Bacio
1 Desafio 12 de drabbs, tema beijo
Bacio
Desafio 12 de drabbs, tema beijo
— por Abel Araghon
Rayflo estendeu as pernas sobre a cama, cruzando os braços sobre o peito e sorrindo maliciosamente, aguardando o excitante momento em que seu vassalo sairia do banheiro. E isso não demorou a acontecer.
Com uma calça de moletom pendente em sua cintura, deixando à mostra a cueca azul-marinho, Charles passou pela porta com uma toalha em volta da cabeça. Ele a esfregava nos cabelos loiros, passando a mão e puxando-os para trás ao terminar o trabalho com a toalha — jogando-a sobre os ombros.
Os olhos azuis pousaram no vampiro sobre a cama. Rayflo não estava ali quando Charles entrou no banheiro. Na verdade, o vampiro mestre estava há dias sumido.
Sem saber como reagir ante a aparição repentina do outro, Charles manteve-se imóvel, esperando.
— Olá, Cherry. — saudou Rayflo sorrindo sedutoramente. — Ou eu deveria parar de chamá-lo assim? — Riu de si mesmo.
— É Charles — protestou o loiro habitualmente.
— Por que está parado aí? — indagou, dobrando os joelhos e abrindo as pernas enquanto estendia os braços na direção do vassalo. — Venha fazer o lanche da noite — brincou.
Os olhos azuis hipnotizados se prenderam no corpo sobre a sua cama e, como um zumbi, Charles foi até ela. Ele engatinhou em direção a Rayflo.
— Eu senti sua falta — confessou o loiro ao aproximar-se do vampiro.
— Eu estava resolvendo algo, mas agora sou todo seu. Cadê o meu beijo de bem-vindo?
Rayflo mal falara e os dentes de Charles estavam cravados em sua jugular. Suas mãos penetraram nos cabelos loiros, acariciando o couro cabeludo e ouvindo o chiado que o sugar de seu sangue criava.
Seu menino, amigo e amante estava ali, dando-lhe um beijo de morte que fez seu pênis endurecer. Os caninos saíram de sua pele, espalhando sangue por onde passava, para localizar-se mais para baixo, descendo e descendo até chegar em seus mamilos, onde ele cravou suas presas, arrancando um gemido de Rayflo.
Não satisfeito, Charles abaixou-se entre as pernas de seu lorde erguendo uma delas e mordendo bem ao lado da virilha, sobre a calça de couro. Quando Rayflo protestou, puxando a cabeça do outro, ele apenas conseguiu que sua mão, antebraço e ombro fossem duramente mordidos.
Quanto mais Charles sugava, mais ele queria. Mas, conhecendo Rayflo como a palma de sua mão, Charles, com muito custo, afastou-se, prendendo seus olhos azuis nos violáceos do outro, que estavam rodeados por círculos negros, resultado da refeição afoita do loiro.
— Bem-vindo ao lar, mestre — saudou Charles, conseguindo um sorriso de Rayflo enquanto o puxava para mais perto de si.
Rayflo beijou-o suavemente nos lábios.
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