BS Chrono Trigger: a adaptação não oficial
7 Além das ruínas
— Aaaaahh!
— Uau!
Os três foram atirados ao chão, ainda não conheciam para onde tinham sido enviados. Lucca levantou rapidamente. Não sabia que lugar era aquele mas, lembrava o interior do "Nautilus", porém com toda a tecnologia do Discovery, não era incomum deduzir que algum tipo de sucessor do Hal 9000 controlava o lugar.
— O chanceler nunca vai nos achar aqui!
— Tá bom mas, onde estamos?... Parece ser uma civilização avançada.
— Será que estamos em outro mundo?
Lucca, que observava uma porta com um símbolo já visto em antigos baús negros, se aproximou de Crono. Marle, sem escolha, também se achegou ao protagonista. Os três decidem ir. Abriram a porta do local onde estavam. Do lado de fora da entrada leram escrito na porta de aço: Domo Bongor. A trupe seguiu uma estrada de terra para o domo mais próximo, enfrentando a terrível tempestade de neve e contemplando as ruínas de uma cidade magnífica no seu auge. O domo para onde iam parecia, como todo o lugar, estar em ruínas. Talvez um grande desastre natural tivesse assolado o lugar. A neblina incomodava, até dentro dos domos ela os perseguia, como um rastro de destruição e morte esperando para tragá-los ao menor sinal de fraquejo. Finalmente chegaram no Domo Trann, haviam pessoas lá, mas tal como o local, essas pessoas pareciam a beira da morte: sujos, cabelos e barbas grandes, se vestiam com trapos que pareciam ser usados para limpar uma mão suja de óleo de motor.
A primeira pessoa com quem falaram era um vendedor, apesar do cheiro de monóxido de carbono no ar, ele preservava seu espírito de comércio.
— Tem algum dinheiro? O que? Chama isto de dinheiro?... Bem, acho que podemos negociar... — Lucca conseguiu comprar, com sua maioridade, uma Pistola Automática, Marle se encarregou dos tônicos, éteres e abrigos, Crono jogou seu sabre velho fora.
— De grão em grão, eu chego em um milhão, este é meu lema! — Marle sorriu para o comerciante, e eles seguiram. Passaram por um homem enrolado em um cobertor, já desconfiado do motivo da visita daqueles três estranhos, de cabelos coloridos, roupas (relativamente) limpas e de pele corada.
— Vocês podem achar comida no Domo Arris, a nordeste, mas terão que passar pela Rodovia 16... Algumas criaturas da rodovia não são afetadas por armas normais.
Na área principal alguns residentes fazem e respondem perguntas:
— Domo Truce? Não, aqui é Domo Trann.
— Reino? Do que você está falando?
— Isto é um Enertron, alguns segundos nele equivalem a uma noite inteira de sono, mas vocês ficaram famintos.
Eles observavam a máquina descrita pelo último homem. Lucca puxou Crono e Marle para a câmara interna e eles saíram quase revigorados, mas com muita fome. Uma máquina curiosa, lembrava a câmara onde Fry passou séculos congelado, só que ela trazia um castigo cruel: os habitantes do Domo Trann não morreriam de fome, mas teriam que conviver o resto de suas longas vidas com ela. Lucca vira outra daquela porta do Domo Bongor, com o símbolo dos baús mistérios. Saíram, mas a dúvida ainda permanecia, que lugar esse? O que havia os forçado a viver nesse estado de subsistência? Fora do domo já voltaram a respirar aquele ar pesado, Por alguns segundos, parecia que o oxigênio os abandonaram.
Chegaram em frente à uma estrada coberta de entulho, a Rodovia 16. Ratos passavam perto deles, perto demais na verdade — Lucca sentiu um roubar um tônico. Entre os destroços e as estradas algumas criaturas faziam rituais macabros e atacavam o trio. Andaram bastante, havia octópodes, e animais carnívoros não identificados, crateras vivas os atacavam pelo caminho, um trio gosmento de ectoplasmas que não sofreram danos físicos, Crono os destruiu com um ataque tão rápido quanto a luz. Eles foram exterminados da face desse mundo distópico, desolado e de ar pesado... o ar! O maior incômodo! Não havia fuga, nem mesmo dentro dos Domos. Enfrentaram um mutante nojento, em decomposição porém bem vivo. Conseguiram sair e avistaram de longe outro Domo.
