Babás por Um Dia: Perdidos no Shopping
4 Capítulo 4
—Bem vindas à loja de lingeries Sonho Dourado. -uma atendente saudou Maeve, Juliana e Desirée. -Em que podemos servi-las?
—Senhora Tassouli, quanto tempo? Quer ver as novidades que chegaram? Desculpe se ainda não ligamos para avisar, mas é que acabaram de chegar essa manhã! –outra atendente para Juliana.
—Errr...oi, Cloe. -cumprimentou sem graça e Desirée segurou a vontade de rir. -Hoje não. –gesticulou discretamente com as mãos: “depois eu olho”.
—Na verdade. -começou Maeve olhando para os lados. -Estou procurando uma pessoa.
Do outro lado da loja, escondido atrás de um cabideiro com fantasias eróticas, Máscara da Morte observava a sua esposa, que tinha uma expressão nada amigável em seu rosto e amaldiçoava sua sorte.
—Por que? -ele murmurou olhando para cima.
—E aqui temos a fantasia de bombeiro. –uma mulher jovem de cabelos cor de rosa e vestida com baby-doll preto apareceu diante dele com uma fantasia que se resumia a um chapéu e sunga minúscula. -Temos a de médico também... Por que o senhor está escondido ai?
Máscara olhou para aquilo como se fosse de outro mundo e balançou a cabeça em negativa.
—Eu não sou stripper!
—Mas com esse corpo faria sucesso! -cochichou outra para uma amiga que suspirou.
—Eu...
—Eu procuro o cachorro do meu marido que entrou aqui! -ouviu Maeve dizer alterada e estremeceu.
—Nossa! -admirou-se a atendente.
—Aquela é a minha mulher. Ela não podia ter me visto aqui! -ainda escondido.
—Era para ser uma surpresa para ela?
—Errr..sim! -e suspirou. -O que eu digo para ela?
—Hum...eu posso ajudar! -e mostrou uma fantasia de cowboy. -Com esse chapéu e bigodão ela não te reconhecerá!
—Ótimo! -ele estende a mão para pegá-la mas a atendente recua. -O que foi agora?
—Tem que pagar antes.
Ela aponta para a etiqueta e Máscara da morte arregala os olhos ao ver o preço.
—O que? -quase gritou mas sussurrou irritado de volta. -Isso é um roubo!
—Eu trabalho por comissão e tenho uma faculdade para pagar. É pegar ou largar, tigrão! -disse-lhe a atendente com um sorriso malicioso.
—Largo! — disse ele com convicção, mas ao ver que logo seria descoberto pela mulher que olhava tudo a sua volta com bastante atenção (e raiva) Máscara mudou logo de opinião. –Mas vem cá. Não tem nada mais... vestido e mais barato não?
Ao que a vendedora respondeu:
—Claro! Veja essa. — e jogou algo em seu colo, ele olhou espantado para o traje que lembrava um maiô. –Um tigre! As mulheres adoram um tigrão.
—Isso é um fio dental masculino?
—Sim.
—Fico com o cowboy. -Uma enorme gota de suor escorre pela cabeça do Cavaleiro de Câncer.
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Em outro corredor do Shopping
—O que está havendo aqui, Kanon? -Dione perguntou, olhando para o homem que segurava as roupas do menino em uma mão e na outra, tentava esconder o rosto, enquanto Kenny corria nu em volta deles. -Cadê os rapazes? Eu combinei de encontrar o Milo aqui no Shopping e vejo essa confusão!
—É uma longa história! -suspirou.
—Essas roupas estão molhadas. -ela pega a mão de Kenny. -Vamos Kenny! A titia vai comprar uma roupa nova para você usar, enquanto seu papai me conta o que está havendo.
—Mais eu num queio! Queio fica peiado! -o menino lamentou. –Cavaeios de dagão ficam peiados o tempo todo!
—Quem disse isso?
—Tudu mundo! –diz com a maior inocência, batendo a mão na testa e esfregando pelo rosto, como se estivesse cansado de explicar aos adultos. –Papai faia que é um ixibilido!
—“Ixibilido”? –ela fica pensativa. –Ah... Exibido?
—Issu! Mamãe faia qui é saúde!
—Ela fala o que? –Kanon perguntou ao filho e Dione riu.
—Vamos por uma roupa? Aposto que o Cavaleiro de Dragão não fica “exibindo sua saúde” o tempo todo. –Dione pediu e Kanon bufou.
