Baby I
5 Capítulo 5
Notas iniciais
SAM POV
“Que horas são?” -pensei eu ao ter acabado de acordar. Tirei o meu telefone pêra que estava debaixo da minha almofada e vi as horas “00:45… vou mas é voltar a dormir”
Virei-me para o lado, mas não estava a conseguir dormir, em vez disso estava a pensar na Cat e no que se tinha passado naquela tarde. Nem acredito que aqueles idiotas a trataram mal eles não sabem que ela é sensível? Ela podia ter reagido muito pior. Virei-me novamente e fiquei a olhar para o tecto do quarto. Será que a Cat está a dormir?
Olhei para a cama dela e vi que estava vazia. Mas onde é que a Cat foi a estas horas? E donde raio vem esta luz? Eu sei que não temos a porta mas não se deveria ver luz nenhuma. Eu levantei-me e reparei num frasco que estava no chão.
“Laxantes? Mas para que é que a Cat precisa disto?”
Levei o frasco comigo e segui o rasto da luz, até que vi que me levava à casa de banho. Eu ouvia um barulho como se alguém se estivesse a engasgar. A porta estava encostada e eu abri-a lentamente até que vi a Cat. Ela estava de joelhos virada para a sanita. Eu deixei cair o frasco com o choque, a Cat olhou para mim.
–SAM?!
CAT POV
Eu nem sabia o que dizer.
–Não devias estar aqui. -disse ao evitar contacto visual.
–Cat o que é isto?!
–Sam, não é o que parece.
–Não é? Então o que estavas a fazer não era provocar o vómito?
–Okay, talvez seja o que parece.
–Onde arranjas-te os laxantes Cat?
–Foi o Dice que mos trouxe, eu pedi-lhe.
Depois de eu ter dito isto a Sam saiu da casa de banho e desapareceu na escuridão, estava com medo que ela fosse fazer alguma coisa estúpida.
–Sam? Sam!
–Eu fui atrás da Sam, e depois fui contra ela, porque ela tinha parado no meio do caminho.
–Sam? -perguntei com a voz muito baixa.
–Cat porquê? Porque é que fazes isso? -ouvi-a perguntar virando-se para mim.
–Eu… eu…
Não valia a pena esconder mais e a Sam merece que eu seja sincera com ela.
–Eu já não suportava que as pessoas me chamassem gorda.
Sem eu estar à espera a Sam abraçou-me com muita força.
–Mas Cat… eu disse-te que estavas bem assim. Eu não te quero ver a sofrer.
As palavras da Sam estavam a partir-me o coração…também a estava a deixar triste e eu não quero isso.
–Desculpa Sam… mas é difícil de aguentar. Tu não sabes o que é ser fraca e ser maltratada por todos. -disse com lágrimas nos olhos.
–Pois não, não sei. Mas se depender de mim, não vais voltar a saber. -disse-me a Sam olhando-me nos olhos. — e quem se atrever a falar mal de ti vai ver o que eu lhe faço.
Os olhos da Sam transmitiam-me carinho e protecção. Eu não me sentia assim quando estava com o Robbie. Talvez isto fosse um sinal, de que talvez o Robbie não seja o meu verdadeiro amor.
–Cat promete-me que não voltas a fazer isto.
–Sam eu não te posso prometer nada, já é algo que eu não controlo.
–Então fazemos assim. Primeiro: acabaram-se os laxantes.
–Acabaram-se os laxantes. -repeti, para fixar o que a Sam estava a dizer.
–Segundo: depois de voltarmos do Colorado vais ao médico.
–Ir ao médico.
–Linda menina. -ouvi a Sam dizer.
Ela depois abraçou-me e deu-me um beijo na testa, eu não conseguia fazer mais nada sem ser sorrir.
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