Back From Hell

10 Chapter 10 - My Guardian Angel


Notas iniciais
Ta ruim, eu sei. Capítulo com um pouco de 'Alexstiel', não me matem, ok? :)

'' Consigo, mas irá doer... Muito''

– Ela vai resistir? – Bobby perguntou preocupado.

– Sim, Alexia é forte, com certeza resistira. – Cas disse e sumiu.

– As vezes eu tenho vontade de matar o Castiel. – Sam disse e se retirou, sendo seguido por Bobby.

Dean ficou lá, parado, encarando o corpo desanimado de Alexia.

– Desculpe. – Ele disse, com a voz baixa. – Eu... Eu não quis escutar, eu simplesmente... Desculpe. – Dean segurou a mão fria de Alexia.

– Incrível como você sabe pedir desculpas. – Alexia disse, com os olhos semicerrados.

– Você está bem? – Dean perguntou.

– Tirando a dor na minha boca. – Alexia disse irônica.

– Foi mal. – Dean deu uma risada sem graça. – Já volto.

Dean foi até a sala e deu uns berros para Cas, que apareceu e foi até o quarto onde Alexia estava.

– Castiel! – Alexia levantou-se da cama e abraçou o anjo, que correspondeu o abraço.

– Olá Alexia. – Castiel disse e Dean parou ao lado dos dois, com os braços cruzados e a sobrancelha arqueada.

– Então, dá pra começar logo? – Dean disse.

– Podemos? – Castiel perguntou a Alexia.

– Começar o que?

– Seu processo de ‘’desintoxicação’’. – Castiel disse e Alexia franziu a testa.

– Desintoxicação? – Ela perguntou.

– Sim, podemos fazer você voltar ao normal... Totalmente normal – Castiel disse e Alexia assentiu.

– Vamos logo com isso. – Alexia disse e deitou-se na cama.

– Dean, pegue alguma coisa para amarra-la. – Castiel disse, puxando as mangas do casaco para cima.

– Me amarrar? – Alexia arregalou os olhos.

– Não podemos arriscar. – Dean disse e amarrou os braços de Alexia. – Eu estou aqui.

– Eu sei. – Alexia deu um meio sorriso.

– Então, posso? – Castiel perguntou, Alexia assentiu.

Castiel posicionou a mão no peito de Alexia, o que deixou Dean desconfortável. Uma luz azul saiu da palma da mão de Castiel, fazendo Alexia dar um grito ensurdecedor.

Era como se quinhentas facas a perfurassem, rasgando-a de dentro para fora. Abajures caíram no chão, deixando dezenas de cacos de vidro espalhados e as luzes começaram a piscar.

– O que é isso, Cas? – Dean perguntou, segurando a mão de Alexia.

– É a marca, ‘saindo’ dela. – Cas disse e a luz ficou mais forte, assim como os gritos de Alexia, que poderiam ser ouvidos a quilômetros de distância.

Depois de 15 minutos de gritos ensurdecedores, Castiel tirou a mão do peito de Alexia, que dormia.

– Então... E agora? — Dean perguntou.

– Temos que esperar ela acordar, todos geralmente desmaiam depois da remoção...

–Todos? Quantos Lúcifer já mandou pra fora com a marca?

– Muitos. – Castiel disse. – Ela provavelmente vai voltar com fome, já volto. – O anjo sumiu, deixando Dean falando com as paredes.

* * * * *

– Então, como ela está? – Bobby perguntou a Dean.

– Dormindo, daqui a pouco acorda.

– Esperamos que sim. – Sam disse. – Eu já volto, Dean, as chaves. – Sam pediu e Dean jogou as chaves do Impala para ele.

– Onde vai?

– Comprar um presente de boas-vindas. – Sam saiu correndo, fazendo Bobby e Dean rirem.

– Então, acho que tem um caso em São Francisco... – Bobby disse para Dean, que observava Alexia dormir. – Dean! – Ele disse dando um peteleco na cabeça de Dean.

– Que foi?

– Caso, em São Francisco... Prédio assombrado. – Bobby dizia, mostrando o jornal para Dean.

– De onde você tira esses jornais? – Dean perguntou.

– Eu tenho amigos em outras cidades, quando acham que temos um caso, eles nos mandam os jornais. – Bobby disse e Dean o encarou.

– Sério, tipo... correio?

– É, tipo correio garoto! – Bobby foi até a cozinha pegar uma garrafa de cerveja. – ‘Tipo correio?’, é cada uma. – Bobby dizia para si mesmo, imitando a voz de Dean.

– Voltei. – Castiel disse aparecendo atrás de Bobby, que cuspiu a cerveja.