—Ninguém consegue colocar roupa nele quando não quer! -avisou Kanon. -Eu já tentei!
—Kenny. -ela disse o nome com suavidade, mas firmeza.
—Tá bom! -o menino concordou, Kanon ficou boquiaberto.
—Como conseguem isso? –ele não acreditava. –É algum pacto secreto que só mulheres conseguem?
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Área de recreação
No caminho para o cinema, após saírem da loja de brinquedos com algumas sacolas, Alexandre e Junon passam diante do parque e após olharem as atrações, decidem que querem ficar ali, brincando nos games. Perto, Milo tentava localizar algum dos meninos.
—Se eu fosse um bebê, para onde eu engatinharia? -pensou e depois viu um cercado com vários bebês.
Aproximou-se das babás que cuidavam das crianças e deu seu melhor sorriso para as jovens, fazendo-as olharem para ele muito interessadas.
—Com licença, meninas. Eu procuro minha sobrinha! Acho que o pai dela a deixou com vocês.
—E como ela é? -uma das jovens perguntou estranhando.
—Loirinha, usava uma roupinha rosa com o desenho de um peixe, sabem é o signo dela. Ganhou do padrinho a roupa e eu disse que era brega demais! Mas o Dite... -suspirou. -Bem, deixa pra lá. A minha sobrinha tem olhos azuis lindos!
—Bem, tem uma menina exatamente com essa descrição aqui! -falou a babá encantada com Milo.
—SÉRIO? -Milo estava a ponto de pular de alegria. -Cadê ela? Ângela!
Olharam para dentro do cercado e não a acharam.
—Mas...eu sei que ela estava aqui! -a babá estava ficando desesperada.
—Essa menina é muito esperta! Deve ter puxado a Maeve. -falou Milo, depois ficou olhando ao redor, procurando-a e sendo ajudado pelas meninas.
—ALI! -uma delas apontou. -Na piscina de bolinhas!
Milo imediatamente correu para ela e viu uma cabecinha loira em meio às bolinhas, que desapareceu entre elas. Sem pensar mergulhou na piscina e voltou erguendo a menina triunfante.
—GOTCHA! -falou vitorioso e depois encarou a menina. -Você não é a Ângela! Ela não tem este nariz grande!
—Solta minha filha! -Uma senhora gorda mandou dando bolsadas em Milo. -SOCORRO!
—AI, para com isso! Ai, ai...eu que deveria pedir socorro! -reclamava Milo tentando sair da piscina e se proteger das bolsadas da mulher, e de outras que vieram ajudá-La. Milo perdeu a paciência dele, que estava pouca. -QUEREM PARAR COM ISSO? ESTOU TENTANDO ACHAR MINHA SOBRINHA QUE SUMIU NESTE PARQUE!
Imediatamente as mulheres pararam com as agressões e o olhavam espantadas.
—ATENÇÃO! -continuou Milo após receber a atenção de todos presentes. -É uma menina pequena, não tem um ano ainda, cabelos loiros, curtinhos, olhos azuis, roupinha rosa com um peixinho estampado, atende pelo nome de Ângela! -todas as pessoas se entreolhavam sem entender. -ANDAM! PROCURANDO A MENINA! MOVAM-SE!
Diante do comando do cavaleiro, todos se empenharam em procurar a menina desaparecida. Milo senta em um banco e suspira, pegando o suco de caixinha de uma sacola de uma das mães e bebendo.
—É tão difícil achar gente competente para agir em uma crise.
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Loja de Lingeries
—Eu não quero ver a coleção de inverno! -falou Maeve empurrando a fantasia que a atendente lhe mostrava.- Eu quero olhar em todos este provadores até achar o meu marido e depois matá-lo!
Neste momento, saindo de um provador com roupas de cowboy, um enorme bigode negro e tentando esconder o rosto com um chapéu, Máscara da Morte passou pelas mulheres, murmurando um pedido de licença.
Juliana o olhou bem, pensou que o conhecesse, achou-o familiar demais. Mas depois sacudiu a cabeça, a pessoa que ela pensava jamais se vestiria assim, mesmo com a esposa espumando de raiva de ciúmes na cola dele.
Com passos apressados, Máscara da Morte voltou rapidamente para o parque, na esperança de achar Ângela o quanto antes. Chegou e viu Milo sentado em um banco, bebendo suco e dando ordens para as pessoas que estavam olhando em todos os cantos do parque.