Na sua porta, seu nome era Domo Arris. Entraram, passaram por algumas plataformas. Uma menina que segurava uma muda de planta ainda viva perguntou.
— Quem são vocês?
Um homem idoso de cabelos alvos e bengala torta perguntou.
— De onde vocês vieram?
— Nós viemos das ruínas a oeste — responde Lucca.
— O... o que?! — O senhor de idade parecia não acreditar no que ouvia, era humanamente impossível para reles mortais — Ei, companheiros, essas pessoas conseguiram atravessar as ruínas.
— Como é que é?
— Impossível!
Todos os olhares se voltaram para eles.
— Então existem pessoas capazes de enfrentar aqueles mutantes... — os três se aproximaram do velho.
— Oh, me perdoe. Eu sou Doan, o descendente direto do diretor deste centro de informações. Lá no porão há um grande depósito que está cheio de comida, mas não podemos descer porque está cheio de robôs guardiões, eles não tem piedade.
O murmúrio dos céticos atravessou até mesmo o cheiro de comida podre no ar.
— Vocês atravessaram mesmo aquelas ruínas — os heróis confirmam que sim — sei... não que me importe.
Uma criança falava — Papai vai trazer comida para todos.
E uma mãe, chorando, respondia para o grupo — Meu marido desceu e nunca mais voltou.
Um cara suspeito comentou:
— A leste fica um setor industrial onde existe o Domo Proto, mas os robôs não deixam ninguém passar.
— A passagem dos esgotos leva ao continente sul, é lá que fica o temido Pico da Morte.
— Um velho muito estranho mora perto do Pico da Morte.
— As portas com símbolos não abrem nem com dinamite — apesar desse comentário, Marle não achava que eles realmente tivessem tentado.
Falaram com tanta gente que se esqueceram que havia outra daquelas portas, mas em relação a entrar preferiram aplicar a filosofia Heywood Floyd: não se preocupar com aquilo que você não tem controle. Perto da porta havia outro Enertron, e, escondida atrás de algumas caixas, uma menina, uma comerciante independente que apesar de vencer a morte todos os dias perdeu a guerra para um inimigo maior, a puberdade.
— Vocês tem algum dinheiro?... Chamam isso de dinheiro?... Bem preciso vender essas coisas — a mercadora iriam repor o que os ratos haviam roubado.
— Poupe seu dinheiro... Pelo menos era o que o cara do outro domo dizia.
Enquanto as meninas renovavam os suprimentos, Crono se aproximou da escada do porão, e Doan, o observando, perguntou.
— Vocês vão descer?
— Claro! — respondeu uma expressiva Marle, já se aproximando da dupla.
— Mas, todos que desceram, nunca voltaram de lá!
— Bem, teremos de tentar né? — respondeu Lucca, fechando o quarteto.
Durante um segundo, Doan ficou sem palavras.
— Vocês são corajosos, e isso me enche de esperança. Tomem cuidado lá embaixo, e tentem voltar vivos.
Crono cumprimentou Doan, e o trio de heróis desceu a escada do porão. Outro corredor (corredores lhes traziam más recordações). Uma passagem no meio, já conseguiram ver um console com dois painéis de controle, um grande duto de ar que se movimentava com extremo vagar deixava o lugar mais sombrio do que nunca.
Lucca encarou o primeiro monitor de LCD circular, que não respondia. O segundo precisava de uma senha, a passagem não estava bloqueada por que não havia uma, apenas um buraco entre eles e uma porta onde a escuridão reinava tão absoluta quanto num horizonte de eventos. No lado oposto havia uma escada que levava para cima. Dessa vez não havia outro caminho. Através da escada acessaram os caibros de ferro que compunham a estrutura do teto do centro de informações, o domo. Todas as estruturas se interligavam, mas ainda era uma tarefa perigosa se equilibrar, pois a queda levaria a morte certa. No trajeto encontraram a estátua de um rato, continha um aviso: "Perigo, robôs vigiam o depósito, não se aproxime". O rato era uma estátua muito realista, parecia vivo, e Lucca teve a impressão de que a estátua do roedor havia mexido os olhos, mas não tinham tempo para aquilo. Cruzaram a última estrutura do ferro avermelhado e entraram numa sala amplamente vazia.
Eles caminharam até que um computador gigante os jogou no chão frio que refletia o sinal de emergência ativo.
— Executar comando.
— Crono, o que está acontecendo?!
