Babás por Um Dia: Perdidos no Shopping
3 Capítulo 3
Notas iniciais
—Esse shopping não é tão grande assim! -Milo comentou olhando para os lados, sobre um banco tentando ter uma visão melhor do local. -Melhor avisar a segurança sobre os meninos.
—Tá maluco?! -Kanon puxa o Cavaleiro de escorpião para baixo. -Se nossas mulheres ouvem pelo alto falante sobre os meninos estarem perdido, é divórcio!
—Non, mon ami...Elas não pedirão divórcio. -Kamus tentava acalmar os ânimos.
—Elas partirão para a viuvez. Vão nos matar. -comentou Saga segurando Kenny debaixo do braço, enquanto ele esperneava.
—Obrigado pelo apoio moral, Saga. -falou Kamus mordaz.
—De nada. -respondeu o geminiano com um sorriso sarcástico. -Vamos nos organizar. Primeiro, não podemos perder de vista a única criança que temos conosco.
Disse isso colocando Kenny no chão e entregando a ele um pacote de balas de goma.
—Não acho que isso seja uma boa ideia. -comentou Milo. -A Juliana não disse algo sobre ele ser hiperativo, proibir açúcar?
—Ele está com a boca cheia. Está quieto. E é o Junon que não pode comer doces, esse aí só o chocolate. –Saga deu os ombros.
—Ouvi dizer que todas as crianças quando comem muito açúcar ficam agitadas.
—Pare de ler essas matérias de revistas femininas. –Saga já impaciente.
—Ei!
—Teio chocoiate.
—Não! Não tem mais chocolates! Não tem mais vômitos nos sapatos caros do tio! -Saga suspirou, recuperando a calma. -Segundo. Vamos nos dividir. Milo procure o Giovanni. Com sorte ele já encontrou Ângela. Eu vou atrás de Alexandre e Junon com o Kamus.
—E eu? -perguntou Kanon indeciso.
—Você. Fica cuidando da sua pestinha. -avisou Saga se afastando do irmão que mantinha uma expressão em seu rosto “Eu vou te matar’. -Kamus.
—Oui?
—Dá pra tirar essa roupa ridícula de dinossauro? -perguntou apontando para ele, segurando o riso.
—EU JÁ TENTEI! -gritou perdendo a sua inabalável calma. -Mas o zíper emperrou!
—É ridículo andar com um cavaleiro de Atena...vestido de roxo berrante. -comentou o Cavaleiro de Gêmeos.
—E o que eu posso fazer? -perguntou exasperado.
—Hum... -Saga ficou pensativo e deu um sorriso maligno.
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Na praça de alimentação.
—Vocês já comeram os dois milk sheiks? -perguntou a garçonete espantada. -Nossa! Estavam famintos, hein?
—Sim! Vo fica fortão! -falou Junon fingindo que mostrava os músculos. -Qui nem o papai!
—Que lindinho! -a atendente fez um carinho nele, e virou-se para Alex. -Cadê os pais de vocês? Eles sabem que você está passeando com seu irmãozinho?
—Tá no show do Barney. -respondeu sincero e a jovem arqueou a sobrancelha. -Agora...Quero agora as balas de mashmallow...de leite...de morango. -Alexandre foi apontando para a vitrine da loja de doces ao lado da sorveteria.
—Eeeee... –Junon todo feliz olhando a vitrine.
A atendente entregou aos meninos várias sacolas com doces e lhe devolveu o cartão de crédito.
—Vamos levar pro Kenny também. -falou com um sorriso, e ar de adulto. -Vamos no cinema, Junon? Acho que ainda está passando o filme do Capitão Cósmico!
—SIM! -pulou de felicidade.
Os dois andaram e pararam em frente a uma das mais badaladas lojas de brinquedos do país, seus olhos brilharam e entraram nela como se estivessem hipnotizados.
Nem sequer foram notados por Milo que passou correndo na direção do parque de diversões do Shopping.
Ele andava a passos largos, tentando encontrar Máscara da Morte o mais rápido possível. Precisava saber se Ângela estava bem, e procurar pelos meninos também. De repente, avistou o Cavaleiro de Câncer correndo, sendo perseguido por uma verdadeira multidão de mulheres enfurecidas.
