BS Chrono Trigger: a adaptação não oficial
8 A fábrica desativada
Apesar de possuir a palavra proto no nome, o domo parecia bem completo; na verdade era o maior de todos eles.
Quando entraram, não se espantaram com o clima de terror do lugar, mas dessa vez, ao invés de humanos subnutridos, só haviam robôs Processadores e um Enertron, inútil. Subiram algumas plataformas de acesso e chegaram em uma sala com dois painéis de controle e uma porta... ah, claro, também havia um robô humanóide no centro sala.
— Mas o que é isto?
— Está meio enferrujado, mas parece ser um robô desativado... acho que posso tentar consertá-lo.
— Não! Ele pode nos atacar!
— Não, ele não vai, máquinas não são malignas... nós as programamos assim.
— Me desculpa Lucca...
— Olha, agora me deixem trabalhar ok!
Lucca, sem suas ferramentas, demorou algumas horas para consertar o robô, Crono e Marle esperaram com paciência e ansiedade.
— Bom, é isso, acho que está pronto. Vou tentar ligá-lo.
O robô ficou um segundo estático, se levantou e começou a girar. Parou. Seus olhos acenderam como luzes de led e um alto falante tocou o som de inicialização de algum sistema operacional antigo. O robô estava parado em pé, de frente para Marle.
— Bom dia!
O robô exitou em responder...
— Bo...Bom dia senhora, quais são suas ordens?
— Ele me chamou de SENHORA!? Ai ai... me chame de Marle robô! Este é o Crono! E esta é Lucca! Foi ela quem te consertou.
— Entendido, madame Lucca me consertou.
— Só Lucca, tá bom.
—Impossível, não seria cortês de minha parte.
— Olha, vamos evitar os títulos formais aqui, não é Marle?
— Commmm Certeza!!!
— Entendido... Lucca.
— Robô, qual seu nome?
— Nome? Ah, meu número de série é R-66Y.
— R-66Y, legal!
— Não, isso é ridículo. Que tal Robô mesmo? É perfeito. Seu nome agora será Robô certo.
— Robô... salvo com sucesso.
—Ei, Robô, por que não tem pessoas por aqui? —a máquina começa a visualizar todo seu redor — o que houve por aqui. Havia muitos humanos e outros como eu neste domo.
— Algo horrível deve ter acontecido.
— Parece que sim.
— E como vocês sobreviverem?
— Não somos daqui. Viemos de um Portal no tempo de 1000ad.
— Passamos pelo Domo Arris e descobrimos que há um portal por aqui, e procurando esse Portal, achamos você!
— Hum... a porta da câmara está trancada.
O robô chamado Robô tentou abrir a porta, e constatou a falta de energia do local, que por acaso era necessária para abrir portas
— A fábrica no norte possui um gerador de energia, posso tentar ativá-lo para vocês.
— Você faria isso por nós?
— Claro! Vocês me consertaram e agora eu quero ajudar vocês... Mas o gerador não funcionará por muito tempo, alguém terá de ficar para abrir a porta.
Marle demorou alguns segundos para perceber que todos olhavam para ela. A princesa olhou pra baixo e toda sua animação se esvaiu como um raio, dando espaço a uma expressão que transparência a raiva, os integrantes presumiram que talvez ela não quisesse ficar, mas não havia jeito, Robô sabia onde ficava o gerador, Lucca entendia a língua deles, e Crono... é o protagonista, não há muito a ser feito.
— Tudo bem, tomem cuidado... — disse ela entre dentes.
Eles chegaram até a fábrica, um painel de segurança, alterado por Robô, permitiu a passagem deles, um Ácido vivo escorreu do teto e os atacou, talvez ele não fosse tão resistente a ataques físicos quanto pareciam.
Passaram pelas esteiras de segurança, um painel em uma parede indicava onde cada um dos elevadores os levaria [Esquerda — Laboratório; Direita — Fábrica], havia também um aviso [Se houver violação do gerador de energia, o sistema de segurança será acionado automaticamente]. Eles desceram na fábrica, onde presumiram que se tinha um gerador de energia.
Uma plataforma mais alta que as esteiras de fabricação dos robôs foi onde o elevador os deixou. as esteiras indicavam que o modelo de linha de montagem de Ford era usado. O único acesso ao interior aberto eram as próprias esteiras de entrada e de saída, eles entraram na de saída, pois era a mais acessível. tomaram extremo cuidado para não tocarem em nada, porém as esteiras eram mais rápidas: os robôs, ao sentirem suas presenças, acionaram o guindaste que os jogou na esteira de entrada, a qual antes não tinham acesso. Os robôs eram montados pelas próprias máquinas desde o Dia de Lavos, cada sessão por onde passavam, batalharam contra as máquinas, máquinas que compunham funções essenciais, soldando um fio, apertando um parafuso, etc. Quando a esteira passou na máquina e eles foram levados para a de saída, tiveram a oportunidade de sair antes de serem levados ao início.A porta a frente deles apresentava escadas para a parte superior da área da fábrica. Cruzaram a ponte que passava por cima das esteiras. encontraram duas portas. Duas salas, a direita guardava os as senhas do guindaste. A esquerda, a sala de controle do guindaste. Dentro da sala, Crono se aproximou do painel, uma voz suave e robótica, [insira os códigos após o bip] e um sinal sonoro: Crono digitou B,B no painel — o guindaste desceu devagar, agarrou de súbito o primeiro barril de óleo e o pôs na esteira. Ele agora digita X, A — o guindaste desce, agarra o segundo barril de óleo e também o põe na esteira. Pela janela de acesso ao guindaste eles viram as escadas que desciam até a sala de controle geral da fábrica. Lucca assumiu a frente, ela explorou um pouco na sala e achou no computador a senha principal da codificação ZABIE do gerador [a senha era X, B, A, e Y] Eles correram para o laboratório.