— Marle!... Vamos lá!
A batalha se inicia.
Dois robôs de guarda, denominados bits, se juntaram ao guardião. O bit da direita, percebendo o movimento de Lucca para sacar sua pistola, lança um laser amarelo que não a acerta por pouco, mas ela não se intimida. O da esquerda lança três pequenos mísseis não letais, Crono desvia do primeiro, parte o segundo com seu sabre, mas é atingido pelo em cheio pelo terceiro. Ele levanta rápido para contra atacar, Marle e Lucca foram rápidas e espertas, atacando um só oponente de uma vez, por acaso escolheram o que acertou Crono. Se sentindo cansados, Marle e Crono se juntaram, ela deixou de sua aura curativa percorrer a lâmina de Crono para todos bem tratar. Os três voltaram a atacar o bit esquerdo até que ele caiu com uma flechada. Agora focaram no bit direito e em seus raios lasers. Não demorou a cair, o martelo de Lucca fez as honras. O guardião agora se encontrava sozinho e era indefeso, ao que parecia. Ele começou uma contagem. Ao final dela, reviveu os bits Marle preparou os tônicos caso fossem necessários, Crono ergueu seu sabre como sempre fazia ao sinal de perigo. Lucca já tinha sua estratégia.
Desta vez não havia onde se abrigar, então a solução da defesa era o ataque: Crono e Lucca combinavam seus ataques de Luz e Fogo com armas de fogo, sabres e até martelos enquanto uma contrariada Marle atuou como o dito "suporte" apesar de preferir o combate. Um dos Bits foi destruído. Lucca chegou a tirar uma granada de sua pochete, e uma vez sem seu suporte já que o Guardião só os restaurava quando ambos eram derrotados, ela atacou o computador central. Em um determinado momento as luzes de emergência começaram a piscar substituindo a já precária iluminação por um escarlate agressivo e oscilante, o computador começou a recitar o código, uma diretriz, e rapidamente trouxe de volta os Bits. Crono se aproximou alguns centímetros e dividiu horizontalmente um dos irmão, Marle, cansada de restaurar seus parceiros, lançou uma flecha de onde estava que atravessou o vidro do visor do segundo irmão. Dessa vez, imediatamente eles foram trazidos a tona, o guardião trabalhando ao seu limite. Marle chegou a Crono, ambos destruíram Bits atrás de Bits inundando o chão frio de carcaças plásticas, placas de silício, transistores e unidades de memória ROM onde se mantinham as diretrizes nas linhas de códigos programadas por homens mortais, afinal robôs não eram seletivos. O Guardião parou, projetou uma barra de carregamento, e em seguida uma mensagem de erro crítico. Quando a raiva esfriou e os dois se deram conta que lutavam em vão. Olharam para si mesmos e para o seu redor, por acaso se deram conta de que Lucca não estava entre eles. Ouviram som de metal retorcido, e seguindo esse som acharam Lucca em um canto escuro da sala com dois fios nas mãos (um vermelho e um preto) causando curtos em um painel aberto. Quebrou! Todos observam o robô desaparecer, danificado, da frente deles. Agora sabiam por que ninguém havia voltado do porão, humanos sem treinamento não teriam chance contra o Guardião. Lucca se juntou a eles, e os três caminharam devagar, ainda empunhando suas armas, até a porta do depósito.
— Eca! Que fedor! — Lucca começou a analisar os compartimentos com comida vazando.
— Está tudo podre. A refrigeração deve ter falhado.
— Crono, olha só... Acho que ele está aqui há um bocado de tempo. Ele está segurando algo, o que será isso? — Lucca e Crono se aproximaram de Marle e do corpo do homem que já não estava entre eles.
— Parece ser uma semente.
— Uma semente? Mas será que ela poderia crescer num lugar como este?
Crono, antes de ir embora, leu um pedaço velho de papel na mão do homem:
"O rato não é uma estátua. Ele sabe o segredo deste domo. Pegue-o!"
Ele largou o papel. Os três se entreolharam e correram para as estruturas do telhado. O rato estava lá. Todos se policiam.
— Olha ele ali —lá estava a suposta estátua.
— Shiuu! Ele pode fugir, Crono, corra e pegue ele!
