Baby Avengers - Os Bebês Vingadores
6 Capítulo 6: Uma pequena ajuda dos amigos
Notas iniciais
Minha melhor amiga, Madeline – a quem eu chamo carinhosamente de “Mad”, por razões – ,viajou para a América do Sul com o pai. Não porque precisava de novos ares, mas sim pelo fato de nessa época do ano o hemisfério Sul estar no inverno – o que resulta num tempo quase sem sol, coisa que suas sardas e sua pele agradecem muito. Portanto, na sua falta, eu chamei um plano B.
Conheci Darcy por intermédio do Dr. Erik Selvig,da S.H.I.E.L.D. – que, por sua vez, conheci através do meu pai – ,durante uma confraternização de funcionários da agência à qual eu fui com meus pais. Desde então não paramos de nos falar via Skype e mais não sei quantos outros meios de comunicação.
Em pouco menos de cinco minutos, ela chegou ao apartamento acompanhada de Erik e sua melhor amiga, Jane Foster.
– Cara, o que houve por aqui? Uma Terceira Guerra Mundial? – perguntou, embasbacada com a visão da sala de estar.
– Pensei a mesma coisa quando acordei – disse, ainda com Loki em meus braços. Devo admitir que, para um vilão, ele era um bebê muito fofo.
Os três pareciam bem cansados, talvez por terem vindo assim tão rápido atender meu pedido. Imagino de onde vieram naquela velocidade toda.
Erik chegou perto o suficiente para encarar Loki nos olhos.
– Por acaso esse é Loki? – disse, cutucando sua bochechinha com o indicador. – Quem diria, hein? Depois de ter controlado minha mente...
– São os Vingadores? Mas como isso aconteceu?
– Eu não sei, por isso os chamei aqui – afastei-me de Erik, assim ele não mais cutucaria o bebê. – Acordei agora à pouco e eles estavam assim aqui embaixo. Precisamos descobrir logo a causa e achar uma solução para ela.
Jane olhava para os outros bebês no chão da sala. Consegui acalmá-los com um pouco de dificuldade antes da chegada de Darcy e os outros. Clint e Natasha haviam parado de brigar; Steve parara de chorar; Tio Stark encarregou-se de tomar conta do Bruce, que não deu trabalho algum, e Thor...
– Ai, meu Deus, Thor! – exclamou Jane, correndo em sua direção. Os olhinhos azuis do deus do trovão brilhavam enquanto ela o pegava em seus braços e o encarava, aflita.
Darcy havia me contado do encontro deles com Thor. Foi uma história muito louca ele ter sido punido de Asgard e ter que recuperar o Mjölnir aqui na Terra. Ela me contou todos os detalhes dessa aventura – inclusive a parte do beijo quente que eles deram antes de Thor voltar para casa.
– Se ao menos o meu tio estivesse em condições de nos ajudar...
Antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, os olhares de Thor e Loki se encontraram e este livrou-se de meus braços caindo firmemente no chão. Um capecete dourado com chifres começou a se materializar em sua cabeça, seguido de uma armadura com uma capa verde comprida e um cetro. Thor parecia confuso a princípio, mas, percebendo a preocupação no rosto de Jane, saltou de seus braços para o chão e encarou Loki.
Uma cena de batalha estava prestes a começar. A única anormalidade é que seria uma batalha entre... bebês.
Loki preparou seu cetro, que começou a emitir uma luz azul em sua ponta, e Thor rapidamente levantou sua mão para chamar o Mjölnir. O martelo chegou bem no segundo em que a luz do cetro se intensificara e Loki disparou um feixe de luz na direção do irmão, que golpeou-a para longe como numa partida de beisebol.
Erik, Darcy e eu tivemos que nos esquivar para que o feixe não nos atingisse – ao invés disso, ele atingiu uma das paredes que davam vista para a cidade, estraçalhando o vidro. Nos afastamos de Loki e Jane fez o mesmo com Thor, deixando que a luta seguisse.
Loki lançava feixes e mais feixes de seu cetro, todos golpeados por Thor, estraçalhando tudo o que atingiam no apartamento. O deus do trovão também tentava golpeá-lo com o Mjölnir, mas seu rival era mais rápido e desviava com graça de seus golpes, quase que dançando. Suas armas colidiam como espadas de gladiadores numa arena e a apreensão de todos os espectadores daquela cena estava evidente em seus rostos. Os outros Vingadores se espremiam num dos sofás tentando se proteger de possíveis golpes de feixes, alguns chorando alto, outros cobrindo suas cabeças.
Tudo emitia ruído. As ondas sonoras passeavam pelo ar de um jeito totalmente desgovernado e isso irritava meus tímpanos. Sentia como se minha cabeça estivesse prestes a explodir, ao contrário dos outros que apenas se protegiam de cacos de vidro e faíscas. Minha paciência estava se esgotando, sentia-me como uma fera incomodada numa jaula minúscula e, finalmente, bradei:
– PAREM!
Parecia que minha voz ecoava pelo apartamento. No ato, os dois deuses pararam de lutar e olharam para mim, assustados e surpresos, assim como todos na sala. Um silêncio mortal se instalou.
Fui na direção dos dois e, impaciente, disparei:
– Será que não percebem que isso não convém à situação? Vocês todos se transformaram em bebês misteriosamente e mesmo assim têm coragem de lutar? Se algo grave acontecer, serão vocês os prejudicados! – suspirei alto, tentando me acalmar. Estava parecendo uma mãe dando bronca nos filhos pequenos. – Eu estou pouco me lixando se vocês são deuses rivais. O mais prudente a se fazer agora é entrar em trégua, até que tudo se resolva.
Thor e Loki se entreolharam por alguns segundos, até que o primeiro largou seu martelo no chão em sinal de trégua. Fiquei feliz em saber que ele compreendia a situação e reconheceu minha proposta. Já o outro ficou indeciso, ou desconfiado, mas com seu irmão balançando a cabeça em positivo para ele, Loki também depositou o cetro no chão.
Darcy, Erik e Jane saíram de seus esconderijos com cautela e juntaram-se a mim. O apartamento estava um caos.
– Precisamos dos arquivos das câmeras de segurança da torre, talvez consigamos alguma informação do que pôde ter ocorrido ontem à noite – disse, dirijindo-me a eles.
Darcy esticou o pescoço para ver melhor os Vingadores.
– Acho que você também vai precisar de ajuda com eles...
Ela tinha razão. Não adiantaria em nada nos preocuparmos em descobrir a solução para o problema se não cuidássemos também deles. Estão totalmente incapacitados agora – apesar de provavelmente ainda terem seus poderes.
– Nós também estamos de férias, se quiser podemos ficar aqui cuidando deles até que voltem ao normal – disse Jane. Erik deu de ombros e esboçou um meio sorriso em aprovação.
– Perfeito – disse, sorrindo em agradecimento.
– Mas, primeiro – disse Erik – ,temos que dar um jeito nessa bagunça.
Então eles puseram-se a arrumar os móveis da sala, recolhendo as almofadas e revirando a mesa e as poltronas. Olhei para Loki, que permanecia no mesmo lugar desde que a luta cessara. Seus olhinhos verdes fitavam-me com um semblante ríspido. Combinando isso aos chifres dourados e curvos de seu capacete, ele parecia um diabinho – com certeza nos traria muitos problemas se vacilássemos.
– Estou de olho em você – disse, secamente e encarando-o – ,tampinha.
Ofendido com o apelido, Loki bufou alto e fez uma típica cara de criança emburrada, franzindo o cenho e enchendo as bochechas.
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