Notas iniciais
One shot especial de natal. Espero que gostem :)

- Não! – Quinn rosnou – Não insista.

- Qual o problema Quinn? – Rachel se segurava para não rir.

- Sugar é o problema. Ele vai estar lá, não vai? É a casa dela!

- Mas...

- Quieta!

- Quinn. – Rachel riu.

- Não ria Rachel. Eu realmente...

- Esta sendo uma mãe superprotetora.

- Rach...

- Por que você acha que Sugar vai ser um problema?

- Quem você acha que me ajudou a vinte e três anos atrás?

- Eu suponho que tenha sido Santana.

- E Sugar é filha de quem?

- Santana e Dani.

- Ai esta o ponto chave. Santana!

- Não é só porque você e a mamãe começaram a namorar depois de uma festa de natal entre amigos que eu vou fazer o mesmo. Eu nem gosto de Sugar desse jeito. – Quinn e Rachel encararam a garota que as olhou com os olhos arregalados – Porque estão me olhando assim?

- Porque você esta mentindo pra gente? – Rachel revidou – Somos suas mães. Te conhecemos desde antes de você nascer.

- Mas... Eu e Sugar... Nós... Nós não...

- Sua mãe mexeu no seu celular. – Rachel disse.

- Mas que droga! Eu não tenho privacidade?

- Abaixa o tom. – Rachel suspirou.

- Olha... Eu e Sugar... É só brincadeira, ok?

- Estamos falando da filha da Santana. – Quinn revirou os olhos.

- Mãe...

- Olha só Harmony, você não vai. Chega desse assunto.

Quinn subiu para os quartos e Rachel ficou na sala, rindo ao lado da filha, que estava quase chorando de raiva.

Flash back

- Bem, eu tenho que ir. – Rachel sorriu para Quinn, levantando – A gente se fala.

- Passe a noite. – Quinn pediu, ficando de pé para impedir Rachel de ir até a porta – Esta nevando. Você não vai conseguir chegar em casa.

- Você não se preocupou com Santana e Brittany. – Rachel riu.

- Elas sabem se cuidar.

- Eu também. E realmente tenho que ir. Já esta tarde.

- Sei que você sabe se cuidar, mas, como você disse, está tarde. É perigoso. E antes que fale algo, San e Britt foram embora há quase duas horas. – a loira sorriu se afastando – Além disso, eu realmente não queria beijar nenhuma das duas.

Quinn estendeu a xícara com chocolate quente para a judia que a encerava confusa.

- O que... Exatamente você quis dizer com isso? – Rachel murmurou pegando o copo da mão da loira.

- Que eu me preocupei em fazer com que você fosse a ultima a ir embora por que... Bem, eu não estou querendo começar outro ano sem você do meu lado.

- Quinn isso é... Loucura!

- Desculpe Rach. Eu sei que... Talvez você nunca mais queira olhar na minha cara, mas... Droga Rachel! Eu realmente gosto de você.

Rachel suspirou colocando a xícara de volta na mesa.

- Eu tenho que ir.

- Rach... – a loira murmurou. – Não... Não vai agora. É serio. Esta realmente nevando muito forte. Você pode acabar ficando doente ou sofrendo um acidente. Eu nunca me perdoaria por ter te deixado sair. Ou por ter te dito o que disse. Desculpe se...

- Q... A noite foi ótima. – a judia sorriu – Você não... Estragou ela, me dizendo que gosta de mim. Mas eu realmente tenho que ir. Meus pais vão ficar preocupados.

- Ligue para eles. Se... Se você esta bem com o que eu te disse, vamos conversar. Eu... Nós podemos... Só... Só falar sobre isso. Por favor.

- Bem... Acho que podemos ter uma conversa rápida sobre isso.

A morena sentou enquanto a loira foi ate o radio.

- Talvez... Tem certeza que não quer passar a noite? – Quinn sorriu e sentou próxima a judia.

- Quinn... – Rachel advertiu sorrindo.

- Tudo bem. – a loira suspirou e segurou a mão da menor – Rach eu... Euteamo.

- O que? – Rachel riu – Relaxa Q. Eu não vou sair correndo.

- Você poderia facilitar sabia? – Quinn suspirou – Eu te amo.

- Que bom que você finalmente disse. – Rachel se aproximou de Quinn, que a encarava surpresa – E eu vou te beijar agora.

Se Quinn não estivesse tão surpresa, ela ficaria.

Rachel a puxou pelos ombros e a beijou, enquanto a loira ainda tentava entender como aquilo havia acontecido.

Os últimos quatro fatos do dia a estava surpreendendo.

