BS Chrono Trigger: a adaptação não oficial
2 O protagonista calado
Um jovem de cabelos enferrujados acorda em sua cama, início comum para os protagonistas de "j-rpgs". Seu quarto, por sinal o único da casa, é iluminado pelos primeiros raios do Sol da manhã que invadem o local através das estreitas frestas da janela coberta com uma fina cortina bege. Passos partem da escada de madeira. Sua mãe, cujo nome é um mistério, entra no quarto, com seu rosto apresentando uma mescla de pena e curiosidade. Seus cabelos curiosamente verdes e espessos brilham com a luz solar. Com o gato de Crono enroscado em suas pernas ela vai em direção a janela.
— Crono...Crono! Bom Dia Crono! — algo inaudível foi sua resposta
— Ah! Como é bom ouvir o Sino de Leena pela manhã. Você ficou tão empolgado com a Feira Milenar que nem dormiu direito não foi?! Mas que moleza é essa agora? — ela caminha até as escadas e dá um último aviso.
— Crono, Você me ouviu? Levanta!
Ele abre os olhos, e, após finalmente levantar e se espreguiçar ao máximo que pode, fecha as janelas olhando, por um segundo, os balões coloridos que pairavam sobre a Feira. Por fim, ele desce as escadas.
— Até que enfim. Aliás, aquela sua amiga, que é inventora, esqueci o nome dela... Lucca! Ela te chamou para ver a última invenção dela. Pode ir, mas volte antes do jantar. Ah, claro, já ia me esquecendo. Tome sua mesada. Divirta-se querido!
Após pegar suas duzentas moedas de ouro, ele acariciou seu gato e atravessou a porta e seguiu para comemorar os mil anos de Guardia.
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