—Já olharam dentro do Castelo Encantado? -perguntou Milo, com um gesto de tédio. -Essa gente não faz nada direito.
—O que está fazendo, inseto? -perguntou no limite da sua paciência.
—Eu... -Milo olhou para o Máscara da Morte, piscou várias vezes antes de falar com tom gozador. -O dia das Bruxas ainda não chegou!
Giovanni foi ficando vermelho ao ser alvo das risadas de Milo.
—Pera ai...quem é você? -dando risadas. -Charles Bronson? Não, espera... hahahaha... Racha Cuca do Chapolin? Tá ridículo!
—E você está morto se continuar com essas piadas! -ameaçou, fazendo seu dedo brilhar com seu cosmo diante do nariz de Milo.
—Tá legal! Sem estresse! -pedia Milo, segurando o riso. -Prometo nem perguntar de onde saiu essa fantasia!
—Grrrr!
—De onde saiu essa fantasia? -Saga perguntou espantado.
Máscara virou-se para desferir os mais baixos palavrões para o cavaleiro de Gêmeos, mas parou ao ver o enorme dinossauro roxo do lado dele.
—Saga, tem um dinossauro roxo do seu lado? -avisou o canceriano.
—Bem... Não é um dinossauro. -explicou Saga. -É o Barney.
—É o Kamus. –Milo gargalhou novamente.
Máscara olhou bem para a criatura ao lado de Saga, o viu erguer a boca e mostrar os olhos de Kamus, e...
—HUAHUAHAUAHUAHAUAHAUA! -rolando no chão e se contorcendo de tanto rir.
—Não deveria estar rindo de mim! -protesta o cavaleiro de Aquário. -Sua fantasia não está longe do ridículo!
—A sua está lado a lado com o ridículo! -dizia Câncer chorando de rir, sendo acompanhado por Milo e Saga, que não se continham mais.
—Malditos! -resmungou Kamus, depois ele aponta para a multidão. -ALEXANDRE!
O enorme dinossauro correu de maneira desajeitada na direção de dois garotinhos, que os cavaleiros reconheceram com alivio serem Alexandre e Junon.
—Alexandre! -chamou com firmeza.
Os meninos que estavam entretidos em uma máquina de vídeo game viraram quando ouviram o chamado. Os dois olharam para o enorme dinossauro roxo que se aproximava deles, arregalaram os olhos.
—AAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!! -gritaram ao mesmo tempo, chamando a atenção de todos que estavam perto para a cena.
Kamus parou diante deles, totalmente desconcertado.
—Non, non...Alex, sou eu o papai. -tentava falar, mas os meninos ainda gritavam assustados.
—Não é o meu pai! -falou Alexandre, dando um chute certeiro em Kamus, que se curvou para segurar o joelho ferido, e depois acerta outro chute no rosto dele. -Meu pai me ensinou esses chutes!
—Ai! Alex! -falou bravo, e depois admirado. -Que belo chute! Os treinos estão dando resultado!
—Pai? -o menino olhou para o Barney diante dele. -Por que o senhor tá fazendo vestido assim?
—Tô cum medu du tio Kamus. -Junon esconde-se atrás de Alexandre.
—Meninos. -os demais cavaleiros chegaram, Saga foi o primeiro a pegar Junon no colo e o abraçar forte. -Que alivio! Pestinha! Não suma mais assim!
—Ôooohhhhh! Que lindo!!! –Milo e Máscara da Morte em coro deixando Saga vermelho.
—Cresçam, vocês dois! –pediu Saga, irritado e colocando o menino no chão e segurando sua mão.
—Agora falta minha filha. -Máscara dizia olhando para os lados.
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Naquele momento, do outro lado do Shopping, saindo de uma loja de roupas infantis.
—Como pode cinco Cavaleiros de ouro, sendo que dois deles quase dominaram o mundo, não conseguem controlar quatro crianças! -Dione dizia, entre a incredulidade e a vontade de rir.
—Não comece. -avisou Kanon. -Eu já lhe disse que estas crianças não são normais!
—São normais como qualquer menino da idade deles. -olhando Kenny correr em cima dos bancos e entre as pessoas, parecendo que queria voar com os braços esticados para os lados. –Aposto que você e seu irmão eram piores que ele.
—Kenny venha já aqui! -ordenou Kanon, irritado. -Temos que achar seus tios e seu irmão!
