Baby and Me

1 Capítulo 1 - Quando o meu pesadelo começou


Notas iniciais
Espero que gostem da história e qualquer que for o caso, deixem suas opiniões nos comentários! Boa leitura!

— Perseu Jackson! Se você não aparecer aqui agora, vai ser suspenso de novo esse mês! Então, eu sugiro que o senhor-

— Mas senhorita Grace, eu não posso sair hoje!

— Ah?! Isso foi um desafio?! Eu vou ligar para o diretor agora MESMO e mandá-lo te expulsar se não aparecer!

— Eu já disse que é impos- — A mulher do outro lado da linha desligou na cara do garoto, que gritou. — TEM COMO ISSO FICAR AINDA PIOR?!

O bebê em seu colo começou a chorar e o garoto de olhos verdes só suspirou.

— Como isso acabou assim...?

Flashback / Dois dias antes:

— E aí cara, tudo beleza? Fiquei sabendo de umas novas que estão acontecendo lá na escola. — O garoto de olhos negros tirou mais um cigarro do bolso e acendeu, estendendo para o amigo, que havia acabado de chegar no bar.

— Como o quê? Aquele lugar só tem gente chata. — Nico empurrou o ombro do amigo, que quase derrubou o cigarro no chão.

— Larga de ser ignorante, Percy! Eu estou tentando dizer que o Leo foi expulso! — O de olhos verdes se surpreendeu.

— Por qual motivo? Nós vimos ele ontem na briga lembra? Ele parecia bem. — O outro balançou a cabeça negativamente.

— Ele faltava a aula não só de vadiagem conosco, mas por que precisava trabalhar pra sustentar a mãe doente no hospital. — Ele encolheu os ombros. — E não disse pra gente. Ontem eu dei um pulo na escola e todos estavam falando disso.

— Vou no trabalho dele amanhã pra ver isso. Tchau cara, te vejo depois. — Os dois fizeram um toque e Percy seguiu para a saída.

Pegou o capacete e colocou, ligando a moto e saindo logo em seguida.

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— Meu filho, sabe que horas são? — Uma Sally preocupada voou em cima do filho com um pano de prato, que reclamou.

— Ai, mãe! Isso doeu!

— Como você se atreve a chegar essa hora dentro de casa e não levar uma reclamação! Já passa das 3 horas, Perseu! — O garoto revirou os olhos e baixou a cabeça enquanto Poseidon chegava. — E amanhã você tem aula, se lembra disso?!

— Venha cá, Percy. — Sally voltou para a sala da grande mansão enquanto os dois conversavam. — Eu e sua mãe já cansamos de suas desobediências desnecessárias, filho. Já tem 18 anos e age como uma criança! Eu recebo ligações de sua escola todos os dias, e isso realmente me atrapalha, pois tenho que ir lá me desculpar pelo meu filho imprudente! Onde já se viu, fumar na escola! — O mais velho virou a cabeça, visivelmente com raiva. — Vão pensar que estou criando um desordeiro.

— Já pensam isso, se quer saber. — O garoto levantou do sofá e subiu para seu quarto.

— Esse garoto… se não tomar jeito ele nunca vai conseguir um lugar. Pensando que tudo é diversão, quando se está prestes a entrar em uma faculdade.

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Percy parou em frente ao portão da escola, com um rosto amargurado e uma raiva que quase o fez atropelar alguma coisa que estava lá. Aquilo era uma garota vestida de galinha?!

— EI! VOCÊ ESTÁ LOUCA! NÃO SE PODE FICAR PARADA AÍ... -A garota nada fez, só virou seus grandes olhos cinza para ele enquanto reclamava. — Não está me ouvindo?!

—... Você é bonito. Pode me dar seu número? — Ela tirou um celular da estranha roupa e tirou uma foto do garoto. — O meu é...

— Não saia tirando fotos de pessoas que você nem conhece e… Ahn? — Ela foi embora antes mesmo que ele pudesse perguntar o que ela fazia. — Que pessoa estranha.

Depois disso, deu as chaves da moto para porteiro e pulou o portão para entrar na escola.

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— Ah! Então o desordeiro decidiu dar as caras hoje! Que perfeito! — O professor comentou antes de dar início a aula. — Bom, hoje temos uma aluna nova para apresentar.

Uma garota de cabelos loiros enrolados e olhos cinza entrou na sala. Ela procurou alguma coisa entre as pessoas da sala. Assim, que seus olhos encontraram os de Percy, deu um sorriso de discreto, enquanto o mesmo pensava como ela trocou de roupa tão rápido, mesmo que ainda faltasse alguma coisa no uniforme.

— Olá, sou Annabeth Chase, espero que possamos nos dar bem.