Primeiro: sua mãe a mandou tomar vergonha na cara e falar com Rachel.

Segundo: Sua mãe saiu de casa em pleno natal para que ela o fizesse.

Terceiro: Ela realmente tomou coragem e se declarou para Rachel.

Quarto: Em vez de correr, como ela imaginou que Rachel faria, a judia a beijou.

E, céus! Rachel a estava beijando, e ela estava parada!

Quinn enlaçou a cintura da judia com os braços e aprofundou o beijo, sentindo a menor sorrir.

A loira se sentiu ser deitada do sofá e se afastou de Rachel apenas o suficiente para olha-la.

- O que você esta fazendo?

- Relaxa. – Rachel sorria – Só estou tentando aproveitar o momento.

- Você... Quer dizer...

- Te beijar ate que você pesa para que eu pare. – Rachel disse e atacou novamente os lábios da loira.

O som de Don’t rain on my parade explodiu pela sala e Rachel suspirou, se afastando de Quinn.

- Deixa tocar. – a líder de torcida pediu puxando Rachel novamente.

- Devem ser meus pais. Eu disse que eles ficariam preocupados.

Rachel pegou o celular e foi para a cozinha, enquanto Quinn ficou na sala, com cara de idiota.

Alguns minutos depois Rachel passou pela sala, ainda com o telefone na orelha.

- Tudo bem papai, eu vou... Hey! Devolve isso. – Rachel riu quando Quinn tirou o celular de sua mão.

- Olá Hiram. Como vai? – Rachel observou a loira ouvir a resposta de Hiram – Estou bem... Bom, você é o papai e Leroy o pai. Foi fácil saber. – a loira riu – Rachel não vai voltar pra casa hoje. Esta nevando muito então ela poderia ficar pra dormir. Nem que eu tenha que amarra-la aqui para isso. – Quinn piscou para a judia – Bem, o senhor sabe onde ela esta, e ela pode ir embora amanha pela manha. Eu não vejo problema. – silencio – Minha mãe não está... Não, mas acredito que ela volta logo. Não tem problema senhor Berry. Eu lhe garanto. – Rachel observou o queixo de Quinn cair e imaginou exatamente o que seu pai dizia – Bem... Eu... O senhor pode confiar na gente... Prometo deixar minhas mãos a uma distancia segura. Tudo bem. Boa noite senhor. Feliz natal. – Quinn afastou o telefone do ouvido e o estendeu para Rachel – Ele quer falar com você.

- Papai? – Quinn observava a judia em silencio, já sentada no sofá novamente – Tudo bem. Obrigada papai. Feliz natal. Pode deixar. Também te amo. – Rachel desligou o celular e o colocou em cima da mesa de centro – Então você tinha planos de me amarrar para que eu ficasse?

- Eu ainda tenho, se você tentar ir embora.

- Tenho certeza que não será preciso. – Rachel sentou ao lado da loira e suspirou – Então... Como ficamos?

- Como você quiser. – Quinn disse e pegou a mão da judia.

- Eu deveria ter ido. Você sabe...

- Com esse frio? – Quinn riu – Você esta mesmo tentando mudar de assunto. Me diga Rach, qual o problema?

- Você percebe o quanto as pessoas vão falar quando eu sair daqui amanha cedo? Quero dizer, depois que souberem que... Bem... Como ficamos?

- Namora comigo? – Quinn perguntou e Rachel sorriu.

- As pessoas realmente vão falar sobre isso durante um bom tempo.

- Isso é um sim?

- Não. Isso é o meu sim. – Rachel disse e beijou a loira.

- Quinn! Cheguei! – Judy disse passando pela porta e riu ao ver Rachel pulando para longe da filha – Vejo que se resolveram.

- Boa noite, senhora Fabray.

- Continue só com o Judy, Rachel. – a mulher sorriu – Quem você acha que fez a covarde da minha filha tomar coragem e se declarar de vez?

- Mãe! – Quinn reclamou e Rachel riu.

- Bem, nesse caso, obrigada Judy.

- Rachel vai ficar para passar a noite mãe.

- O quarto de hospedes esta livre. Se seus pais não forem contra, não vejo problema.

- Obrigada Judy.

- De nada. Eu vou me deitar. Não demorem para ir dormir.

- Boa noite mãe.

- Se cuidem. – Judy lançou um olhar significativo para a filha que concordou com a cabeça.

- Acho melhor irmos deitar. – Rachel sorriu.

- Assim que terminamos o chocolate. – Quinn sorriu e beijou Rachel. – Oh, but baby is cold outside. – Quinn cantarolou a musica que tocava ao fundo sobre os lábios da namorada que sorriu.