—Segurem o tarado! -gritavam.
—Suas velhas varizentas e mal acabadas! -berrava de volta o cavaleiro. -Já disse que não sou Tarado! Que estou procurando uma menininha loira e...
—Assumiu que é um pedófilo. -gritou uma gorda. -MATA!
—CAPA!
—EU NÃO SOU PEDÓFILO SUA ANTA GORDA! -berrou, antes de levar uma bolsada em seu rosto.
—Se me contassem...não acreditaria. -Milo falou consigo mesmo, vendo o amigo passar por ele como um foguete. Teve que sair rapidamente da frente das mulheres, pois corria o risco de ser atropelado por elas. -EI, PIERINO!
—AGORA TÔ OCUPADO, INSETO! -gritou de volta.
—O QUE VOCÊ APRONTOU DESTA VEZ?
—EU NÃO FIZ NADA! -gritou, dando a volta e sumindo por um corredor.
—Eu hein. -espantou-se.
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Em outro corredor do Shopping...
Kanon e seu filho Kenny estavam sentados em um banco em um dos corredores do Shopping, visivelmente contrariado.
—Droga, eu deveria ir atrás de seu irmão. -resmungou.
—Pai.
—O que é?
—Queio i no parqui. -pediu de maneira dengosa.
—Não. Só iremos quando seus tios voltarem.
O menino ficou emburrado, com biquinho e tudo. Kanon suspirou, Kenny também suspirou. O ex-general olhou para ele e se inclinou para frente pensativo, com a mão segurando o rosto. Kenny ficou na mesma posição. Percebendo isso Kanon sentou-se e encarou o filho erguendo a sobrancelha.
—Está me imitando?
—Istá mi imitandu?
—Pára com isso.
—Páia co isso.
—Falo sério, menino.
—Faio sélio mininu.
—Kenny!
—Kenny!
Kanon apontou o dedo indicador para o filho, nervoso. Ato este imitado por ele, até mesmo na expressão nervosa.
—Chega de imitar o papai!
—Chega de imitá o papai!
—Grrrr...
—Grrrr...
Kanon grunhiu e o som foi imitado pelo pequeno. Sentou-se cruzando os braços, o rosto com expressão séria e irritada, seu filho fez a mesma coisa.
—Papai? -chamou Kenny, após alguns minutos.
—Que é?
—Posso i...
—Não.
—Mais...
—Não. Tá de castigo por ter imitado o papai.
—É qui...
—Já falei que não.
—Tá. Já fiz xixi. -sorrindo alegre.
Kanon virou-se de repente. Kenny havia feito xixi em suas roupas.
—Mas não acabou de ir ao banheiro? Ah... Saga maldito! Entupiu o menino de suco! Como não me disse que queria fazer xixi?
—Eu falei. Mais faio qui não.
Kanon escondeu o rosto entre as mãos e balançou a cabeça. Como Juliana conseguia?
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Enquanto isso...No parque de diversões.
Ângela engatinhava entre as crianças e adultos do parquinho do Shopping, ainda procurando alguém...Avistou uma mulher de longos cabelos dourados e a imagem da sua mãe veio à mente, seguindo-a.
—Ma...ma...
Parou quando alguém lhe barrou o caminho. A bebezinha olha para cima e vê uma funcionária do parquinho infantil com as mãos na cintura.
—Como é que você saiu da Fazendinha do Tio Barriga? -e balança a cabeça, pegando-a no colo e levando-a a um cercadinho, com tema de uma fazenda, onde outros bebês brincavam. No cercadinho estava escrito: Berçário da Fazenda do Tio Barriga. -Prontinho! Está com fome? A tia Sara vai pegar uma maçã deliciosa para você... ou quer um mama?
—Ma...ma...
—Mamadeira então! -e saiu voltando minutos depois com uma mamadeira. -Agora mama tudinho enquanto assiste ao vídeo do tio Barriga.
Ligou um vídeo chamando a atenção das pequenas crianças e se afastou para conversar com uma amiga. Ângela mamou, mas não queria ficar ali. Depois de ter satisfeito sua fome, engatinhou procurando uma saída.
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Enquanto isso...
