Babá em Apuros
2 Mafia
Notas iniciais
POV STEVE
Remexo-me na cama na tentativa de abafar aquele som irritante. Pego as laterais do travesseiro o colocando sobre os ouvidos, o que amenizou o som, mas eu sabia que não poderia voltar a dormir, pois meus deveres me aguardavam para serem devidamente cumpridos.
Solto o travesseiro e estico os braços sentindo uma pequena dor desconfortável nos músculos daquela região. Arrasto-me, sentando-me na cama e apoiando minhas costas na cabeceira da mesma, esfregando o rosto com as mãos para tentar afastar o sono.
O som irritante do despertador ainda soava me incomodando ainda mais que antes. Olho para o criado mudo avistando o aparelho irritante piscando freneticamente enquanto fazia seu barulho matinal de sempre. Dou um suspiro profundo e me arrasto na cama até chegar à beira dela de frente ao criado mudo. Pego o celular e olho ele se acendendo e apagando. Aperto em “parar” e o som desaparece me trazendo uma sensação de alívio.
Coloco o aparelho onde havia o pegado. Mais um suspiro é dado. Depois me coloco de pé, esticando os braços sobre a cabeça, me espreguiçando com um longo gemido.
Abaixo os braços, e vou caminhando até a porta do banheiro, empurrando a mesma que estava apenas encostada. Adentro ao enorme cômodo trancando a porta logo atrás de mim.
Livro-me da camisa regata branca, jogando a mesma dentro do cesto de roupas que ficava no canto atrás da porta. A bermuda xadrez e a cueca também têm o mesmo destino.
Caminho até o chuveiro, ligando o mesmo, deixando que a água morna ajude no relaxamento de meus músculos enquanto faço minha higiene. Termino meu banho, me enxugando e enrolando a toalha em volta de minha cintura, escondendo minha nudez.
Vou à pia me olhando no espelho. As olheiras eram pouco visíveis mas estavam presentes ali.
Abro o compartimento do espelho pegando o tubo de pasta e minha escova de dente.
Coloco o conteúdo do tubo na escova, umedecendo um pouco enquanto colocava o tubo em seu local de origem, depois começo a escovar os dentes por alguns minutos.
Lavo o rosto e volto a me olhar no espelho. Noto que precisaria fazer a barba, mas deixo isso para mais tarde. Guardo a escova no compartimento, destranco a porta do bainheiro e saio do mesmo seguindo em direção ao imenso guarda roupa.
Visto minha cueca preta e depois coloco um terno preto com a gravata da mesma cor, a camisa de baixo era uma de manga longa branca, e depois calço um par de sapatos sociais.
Penteio os cabelos para trás com os dedos. Olho em volta observando se não faltava nada, ao checar que estava tudo "ok", saio do meu quarto seguindo para o quarto de minha filha que ficava de frente ao meu.
Entreabro a porta observando o quarto escuro. Estava tudo normal. Pude ver o pequeno corpo sobre a cama de solteira.
Abro de vez a porta adentrando ao quarto. Deixo a porta aberta, caminhando a passos lentos atá a beira de sua cama onde me sento a olhando. Estico o braço ligando o abajur cor de rosa, isso me permitiu visualizar melhor seus delicados traços, seu rosto era tão sereno que me dava uma pena de acordá-la.
Seus traços eram parecidos com os meus, mas os traços de Peggy sempre estiveram ali nela.
E esse fato de certa forma me trazia átona as lembranças de quando ela estava comigo.
Flashback onn
Havia descoberto na noite anterior que Peggy estava grávida de três meses eu não me aguentava de tanta alegria.
Então hoje pela manhã faria uma pequena surpresa à ela. Levanto-me, fazendo minha higiene matinal e vou para a cozinha.
Fiz os pratos preferidos dela, demorou mas finalmente consegui. Coloquei tudo em uma bandeja.
Caminho de volta para o quarto agora com uma bandeja de guloseimas nas mãos.
Chego próximo da cama colocando a bandeja um pouco afastada de seu corpo, mas ainda sim na cama. Aproximo-me de seu corpo depositando vários beijos por seu rosto e o pescoço, ela se move ainda sonolenta, mas um pequeno sorriso se forma em seus lábios.
– Preguiçosinha, levanta olha só o que eu fiz pra você... — digo entre os beijos que distribuía por seu colo e pescoço.
– Hum... O que o Sr Rogers andou aprontando? — ela abre os olhos me encarando com as sobrancelhas arqueadas.
– Só um café da manhã maravilhoso para a futura mamãe. — seu sorriso se abre revelando um sorriso terno.
– Sabe, Steve eu estava pensando... se for menino poderia se chamar Steve também.
– Ah então se for menina se chamara Peggy.
– Não, Steve. Peggy é fe...
– Quieta! Menino Steve, menina Peggy e ponto. — digo selando nossos lábios em um beijo calmo e terno.
Flashback off
Saio de meus devaneios voltando à atenção para a pequena menina que estava adormecida em sua cama.
– Peggy, pequena, levanta. Vem! Já tá na hora de ir pra creche, minha vida. -digo enquanto acariciava seus cabelos loiros como os meus, mas ondulados como os da mãe.
– Não... Só mais um pouquinho, papaizinho. — ela resmunga em um tom rouco pelo sono.
– Ah... Se você levantar o papai vai preparar panquecas pra você. — disse a fazendo abrir um dos olhinhos me analisando pra ver se era verdade ou não.
– De verdade, papai?
