stella (11), James (9), Beatrice (8)

Julian (18), Sean (12)

Dhani (12)

Zak (12), Jason (10), Lee (8)

John e Ringo (40), Paul (38), George (37)

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8 anos depois

31 De Dezembro de 1979

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-Porque é que eu não posso jogar também? – Sean perguntava seguindo o pai.

-Porque você é ainda é muito novo, Sean.

-É, eu tenho 12 anos! Não sou mais bebé não. E, eu sei jogar Texas Hold ‘Em! Porque Jules pode jogar e eu não?

-Porque Jules tem 18 anos.

-Puxa, que saco ser novo!

John gargalhou e chegou perto do filho. – Quando você tiver minha idade, você vai querer ser novo outra vez. Vai brincar com Dhani e Zak.

Sean não teve tempo de responder de volta quando ouviram Zak berrando para o irmão. – Não, Jason, deixa de ser chato! Não pode brincar connosco!

-Mas, eu só quero brincar, Zak!

-Chega pra lá, caçula! Eu já disse que você não joga, ponto final!

Jason cruzou os braços e fez beicinho se sentando amuado no sofá, bem no meio das duas meninas que brincavam, a sua irmã Lee e a filha mais nova dos McCartney, Beatrice.

-Você está em cima da minha boneca, Jason! – Lee resmungou. Jason, de tão emburrado que estava, deu um puxão na irmã. – PAI! JASON ME EMPURROU!

-Tem que ser isto todos os dias? – Rick perguntou, furioso por causa da briga entre os filhos ser algo habitual todos os dias.

-Mas ele me empurrou, papai! – Lee disse quase chorando, mesmo que Jason nem a tenha magoado. O facto de ser a única menina dava-lhe sempre vantagem.

-É, se Zak me deixasse brincar com ele e Dhani… — Jason se desculpou.

-E precisava empurrar sua irmã? – O rapaz desviou a cara, ainda amuado. — Zak! – Rick chamou e o filho veio ter com ele. – Deixa seu irmão brincar também.

-Ele é um moleque, papai!

-É o seu irmão, Zak. E se eu bem lembro, você sempre adorou brincar com ele.

Zak bufou e colocou o braço em redor do pescoço do irmão. – Ah, tá bem! Vem logo meninão sempre amuado!

-Que se passa com as crianças? – George falou quando Rick se voltou a sentar à mesa para começar o jogo de póquer com John, Paul e Julian. – Deve ser a chuva que lhes faz mal!

-Você fala mas não tem razão pra isso, George! – John disse, distribuindo as cartas. – Seu filho Dhani é uma paz de miúdo!

-Ah, e você fala também e não tem que se queixar, John! – Paul falou. – Jules e Sean se adoram. Agora eu ter que lidar com aqueles cinco, isso sim é obra! Ora são as meninas brigam umas com as outras, ora é James correndo, se escondendo delas porque elas querem bater nele por ele ser ter metido com elas. – Paul suspirou fundo, e continuou. – Aquela casa às vezes é um caos!

-Quem mandou você ser um touro reprodutor, hein? – Rick zombou, fazendo os outros rir. – Se você conseguisse mantê-lo dentro das calças…!

Todos riram, até mesmo Julian, mas Paul foi o único que não riu, dando uma olhada nas cartas.

-É difícil ser um dos homens da casa! – James falou atrás de Paul. – Só há garotas. Ninguém brinca comigo a não ser o papai.

-Vem, — Sean disse. – vem brincar comigo, Dhani, Zak e Jason. Só garotos. Nada de meninas! – Antes de irem para junto dos rapazes, Sean voltou uns passos atrás e falou. – Papai tem um Rei de espadas e um sete de ouros.

-Que é que é isso, rapaz? – John disse, olhando-o por cima das lentes dos óculos redondos, deitando as cartas para o meio da mesa já que todos já sabiam o seu jogo. – Quer que eu perca?

-Você não deixa eu jogar, então eu não deixo você ganhar!

-Mas você me ajuda? – Julian perguntou olhando o irmão.

-A você sim, ao papai não!

-Porque você não ali ter com Stella? – John falou. — Ela tá sozinha, eu sei que você gosta dela-

-Cala a boca, pai! Eu não gosto dela! Eu não gosto de garotas!

-Então você gosta de garotos, é, Sean? – Julian espicaçou.

-Não, eu não gosto de ninguém. Só da mamãe. E mudei de ideias, Jules. Também não vou ajudar você a ganhar só pelo que me disse!

James e Sean se afastaram, indo brincar com os outros rapazes, e Paul pediu. – Nem fala em namorados, John. Já tenho ali minha filha adolescente, saindo com os amigos e tal. Mary também já ficando grandinha. Nem fala, tá bem? Filha adolescente é uma carga de trabalhos!

-Eu sei, Paul. Julian tem dezoito anos!

-Pois, mas você não tem que se preocupar se Julian chega a casa grávido!

John riu e afirmou. – Nisso eu tive sorte. Você tinha que saber fazer mais meninos, assim como eu.

-Mas sabe, não importa. Eu amo muito as minhas filhas, e meu filho, e minha mulher.

-Isto vindo do homem que há quinze anos atrás só se amava a ele próprio! – George falou, que até agora tinha estado muito calado e ausente das conversas. Aliás, como sempre tinha sido ao longo de todos estes anos.

-Cala a boca, tá bom, vareta de guarda-chuva! Você entre nós é o que melhor está!

-Meu Deus, tenho culpa de ser inteligente? – Ele gozou e riu.

-Cavalheiros, podemos começar o jogo ou não? – Julian falou muito sério.

-O garoto deve ter arrancado essas maneiras da Cyn! – Rick gargalhou e John se recostou na cadeira, meio emburrado já que acabara de ser zombado e de não puder jogar esta jogada.

As quatro famílias estavam na sala. Eram vinte pessoas na aquela divisão. Os homens jogavam póquer, as crianças brincavam e as mulheres conversavam. Estavam em casa dos McCartney para celebrar a passagem de ano. Celebravam também o 15º aniversário de Heather.

Celebravam ainda 15 anos de felicidade, amizades e paixões que surgiram. Havia passado 15 anos desde que John, Paul, Rick e George se conheceram. E agora, tantos anos passados ainda continuavam amigos, cada um com a sua família. Eram o quarteto de detetives mais famoso e bem-sucedido de Liverpool, e até de todo o Reino Unido. Foram até recebidos pela Rainha, condecorados com a ordem de cavalaria de EMB.

-Juntem-se todos aqui, está quase na meia-noite! – Linda falou e todos, incluindo as crianças, se colocaram em frente da televisão.

Linda, Maureen, Olivia e Cynthia distribuíam copos e traziam o champanhe para celebrar a passagem de ano. Todos faziam a contagem de decrescente, se juntando aos grupinhos, cada um com a sua família.

10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1… FELIZ ANO DE 1980!

Os casais trocaram beijos, não só entre si, mas entre os filhos e os amigos, e Paul e Linda deram um beijo especial a Heather que acabara de se tornar um ano mais nova. Todos riam e gargalhavam, felizes por estarem todos juntos. E podiam agradecer tudo isto a um bando de canalhas, Soviéticos da KGB. Se não fossem eles, os seus caminhos nunca se teriam cruzado.

Notas finais
Este foi o último capítulo. Espero que tenham gostado.
Eu tenho também um blog que partilho com a Alicia, também daqui da comunidade, aqui fica o link:
http://myladsfromliverpool.blogspot.pt/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!