Back From Hell
4 Chapter 04 - Cherry Bomb.
''Ian apenas revirou os olhos, não ligava nem um pouquinho para Lúcifer, só queria que o mesmo o liberasse do trabalho de babá.''
Depois de vinte minutos cavando a sepultura de Jess, Alexia finalmente viu a caixa de madeira.
– Falta muito ai, princesa? — Alexia perguntou para Ian, que ainda não havia terminado de cavar.
– Haha. Terminou?
– Uhum. — Alexia pulou dentro da cova e abriu o caixão. — Nossa, é tão estranho ver ela sem aquele sorriso no rosto. — Alexia disse, agora a moça era só um esqueleto com alguns pedaços de carne podre grudados. — Mas chega de enrolação. — Alexia puxou uma faca, relativamente grande e abriu o peito de Jess. — Ah que nojo, que nojo.
– Quem é a princesa agora? — Ian riu e Alexia o mostrou o dedo do meio.
– Me alcança o vidro?
– Pega. — Ian entregou o vidro para Alexia, que colocou o coração de Jess dentro.
– NO-JO. — Alexia disse, fazendo uma careta engraçada. — Quer ajuda ai?
– Não, já cheguei no caixão, só preciso da faca. — Alexia jogou a faca, com a proteção de couro, não queria machucar Ian.
– Obrigado.
– Olha gente, ele sabe agradecer. — Alexia guardou o vidro na mochila e voltou a cova, precisava arrumar toda a bagunça que havia feito. — Então, vamos? — Alexia perguntou a Ian, que concordou.
Os dois voltaram até o prédio abandonado e pegaram Zoe.
– Então, você leva os potes de volta lá pra baixo? — Alexia perguntou.
– Não, Lúcifer disse para invocarmos algum demônio de encruzilhada, então ele levaria os potes.
– O.k. Precisamos ir para algum hotel, to com sono.
– Então vamos ué.
– Conhece algum hotel que aceita cachorros?
– Não, mas aquelas casas pra exposição que as imobiliárias tem, ficam vazias essa hora, né? — Samael, para um demônio que passou séculos no inferno, entendia bem do mundo atual.
– É verdade, vamos logo. — Alexia disse e pegou a labradora no colo. — Desculpe por isso, Zoe. — Alexia referia-se ao teletransporte, não deveria ser uma coisa muito agradável para cachorros.
Logo pararam na frente de uma imobiliária, a casa de demonstração era grande.
Os três entraram na casa, Zoe ainda estava no colo de Alexia, assustada pela 'viagem'.
– Chuveiro é meu. — Alexia saiu correndo e tropeçando, não via a hora de tomar um banho e se livrar do cheiro de cadáver.
– Eu vou fazer alguma coisa pra gente comer. — Ian berrou.
– O.k. — Alexia berrou de volta.
– E você? Come o que? -Ian perguntou a Zoe. — Que rude, não responder os outros. — Ele disse rindo.
Alexia passou vinte minutos no banheiro, quando abriu, uma cortina de fumaça saiu junto com a mesma, devido a água quente demais.
– Como você não morreu escaldada ai dentro? — Ian perguntou, colocando a cabeça dentro do banheiro.
– Eu estive no inferno, baby. — Alexia e riu e tomou um copo de refrigerante em cima da bancada.
– Aé, esqueci desse detalhe.
– Hum, o refrigerante ta mais gostoso, vai ver que é porque tem tempo que eu não tomo. — Alexia havia tomado refrigerante dois dias antes, mas não se lembrava.
– É, deve ser por isso. — Ian riu, parecia nervoso.
– O que aconteceu com seu braço? — Alexia perguntou, reparando no corte não muito profundo no braço de Ian.
– Acho que bati na ponta dessa bancada, não se preocupe.
– Eu não estava preocupada, só queria saber o que houve. — Alexia pegou o copo de refrigerante e foi para a sala. — A TV FUNCIONA! — Ela gritou, comemorando.
– Que bom, eu vou tomar banho. — Ian se enfiou no banheiro.
Alexia ficou olhando um especial com as melhores brigas do Big Brother Russo.