– Claro, meu amor! Agora vai lá para o banho enquanto o papai vai fazer o café da manhã que eu já vou lá te ver, tá?.
– Tudo bem! — minha loirinha pula da cama e me dá um beijo na bochecha, correndo para o banheiro. Fico a observando por um tempo, depois me pondo de pé e indo para o primeiro andar, passando pela sala de estar até em fim chegar à cozinha.
Vou diretamente ao armário, pegando os ingredientes para fazer as guloseimas do café da manha.
Enquanto preparo os alimentos tomei o máximo de cuidado para não sujar a minha roupa de trabalho.
Finalmente o café já estava pronto! Quando terminava de colocar o café na mesa, minha pequena chega saltitante a cozinha farejando e passando a mãozinha na barriguinha em sinal de que estava com fome.
Sentamos-nos à mesa apreciando o café da manhã um pouco mais apressado que antes, mas isso não fez o momento deixar de ser prazeroso.
Terminamos a refeição e subimos para o segundo andar novamente, escovando os dentes. Peguei minha maleta com os documentos e Peggy pegou sua mochila escolar.
Fomos para a garagem onde entramos e nos acomodamos em minha Ferrari.
Dirijo atá a creche aonde minha anjinha iria ficar. Estaciono o carro a meio fio, saindo do veículo. Vou ate o banco traseiro e desafivelo o cinto de segurança dela, a pegando em um braço e sua mochila no outro.
Fecho a porta do carro e vou caminhando com ela sem meus braços até o portão.
A coloco no chão, me abaixando na sua altura e lhe entregando sua mochila, dizendo:
– Se comporte, minha pequena. Você sabe que o papai fica triste quando fica sabendo que você andou aprontando na escolinha e ficou de castigo.
– Eu sei, papai. — ela baixou os olhinhos, mas depois voltou ame fitar. — E o senhor não me esquece aqui de novo não. — ela colocou as mãozinhas na cintura fazendo cara de brava.
– O papai não esqueceu, é que o papai estava em reunião e não pôde te buscar na hora certa, mas não vai acontecer de novo pequena.
– Tudo bem. — ela me dá um beijo no rosto ao qual retribuo. Ela entra correndo na creche. Fico ali a observando por um tempo, mas minhas obrigações me impediam de apreciar mais um pouco de minha filha.
Volto para meu carro, dando partida no mesmo, seguindo diretamente para a empresa stark a qual sou sócio.
Estaciono na vaga que era reservada exclusivamente a mim.
Desço do carro acionando o alarme e tranco o mesmo. Me direciono para dentro da empresa onde sou cumprimentado por vários funcionários.
Vejo minha secretaria vindo ao meu encontro, com varias coisas nas mãos.
– Olá, Sr Rogers. O Sr Stark está na sala de reuniões lhe aguardando.
– Oh sim! Muito obrigado. — ela assente se afastando. Caminho até a sala de reuniões me deparando somente com Tony lá.
– O que ouve, Tony? — pergunto me sentando à sua frente.
– Vamos dizer que precisaremos de uma boa segurança, Steve... Estamos com graves problemas. Um dos nossos melhores compradores de armas foi vítima de um roubo e tudo indica que estão de olho na nossa produção de armas.
– Estaremos prontos para jogarmos conforme as regras da máfia, Tony.
POV NATASHA
Eu e Nick ainda estávamos frente a frente discutindo os ricos desse disfarce que o mesmo me propôs..
– Nick, você me deu essa missão e eu decido como a resolver.
– Tudo bem, Romanoff. Mas toma cuidado! Isso envolve pessoas inocentes e principalmente uma criança.
– Eu sei o que faço, Fury.- me levanto da cadeira saindo de sua sala.
POV STEVE
Minha manhã se seguiu normal. Meio dia saí de meu trabalho e fui buscar Peggy que já me aguardava. A levei para a empresa e permanecemos lá até às cinco, então fomos para casa.
– Minha pequena, vá para o banho enquanto o papai prepara o jantar, ok?-perguntei após adentrarmos a imensa sala de estar.
– Sim, papai. — ela vai até as escadas, mas para no meio dela e diz. — Ah, papai.. você pode fazer macarrão com queijo?
– Claro que sim, meu anjinho. Mas agora... banho. — ela subiu em disparada enquanto eu caminhava para a cozinha.
A janta já estava à mesa Peggy e acabara de se sentar à minha frente. Saboreamos o delicioso macarrão entre conversas e risos.
Lavei as louças enquanto Peggy as enxugava.
– Amor, pode deixar que essa o papai enxuga. Vá escova os dentinhos e se deitar que o papai terminando aqui vai tomar um banho e já vai contar historinhas pra você dormir.
– Tá bom, papai... — ela sai correndo em direção à sala provavelmente faria o que lhe mandei.
Termino com a louça e sigo para meu quarto. Tomo um banho gelado, um pouco demorado. Visto apenas uma bermuda, ficando sem camisa.
Chego ao quarto cor de rosa de Peggy. Ela estava deitada e abraçada ao seu ursinho de pelúcia.
– Papai, faz cafuné em mim. — e como o pai coruja que sou atendi seu pedido enquanto contava pela centésima vez a historia da bela adormecida para ela.
Já estava para me afastar quando ela me surpreende com uma pergunta.
– Papai... Quando eu irei conhecer minha mamãe? — sua voz era sonolenta e fraca.
Fico estático por alguns minutos, tentando achar a melhor forma de explicar sua pergunta. Mas não achei resposta e o pior foi que ela adormeceu sem saber qual seria...
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