Assim que desceram as escadas, viram como o chão era nojento. Contornaram uma sala e desceram um nível abaixo. Passaram pela área de trabalho dos andróides, havia lasers impedindo a passagem do elevador, então entraram no laboratório, Robô desativou os lasers e eles desceram pelo elevador até o andar debaixo. No último andar abaixo, um corredor de segurança dava acesso a porta do gerador, um monitor exibe o status de trancado da sala e uma caixa de texto para a senha. Robô digita X, B, A, Y, a luz de segurança da porta ficou vermelha e a tranca abriu. Entraram na sala do gerador desativado. Crono puxou a alavanca de acionamento e Robô se desesperou.
— Emergência! Ocorreu um erro no sistema de segurança, temos que sair daqui imediatamente! — eles correram, as portas do corredor começaram a fechar, Robô correu e segurou as portas para Crono e Lucca passarem.
— Rápido! —a pressão arremessou Robô contra a parede. Correram para o elevador, mas estava desativado. Subiram as escadas, davam no segundo laboratório, onde os lasers foram desativados, e chegaram à área de trabalho dos andróides, mas foram interrompidos.
— E... estes são meus amigos — disse Robô, referindo-se aos seis androides como Robô da Série-R a frente deles, todos azuis, indicando suas atualizações — Robô tinha uma coloração quase dourada na sua lataria.
— R-64 Y, R-67 Y, R-69 Y, como é bom ver vocês! — o andróide central acerta Robô com um forte soco, ele é lançado contra Crono e Lucca.
— O... que vocês estão fazendo?
— R-64 Y: Você está corrompido.
— R-69 Y: Está com defeito.
— Como é — Robô se aproxima — eu estou com defeito?
— R-64 Y: Afirmativo.
— Um defeito?
— R-69 Y: Você esqueceu de nossa diretriz? Todos os intrusos devem ser eliminados!
— Este era meu objetivo?
— R-64 Y: Todos os robôs defeituosos devem ser desmontados.
R-67 Y agarra Robô e o joga entre os seis, e todos os andróides da série começam a investir e a destruí-lo. Lucca, em desespero, grita.
— O... o que está acontecendo!!! Crono se joga no meio para intervir mas acaba sendo atingido.
— Parem, eles são meus irmãos — diz Robô. Ele começa a ser atacado novamente.
— Mas eles querem te desmontar!
Robô, ao final do ataque, estava em estado deplorável, um dos andróides pega a carcaça de Robô e leva ao armazenamento, Lucca corre, ela não deixa que Crono a veja lacrimejando.
— Agora vamos cuidar dos intrusos.
— Não! Nós é que vamos cuidar de vocês! — uma decidida Lucca saca sua pistola de plasma e parte para a ação. Todos os seis androides da Série-R atacam de uma só vez. A pistola de Lucca tinha altas chances de paralisar as máquinas. Os andróides eram eficientes, mas pouco resistentes, logo um a um foi sendo derrotado, com a técnica Slash Crono atingia duas máquinas de uma só vez, Lucca fazia bom uso das granadas explosivas na sua bolsa lateral de couro.
— Robô! — ao final, Lucca correu novamente ao armazenamento — jogaram ele no lixo. Lucca entra no local e com certa dificuldade arrasta Robô para fora.
— Está todo danificado. Não sei se consigo consertá-lo. Vamos levá-lo de volta para o Domo Proto.
Eles carregaram Robô com calma, lentidão e muito esforço. Quando chegaram, Robô ainda estava ligado. Marle caíra no sono, ela havia aberto a porta, então, poderiam ir embora. Crono deixou Robô ao lado de Marle enquanto Lucca preparava suas ferramentas.
— V... você pode me con... sertar?
— Shh, tente não falar.
— Você irá tentar salvar nosso mundo?
— Bom... a ideia é essa... E você Robô, o que pretende fazer?
— O que... vou fazer?
— Sim, quais são seus planos para o futuro?
— ...Lucca, ninguém nunca me perguntou isso.
Após algumas horas Lucca terminou o reparo de Robô apenas com suas ferramentas, o, fora alguns amassados, o andróide parece novo em folha.
— Saudações.
— Robô, você parece novo! Lucca, você é incrível!
— Só espero não ter que fazer isso novamente.
Robô, que estava sentado, se aproxima de Lucca.
— Lucca, eu tomei uma decisão, quero ir com você!
— Como é! — Marle se espanta.
— Se há uma chance de salvar nosso mundo, eu também quero ajudar!
— Então vamos nessa!
Os quatro partem para o Portal dentro da sala antes trancada, Lucca ergue a Chave de Portal e os quarto são consumidos pelo mesmo, o Portal não age de forma natural, mas o grupo não chega a perceber. Não seria a última vez que eles passariam por aquele futuro distópico.
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