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1 Capítulo 1
Notas iniciais
PVO RAFAELA
\\n\\nAcordei animada hoje, ia ter festa na casa da Drica e é claro que não iria perder de jeito nenhum.
\\n\\nOlhei no relógio, 12h.
\\n\\n- eu e minha mania de acordar tarde — resmunguei me arrastando da cama.
\\n\\nLevantei troquei de roupa. Tinha combinado de irmos pra casa da Milena nos arrumar.
\\n\\nPeguei a roupa que eu iria na festa, meus sapatos e minha necessaire. Desci até a cozinha peguei uma maça e fui direto pro meu carro. Cheguei na casa da Milena entrando sem bater, pq, mesmo se eu batesse duvido que 5 garotas numa sala iriam conseguir ouvir.
\\n\\n— RAFAAA QUE BOM QUE CHEGOU! Começa a arrumar o cabelo da Arandê. — Milena gritou do sofá secando o cabelo.
\\n\\nPuxei Arandê pro lado onde a Iris fazia alguma coisa no cabelo da Marian.
\\n\\n- Ei cade a Ju? — perguntei
\\n\\n- Eu não sei, já era pra ela ter chegado a 1 hora. — Iris disse.
\\n\\n- Duda liga pra ela já que você é uma desocupada. — Duda bufou assim que Marian terminou a frase.
\\n\\nComecei a passar chapinha no cabelo da Arande enquanto ouvia ela reclamando que estava puxando seu cabelo, mas a verdade é que eu estava puxando seu cabelo de propósito.
\\n\\nDepois de meia hora uma Juliana abre a porta com cara de sono e aparentemente irritada.
\\n\\n- Vocês tem noção que a festa só começa 19h?? — ela disse batendo a porta. — Pq diabos vamos começar a nos arrumar essa hora da madrugada??? — ela disse irritada.
\\n\\n- Filha, já são 13h. — Arande respondeu.
\\n\\n- Idai? eu consigo muito bem me arrumar 1 hora mais cedo, não preciso de 8 horas pra ficar arrumada. — ela bufou e se jogou no sofá onde a Milena pintava a unha.
\\n\\n- Ai, me fez borrar sua tosca. — Milena deu um tapa nela.
\\n\\n- Ta dona Juliana pode levantando dai, depois da Arande você é a proxima...
\\n\\n## 19h ##
\\n\\nMe olhei no espelho mais uma vez, estava com um vestido acima do joelho, preto, com um salto da mesma cor e maquiagem leve. Não me sentia feia, pelo contrário as meninas disseram que eu estava linda, até mesmo a Arandê, não sei se eu acredito.
\\n\\n- Vou no meu carro. — Juliana prontificou
\\n\\n- Vou com você. — Marian disse.
\\n\\n- Vou também. — Duda concordou.
\\n\\n- Certo, eu e a Iris vamos no meu, Rafaela e Arande vão no da Rafa. — Milena disse.
\\n\\nEntramos no meu carro uma ferrari rosa, na frente tava o da Milena, um Poshe boxter vermelho, e fomos seguindo o carro da Ju que era BMW conversível preta.
\\n\\nChegamos quando a festa tava rolando, cumprimentamos o pessoal e fomos direto pra pista de dança, quer dizer, eu e a Iris pq o resto dessas meninas se jogaram pro canto.
\\n\\nJuliana, Eduarda e Marian foram pro bar, mal chegaram e já vão beber, nem acredito. To vendo que vão voltar de onibus.
\\n\\nMilena começou a se agarrar com Hideshi, que eu notei que estava apertando a bunda dela.
\\n\\nArande tava sozinha no meio dos dois, tive que ir la puxar ela pra dançar. Ela era meio atrapalhada dançando, mas se saia bem. Alguns meninos amigos nossos vinham dançar com a gente de vez em quando, foi praticamente assim a metade da festa.
\\n\\nJu, Duda e Marie começaram a se soltar e vieram pra pista dançar, logo depois Milena e Hideshi ficaram de recalque e vieram também, eu tava me divertindo, era disso que eu precisava.
\\n\\nescutei de longe a campainha tocar baixinho, o som estava alto e tocava uma musica rapida.
\\n\\nHideshi pediu pro "dj", tocar uma musica lenta. Bufei alto, obg Hideshi acabou com o clima.
\\n\\nTodas elas me deixaram sozinha e puxaram alguém pra dançar, até a Arandê que foi dançar com o Luis.
\\n\\nMe afastei um pouco mais, indo até o bar.
\\n\\n- Caipirinha, por favor. — pedi ao Barman, quando me virei, dei de cara com o pesadelo do meu passado, ainda mais alto e ainda mais gostoso.
\\n\\n- Oi Rafa. — ele disse sorrindo torto.
\\n\\n- Felipe? O que ta fazendo aqui? — soei fria.
\\n\\n- É uma festa não é? — seu sorriso aumentou.
\\n\\n- Tanto faz. — tentei parecer indiferente, desviando do seu caminho, mas ele me barrou.
\\n\\n- Quer dançar? — ele perguntou.
\\n\\n- Com você? Não mesmo. — respondi.