– Eu ainda mato esse anjo. – Bobby disse indo para a sala.

– Desculpe. – Castiel disse e foi para o quarto onde Alexia estava.

Castiel largou as sacolas em cima da cômoda e passou a mão sobre o rosto de Alexia, que acordou num pulo.

– Bem-vinda de volta. – Castiel disse e tirou uma garrafa de refrigerante e um pote com torta da sacola, entregando para Alexia, que sorriu docemente.

– Obrigada, Cas.. – Alexia disse e beijou o anjo, que se assustou.

– Ahn, o que foi isso? – Dean perguntou, visivelmente irritado.

– Ela está meio dopada...- Castiel disse, ainda vermelho de vergonha.

– Dopada? Pelo que? Analgésico angelical? – Dean perguntou.

– Mais ou menos isso, para ela não sentir muita dor quando acordasse, deixei ela um pouco grogue. – Castiel disse e Dean o olhou desconfiado.

– Hum, então ta... Como está se sentindo? – Dean perguntou, se abaixando para ficar na altura de Alexia.

– Bem. – Alexia disse com a boca cheia de torta. – Quertorta? – Ela perguntou, embolando as palavras.

– Não, obrigado. — Dean disse e afastou o pote, que Alexia estava quase enfiando na cara do mesmo. — Castiel, preciso de um favor.- Dean fez sinal para Castiel o seguir. — Temos um caso em São Francisco, preciso que cuide da mente de gelatina ali.

– Tudo bem, qualquer coisa para ajudar. — Castiel disse e sentou-se ao lado de Alexia, iniciando uma conversa.

* * * * * * *

– Pegaram tudo? — Bobby perguntou, pegando a mochila de cima do sofá. Dean e Sam assentiram. Os três foram até o quarto de Alexia.

– Tchau princesa. — Sam disse e beijou o topo da cabeça de Alexia.

– Tchau pai. — Alexia disse sorrindo. — Tchau Bobby e Dean.

– Tchau coisinha! — Bobby disse e saiu junto de Sam.

– Tchau Lexi. — Dean ia dar um selinho em Alexia, mas a mesma virou o rosto.

– Tchau... Dean. — Dean pigarreou e olhou para Castiel sério.

– Cuida dela.

– Claro. — Castiel disse e Dean saiu.

* * * * * * * * *

– Cas... — Alexia chamou o anjo, que desviou sua atenção da tv.

– Sim?

– Como são suas asas? — Alexia perguntou inocentemente.

Castiel se levantou da cadeira e foi para um lugar mais espaçoso e então abriu suas asas para Alexia, que olhava com os olhos brilhantes.

– Posso tocar nelas? — Alexia perguntou, Castiel pensou por um momento e com um aceno de cabeça, permitiu que a garota tocasse suas asas.

Alexia tocou as asas do anjo, que se abriram mais com o toque suave da garota.

– Desculpe, tem um tempo que ninguém toca nelas. — Castiel disse.

– Tudo bem, elas são lindas e fofas. — Alexia disse alisando as asas, Castiel apenas sorriu.

– Alexia? — Castiel a chamou.

– Sim?

– Você se lembra de alguma coisa, sabe, lá de baixo?

– Algumas coisas, ficam vindo em flashes na minha cabeça.

– Hum...

– Cas, onde está o Ian? — Alexia perguntou.

– Porque quer saber? — Castiel perguntou, não queria deixar Alexia próxima de um demônio tão cedo.

– Eu quero ver ele. Só isso. — Alexia disse inocentemente.

– Tudo bem.

Castiel de má vontade acompanhou Alexia até o porão, onde Ian estava amarrado em uma cadeira.

– Pelo o que parece, você voltou a ser aquela coisinha fraca de antes.- Ian riu e levou um tapa de Alexia.

– Sinto lhe dizer, mas isso não machuca. — Ian riu. Alexia sorriu sadicamente para o mesmo e pegou uma garrafa com água-benta.

– Mas isso vai doer!- Alexia jogou a garrafa inteira em Ian, que berrou de dor.

– Feliz?- Castiel perguntou, ver Alexia sendo sádica não o deixava nem um pouco feliz.

– Não exatamente. — Alexia disse e os dois saíram do porão.

– Alexia, eu acho que você devia... — Alexia interrompeu Castiel com um beijo. Ela não sabia porquê, só sentia que deveria faze-lo.

– Ah, o que foi isso? — Castiel perguntou, Alexia abriu a boca para responder, mas Castiel a puxou pela cintura, prensando-a na parede.

– Ca... — Castiel a calou com um beijo.