—Não! -respondeu o menino, ainda correndo.
—Está vendo? -apontou Kanon.
—Kenny. -Dione chamou sem alterar a voz. -Venha aqui. Vamos achar seus tios.
—Tá. -o menino obedeceu na hora, pegando a mão da garota, sorrindo e pulando. –Chocoiate?
—Como vocês mulheres conseguem isso! -Kanon alterado.
—Aprenda a verdade universal, Kanon de Dragão Marinho. -falou a loira se afastando com o menino e sorrindo. -Mulheres dominam! E seja firme com os meninos!
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Área de Recreação
Engatinhando em meio à multidão, a pequena Ângela se aproxima de um brinquedo fechado para a manutenção, A mini montanha russa do parque, A Montanha Encantada. Os funcionários distraídos com o lanche e assistindo por uma mini televisão a um jogo de futebol, nem perceberam a criança, que começou a subir pela rampa para o elevador de serviço.
Dentro do elevador, apoiando as mãozinhas na parede ficou em pé, tentou se equilibrar, mas caiu sentada, batendo as costas numa vassoura atrás de si. A vassoura cai, batendo o cabo no painel do elevador e sem querer o acionou.
—Guuuuuu... -balbuciou rindo, olhando o parque do alto.
O elevador pára e a menina continua a explorar, engatinhando para o alto da Montanha Encantada.
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Lá embaixo.
—Já achamos dois perdidos. -comentou Milo. -Agora falta Ângela.
—Vamos nos dividir novamente. -Disse Saga. -Se o bebê foi visto aqui no parquinho, não deve estar longe. Milo vai pela esquerda, Giovanni pela direita do parque e eu pelo meio. Vamos cobrir melhor o perímetro assim. Barney...er...digo Kamus. -ao sentir o ar gelado consertou na hora o erro. -Fique com os meninos, com essa roupa vai atrapalhar as buscas e não os perca de vista!
—É lógico que eu não os perderei de vista e... CADÊ ELES? -olhando para os lados.
—Ali. -apontou Saga para o carrossel e os meninos admirando-o.
—Eu sabia que eles estavam ali. -falou Kamus.
—Ei, Clint Eastwood. -chamou Milo recebendo um olhar mortal do Cavaleiro de Câncer. -Não é melhor tirar essa roupa?
—Eu tiraria, mas deixei as minhas roupas na loja de lingerie e... -parou de falar diante dos olhares dos companheiros. -Eu entrei na loja para me esconder daquele pelotão de linchamento!
—Sei. -falou Saga cauteloso. –Tudo bem.
—Ninguém aqui está te julgando. -emendou Milo.
—Pervertido. -disse Kamus.
—Ei, Barney...se não se calar vai ficar extinto! -ameaçou Máscara da Morte. -Vou te arrebentar!
—Você e quem mais? Búfallo Bill? Ou Ben Silver? -zombou.
—PAREM COM ISSO! -avisou Saga já irritado. -VAMOS ACHAR O BEBÊ E VOLTARMOS PARA CASA E ESQUECER ESTE PESADELO DE PASSEIO!
Saga saiu pisando duro, os três se olharam espantados.
—O cabelo dele mudou de cor...mesmo que por um momento? -perguntou Milo.
—Deve ser a luz do ambiente. Estas luzes coloridas do parque. -comentou Kamus.
—As luzes deixaram os olhos dele vermelhos por cinco segundos também? -perguntou Máscara da Morte.
—Hum... -os três ficaram pensativos.
—Vamos achar Ângela, depois pensamos no exorcismo dele. –disse Milo e se separaram.
Os três começaram a procurar em cada canto do parque, em cada carrinho de bebê que encontravam, em cada brinquedo e nada.
—Ela não pode ter sumido! -lamentava-se o pai.
—Será que... -Milo receou dar a opinião. -E se foi roubada? Ela é um bebê lindo e tem malucos em todo lugar!
—ÂNGELA!! -Máscara subindo em um brinquedo já em desespero e lágrimas nos olhos.
—Valeu, Senhor Sensível -falou Saga sarcástico. -Agora, além de um bebê desaparecido, temos um pai em desespero.
—Não a acharam? -perguntou Kamus com os meninos ao lado deles.
—Não. -responderam desanimados.
—Estou tentado a chamar a segurança. -diz Kamus. -É melhor chamarmos toda a ajuda possível!