– A porra lá é séria. — Alexia disse para si mesma e tomou mais um gole do refrigerante.
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– Dean? — Sam estava no telefone. — Você não ia aparecer aqui?
– Poxa cara, esqueci. Tive que levar o Ben no treino e... – Sam o cortou.
– Tudo bem, Dean. Já sei. Só, vê se aparece aqui amanhã. — Qualquer um perceberia apenas pela voz que Sam estava decepcionado.
– O.k, amanhã eu vou. Prometo.
– O.k. — Sam desligou o telefone.
– Qual foi a desculpa dessa vez? — Bobby perguntou, enquanto ajudava Ellen a secar a louça, quem diria, Bobby Singer secando louça.
– Treino de futebol do Ben.
– Isso chega a ser cômico, Dean, dando uma de pai. Quando aquele garoto vai aprender que você não pode simplesmente sair dessa vida, uma hora ou outra, os fantasmas voltam a te atormentar. — Ellen disse, atraindo todas as atenções para ela. — O que? Meu marido era um caçador. — Ela disse e voltou a secar a louça.
– Ah, Bobby... Será que podia vir aqui um pouquinho? — Sam chamou Bobby, que largou o pano de prato e seguiu Sam. — Você se lembra da garota que vimos antes de ontem? No hotel.
– A baixinha? — Bobby perguntou e Sam concordou com a cabeça. — Sim, lembro.
– Tem como descobrir quem é ela? — Sam pareceu mais desesperado do que devia.
– E porque eu faria isso?
– Porque eu estou pedindo. Bobby, é importante.
– Eu sei que os donos daquele hotel são caçadores, obviamente tem câmeras naquele lugar.
– É, eu conheço o dono... Talvez eu consiga descobrir, talvez. — Bobby disse e saiu, Sam estava feliz por finalmente ter a possibilidade de descobrir quem era aquela garota tão familiar.
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– Vai faz uma pose! — Ian incomodava Alexia, precisavam de uma foto para invocar o demônio da encruzilhada. Estavam em uma cabine de fotos, no shopping.
– Porque você tem que aparecer na foto?
– Porque eu sou lindo, bom, minha casca é. Agora faz uma pose!

– Nem sei porque você quis aparecer, vou cortar sua cara da foto mesmo. — Alexia rasgou a foto ao meio. — Pronto, agora não falta mais nada.
– Então, vamos invocar o tal demônio.
Os dois seguiram até uma encruzilhada, ficaram matando o tempo até meia-noite. Alexia enterrou a caixinha com a foto, os ossos e tudo mais.
– Achei que demoraria mais a te ver, Olá Alexia. — Uma mulher apareceu atrás de Alexia, a fazendo virar rápido.
– Oi pra você também, amorzinho. — Ian disse, encostado no carro que eles haviam alugado.
– Samael, não faço questão de falar com você.
– Ai, essa doeu no fundo do meu coração.
– Calem a boca. — Alexia disse nervosa. — É só levar os potes pro querido Luci. — Alexia ironizou.
– Claro. Até mais. — A mulher sumiu.
– Eu odeio essa vadia. — Alexia disse rindo e entrou no carro, seguida de Ian.
– Então... Pra onde?
– Eu não sei, me concentrei tanto em não pensar no Sam ou no Dean, que agora não sei o que fazer!
– O que acha de irmos visitar o Dean? Você não é você mesmo. — Ian riu.
– Pode ser uma boa ideia, o que você acha Zoe? — Alexia fez carinho em sua cabeça.
– Que grude com esse bicho. — Ian disse, rabugento.
– Isso é ciúmes, Samael? Ihh, sai de mim! — Alexia riu e Ian/Samael também.
– Então... Dean?
– É, posso dar a desculpa de estar perdida. — Alexia riu e ligou o rádio. — wow... Can't stay at home, can't stay at school. Old folks say, ya poor little fool. Down the street I'm the girl next door .I'm the fox you've been waiting for.
– Mas que merda é essa? — Ian perguntou, olhando confuso para Alexia.
– CHERRY BOMB, BABY! — Alexia aumentou o volume.
– Essa vai ser uma longa viagem. — Ian disse e Alexia cantou mais alto.
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