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1 Your Girl


Notas iniciais
Hey Hey! Feliz aniversário Duda (denovo) espero que goste.

Já tinha perdido a conta de quantas garrafas foram, estava totalmente bêbado, não tinha aquele costume de beber que nem certo marimo idiota. Existia um motivo para ele estar assim, não era sobre seu trabalho nem amigos e sim ela. A única mulher que fez seu coração disparar mais que as outras, a única que conseguia lhe fazer um galo na cabeça, aquela complicada e linda mulher dos cabelos laranja. Levantou-se com extrema dificuldade, cambaleou até o seu quarto, ele já tinha derrubado muitas coisas e até quebrado umas, ignorar foi a melhor opção. Aproximou-se da cama e simplesmente desabou. Não estava se importando se o seu nariz ficasse doendo no dia seguinte, queria ela de volta, ao seu lado. Mergulhado naqueles pensamentos ele adormeceu.

Acordou com uma bela dor de cabeça, não era de se esperar, seu cabelo não estava com vontade de voltar ao seu típico penteado “emo”. Realmente, se soubesse quem era sua família iria reclamar sobre o que era aquela sobrancelha. Ainda preguiçoso se levantou e esfregou os olhos, dirigiu-se ao banheiro e despiu-se. Ligou o chuveiro no frio e entrou ali embaixo, voltou a pensar na dona daqueles fios cor laranja.

“Assim vou ser depressivo para sempre, você é patético Sanji.”

Lavou o cabelo, o corpo e depois que enxaguou tudo se secou e enrolou a toalha na cintura. Olhou-se no pequeno espelho do banheiro, deu uma ajeitada no cabelo e foi para o quarto, pegou uma cueca da gaveta e vestiu, procurou um de seus ternos no armário e jogou encima da cama. Pegou uma blusa social branca em outra gaveta e uma gravata azul, estava com uma vontade imensa de fumar, aquilo lhe acalmava com sucesso.

Vestiu-se e saiu a procura de sua caixa com cigarros e o isqueiro, quando finalmente pode tragar um ele se sentiu feliz de alguma forma. Iria levar uma bronca do velho Zeff, então tratou de se apressar e sair de casa. Andava pelas ruas enquanto sua barriga roncava, tinha se esquecido de tomar seu café, então desistiu de chegar cedo e parou numa cafeteria ali perto. Sentou-se e foi atendido por um jovem de cabelos negros, aparentava ter pelo menos 19 anos, uma cicatriz embaixo do olho esquerdo e um chapéu nas costas. Era seu amigo Luffy, ele era uma pessoa que todos queriam ser. Este estava morando junto com Zoro, eles assumiram uma relação há dois meses e por mais que o loiro não gostasse de gays eles eram exceção.

-Sanji, o de sempre? – Perguntou.

-Claro, obrigado Luffy. Tem notícias do marimo? – Perguntei, por mais que ele não fosse muito com a cara do Zoro eles eram amigos de maternidade. Literalmente.

-Ele deve estar trabalhando, ele está ótimo. Já volto com o café. – Luffy saiu e Sanji tocou na sua bochecha esquerda. Lembrou-se de quando Nami deu um tapa nele durante a briga antes de ela ir embora, doeu tanto que ele sentiu um arrepio no corpo. O garoto voltou com o café em uma bandeja com duas bolachas salgadas e um copinho de água junto com a conta, colocou sobre a mesa e se despediu de Sanji para atender outra mesa.

“Ainda não dá pra acreditar que o Luffy mudou tanto, mas acho que eu também iria mudar se meu irmão morresse em um acidente.”

Luffy perdeu seu irmão Ace durante uma viagem, houve um assalto no hotel onde estavam e os bandidos atiraram em todos os reféns, numa tentativa de salvar o mais novo, o mais velho se jogou na frente e levou uma bala no pulmão. Zoro disse para Sanji que Ace morreu nos braços de Luffy, por isso, ele ficou traumatizado e quando nós chegamos ao hospital ele estava em coma.

Sanji afastou as memórias e tomou seu café, delicioso como sempre, decidiu então ir trabalhar e tomou o café com certa pressa. Comeu as bolachas, tomou a água e deixou o dinheiro sobre a mesa. Saiu correndo em direção ao Baratie, o melhor restaurante da cidade. Eram cerca de nove e meia, Zeff ia mata-lo, pois ele devia chegar às seis e meia.

Entrou e foi direto pra cozinha, todos os outros cheffs estavam trabalhando, colocou seu avental e foi para seu canto, mal começou a cortar um tomate e levou um chute do mais velho.

-Moleque, você não pode ficar assim para sempre, vá cozinhar ou vai levar outro chute mas em um lugar bem pior.

Resmungou algo e voltou ao trabalho, realmente, a cozinha era seu lugar. E queria terminar aquele prato para poder fumar novamente. Afinal, ele não iria mudar tanto assim.

2 Semanas Depois

Sanji voltou com sua vida normal, saia com seus amigos, trabalhava no seu ritmo normal, tentava flertar mulheres sem sucesso. Estava saindo do trabalho, eram dez horas da noite de uma sexta feira. Esse fim de semana ele ficaria em casa para dar uma arrumada, odiava bagunça e sua casa estava uma. Começou a chover e sem alternativa foi procurar abrigo, a parada de ônibus estava vazia então sentou ali e ficou vendo a chuva cair perto de seus pés.

“Como será que está a Nami?” – Pensou.

Depois de meia hora a chuva foi parando, ele resolveu voltar a andar para casa. Quando chegou se deparou com toda aquela bagunça, suspirou e começou a organizar. Varreu, limpou, tirou o pó, guardou, trocou de posição e enfim estava tudo no seu devido lugar.

Deitou no sofá, ligou a TV e estava começando o noticiário. Sanji tirou seu casaco e afrouxou a gravata, estava exausto. Estava quase dormindo quando ouviu a campainha tocar, estranhou o horário mas foi atender. Quando a porta foi aberta, seus olhos se arregalaram, era ela.

-O-Oi.

-Oi, quer entrar? – Ofereceu e ela aceitou.

-Eu quero te pedir desculpas. – Ele fechou a porta e se virou para a ruiva. – Por aquelas coisas que eu te disse e pelo tapa.

-Tudo bem, mas porque isso de repente?

-É que eu achei que estava certa, mas estava totalmente errada. – Ela se aproximou. – Tenho um pedido

-Qual seu pedido?

-Posso te amar de novo? – Fez sua careta com a língua para fora.

-Claro que sim. – Sanji se aproximou e os lábios se tocaram, um beijo aconchegante e carinhoso aconteceu e bom, a noite foi de certa forma interessante para todos.

Nami encostou a cabeça no peito nu de Sanji, este lhe beijou o topo da cabeça e lhe fez um cafuné.

-Senti sua falta, idiota.

-E eu senti sua, laranjinha.

Outro beijo, dessa vez foi um bem fofo. Eles pararam e se acomodaram para dormir, abraçados e felizes adormeceram num sorriso. A felicidade não tem fim quando estamos ao lado de quem amamos.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!