Notas iniciais
E, finalmente, Anowter se encontra com o terrível homem que causara aquela chacina. E este revelará as suas verdadeiras intenções.

CAPÍTULO III — PUTA MERDA!!!

Depois de toda aquela confusão eu decidi usar habilidade herdada de meu pai, a réalité. Esse nome é bem escroto né?! É que quando era jovem, eu decidi colocar assim por que gostava muito de coisas francesas, inclusive as próprias francesas, se é que me entende.
Ah, continuando com a história. Essa habilidade permite que eu traga três de minhas realidades alternativas para campo de batalha. Existem vários “eus” dessas ralidades. Cada um deles tem personalidades, profissões e vidas diferentes, só que eu os domino por completo. O mais “legal” é que eles não me questionam e nem sentem dor.
E foi naquele momento que eu ativei minha peculiaridade, mas todos, de repente, começaram a enfiar as armas em suas bocas, corações, gargantas, olhos, e aqueles que não tinham nada, seguraram suas cabeças com a duas mãos, numa posição para que pudessem quebrar seus pescoços.
A pior coisa que vi, foi que ali também existia crianças, e elas estavam fazendo isso. Muitos olharam para mim, chorando, implorando por ajuda. Foi quando fiquei ciente que o corpo estava sendo manipulado pela habilidade daquele filho da puta, mas as suas mentes continuavam sóbrias.
Escolhi avançar para salvar, pelo menos, algumas crianças, mas acho que aquilo foi o gatilho para que, todos se matassem instantaneamente. Puta merda, nunca vi tanto sangue e lágrimas reunidos em um só local. Aquilo era uma cena aterrorizante. Foi ali que despertou um sentimento de compaixão em mim. Há muitos anos eu não sabia o que era medo e ter fé.
Mas não podia perder a cabeça. Foi nessa hora que precisei usar minha segunda habilidade que herdei de minha mãe, détergent. Com ela posso criar uma liquido semelhante a um detergente, que serve para limpar as coisas sem sobrar nenhuma prova de nada. Então eu limpei todo o salão em questão de dezenas segundos. Mas por algum motivo algumas bolhas começaram a estourar.
Foi muito bizarro, mas produzi milhares de bolhas e percebi que as que estouravam formavam o caminho que aquele desgraçado fugiu. Aquilo me fez pensar de que sua habilidade não tinha nada a ver com controle mental. Mas mesmo assim não fazia ideia do que era.

***


Depois de perseguir os estouros das bolhas, consegui alcançá-lo em uma rua escura, suja, com lama e alguns mendigos e drogados. Ele caminhava tranquilamente e estava sem ninguém acompanhando. Aquilo foi a hora perfeita para eu cumprir minha missão e, mais importante do que isso, vingar aquelas crianças.
Aquele engomadinho estava cheio de brecha. Não me contive e sorrateiramente fui acabar esse serviço usando uma faca militar.
Eu não sei como, mas ele se virou, olhou para mim com aquele sorrizo babaca, e contra minha vontade enfiei a faca em meu abdômen, e vi as minhas tripas saindo. Comecei a perder a consciência. Só que ele não contava que aquele esfaqueado era uma de minhas cópias. Quando o babaca se deu conta, já estava cercado por cima e pela sua direta.
Achei que ele iria se desesperar, mas minha cópia esfaqueada lançou a faca na cabeça do que estava acima dele e o outro, nesse caso eu, o verdadeiro, fui arremessado como se diversos tiros em miniaturas perfurassem meu corpo. A força foi tanta que rachei uma parede de concreto. Eu não parava de sangrar. Meu olho direito foi para o brejo. eu parecia um queijo cheio de furos, só que em miniatura.
– Você acha que não sei sobre você? — disse ele retirando seu sorriso e ficando mais sério. — Você acha que eu não sei sobre esse mundo obscuro que nos permeia? Você acha que estou errado fazendo isso? Desde o início a culpa é desse governo imundo. — repentinamente um drogado enfiou as brasas de seu fumo em seus olhos. O mesmo nem gritou de tão dopado que estava.
Eu mal podia me mover mas ainda conseguia falar. Por sorte isso não atingiu minhas pregas vocais.
– Afinal de contas, quem é você? Viajei para o passado de uma linha alternativa igual a nossa, mas não consegui saber quem você é. — eu falei isso com uma cara de puto e tossindo sangue.
– Sou uma pessoa muito especial por causa de minha habilidade, assim como você e os outros da GAP. — ele disse calmamente torturando outro drogado e um mendigo. — Fui tirado de meu lar à força e, para que eu não tivesse para onde voltar, eles mataram minha famíla, colegas, amigos e até conhecidos meus. Tudo foi tirado de mim, até meu nome. E isso foi obra do governo. Governo esse que promove escolas para heróis e que também ajuda a combater os vilões. Eles são uma mentira; uma escória; uma ilusão. E nós somos a verdade suja por detrás do pano imundo da sociedade.
– De que merda você está falando? Ficou "arrependida" por terem feito de você um assassino? — eu estava sorrindo sarcasticamente. — Mas você tem que admitir que ser um grande herói é bem legal né, ou será que "tu tá" com invejinha?
O idiota terminou de matar os mendigos e drogados que ninguém ligava, estendeu o braço direito com a mão aberta e disse:
– Como lhe respeito muito, eu direi como me chamam. — Ele retirou seus óculos e o headfone. — Eu sou [#@$%].
O nome era tão escroto que, na condição que eu estava, nem prestei atenção.
– Agora irei mostrar para o povo como é o verdadeiro caos. Quero ver heróis, vilões, políticos, polícia, presidiários e simples civis, se matando sem saber o que está acontecendo. Quero ver o circo pegar fogo e mostrar para a porra desse governo do quão perigoso foi me cultivar.
Meu corpo começou a se mover sozinho a caminho da faca na cabeça de minha cópia. Em seguida eu a peguei e apontei para minha garganta. Logo depois disso [#@$%] disse:
– Até mais, Sr. Anowter.

Continua...

Notas finais
O que acontecerá com Anowter? Como ele sairá dessa? Fiquem atentos, pois o próximo capítulo será o último!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.