—Isto é uma humilhação sem tamanho! Minha honra de cavaleiro foi terrivelmente manchada! -resmungava Kamus e Saga revirou os olhos.
—Ninguém vai te reconhecer assim, desencana. -apontou para a máscara do Barney que ele usava.
—Deveria era ter me ajudado a tirar essa coisa! O maldito zíper emperrou!
—Eu tentei abrir e você reclama demais.
—É fácil para você dizer isso, uma vez que não está fazendo papel de palhaço!
—De dinossauro. Barney é um dinossauro, não um palhaço. -corrigiu Saga, tirando sarro.
—Quer ir para um Esquife de Gelo?
—Olha ali. -apontou Saga para uma confusão. -É o Mascara? Correndo de um bando de mulheres?
—Onde? -Kamus procurava e segurou a máscara da fantasia. -Maldita cabeça! Não enxergo nada! Vou tirar isso...
—É o Máscara sim! -apontou Saga.
—Malledetas mal amadas! -gritava Máscara da Morte xingando-as, passando pelos amigos a uma velocidade impressionante. -Vão procurar uma trouxa de roupas para lavar!
—É ele sim. -concordou Kamus.
—Esta confusão pode atrair as garotas e elas perceberem o que houve. Vocês ficarão encrencados. -avisou Saga.
—Por que somente nós nos encrencaremos?
—Porque eu não perdi meu filho no Shopping?
—Merde! -resmungou Kamus, irritado. -Como eles respiram com isso?
—Olha mamãe! É o Barney! -disse toda feliz uma menininha de cabelinhos castanhos presos com duas tranças, correndo para abraçar o dinossauro. -Eu te amo, Barney.
—Ohhhh... que lindo! -Saga zoou Kamus.
—Agora não, petit! Sai daqui que não estou com paciência. -afastou a menina que parecia querer chorar. –Não... não chore!
—BUUUUUUUAAAAAAAAAA! -apontando para o Kamus. -O Barney foi mal comigo!
—Que vergonha, Kamus. -Saga balançou a cabeça, Kamus quis congelá-lo naquele instante.
—O senhor não tem vergonha de assustar uma menininha? -falou a mãe zangada. -Vou denunciá-lo ao seu sindicato!
—Tá, tá...quero ver você achar o meu sindicato. -desafiou o cavaleiro.
—Que mau humor, Kamus. -Saga ainda achando tudo divertido.
—Vem cá. -chamou Kamus. -Agora é o Ares? Rindo da minha desgraça?
—Como pode dizer este palavrão horrível na frente de uma menina e de uma dama? -a mulher incrédula.
—Que dama? -perguntou e levou uma sacolada na cabeça. -AI! Isso dói! O que comprou? Tijolos?
A mulher furiosa saiu de lá, mas não antes de bater nele de novo com a sacola. E a menina se virou e mostrou a língua para ele.
—O que deu nesse povo para ficar me batendo?
—Acho que não gostam de roxo! -Saga gargalhando.
—É um homem morto, Saga! -avisou Kamus apontando o dedo, mas Saga ainda gargalhava. -Maldita Fantasia! Nem intimidar alguém eu consigo!
—Desculpe. -Saga limpando as lágrimas de tanto rir. -Mas é a coisa mais sem noção que eu já presenciei em minha vida.
—Maldito! -resmungou Kamus. -Aonde o Máscara foi?
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Corredor 2A...
Ainda sendo perseguido pela multidão enfurecida, Máscara da Morte fez a única coisa que podia que não fosse o de mandá-las para o Yomotsu. Entrou na primeira loja que viu ao virar em um corredor e se escondeu.
Observou agachado as mulheres se afastarem e respirou aliviado.
—Podemos ajudá-lo, senhor? -uma jovem usando apenas um baby doll vermelho perguntou, ele se levantou rapidamente.
—Que? Onde? Como? -ele olhou para os lados, as outras atendentes também usavam roupas...ousadas.
—Bem-vindo à loja de lingeries Sonho Dourado. -disse sorridente. -Quer algo para a sua esposa, namorada? Ou é para o senhor mesmo?
—Que? E eu pareço com alguém que usa isso? -perguntou rapidamente, totalmente sem graça.