—E se chamarmos o Mu? Com os poderes dele, quem sabe ele a encontre? -sugeriu Milo.
—Mu está no Tibet. -diz Saga. –E não daria tempo de ir buscar mais ajuda.
—ÂNGEEEELAAAAAAAA! -Máscara ainda chamando por ela e todos as pessoas do Shopping assistindo a cena.
—Meu Deus! -uma mulher gritou. -Olhem aquele bebê em cima da Montanha Encantada!
Imediatamente os quatro cavaleiros olharam na direção apontada pela mulher, as pessoas estavam horrorizadas e temerosas ao verem um bebezinho brincando perigosamente no alto da Montanha encantada, uma mini montanha russa.
—ÂNGELA! -gritaram todos ao mesmo tempo, correndo como loucos até ela, passando pelos curiosos que se aglomeravam.
—Saiam da frente vermes! -gritou Máscara da Morte em vão. -Eu quero passar! É minha filha!
—Não dá para passar por aqui! -avisou Milo, se preparando para tomar impulso e saltar.
—Praga! -Máscara se adianta e salta primeiro, subindo nos ombros de Milo e correndo por cima da multidão em seguida, pisando em cabeças e ombros por onde passava. -Saiam da frente!
Em seguida com outro impulso, salta para a montanha, ficando a poucos metros de onde a menina estava, as pessoas soltaram expressões de espanto e admiração.
—O cowboy vai salvar a menina! -comentaram algumas estudantes apontando.
—Er...mas... -um funcionário parecia preocupado.
—O que foi? -perguntou Saga.
—Aquela parte está toda engraxada. -falou o funcionário.
—Graxa!
—É...estava precisando e...espalhamos demais eu acho.
Os três cavaleiros se olharam espantados e depois para a montanha.
—Ângela, é o papai! -Máscara chamou e a menina parou de engatinhar, olhando para ele. -Vem com o papai, vem!
A menina parecia hesitar e depois o reconheceu pela voz, sorrindo começou a engatinhar em sua direção.
—Isso. O papai está aqui. -ele se aproxima mais, receoso de que ela caísse.
Mas o local, com graxa em demasia, fez com que a pequena Ângela escorregasse. As pessoas gritaram diante da cena, mas Máscara foi mais rápido e a pegou no ar com uma mão livre.
—Pronto! -falou vitorioso e aliviado. -Papai te pegou e... -sua mão estava escorregando também.
—Saiam da frente! -um determinado Barney...digo Kamus, abriu passagem por entre as pessoas curiosas, quando se aproximou da montanha, foi no exato momento que Máscara soltava a mão e caia com Ângela. -Eu pego! Eu peg...Mon Dieu!
—Uuuhhhh!!!... -as pessoas fazendo expressões de dor.
—Deve ter doido! -comentou Milo.
—Pobre Kamus. -lamentou Saga.
—Aaaahhh...mon...Dieu... @_@ ... -gemia Kamus, que havia amortecido a queda de Máscara da Morte, deitado agora sobre sua barriga.
—Ângela, meu anjinho. Você está bem? -perguntava o pai, examinando a criança para ver se ela estava realmente bem.
Sua resposta foi uma risada alegre e contagiante do bebê que parecia ter se divertido com tudo aquilo.
—Pa...pa...pa...pa... -falava estendendo os bracinhos para ele.
—Ah, ela disse papai! –emocionado, com o rosto banhado em lágrimas.
—Que legal! Ela está bem. -falou Milo aliviado.
—Finalmente este pesadelo acaba. -suspirou Saga, olhando para os dois meninos e reparando as sacolas de compras que carregavam. –Como compraram isso tudo?
—Saiam...de cima...de mim... -pedia Kamus.
—EEEHH!!! Faz de novo tio Máscara! -pedia Alexandre.
—É...cai nu Barney di novo! -Junon exaltado, pulando em cima de Kamus também e aumentando sua dor. –Di novo! Di novo! Di novo!
—Papai! Adorei este passeio! Foi demais! A gente volta para o Natal? -pedia Alexandre em cima do pai.
—Ooohhh... -Kamus ainda gemendo, a cada pulo de Junon.
Neste momento, Kanon chegava com Dione e Kenny. Vendo a cena eles ficaram aliviados de todos as crianças estarem a salvo, e curiosos por Máscara da Morte e os meninos estarem em cima do Barney. Kenny larga a mão de Dione e corre para acompanhar o irmão na brincadeira de pular em cima do Kamus.