\\n\\n- Vamos Rafaela, não é como se fossemos casar, é só uma dança. — ele disse sincero.
\\n\\nOlhei em volta, todas dançando, otimo não tenho par mesmo. Aceitei dançar com ele.
\\n\\nComeçou a tocar A thousand years, passei a mão entrelaçando os dedos em sua nuca e ele me segurou pela cintura me puxando pra mais perto.
\\n\\n— Aquela vez, em que demos um tempo, eu... eu não beijei aquela garota. — ele disse. Bufei
\\n\\n- Ah não, esta me chamando de cega? — me mantive calma, seguindo a musica.
\\n\\n- Não, você não entendeu, ela me beijou, pra que você visse. — ele disse. Senti seus olhos sobre mim, tentei resistir e não olhar mas fui fraca e olhei. Pretos, como a escuridão, era assim mesmo que eu lembrava.
\\n\\nO cheiro de menta dele, começou a me deixar embriagada, eu não sabia o que estava acontecendo até sentir os labios dele grudando no meu. Queria ter tido forças pra empurrar ele, mas simplesmente não resisti e aprofundei ainda mais o beijo, sentindo sua lingua invadindo minha boca.
\\n\\nO beijo só acabou quando o ar faltou.
\\n\\n- Felipe... — tentei dizer mas ele me interrompeu.
\\n\\n- só hoje, prometo que será sem compromisso. — ele sussurrou no meu ouvido, mordendo o lóbulo da minha orelha. Não aguentei e puxei ele pra mim de novo. — Vem, vamos sair daqui. — ele pegou minha mão me guiando até o quarto de hóspedes.
\\n\\nAssim que ele trancou a porta, veio na minha direção colando nossos corpos, eu sabia que isso era errado, mas pela primeira vez, eu não me importava.
\\n\\nArranquei a camisa dele e dei de cara com um peitoral maravilhoso, senti meu sangue borbulhar enquanto ele mordia e chupava meu pescoço.
\\n\\nFomos andando em direção a cama, esbarrando em paredes e moveis, deixando um rastro de roupas pelo caminho. Já estavamos semi-nus quando deitamos na cama. Eu beija seu pescoço enquanto ele se concentrava em tirar meu sutiã.
\\n\\n- Argh — ele bufou irritado na decima tentativa de desabotoar. Ri da cara dele, desabotoando meu sutiã e jogando longe.
\\n\\n- Bem melhor assim — ele disse invertendo a posição ficando em cima de mim. Ele acariciava e beija meus seios, me fazendo soltar alguns suspiros. Então ele começou a descer as caricias, chegando até a minha virilha coberta pela calcinha. Ele não pensou duas vezes em tirar e jogar-la longe. Ele desceu os dedos onde ficou brincando com minha intimidade. Seus dedos eram rapidos e ágeis, me faziam ir a loucura, mas nada comparado a sua lingua quente me penetrando. A sensação era de ter chegado ao paraíso. Senti o prazer aumentando e tive o 1° orgasmo da noite.
\\n\\nPuxei ele pra cima, e o beijei. Era estranho sentir meu gosto em sua boca, mas era bom. Ele se levantou e foi até a comoda onde estava a sua carteira, tirando uma camisinha. Sua cueca box vermelha parecia que iria explodir, foi quando ele retirou a unica peça que faltava. Ele mesmo colocou a camisinha e voltou pra cama. Subi em cima dele, fazendo um trilha de beijos até seu membro, comecei a passar a lingua ao redor e senti, a camisinha tinha gosto de menta. Era um gosto maravilhoso a menta na minha boca, não aguentei e enfiei tudo da boca. Brinquei com Felipe até ele ter seu orgasmo, deitei na cama satisfeita, ele estava por cima de mim, aos pouco fui sentindo seu amiguinho me penetrando, a dor comparada ao prazer não era nada. Gemi seu nome um pouco alto, o que o fez sorrir e ir mais fundo. Quando seu penis estava todo dentro de mim, me remexi tentando me acostumar com o tamanho. Ele começou indo devagar.
\\n\\n- Mais rapido — consegui dizer em meio de gemidos. Ele aumentou a velocidade, sentia como se fosse explodir a qualquer instante. E a cada estocada ele tentava ser mais rapido, aquilo estava me deixando louca. Agarrei os lençois da cama, tenho certeza que rasguei algum. Eu sentia que estava chegando, e eu percebia que ele iria junto comigo. E então veio a explosão, eu e ele, juntos, atingimos o clímax.
\\n\\nEle deixou seu peso cair ao meu lado da cama, e me abraçou, acariciando meu cabelo. Ele estava suado, com os olhos fechados.
\\n\\n- Eu sei que pode ser meio gay, mas realmente foi especial pra mim Rafaela, eu amo você, nunca deixei de amar um momento sequer. — ele sussurrou
\\n\\n- Eu não quero pensar nisso agora Felipe. — ele me olhou triste, senti que fui um pouco grossa. — Desculpa, mas é dificil esquecer aquele seu beijo com ela.
\\n\\nEle suspirou.
\\n\\n- Não vou te pressionar. — ele disse por fim
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