—Parece de outro tipo. -falou insinuante. -Tem algo em mente ou eu posso ajudá-lo a escolher?
—Não quero nada, obrigado. Vou saindo... -avistou Maeve e as garotas vindo naquela direção e voltou rapidamente para dentro. -Quais as novidades?
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Do lado de fora da loja...
—Era o Giovanni que vi entrando naquela loja de lingeries, Desirée? -perguntou parando a amiga.
—Eu não sei, não reparei.
—Era ele sim! O que está fazendo ali? -perguntou já alarmada.
—Ah, eu conheço este lugar...só vendem roupas intimas bem ousadas e próprias para fantasias sexuais. -respondeu Juliana e as duas a olharam imediatamente. -Eu...eu vi na internet. Vamos tomar sorvete?
—Você e Kanon...noites quentes, né? -brincou Desirée, e Juliana fica vermelha. -Mesmo com gêmeos em casa! UAU!
—Mas nunca usei nada disso! -falou Maeve. -Ele detesta que eu use qualquer roupa quando vamos nos deitar. Reclama.
—Poupe-me dos detalhes. -pediu Juliana.
—Se você não usa... quem usa? -pensou Desirée e Maeve foi ficando vermelha de raiva. -Pensei isso em voz alta?
—Pensou sim. -respondeu Juliana.
—Aquele... miserável! -falou Maeve. -Deve ser para uma amante!
—Perai...Amante? -falou Juliana. -Ele te adora! Só falta beijar o chão que você pisa! Amante é demais!
—Se bem que tem homens que não controlam a libido... gostam de variar. -Maeve foi andando na frente em direção a loja. -Eu pensei isso alto?
—Pensou... -Juliana suspirou. -Vamos atrás e evitar o pior.
—Ou podemos ficar assistindo. -falou Desirée.
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No banheiro masculino...
Kanon acabava de limpar Kenny e dava um jeito de tentar secar as roupas dele no sistema de secagem de mãos a ar do banheiro. O menino totalmente nu corria pelo banheiro.
—Não se afasta. -pediu Kanon que depois ficou pensando. -Como a Ju consegue cuidar de treinar aprendizas, da casa e dos meninos e ainda estar sempre sorrindo? Eu tô com ele só por algum tempo e estou esgotado!
—Com licença. -chamou um senhor, usando a roupa de segurança do shopping. -Notei que o senhor entrou aqui com um menininho de olhos azuis e bem sapeca. Certo?
—Sim. Meu filho. Por quê? -indagou desconfiado.
—Seu filho está nu, correndo pelos corredores do shopping senhor. -avisou.
—O quê?! -Kanon olhou para os lados e notou a falta do garoto. -Foram só alguns segundos de distração!
E correu com as roupas úmidas nas mãos, atrás do filho. O encontrou nu correndo em volta de uma fonte no meio do Shopping e sendo alvo de olhares, e algumas câmeras, dos visitantes do lugar.
—WEEEEEEEEEEE! -gritava o menino. -Eu sô o Cavaeio di Dagão!
—KENNY! -berrou Kanon tentando pegá-lo, mas o menino corria dele. -VOLTE JÁ AQUI!
—O Cavaeio de Dagão vai pega o Dagão Mainho mal! -falou fazendo pose e correndo quando o pai se aproximava.
—Quem te contou essas coisas?
—U tio Seiya! -respondeu rindo. -Eu gostu dele. É engaçado!
—Eu mato aquele moleque! -Kanon resmungou. -Vamos pôr a roupa agora!
—Não. Queio fica peiado!
—Tem que pôr roupa!
—Não queio! -correndo e desviando do pai. –U cavaeio di dagão não usa busa!
—Se não por roupa...não tem sorvete!
—Não queio sorvete...queio fica peiado! Sou u cavaeio di dagão peiado!
—VOCÊ NÃO É AQUELA PORTEIRA CHINESA!
—WEEEEEEE!!! CÓLICA DU DAGÃO!!!
“—Como ela consegue?” -pensou Kanon em desespero.
—Oi, tia Dione! -Kenny parou diante de uma loira e acenou para ela.
—Hein? GAH! -Kanon assustou-se.
Continua...
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