Crono deu o primeiro passo. A estátua tremeu. Chrono deu um segundo passo. E a estátua olhou de relance para trás, gotas de suor escorriam entre os olhos do rato. Crono deu um terceiro passo, e o rato disparou. Crono correu, mas o rato foi mais rápido. Ele havia sumido entre a escada e as estruturas. Ele desceram, subiram, e lá estava ele novamente. Dessa vez Crono fez um sinal para as meninas esperarem por ele. Ele quase engatinhou atrás do rato, e o roedor saiu correndo, e Crono (ou o Sr-Protagonista-Que-Derrota-Monstros-Mas-Perde-Para-Ratos) foi atrás, e na terceira curva na conexão das estruturas ele pulou em cima do rato e o agarrou pela cauda, Lucca e Marle que o vigiavam foram interrogá-lo.
— Quiii!! Eu desisto! Vou contar tudo a vocês, quiii!!. Aperte* e segure L & R no painel e pressione A para abrir a passagem, quiii!!! Não cometam erros ou vocês irão se arrepender! — E Crono soltou o rato.
Eles correram ao segundo painel e digitaram a senha na telinha LCD redonda. O caminho até a porta se completou. Eles entraram. Alguns ratos passavam por entre suas pernas. O caminho era complicado, outro (maldito) corredor, um pouco mais complexo dessa vez. Haviam máquinas que atacavam objetos em movimento. Inimigos que lembravam insetos robóticos. Deram algumas voltas em uma sala tão mal cuidada quanto as outras, cheia de robôs Proto 2. Entraram por uma porta destrancada. Lucca imediatamente se animou.
— É a central de informações! — ela se aproximou do painel que separava ela do monitor gigante que a eles se apresentava.
— Os computadores ainda funcionam... Hum, se eu fizer uma busca por "dobras temporais" poderei achar algum Portal!
Lucca, com um sorriso maníaco no rosto começou a pressionar e digitar nos botões e painéis de toque, os dois companheiros chegaram mais perto para não perderem nada do lado mais sádico da amiga.
— Aqui, achei! A leste do Domo Arris — o computador mostrava um radar com a localização — o nome do lugar é Domo Proto, eu acho.
— Maravilhosa Lucca, você pode encontrar qualquer coisa com este computador — um botão vermelho piscante chamou a atenção da garota.
— Ei, o que esse botão aqui faz?
Ela apertou e um registro apareceu na tela.
— 1999 d.C.?, registro visual do Dia de Lavos...
O computador exibiu o radar novamente, porém mostrava uma cidade próspera, da mais alta tecnologia. As nuvens ocultam a luz do sol, o chão começa a tremer, do centro da região gigantes ravinas rasgam os campos verdes, que progridem para uma cratera onde rochas incandescentes voam ao céu pouco iluminado. Um monstro com carapaça de espinhos surge e lança uma chuva de fogo e destroços a toda região, trazendo a destruição dos céus e assassinando no primeiro momento milhares de homens, mulheres e crianças... A tela do computador agora exibe estática, uma animação de carregamento e volta à área de trabalho.
— O... O que foi isso?
— Lavos, ele está destruindo o mundo?
— E... Então... Estamos no futuro?... Não! Não pode ser, isso é impossível!... — essa sensação de que tudo até aqui tinha sido em vão lhes lembrava o quão eram insignificantes para o universo.
— Não, nosso mundo não pode acabar assim.
Lucca não responde, pela primeira vez ela demonstrou, sem querer, estar abalada.
— Nós temos que fazer alguma coisa... Já sei! Vamos mudar a história, como fizemos antes! Certo Lucca? Certo Crono?!
— Eu... Acho que nunca poderei viver tranquila sabendo que nosso mundo vai ser destruído um dia. Vir até aqui talvez não tenha sido mera coincidência, vamos lá Crono, não nos decepcione agora! Juntos podemos fazer isso!... Bom, nós precisamos voltar para o nosso tempo para poder pesquisar as últimas atividades de Lavos... Por hora, acho que nós devemos ir para o Domo Proto.
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— Eles voltaram! — anunciou Doan.
O grupo tinha corrido de volta para a sala dos habitantes do domo, ignorando os robôs de 128, 256 e 512 de processamento e vida. Doan se levantou, e todos os demais se aproximaram.
— Então, o que descobriram?
— Aqui é... o nosso futuro.
— E a comida? — Perguntou um homem atrás deles, pois Doan estava confuso.
— Nós só conseguimos isto.
— Sementes?