—Explicações depois. -avisou Saga.
—Esta confusão deve ter chamado a atenção das garotas! -avisou Kanon.
—So...cor...ro... –gemia Kamus.
—É melhor vocês irem embora. -avisou Dione.
—Dio, meu amor. -Milo a beija rapidamente e sai correndo sendo seguido pelos demais. -Eu te amo, mas tenho que ir...não quero enfrentar a fúria de uma certa esposa de um certo caranguejo. A noite a gente se encontra em seu apartamento!
Dione ficou parada e suspirou.
—Será que nunca teremos um passeio normal?
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Horas mais tarde, no Santuário.
Kamus havia se livrado da fantasia de Barney, congelando-a e quebrando-a em seguida em vários pedacinhos. Sem mais delongas subiu para a casa de Aquário com Alexandre, querendo chegar em casa antes da esposa. Questionou como o filho havia comprado todas aquelas coisas e após ouvir a explicação inocente do menino, pensou seriamente em matar Milo.
Máscara fez questão de guardar a roupa de cowboy para tentar reaver seu dinheiro extorquido pela atendente mercenária de cabelos rosas daquela loja.
Milo se despediu dos amigos, queria se arrumar logo para reencontrar Dione. Saga sem muita animação foi direto para a sua casa e sua cama. Queria esquecer este dia, mas fez questão de salvar as fotos de Kamus de Barney e Máscara da Morte de cowboy do celular de seu irmão. Tinha que mostrar aquilo para os outros.
Já Kanon apressou-se em dar banho nos gêmeos e colocá-los na cama antes que a esposa chegasse, o que aconteceu pouco depois de ter feito isso. Perguntaram como havia sido o passeio um do outro, observando que os gêmeos apagaram depois de um dia agitado, e em seguida Juliana mostrou a ele uma sacola com o logo da loja Sonho Dourado, sorrindo com malicia e entrando no quarto. O general marina não iria esperar por mais nenhum incentivo, seguindo-a.
Já na casa de Câncer.
Maeve entrou como um furacão, procurando por seu marido. Chegou no quarto e o encontrou adormecido na cama de casal, com Ângela ao seu lado. Ela segurava uma mamadeira vazia, e dormia profundamente segurando o dedo indicador do pai em sua mão pequenina.
Toda a tensão, desconfiança e raiva foram substituídas por um enorme sentimento de ternura diante da cena. Com cuidado, Maeve pega a mamadeira e se retira do quarto para não acordá-los. Olhou para um canto e estranhou a existência de um par de botas com esporas que ali estavam.
Vai para a cozinha, liga a pequena televisão e fica ouvindo as notícias locais enquanto lavava a mamadeira e pensava no que faria para o jantar.
“—E o Shopping de Atenas se agitou com o ousado resgate de um bebê que se aventurou no alto da mini montanha russa.”—ao ouvir o nome do Shopping, a loira parou o que fazia para prestar atenção na notícia. —“Um bebê, que ninguém soube explicar como chegou ao alto da montanha russa, foi resgatado por uma dupla inusitada de heróis. Um cowboy subiu na montanha, depois de um salto incrível e pegou o bebê, como podem ver pelas imagens de celular. Em seguida eles caem, mas Barney, o dinossauro usa o corpo para amortecer a queda de ambos. Quem serão os heróis anônimos?”
Maeve olhava aquilo tudo boquiaberta, depois desligou a televisão, balançando a cabeça. Naquele instante, Giovanni entrava na cozinha.
—Amore. Já chegou?
—Sim. -ela o encarou com um sorriso. -Como foi o passeio?
—Muito bom! Tranquilo... sossegado! Fora o Kamus vestido de Barney, não teve nada demais. -deu os ombros pegando um copo de água.
—Nada mesmo? -insistiu.
—Nada. -bebeu a água. –Tranquilo!
—Que bom! -e ela se levantou. -Espero que esteja animado assim para o Natal, querido. Para tirar fotos com o papai Noel. -Giovanni quase engasga com a água. -Boa noite...cowboy herói.
O cavaleiro ergueu uma sobrancelha, vendo a esposa sair da cozinha, vendo que ela percebera.
—Vai dormir no sofá! –ela grita lá de dentro.
—Oh...catso! –resmunga.
Fim...
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