- E imaginar que eu odiava essa musica. – Rachel riu.

Flash back

Rachel suspirou e levantou.

- Isso é injusto.

- Eu vou falar com ela.

- Não adianta mamãe. Ela não ouve.

- Eu vou fazer ela me ouvir. Fique aqui, esta bem?

Rachel subiu ainda rindo.

- Quinn. – chamou entrando no quarto que dividia com a esposa.

- Eu não vou deixar ela ir Rachel. Não adianta. – Quinn disse do banheiro.

- É só uma festa Q... Podemos conversar com ela antes, se você quiser. Mas você acha que tranca-la em casa vai resolver alguma coisa?

- Você tem razão. – Quinn disse e Rachel sorriu – Vamos mandá-la para um convento.

- Lucy!

- Certo. – Quinn saiu do banheiro suspirando, enrolada em uma toalha – Por que, exatamente, deveríamos deixar Harmony ir?

- Banho rápido. – Rachel sorriu e abraçou a esposa por trás – Por que não deveríamos deixá-la ir?

- Por que, sem duvida, Sugar vai tentar algo. Ou pedi-la em namoro. Ou...

- Quinn, foi você mesma quem leu as mensagens. – Quinn arqueou a sobrancelha e Rachel revirou os olhos – Primeiro.

- Agora ta certo.

- Me diz uma coisa: você vai continuar fingindo até quando?

- Fingindo o que?

- Quinn, sua filha tem dezessete anos. Acha que ela vai ser seu bebe ate quando?

- Ate os trinta e cinco. Quarenta se eu conseguir prolongar as coisas.

- Fabray!

- Certo! Eu sei que ela não é mais criança!

- Além disso, você sabe, ela e Sugar já se beijaram, então...

- Ai está o ponto Rach. Eu não quero perder a Mony.

- Se troca, e desce.

- Pra que?

- Só faz o que eu disse.

Alguns minutos depois Quinn desceu e encontrou a filha e a esposa sentadas na sala.

- Certo, Harmony, você só fica quieta e escuta. – Rachel levantou e Quinn parou ao seu lado.

- O que, exatamente... – Quinn começou.

- Sabemos de você e Sugar. – Rachel disse e Quinn e Harmony suspiraram – E eu quero a verdade agora. Você gosta dela?

- Mãe... Eu...

- Sim ou não Harmony? – Quinn perguntou – É uma resposta simples.

- Sim. – a garota murmurou – Eu gosto dela.

- Não vai na festa. – Quinn sorriu.

- Quinn. – Rachel suspirou.

- Que foi? Não era essa a intenção?

- Não. Mony, você não acha que deveria ter falado com a gente?

- Estava tentando evitar a reação da mãe. Essa mesmo, que ela ta tendo agora.

- Eu sou sua mãe! Você esperava o que?

- Que você me apóia-se. Ameaça-se Sugar, no máximo. Mas tentar me prender em casa?

- Eu sei. Um convento seria melhor. Mas sua mãe não concorda.

- Você ta falando serio?

- Claro.

- Mamãe, por favor. – Harmony implorou.

- Vá se arrumar Mony. Você vai a essa festa, mas vai ter hora para chegar. E eu vou querer saber dos detalhes depois.

- Obrigada!

A garota correu escada a cima, e Quinn suspirou.

- Eu tinha dito não.

- O que você teria feito se sua mãe fosse contra o nosso relacionamento?

- Desculpa?

- O que você teria feito se sua mãe fosse contra o nosso relacionamento?

- Talvez... Namorássemos escondidas.

- E o que você acha que sua filha vai fazer, se ela realmente gostar de Sugar?

- Eu não quero perder minha filha Rach. Se ela começar a namorar...

- Ainda vai ser sua meninha. Confie em mim. Agora, para de reclamar, por que, depois que ela sair, a gente pode aproveitar um tempo sozinhas.

- Você acabou de me convencer.

***

- Eu disse! – Quinn gritou.

- Oh, but baby is cold outside. – Rachel sussurrou no ouvido de Quinn, que suspirou – Se acalma, ok? Dani esta em casa. Alem disso, Harmony vai morrer congelada se tentar voltar agora.

- Tudo bem. – Quinn suspirou – Mas se elas estiverem namorando eu mato Sugar.

- Você fala exatamente igual ao pai Leroy. – Rachel riu – E você ainda ta viva.

Rachel puxou a esposa para um beijo.

- Agora cala a boca, e vamos aproveitar que ela está fora.

Notas finais
O que acharam? :D
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!