Baby I

4 Capítulo 4


Notas iniciais
Este capítulo é um pouco triste, pelo menos eu acho. O próximo vai ser mais ou menos uma 2ª parte deste já que se passará no mesmo dia, será um pouco chocante.

SAM POV

“Isto é que é vida. Televisão, frango do Tubba Chiken e um sofá.” -pensei ao me deitar no sofá. “mas isto tudo seria melhor se a Cat estivesse aqui, mas ela teve de ir à escola, ainda bem que isso vai acabar”

Liguei a TV e coloquei um filme que estava gravado, a dar.

Depois lembrei-me que tinha de fazer as minhas malas para a viagem. Nem acredito que a Cat já fez as delas, só vamos embora daqui a dois dias. Eu deveria provavelmente ir fazer as minhas também… mas não me apetece levantar-me, fica para depois.

Comecei a comer o frango, é tão bom, mas é claro que preferia que a Cat me tivesse feito algumas das suas almôndegas.

De repente a porta do apartamento abriu-se e foi fechada com muita força.

Eu olhei em direcção da porta e reparei que era a Cat, ela parecia abatida.

–Cat? O que é que se passou? -perguntei levantando-me do sofá.

–Nada, preciso de ficar sozinha…

A Cat tinha os olhos muito vermelhos parecia que tinha estado a chorar.

Ela sair da sala e trancou-se no quarto.

Eu fui atrás dela obviamente, mas não consegui entrar.

–Cat deixa-me entrar!

Ainda pensei em mandar a porta abaixo mas talvez não fosse boa ideia.

CAT POV

–Sam eu só quero estar sozinha, por favor. -implorei. Eu estava no chão com a cabeça entre os joelhos. Eu já nem sei o que estava a sentir…

Já me estava a doer a cabeça de tanto chorar. Eu levantei-me e comecei a mandar alguns peluches meus ao chão e comecei a gritar.

–CAT?! O que se está a passar?! Deixa-me entrar caramba!

Comecei a ouvir vozes na minha cabeça e estavam a dizer coisas horríveis.

Não prestas.

Para que é que estás viva?

És uma idiota.

Mas quem é que precisa de ti?

–CALEM-SE! -gritei levando as mãos à cabeça. -calem-se…

Deixei-me cair no chão, aquelas vozes não me largavam.

–CAAAAATTTTTTT!!!!!!!!!!!!!!????????????

Depois ouvi um estrondo, olhei e vi que a Sam tinha deitado a porta abaixo, já não queria saber. Voltei a deitar a cabeça no chão.

SAM POV

–Cat? Cat, o que se passa, fala comigo.

Eu queria ajudá-la a levantar-se, mas ela deu a entender que preferia ficar sentada.

A Cat não me respondeu. Eu olhei à volta e via a confusão em que o quarto estava. Sim parecia que também tinha passado um furacão na minha parte do quarto.

–Cat, está tudo bem eu estou aqui. -disse abraçando-a.

–Não Sam… Não está.

Ficámos a olhar uma para a outra.

–Cat, eu sei que este não é o momento para te perguntar isto, mas tomaste as tuas vitaminas?

–Não… já desde anteontem que não tomo.

–Cat! Já sabes que tens de as tomar!

–Não grites comigo! O que eu menos preciso agora é que tu também grites comigo!

–Cat, porque é que não me contas o que se passou? Vais sentir-te melhor se desabafares.

–Está bem. Talvez tenhas razão. Eu estava na escola, e enquanto ia ao meu cacifo vários alunos gozaram com a minha voz, com o meu cabelo e chamaram-me gorda.

CAT POV

–O quê????!!! -ouvi a Sam dizer. -mas o que se passas com esses idiotas? Tu não és nada do que eles te chamaram e tu és perfeita Cat.

Eu senti-me vermelha quando a Sam disse aquilo. Ela era a única que nunca me tinha chamado nomes ou gozado comigo. Ela era o único apoio que eu tinha.

–Sam, não achas que eu sou gorda?

–Não, é claro que não. Acho que estás muito bem assim.

A Sam desviou o olhar e perguntou.

–E o Robbie? O que é que ele disse sobre isto tudo.

–Bem ele estava a apoiar-me mas quando eu lhe perguntei se eu estava mesmo gorda ele disse que talvez estivesse um pouco…

–Aquele parvalhão, eu vou ter uma boa conversa com ele. Onde é que está a minha meia com manteiga?! -resmungou a Sam levantando-se e deixando-se sozinha no chão.

–Sam não. Eu resolvo isto com ele depois. -menti.

–Mas ele ofendeu-te Cat e eu não gosto quando te tratam mal.

A Sam voltou a sentar-se ao pé de mim.

–Obrigada Sam.

–Pelo quê?

–Por me estares a apoiar, e por seres uma grande amiga.

POV SAM

“Claro, ela só gosta de mim como amiga. Também acho que não posso pedir mais, não é?” -pensei, um pouco desiludida.

Eu não sei se foi por a Cat ter reparado que eu tinha ficado triste ou se foi simplesmente por ela ser uma pessoa doce, mas ela ao ter acabado de falar deu-me um beijo na cara.

Depois de ela me ter dado o beijo eu levei a mão à cara.

–Desculpa, sei que não gostas de beijos nem de abraços.

–Não faz mal, não faz mal.

–Sabes… se tu quiseres, também me podes dar um beijo.

–O quê? Onde?

–Na cara parva, onde havia de ser.

–Claro, na cara.

Eu ri-me forçadamente e depois dei-lhe o beijo.

Ela sorriu para mim e eu retribuí o sorriso.

A Cat encostou-se ao meu peito e eu abracei-a.

–Quem me dera que todas as pessoas fossem como tu, Sam.

–E a mim quem me dera que fossem como tu, Cat.

Notas finais
Comentem ok? ;)