Back In The USSR
8 Capítulo 8
Notas iniciais
E sim, eu sei que sou sacana em escrever certas coisa! kkkkk
-Ainda não acredito que me convenceste a fazer isto! – Harrison reclamou, os dois esperando, sentados a uma mesa no bar. Os olhos dos dois estavam voltados para o pequeno palco.
-É a melhor forma de aliviares esse estresse todo!
-Eu não estou estressado! – Ele negou. – Mas que isto me vai saber bem, lá isso vai!
Rick tinha convencido George a irem os dois dar uma surra em Eric, por isso foram até ao bar onde ele toca.
-O que é que estás aqui a fazer, George?
O homem em questão olhou para trás, reconhecendo a voz. – O bar é público, posso estar aqui, ou não?
-Com tantos bares na cidade tinhas que vir logo a este? — Pattie contestou com as mãos na cintura. – Tinham de vir logo a este. – Ela corrigiu, vendo Starkey sentado ao lado dele. – Oi, Rick.
O outro só esboçou um sorriso amarelo e acenou com a mão, não se querendo meter na briga. -Nós viemos cá porque ouvimos dizer que tem aqui um músico espetacular e queríamos ver isso! – George falou sarcástico.
-Como se não tivéssemos vindo aqui antes e tu não o tivesses visto! – Pattie encostou na mesa onde eles estavam.
-Esse foi o meu maior erro; foi trazer-te cá e tu babares-te toda para o totó do guitarrista!
-Eu iria conhecê-lo de qualquer maneira, sabes? – Pattie falou seco e de má. – Não iriamos durar muito, sabes bem disso.
-Escusas de ser tão fria. — George disse, também sem um pingo de compaixão por ela.
-Eu estou a ser fria? Tu estás aqui como se nada fosse depois de me expulsares de casa!
-Depois de me teres traído com aquele dali! – Ele apontou para Eric que acabara de subir ao palco. – Querias que eu te deixasse ficar em casa, era?
-Isso parece já ter passado ao lado, ou estou enganada?
Antes que Pattie fosse para uma mesa mais próxima do palco, Harrison teve ainda tempo de falar. – Tens razão, isso já me passou ao lado.
Havia verdade no que ele dissera. Depois da última noite, George mudara de atitude. Passou da fase da dor da traição à fase da repulsão. A última fase seria a de ultrapassar a coisa e partir para outra. Mal ele sabia que isso lhe aconteceria em breve…
Pattie saiu da beira deles e foi para junto do palco, sentando numa mesa. Harrison olhou o parceiro e perguntou-lhe. – O que é que estás aqui a fazer? Não ias levar a Eva num jantar?
-Eu ainda não falei com ela. – Ele desculpou-se.
-E de que é que estás à espera? Do dia de São Nunca?
-Não sei se a encontrarei no Cavern.
-Porque é que ela haveria de lá estar outra vez?
-Ela disse que estava lá em trabalho. Talvez ainda lá esteja.
-Hey, Ritchie? E se o artigo dela for sobre aquilo que estamos a investigar?
Rick deu de ombros, levantando-se. – Não sei, mas ela não vai deixar de fazer o artigo nem nós vamos deixar o caso, por isso não há nada a fazer.
-Eu sei. Mas tem cuidado.
-Não te preocupes comigo! – Starkey disse, dando um tapa no ombro do amigo.
-Não estava a falar de ti, eu sei que te desenrascas sozinho. Têm é cuidado com ela. Ela pode ir investigar para sítios onde não deva.
-Para quem não gosta de jornalistas, estás bem defensor! – Starkey brincou, mas Harrison não falou nada. Ambos sabiam que George estava preocupado pelo amigo, e Eva não era como os outros jornalistas. Além disso, se as coisas rolassem entre eles, ele teria que gostar dela. E ele esperava que as coisas corressem bem para Rick e Eva. A verdade é que Harrison não gostava de jornalistas, mas Eva era exceção. –Agora que eu vou embora, promete-me que não vais fazer nada ao Eric… — Starkey pediu antes de sair.
Harrison suspirou, mas proferiu. -Prometo. Além disso, se fossemos bater no tipo ele ainda se desmontava todo! – Ele brincou. – Agora vai lá.
Starkey levantou-se e colocou a mão no ombro do amigo, repetindo. – Eu espero bem que não lhe faças nada!
-Tchau-tchau! – Harrison falou, empurrando-o. – Eu prometo que não apareço em tua casa amanhã de manhã! – Ele garantiu e viu-o sair.
Verdade é que Harrison não lhe fez nada. Apenas ficou a ver no final Eric e Pattie abraçados. E ficou bem consigo mesmo. Se ela estava feliz com ele, que ficasse. Ele também acharia alguém. O que tinha acontecido era passado, e Harrison não insistiu mais no assunto, saindo calmamente.
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McCartney estava sentado sobre a bancada da sua cozinha, comendo da sua comida improvisada, salgadinhos e cerveja, quando o telefone tocou.
-Peço desculpa, isto deve ser uma má altura-
-Linda! – Ele disse interrompendo a voz do outro lado da linha. – O que aconteceu?
-Ele está aqui à porta. Joe vai embora! – Ela berrou ainda ao telefone.