— A senhorita Chase veio da escola mais difícil da cidade e era a primeira da classe. Não hesitem em perguntar nada para ela. Ah, falando nisso, ainda temos que ver onde irá sentar... — Antes do professor poder falar mais alguma coisa, a garota se dirigiu a cadeira vazia ao lado de Percy, o que fez o professor comentar. — Aí definitivamente é o pior lugar. Mas enfim, seja bem-vinda!

— Obrigada! — Ela virou seu rosto para o do colega de sala e perguntou: — Tem um lápis aí?

— Sim, você não? — A garota olhou para ele despreocupada.

— Esqueci.

— Toma. — Assim que o de olhos verdes estendeu o lápis, ela pegou sua mochila e espalhou tudo em cima da banca. Havia desde brinquedos até uma galinha de borracha. — Você é estranha.

— Eu sei. — E se virou para assistir a aula, deixando um Percy confuso ao seu lado.

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— Cheguei em casa! Cedo desta vez! — Andou pelo lugar, tentado encontrar alguma pista de seus progenitores, mas nada.

Em cima da mesa de centro da sala, entretanto, havia um pequeno bilhete com uma fita de vídeo e 100 dólares.

Assim que colocou no aparelho de dvd, se sentou no sofá, meio surpreso.


“ — Ah… eu definitivamente não sei como começar uma coisa dessas… — Poseidon apareceu na tela da televisão com Sally ao seu lado, segurando várias placas de papel, como aquelas usadas em espetáculos e que dizem o que a plateia deve fazer. Ela sussurrou alguma coisa no ouvido do marido, que balançou a cabeça positivamente e leu a placa de papel. — Ham… filho, nós te abandonamos. Antes que pense que é uma brincadeira, não é, pode nos procurar pela casa. O fato é que cansamos de ter um filho que não obedece aos seus pais e repetindo as mesmas coisas, estragará seu futuro. Só voltaremos quando percebermos que mudou de vida e vai ser um bom filho. Ah! e se você notar, tem uma nota de cem doláres aí. É todo dinheiro que você tem, use-o com cuidado. Te amamos e tchau. “

— Que merda... — O garoto ficou olhando para a TV, agora no mudo, e tentando digerir as informações. No final das contas, deixou pra lá e fez uma ligação: — E aí cara? Tá ocupado? Vai ter pizza aqui em casa pra todo mundo.

— Teus velhos tão viajando é? Que coragem de fazer uma coisa dessas no meio da semana.

— Na verdade... eles meio que me abandonaram com uma nota de cem dólares.

— Nesse caso, só há uma coisa a se fazer...

¤¤¤

— Não estou acreditando que você me convenceu a vir até aqui essa hora da noite! E eu pensando que era uma coisa séria! — Percy exclamou.

— Relaxa brother. Uma festa dessas não se faz todo dia. E como é que você planeja dar pizza de graça sem umas bebidas? Não faz sentido. — Leo abriu um sorriso e foi para o outro corredor do mercado. — Vou ver se tem alguma coisa interessante por aqui e você olha lá!

— Ok. Espera, sou eu quem estou com o dinheiro! Leo! — O garoto andou apressadamente atrás de seu amigo e não notou quando um objeto não identificado cruzou seu caminho, e quase o atropelou. — Opa! Mas o que...

Quando seus olhos focalizaram na "coisa", ele percebeu que não era uma coisa, mas sim uma pessoa. No meio do corredor do supermercado, entre a seção de frios e biscoitos, havia um bebê de, no máximo, seis meses dentro de um carrinho, e com uma expressão bastante assustada.

Mas o que era realmente estranho é que não havia mais ninguém no estabelecimento além dos dois garotos e duas funcionárias junto com a balconista do lugar. O garoto se dirigiu a uma delas e perguntou:

— Com licença, senhoras, mas tem um bebê na seção de frios e não há ninguém por perto por aqui, então...

— Um o quê?! — A funcionária se levantou do balcão e foi até o lado de fora, se deparando com a cena. Depois de dar uma olhada, achou um bilhete colado na frente do carrinho. — Está direcionado a alguém.

— Sério? Que coisa estranha. Mas talvez agora consigamos encontrar os pais da criança. Para quem é? talvez se colocarmos no Facebook o achamos.

— A Perseu Jackson. — O garoto congelou no lugar. A garota continuou: — Querido papai, minha mãe não tem condições de cuidar de mim no momento, pois é uma estudante e seus pais a ameaçaram de desardar se não arranjasse um lugar para mim. Ela achou que o correto seria que eu seja criado pelo meu pai, ou seja, você! Com amor, seu filho.

— Oh merda. — Por um instante ele repassou toda a sua vida como numa fita de vídeo. Aquele garoto deveria ter uns seis meses então... oh sim. — Eu vou morrer.

— É você?! Boa sorte. — Ela jogou o papel na sua mão e deu as costas, voltando para o balcão.

— Ai que merda… o que eu vou fazer agora?

Notas finais
Até o próximo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.