— Não sabemos quanto tempo o enertron continuará a sustentar vocês, essas sementes podem ser sua última esperança. Vocês tem que viver, assim como nós! — está última frase dita por Marle em alto e bom som.
— Hum...Vocês são diferentes de nós, de uma forma estranha.
— Deve ser por que nós temos saúde!
— Saúde... Bem, tentaremos cultivar as sementes.
Uma garota com cabelos sujos e mal cortados pergunta a Doan — O que é isso?
— Pode ser nosso futuro, filha.
— Se vocês vão para o Domo Proto, terão que passar pela Rodovia 32. Levem isto com vocês.
Doan tirou dos bolsos algo que de fato lembrava a chave de um carro, até mais que a Chave de Lucca.
— Essa é a chave da minha moto foguete que está parada na Rod. 32. Eu a pilotava quando era jovem, espero que ainda funcione... Tenham cuidado lá fora, e continuem sadios!
Eles caminharam nervosos e com vagar a saída do domo. Todos os observavam. Apesar de saírem confiantes, não podiam ignorar a sensação de fracasso que os perseguia. Alguns habitantes pensavam que meras sementes em nada os ajudariam, e suas expressões transpareciam bem isso.
Finalmente saíram do domo, passaram direto pelos esgotos e caminharam em êxtase até a entrada da Rodovia 32
Caminharam alguns metros pela rodovia e tudo parecia bem, sem corredores, sem ratos, bastante tranquilo por enquanto. Sentiram o chão asfaltado vibrando sob seus pés e avistaram uma moto futurista, talvez a moto de Doan pensaram. Quando eles se aproximaram da estrada quatro robôs Proto 2 surgiram, os três rapidamente se armaram, mas os protótipos nada fizeram.
— Fiquem onde estão!
Ouviram a voz mas não sabiam de onde via. Um homem em uma moto púrpura se aproximou velozmente e derrapou por entre eles, ele pulou, e caiu de os na frente deles, e sua moto... Aparentemente se fundiu com ele, as rodas e paralamas saíam de suas costas. Os robôs protótipos acompanharam o homem com seus visores, e disseram com suas vozes robóticas.
— Ei! E o...
— O Cara! — completa outro Proto.
— Valeu pela entrada, baby! — disse o Cara.
— O Cara!
— Vocês pedaços de carne podem me chamar de Johnny!
— Eles tardaram a perceber que o Cara era uma máquina!
— Aí! Acham que podem me vencer numa corrida de motos?! Podemos correr na velha rodovia que atravessa essas ruínas. Suba na moto foguete e deixe o vento te levar baby! Sabem como dirigir? — Crono balançou a cabeça negativamente devagar.
— Ouça, a aceleração é automática então só há uma velocidade: Suicida! Mova-se usando o guidom e aperte o botão no meio para usar o nitro. Você pode usá-lo três vezes, mas demora uns segundos para recarregar. Veja sua posição no hud do painel. Agora mostre-me do que é capaz baby!
Eles vislumbraram o brilho nos cabelos altos e nas ombreiras alaranjadas de Johnny, os protótipos juravam que ele não usava gel para cabelos!
Montaram na moto. Johnny se transformou novamente e parou ao lado deles, frente a uma faixa de pedestres que se fazia de largada. Ouviram três sinais sonoros e partiram. A rodovia era uma grande reta, que facilitou mais que Johnny, sempre os fechando. Aquilo era incrível, mechas louras, violetas e ruivas se agitavam com o vento. Lucca, enquanto viajava observava o céu de nuvens que aprisionam os raios da luz do Sol, observou uma caixa e por um segundo teve a impressão de ter visto um relógio... ou talvez um Cronômetro. Johnny era mais ágil, e sempre que podia os fechava, mas a moto foguete o vencia em velocidade máxima. Nos últimos trezentos metros, Crono, que lutava para sair traseira de Johnny, rapidamente jogou a moto para a outra faixa da pista, e usou uma das três cargas de óxido nitroso, uma manobra perigosa, mas que garantiu a vitória. Crono freou a moto — apesar de Johnny não mencionar os freios — deu meia volta e viu o antes campeão se lamentando.
— Vejam só, fui vencido... Que tal outra corrida baby, vocês podem me desafiar quando quiserem!
Eles seguiram pela saída da rodovia por uma estradinha de terra e passaram por uma fábrica abandonada. Já conseguiam ver o Domo Proto ao longe.
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