McCartney conseguiu ouvir as batidas na porta dela e disse. – Não o deixe entrar, eu estou a caminho. – Ele ia pousar o auscultador mas lembrou-se de algo e falou rápido. – Preciso é da morada… — Linda ditou-lhe a morada de casa que ele apontou. – Estou já aí!
McCartney saiu disparado porta fora, indo para a casa de Linda. Quando lá chegou viu um homem lá à porta. Ele tomou a atitude de polícia, chegando-se aos degraus da soleira da porta. – O senhor perdeu as chaves de casa?
Joe não viu outra oportunidade melhor do que esta para mentir. – Sim senhor polícia. Perdia a chave de casa e a minha mulher não consegue abrir a porta. Pode dar uma-
-Porque tenho a sensação que está a mentir? – McCartney cruzou os braços atrás das costas, olhando-o.
-Você não é polícia! A Linda já arranjou namoradinho?
-Para si é agente Paul McCartney dos Serviços Secretos.
-Oh, segurança particular! Ela tem medo de mim?
-Medo não. Está incomodada com as suas presenças.
-Você não me pode prender de qualquer das formas! – Joe falou todo vanglorioso, caminhando para a rua.
-Não, mas posso-lhe dar um tiro!
Joe virou-se rapidamente, para ter a certeza que Paul não o baleava pelas costas. – E perder a sua carreira por ser acusado de homicídio?
-Quem disse que algum dia encontrariam o seu corpo…Joe? – O facto de Paul estar a falar em tom denso e maléfico já estava a assustar Joe, pior mesmo foi quando ele disse o nome dele. Naquela noite escura como um breu, Joe temeu pela vida dele. – É bom que não volte cá mais.
O homem caminhou e Linda espreitou pela janela. Assim que viu que Joe já estava longe, abriu a porta. Foi aí que Paul notou que Linda teria a idade dele. – Obrigada Paul.
-Não sei se ele volta cá mais depois disto! – Ele disse, sorrindo. Ele não sabia porque sorria assim tanto à beira dela. – Mas se ele aparecer, já sabe.
-Não quer entrar? – Linda perguntou, abrindo a porta para trás. – Ia agora jantar. Macarrão com queijo?
O estômago de McCartney roncou e ele fez beicinho, dizendo. – Eu não quero incomodar.
-É o mínimo que posso fazer. Por favor.
-Ok. – Ele disse, limpando os sapatos no tapete da entrada. – Eu até estava a comer salgadinhos com cerveja!
-Isso não é jantar! – Linda riu ao dizer, fechando a porta.
Paul e Linda tiveram um jantar juntos e pouco depois ele saiu, deixando de novo o aviso para que ela lhe ligasse caso acontecesse alguma coisa. Paul caminhou até casa com o mesmo sorriso bobo na cara, lembrando as risadas que tinha dado com Linda nessa noite.
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-Oi amigão. – John falou, quase chorando.
-Papai! – Julian disse do outro lado.
-É o papai sim, filho! – Ele deu uma gargalhada. – Esqueceste o Sergeant Pepper cá em casa. – John disse com o urso de pelúcia sobre as pernas.
-Sergeant Pepper! Sergeant Pepper! – Julian balbuciava do outro lado.
-O pai tem muitas saudades tuas, sabes? Como estás, amigão?
-Estou bem. – Cynthia falava agora ao telefone. — E se te preocupasses mesmo, não ligavas só passadas três semanas.
-Eu não tive tempo, — Ele ouviu Cynthia suspirar do outro lado. – e quis dar-te tempo para pensar.
-Tempo, John. Tempo é o que parece que nunca tens.
-Eu vou dar um jeito-
-Sempre disseste isso, e até agora não conseguiste. Começo a achar que simplesmente não queres saber…
-Não digas isso, Cyn. Sabes bem que não é verdade. Sabes que eu sou louco por ti e pelo Julian.
-Às vezes não parece, John. – Ela disse e começou a chorar.
-Cyn, prometo-te uma coisa: assim que acabar este caso, eu dou um jeito nas coisas. Agora de verdade e de vez. Ok?
-Ok… — Ela sussurrou, fungando as lágrimas.
-Amo-te muito.
-Também te amo, John.
-Papai! – Julian saltou para o colo da mãe e agarrou outra vez o telefone.
-Diz garotão.
-Canta música!
-Tá bom, eu canto, mas só se prometeres que vais logo para a cama.
-Sim! Canta!
John cantou então “Goodnight” para o filho. (n/a: finge que a música já existia nessa altura! E que obviamente não era do Ringo! kkkk)
-Papai ama-te muito, Julian.
O menino já há muito deixava cair o auscultador que Cynthia pegou e disse. – Ele está a dormir. – Cynthia olhou para o filho enroscado no colo dela a dormir. Despediu-se mais uma vez de John e desligou.
John colocou o urso de pelúcia na cama, como se o estivesse a colocar ao lado de Julian e deitou-se sobre a sua cama. Agora que tinha falado com Cynthia, ele sentia-se muito melhor. Sabia que a sua situação não ia chegar ao extremo como a de Harrison. E na verdade, Lennon já sabia exatamente o que fazer para ter tempo para a família.
E claro, enquanto George, Paul e John viviam a sua vida, também Rick fazia o mesmo. Foi até ao Cavern Club, onde pensou que acharia Eva, e não se enganou.
Notas finais
Quer saber do Ringo? Volta cá para o próximo. Vai haver...você sabe!
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